RRC
July 30th, 2006, 03:08 AM
Mercado
Brasil bate EUA e é vice em ônibus
Se no ranking mundial da indústria automobilística, com pouco mais de 2,5 milhões de veículos, o Brasil aparece na nona classificação, na indústria de ônibus, especificamente, o panorama é diferente: o País, ano passado, superou os Estados Unidos e passou à condição de segundo na produção de coletivos, de acordo com números divulgados pela Oica, a Organisation Internationale des Constructeurs d''Automobiles, com sede em Paris. Em caminhões, a posição brasileira, sexto lugar, se manteve inalterada em relação a 2004.
Em ônibus, com 35.266 unidades - que geraram, com carroceria, um faturamento em torno de R$ 14 bilhões - o Brasil respondeu por 10,4% do total da produção mundial, de 337.573 unidades. Se tomada a produção dos cinco maiores países, de 180.566 ônibus, a contribuição brasileira correspondeu a 20%.
Na lista dos cinco maiores produtores, a China é a mais importante, com 77.138 ônibus feitos em 2005, pouco mais do dobro em relação ao Brasil, embora o país asiático tenha quase 10 vezes a população brasileira.
Em 2005, o Brasil foi, entre os cinco maiores, o que mais cresceu na produção de ônibus em relação ao ano anterior. O País evoluiu 23%, acima dos EUA, com aumento de 18% e da China, que expandiu a produção em 12%. No confronto com 2003, a indústria brasileira também foi a que mais cresceu (ver tabela).
Carrocerias
O ano passado foi recorde em exportações de ônibus. O País embarcou 18.943 ônibus, mais do que vendeu internamente (15.338 unidades). Em 2006, as vendas externas caíram (7.641 unidades nos primeiros seis meses, menos 15,6% no confronto com mesmo período de 2005), Em contrapartida, as vendas internas cresceram muito - para 9.670 unidades, 36,9% superiores às do ano passado - e tal desempenho fez a produção crescer 3,6% nos seis meses.
O Brasil não é por acaso o segundo maior produtor mundial. Além de bons desempenhos nas exportações, a indústria brasileira conta com vigoroso mercado interno, alicerce para sustentar bases exportadoras e estimular a internacionalização das encarroçadoras nacionais - Marcopolo, Busscar e Comil operam fábricas no exterior, uma forma de garantir sustentação de seus negócios.
No caso das empresas estrangeiras - que no Brasil produzem o chassi, encarroçados pela nacionais - sua destacada produção brasileira é refletida nos números. Veja-se o caso da DaimlerChrysler, dona da marca Mercedes-Benz: de sua produção mundial de 53.350 ônibus ano passado, a fábrica de São Bernardo do Campo, ABC paulista, respondeu por 20.291 unidades, 38% do total. Em segundo lugar ficou o negócios nos Estados Unidos e, em terceiro, no Japão. A importância do Brasil para a Mercedes veio com sua elevação de centro mundial de desenvolvimento de chassis da marca.
As suecas Scania e Volvo não têm do que reclamar do Brasil. As fábricas de São Bernardo e Curitiba, respectivamente, foram para cada uma a segunda do mundo em produção. A Scania brasileira fez 2.753 chassis, 45% do total da marca. Já a Volvo daqui contribuiu com um quinto do volume mundial da marca.
Volskwagen: caso único
O caso da marca Volkswagen, em ônibus, é sui generis. Segunda no ranking doméstico, é no Brasil que a empresa tem no mundo seu único negócio de ônibus. Tal condição abre as portas não apenas à exportação de ônibus (ano passado destinou 33% do volume ao mercado externo) como também para a exportação de fábricas. Depois de Puebla, no México, no segundo semestre de 2006 será a vez de Port Elizabeth, na África do Sul, operar uma linha de montagem com tecnologia e produtos enviados do Brasil.
Fonte: Jornal Gazeta Mercantil
Brasil bate EUA e é vice em ônibus
Se no ranking mundial da indústria automobilística, com pouco mais de 2,5 milhões de veículos, o Brasil aparece na nona classificação, na indústria de ônibus, especificamente, o panorama é diferente: o País, ano passado, superou os Estados Unidos e passou à condição de segundo na produção de coletivos, de acordo com números divulgados pela Oica, a Organisation Internationale des Constructeurs d''Automobiles, com sede em Paris. Em caminhões, a posição brasileira, sexto lugar, se manteve inalterada em relação a 2004.
Em ônibus, com 35.266 unidades - que geraram, com carroceria, um faturamento em torno de R$ 14 bilhões - o Brasil respondeu por 10,4% do total da produção mundial, de 337.573 unidades. Se tomada a produção dos cinco maiores países, de 180.566 ônibus, a contribuição brasileira correspondeu a 20%.
Na lista dos cinco maiores produtores, a China é a mais importante, com 77.138 ônibus feitos em 2005, pouco mais do dobro em relação ao Brasil, embora o país asiático tenha quase 10 vezes a população brasileira.
Em 2005, o Brasil foi, entre os cinco maiores, o que mais cresceu na produção de ônibus em relação ao ano anterior. O País evoluiu 23%, acima dos EUA, com aumento de 18% e da China, que expandiu a produção em 12%. No confronto com 2003, a indústria brasileira também foi a que mais cresceu (ver tabela).
Carrocerias
O ano passado foi recorde em exportações de ônibus. O País embarcou 18.943 ônibus, mais do que vendeu internamente (15.338 unidades). Em 2006, as vendas externas caíram (7.641 unidades nos primeiros seis meses, menos 15,6% no confronto com mesmo período de 2005), Em contrapartida, as vendas internas cresceram muito - para 9.670 unidades, 36,9% superiores às do ano passado - e tal desempenho fez a produção crescer 3,6% nos seis meses.
O Brasil não é por acaso o segundo maior produtor mundial. Além de bons desempenhos nas exportações, a indústria brasileira conta com vigoroso mercado interno, alicerce para sustentar bases exportadoras e estimular a internacionalização das encarroçadoras nacionais - Marcopolo, Busscar e Comil operam fábricas no exterior, uma forma de garantir sustentação de seus negócios.
No caso das empresas estrangeiras - que no Brasil produzem o chassi, encarroçados pela nacionais - sua destacada produção brasileira é refletida nos números. Veja-se o caso da DaimlerChrysler, dona da marca Mercedes-Benz: de sua produção mundial de 53.350 ônibus ano passado, a fábrica de São Bernardo do Campo, ABC paulista, respondeu por 20.291 unidades, 38% do total. Em segundo lugar ficou o negócios nos Estados Unidos e, em terceiro, no Japão. A importância do Brasil para a Mercedes veio com sua elevação de centro mundial de desenvolvimento de chassis da marca.
As suecas Scania e Volvo não têm do que reclamar do Brasil. As fábricas de São Bernardo e Curitiba, respectivamente, foram para cada uma a segunda do mundo em produção. A Scania brasileira fez 2.753 chassis, 45% do total da marca. Já a Volvo daqui contribuiu com um quinto do volume mundial da marca.
Volskwagen: caso único
O caso da marca Volkswagen, em ônibus, é sui generis. Segunda no ranking doméstico, é no Brasil que a empresa tem no mundo seu único negócio de ônibus. Tal condição abre as portas não apenas à exportação de ônibus (ano passado destinou 33% do volume ao mercado externo) como também para a exportação de fábricas. Depois de Puebla, no México, no segundo semestre de 2006 será a vez de Port Elizabeth, na África do Sul, operar uma linha de montagem com tecnologia e produtos enviados do Brasil.
Fonte: Jornal Gazeta Mercantil