Cerrado
October 17th, 2006, 02:10 AM
Fonte:Tribuna da Bahia
O Governo do Estado está solicitando ao Governo da Espanha recursos da linha de Financiamento de Estudos de Viabilidade (FEV) – modalidade pública –, para a realização de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental de implantação da ligação ferroviária entre o oeste e o litoral do estado da Bahia, a denominada ‘Ferrovia Leste-Oeste’. O valor da doação está estimado em um milhão de euros. “Este é um dos principais projetos indicados pelo Peltbahia e que, seguramente, trará para o estado uma solução de integração regional de uma extensa área, com potencial para o incremento do agronegócio e verticalização desse setor. Isto coloca o projeto como um marco de grande importância estratégica, reforçada pela manifestação de interesse de diversas entidades privadas”, afirmou o secretário de Infra-Estrutura, Cláudio Melo.
No pedido encaminhado, ao ministro de Indústria, Turismo e Comércio da Espanha, Joan Clos I Matheu, o Governo do Estado ressalta a natureza estratégica do projeto, que se converterá em importante corredor de interligação entre o oeste da Bahia e o Oceano Atlântico.
O projeto atenderá também ao norte do estado de Minas Gerais, aos estados de Goiás e Tocantins e ao Distrito Federal, tendo em vista o potencial de transporte de carga (soja, milho, algodão, café, fertilizantes, madeira, gusa, combustíveis e outros produtos industrializados) da ordem de cinco milhões de toneladas anuais.
“A esse total deve-se somar a produção da recém-confirmada reserva de minério de ferro localizada na região do município de Caetité”, adiantou o secretário Cláudio Melo. O secretário se empenhou particularmente para obter esta possível doação, tendo ido à Brasília em setembro para fazer uma consulta prévia ao Conselho Econômico e Comercial da Embaixada da Espanha no Brasil.
Após a apreciação da proposta do Governo da Bahia, os espanhóis manifestaram a possibilidade da doação, baseando-se em outra solicitação do Estado para o estudo de implantação da plataforma logística de Juazeiro e que, agora em novembro, terá o seu relatório final apresentado ao governador Paulo Souto.
A doação dos recursos para o estudo da ferrovia Leste-Oeste será feita através do FEV, que é um instrumento de política comercial gerenciado pela Direção Geral de Financiamento Internacional do Ministério de Economia da Espanha. O FEV divide-se em três modalidades: pública, privada e multilateral.
Na modalidade pública, trata-se de um instrumento financeiro de cooperação que permite financiar os estudos de viabilidade realizados por empresas espanholas para projetos ou programas de interesse comum nos países beneficiários.
Com a Ferrovia, o Governo do Estado pretende atrair novos investimentos para a Bahia, concorrendo para a ampliação e diversificação de sua matriz produtiva, com a ampliação das possibilidades de transporte, oferecendo o modal ferroviário, de menor impacto energético e ambiental, como alternativa ao modal rodoviário; promover a intermodalidade através de uma maior e melhor articulação com os demais sistemas de transportes; proporcionar o crescimento econômico do estado, com benefício para o Sudoeste do Piauí, Sul do Maranhão e parte do Centro-Oeste brasileiro, representado pelo Distrito Federal, Goiás e Tocantins.
O Governo do Estado pretende que a ferrovia se converta no principal corredor de transportes da Bahia e, em longo prazo, possa se conectar a outros empreendimentos ferroviários que venham a ser desenvolvidos com direção ao Centro-Oeste brasileiro, e, posteriormente, até a outros paises sul-americanos. “No cenário atual, as regiões de influência imediata da obra se caracterizam pela produção predominante de soja, algodão, café, milho e frutas, atualmente sem alternativas de escoamento além do modal rodoviário”, justificou Claudio Melo.
Transporte de industrializados
O secretário de Infra-estrutura disse que o estudo deve analisar, também, a demanda de retorno (contrafluxo) de fertilizantes químicos e derivados de petróleo produzidos na Região Metropolitana de Salvador, com ênfase para a Refinaria de Mataripe e o Pólo Petroquímico de Camaçari. “Existe a perspectiva de transporte de produtos industrializados em novos pólos de expansão nas cidades-terminais e a possibilidade do aumento da capacidade de atender às demandas de escoamento dos produtos”, acentuou.
“Com relação à parte oeste da ferrovia, o estudo deve considerar, necessariamente, a proposição da ligação Luis Eduardo Magalhães–Brumado realizado pelo Departamento de Infra-estrutura de Transporte da Bahia (Derba), que sugere a construção de uma nova linha ferroviária de Luís Eduardo Magalhães a Brumado (575 quilômetros), em duas etapas. A primeira entre Brumado e Bom Jesus da Lapa (242 quilômetros) e a segunda desde Bom Jesus da Lapa até Luís Eduardo Magalhães (333 quilômetros). Estas ações requerem estudo de viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental desta intervenção”, explica Cláudio Melo.
Para o trecho entre a região do Município de Brumado e o litoral, o estudo deve buscar uma melhor alternativa de traçado, considerando-se o escoamento da produção graneleira do Oeste baiano e seu entorno e do minério de ferro de Caetité, num cenário de exploração em escala industrial. No extremo leste, o destino final de toda a produção deverá ser um porto (um dos já existentes na costa baiana ou outro terminal portuário a ser construído).
Cláudio Melo diz também que “o estudo deve analisar a indicação feita pelo Derba, do aproveitamento da linha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que liga a região de Brumado ao Complexo Portuário de Baía de Todos os Santos e a realização de melhoramentos da linha com a necessária análise da capacidade deste trecho ferroviário de atender à demanda de carga, principalmente de grãos e minérios”, finalizou.
