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October 25th, 2006, 10:13 AM
Ricardo David Lopes
Acadeia sueca IKEA vai abrir mais cinco lojas em Portugal até 2015. Para além das de Lisboa e Matosinhos, o grupo quer abrir outra na zona Sul do Porto, mais duas em Lisboa, uma em Coimbra e uma no Algarve, disse ao JN o director de expansão do grupo. A Ikea vai investir 660 milhões de euros em Portugal até 2015, incluindo 135 milhões em três linhas de montagem de móveis em Paços de Ferreira. Os incentivos do Estado serão "inferiores ao limite máximo [20%]" previsto para projectos de interesse nacional (PIN) e não vão incidir sobre as lojas, garantiu ao JN fonte oficial do Ministério da Economia.
"Queremos ter uma segunda loja em Lisboa, depois uma segunda a sul do Porto, uma em Coimbra, uma terceira em Lisboa e uma no Algarve", revelou António Machado, que falava à margem da apresentação dos investimentos do grupo em Portugal.
Segundo o responsável, na loja de Alfragide - aberta desde Junho de 2004 - "cerca de 95% dos clientes" são da zona da Grande Lisboa. Na de Matosinhos - que abre no segundo semestre de 2007 -, a zona de influência será "mais abrangente, entre Aveiro e Vigo", tirando partido do facto de, por enquanto, o grupo não ter nenhuma unidade na Galiza.
Antes, na apresentação dos investimentos, António Machado tinha adiantado que o recrutamento de pessoal para as unidades de Paços de Ferreira vai arrancar "no primeiro semestre de 2007". As três linhas de montagem da Swedwood (empresa do IKEA para a área industrial) vão criar 550 empregos directos e mil indirectos e representam o maior investimento feito pelo grupo nesta área. É o segundo maior projecto industrial do IKEA, com 250 mil metros quadrados.
Segundo o responsável, a unidade de fabrico de peças de estrutura alveolar vai estar a operar no final de 2007. A segunda, de portas de cozinha, arranca em 2008 e a terceira, de móveis com acabamento folheado, em 2010.
Questionados sobre que incentivos o Estado vai dar aos projectos, quer o ministro da Economia, quer os dirigentes do grupo presentes na conferência recusaram adiantar valores. O facto de ser um PIN confere ao projecto industrial o direito a receber 20% de incentivos, mas fonte oficial da Economia garantiu que "estarão abaixo desse limite".
Também o autarca de Paços de Ferreira não quis indicar o montante dos apoios concedidos para captar este investimento para o concelho - em detrimento de Estarreja e Paredes - , admitindo apenas que são "sob a forma fiscal" e que "ainda não estão fechados". O contrato de investimento com a Agência Portuguesa para o Investimento também ainda não foi assinado mas, segundo os responsáveis do IKEA, está "para breve".
Já o director da IKEA Ibérica justificou a escolha por Paços de Ferreira com o facto de ter as melhores infra-estruturas e área disponível, a par de acessibilidades à auto-estrada (A42) e a Espanha, condições de fornecimento energético e mão-de-obra. Segundo André DeWit, 60% das matérias-primas vão ter origem nacional e, a partir de 2014, quando estiverem em velocidade de cruzeiro, as unidades vão exportar 90% da produção para a Europa e EUA. Questionado sobre quantos anos têm de ficar no país ao abrigo dos acordos com o Estado, reconheceu haver "um período longo previsto", que recusou indicar. António Machado, contudo, garantiu que o IKEA nunca fechou nenhuma fábrica. A de Portugal será a 36.ª a operar.
:applause:
Acadeia sueca IKEA vai abrir mais cinco lojas em Portugal até 2015. Para além das de Lisboa e Matosinhos, o grupo quer abrir outra na zona Sul do Porto, mais duas em Lisboa, uma em Coimbra e uma no Algarve, disse ao JN o director de expansão do grupo. A Ikea vai investir 660 milhões de euros em Portugal até 2015, incluindo 135 milhões em três linhas de montagem de móveis em Paços de Ferreira. Os incentivos do Estado serão "inferiores ao limite máximo [20%]" previsto para projectos de interesse nacional (PIN) e não vão incidir sobre as lojas, garantiu ao JN fonte oficial do Ministério da Economia.
"Queremos ter uma segunda loja em Lisboa, depois uma segunda a sul do Porto, uma em Coimbra, uma terceira em Lisboa e uma no Algarve", revelou António Machado, que falava à margem da apresentação dos investimentos do grupo em Portugal.
Segundo o responsável, na loja de Alfragide - aberta desde Junho de 2004 - "cerca de 95% dos clientes" são da zona da Grande Lisboa. Na de Matosinhos - que abre no segundo semestre de 2007 -, a zona de influência será "mais abrangente, entre Aveiro e Vigo", tirando partido do facto de, por enquanto, o grupo não ter nenhuma unidade na Galiza.
Antes, na apresentação dos investimentos, António Machado tinha adiantado que o recrutamento de pessoal para as unidades de Paços de Ferreira vai arrancar "no primeiro semestre de 2007". As três linhas de montagem da Swedwood (empresa do IKEA para a área industrial) vão criar 550 empregos directos e mil indirectos e representam o maior investimento feito pelo grupo nesta área. É o segundo maior projecto industrial do IKEA, com 250 mil metros quadrados.
Segundo o responsável, a unidade de fabrico de peças de estrutura alveolar vai estar a operar no final de 2007. A segunda, de portas de cozinha, arranca em 2008 e a terceira, de móveis com acabamento folheado, em 2010.
Questionados sobre que incentivos o Estado vai dar aos projectos, quer o ministro da Economia, quer os dirigentes do grupo presentes na conferência recusaram adiantar valores. O facto de ser um PIN confere ao projecto industrial o direito a receber 20% de incentivos, mas fonte oficial da Economia garantiu que "estarão abaixo desse limite".
Também o autarca de Paços de Ferreira não quis indicar o montante dos apoios concedidos para captar este investimento para o concelho - em detrimento de Estarreja e Paredes - , admitindo apenas que são "sob a forma fiscal" e que "ainda não estão fechados". O contrato de investimento com a Agência Portuguesa para o Investimento também ainda não foi assinado mas, segundo os responsáveis do IKEA, está "para breve".
Já o director da IKEA Ibérica justificou a escolha por Paços de Ferreira com o facto de ter as melhores infra-estruturas e área disponível, a par de acessibilidades à auto-estrada (A42) e a Espanha, condições de fornecimento energético e mão-de-obra. Segundo André DeWit, 60% das matérias-primas vão ter origem nacional e, a partir de 2014, quando estiverem em velocidade de cruzeiro, as unidades vão exportar 90% da produção para a Europa e EUA. Questionado sobre quantos anos têm de ficar no país ao abrigo dos acordos com o Estado, reconheceu haver "um período longo previsto", que recusou indicar. António Machado, contudo, garantiu que o IKEA nunca fechou nenhuma fábrica. A de Portugal será a 36.ª a operar.
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