Tamarindo Cobra
September 2nd, 2006, 07:26 AM
Embraer de Botucatu produzirá fuselagem de avião de US$ 6,8 mi
Empresa anuncia investimentos de R$ 500 milhões para fabricar novos modelos de aeronaves
A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A) de Botucatu produzirá em 2007 fuselagem de dois jatos executivos avaliados em até US$ 6,8 milhões (R$ 14,5 milhões).
O investimento total para fabricar os aviões Phenom 100 e 300 é de US$ 235 milhões (R$ 501,9 milhões).
Ontem, o projeto das aeronaves foi apresentado em Brasília para executivos. A empresa ainda não divulga que valores serão repassados para a unidade de Botucatu e nem quantos novos funcionários serão contratados.
Carro voador
Esses novos jatos que a Embraer vai produzir são chamados de light e very light, ou seja, aviões pequenos para viagens rápidas e em distâncias médias, chamados de “carros voadores”.
O vice-presidente para o mercado de aviação executiva da empresa, Luís Carlos Affonso, estima que na próxima década 50% do mercado de aviação executiva se concentre nos jatos light e very light. “Pretendemos ficar com 30% desse mercado ou US$ 1,7 bilhão nos próximos dez anos”, diz.
A Embraer já vendeu 235 unidades da série Phenom.
Ipanema lidera vendas
A fábrica de Botucatu é a antiga Indústria Aeronáutica Neiva, que começou a operar nos anos 50 e depois foi comprada em meados dos anos 80 pela Embraer.
A indústria tem cerca de 1.400 empregados e uma área de 245 mil m.
O forte da produção é o avião agrícola Ipanema, campeão de vendas no setor e que em 2004 ganhou uma versão movida a álcool. Foi o primeiro avião no mundo a voar com esse combustível.
Em Botucatu também já são produzidos componentes para os jatos regionais da Embraer da família 145 e 170, que depois são montados em São José dos Campos. Em média, a construção total de um jato leva quatro meses.
Na cidade também se produz a fuselagem do Super Tucano, avião militar construído pela Embraer.
A montagem final também é feita fora, em Gavião Peixoto.
Carteira de US$ 11 bilhões
No mercado de jatos comerciais, a Embraer está no terceiro lugar de vendas. Boeing e Air Bus lideram.
No momento, a Embraer divulga ter uma carteira de pedidos de US$ 11 bilhões (R$ 23 bilhões). Depois de privatizada nos 90, a empresa começou a investir em jatos executivos.
Atualmente sua força de trabalho totaliza mais de 17 mil empregados, dos quais 85,9% baseados no Brasil. A empresa contribui para a geração de mais de 5 mil empregos indiretos.
Foi a segunda maior empresa exportadora nos anos de 2002, 2003 e 2004, enviando aviões para os cinco continentes.
Outra característica são as parcerias internacionais. O projeto dos jatos Phenom, por exemplo, tem motores canadenses e o design interno feito pela alemã BMW. Maquetes em tamanho real do jato também circularam pela Europa.
Empresa anuncia investimentos de R$ 500 milhões para fabricar novos modelos de aeronaves
A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A) de Botucatu produzirá em 2007 fuselagem de dois jatos executivos avaliados em até US$ 6,8 milhões (R$ 14,5 milhões).
O investimento total para fabricar os aviões Phenom 100 e 300 é de US$ 235 milhões (R$ 501,9 milhões).
Ontem, o projeto das aeronaves foi apresentado em Brasília para executivos. A empresa ainda não divulga que valores serão repassados para a unidade de Botucatu e nem quantos novos funcionários serão contratados.
Carro voador
Esses novos jatos que a Embraer vai produzir são chamados de light e very light, ou seja, aviões pequenos para viagens rápidas e em distâncias médias, chamados de “carros voadores”.
O vice-presidente para o mercado de aviação executiva da empresa, Luís Carlos Affonso, estima que na próxima década 50% do mercado de aviação executiva se concentre nos jatos light e very light. “Pretendemos ficar com 30% desse mercado ou US$ 1,7 bilhão nos próximos dez anos”, diz.
A Embraer já vendeu 235 unidades da série Phenom.
Ipanema lidera vendas
A fábrica de Botucatu é a antiga Indústria Aeronáutica Neiva, que começou a operar nos anos 50 e depois foi comprada em meados dos anos 80 pela Embraer.
A indústria tem cerca de 1.400 empregados e uma área de 245 mil m.
O forte da produção é o avião agrícola Ipanema, campeão de vendas no setor e que em 2004 ganhou uma versão movida a álcool. Foi o primeiro avião no mundo a voar com esse combustível.
Em Botucatu também já são produzidos componentes para os jatos regionais da Embraer da família 145 e 170, que depois são montados em São José dos Campos. Em média, a construção total de um jato leva quatro meses.
Na cidade também se produz a fuselagem do Super Tucano, avião militar construído pela Embraer.
A montagem final também é feita fora, em Gavião Peixoto.
Carteira de US$ 11 bilhões
No mercado de jatos comerciais, a Embraer está no terceiro lugar de vendas. Boeing e Air Bus lideram.
No momento, a Embraer divulga ter uma carteira de pedidos de US$ 11 bilhões (R$ 23 bilhões). Depois de privatizada nos 90, a empresa começou a investir em jatos executivos.
Atualmente sua força de trabalho totaliza mais de 17 mil empregados, dos quais 85,9% baseados no Brasil. A empresa contribui para a geração de mais de 5 mil empregos indiretos.
Foi a segunda maior empresa exportadora nos anos de 2002, 2003 e 2004, enviando aviões para os cinco continentes.
Outra característica são as parcerias internacionais. O projeto dos jatos Phenom, por exemplo, tem motores canadenses e o design interno feito pela alemã BMW. Maquetes em tamanho real do jato também circularam pela Europa.