O Governo do Estado está solicitando ao Governo da Espanha recursos da linha de Financiamento de Estudos de Viabilidade (FEV) – modalidade pública –, para a realização de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental de implantação da ligação ferroviária entre o oeste e o litoral do estado da Bahia, a denominada ‘Ferrovia Leste-Oeste’. O valor da doação está estimado em um milhão de euros. “Este é um dos principais projetos indicados pelo Peltbahia e que, seguramente, trará para o estado uma solução de integração regional de uma extensa área, com potencial para o incremento do agronegócio e verticalização desse setor. Isto coloca o projeto como um marco de grande importância estratégica, reforçada pela manifestação de interesse de diversas entidades privadas”, afirmou o secretário de Infra-Estrutura, Cláudio Melo.
No pedido encaminhado, ao ministro de Indústria, Turismo e Comércio da Espanha, Joan Clos I Matheu, o Governo do Estado ressalta a natureza estratégica do projeto, que se converterá em importante corredor de interligação entre o oeste da Bahia e o Oceano Atlântico.
O projeto atenderá também ao norte do estado de Minas Gerais, aos estados de Goiás e Tocantins e ao Distrito Federal, tendo em vista o potencial de transporte de carga (soja, milho, algodão, café, fertilizantes, madeira, gusa, combustíveis e outros produtos industrializados) da ordem de cinco milhões de toneladas anuais.
“A esse total deve-se somar a produção da recém-confirmada reserva de minério de ferro localizada na região do município de Caetité”, adiantou o secretário Cláudio Melo. O secretário se empenhou particularmente para obter esta possível doação, tendo ido à Brasília em setembro para fazer uma consulta prévia ao Conselho Econômico e Comercial da Embaixada da Espanha no Brasil.
Após a apreciação da proposta do Governo da Bahia, os espanhóis manifestaram a possibilidade da doação, baseando-se em outra solicitação do Estado para o estudo de implantação da plataforma logística de Juazeiro e que, agora em novembro, terá o seu relatório final apresentado ao governador Paulo Souto.
A doação dos recursos para o estudo da ferrovia Leste-Oeste será feita através do FEV, que é um instrumento de política comercial gerenciado pela Direção Geral de Financiamento Internacional do Ministério de Economia da Espanha. O FEV divide-se em três modalidades: pública, privada e multilateral.
Na modalidade pública, trata-se de um instrumento financeiro de cooperação que permite financiar os estudos de viabilidade realizados por empresas espanholas para projetos ou programas de interesse comum nos países beneficiários.
Com a Ferrovia, o Governo do Estado pretende atrair novos investimentos para a Bahia, concorrendo para a ampliação e diversificação de sua matriz produtiva, com a ampliação das possibilidades de transporte, oferecendo o modal ferroviário, de menor impacto energético e ambiental, como alternativa ao modal rodoviário; promover a intermodalidade através de uma maior e melhor articulação com os demais sistemas de transportes; proporcionar o crescimento econômico do estado, com benefício para o Sudoeste do Piauí, Sul do Maranhão e parte do Centro-Oeste brasileiro, representado pelo Distrito Federal, Goiás e Tocantins.
O Governo do Estado pretende que a ferrovia se converta no principal corredor de transportes da Bahia e, em longo prazo, possa se conectar a outros empreendimentos ferroviários que venham a ser desenvolvidos com direção ao Centro-Oeste brasileiro, e, posteriormente, até a outros paises sul-americanos. “No cenário atual, as regiões de influência imediata da obra se caracterizam pela produção predominante de soja, algodão, café, milho e frutas, atualmente sem alternativas de escoamento além do modal rodoviário”, justificou Claudio Melo.
Transporte de industrializados
O secretário de Infra-estrutura disse que o estudo deve analisar, também, a demanda de retorno (contrafluxo) de fertilizantes químicos e derivados de petróleo produzidos na Região Metropolitana de Salvador, com ênfase para a Refinaria de Mataripe e o Pólo Petroquímico de Camaçari. “Existe a perspectiva de transporte de produtos industrializados em novos pólos de expansão nas cidades-terminais e a possibilidade do aumento da capacidade de atender às demandas de escoamento dos produtos”, acentuou.
“Com relação à parte oeste da ferrovia, o estudo deve considerar, necessariamente, a proposição da ligação Luis Eduardo Magalhães–Brumado realizado pelo Departamento de Infra-estrutura de Transporte da Bahia (Derba), que sugere a construção de uma nova linha ferroviária de Luís Eduardo Magalhães a Brumado (575 quilômetros), em duas etapas. A primeira entre Brumado e Bom Jesus da Lapa (242 quilômetros) e a segunda desde Bom Jesus da Lapa até Luís Eduardo Magalhães (333 quilômetros). Estas ações requerem estudo de viabilidade técnica, econômica, financeira e ambiental desta intervenção”, explica Cláudio Melo.
Para o trecho entre a região do Município de Brumado e o litoral, o estudo deve buscar uma melhor alternativa de traçado, considerando-se o escoamento da produção graneleira do Oeste baiano e seu entorno e do minério de ferro de Caetité, num cenário de exploração em escala industrial. No extremo leste, o destino final de toda a produção deverá ser um porto (um dos já existentes na costa baiana ou outro terminal portuário a ser construído).
Cláudio Melo diz também que “o estudo deve analisar a indicação feita pelo Derba, do aproveitamento da linha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que liga a região de Brumado ao Complexo Portuário de Baía de Todos os Santos e a realização de melhoramentos da linha com a necessária análise da capacidade deste trecho ferroviário de atender à demanda de carga, principalmente de grãos e minérios”, finalizou.