View Full Version : Co-incineração vai começar em breve
Barragon October 28th, 2006, 01:58 PM http://thumbs.sapo.pt/?pic=http://jn.sapo.pt/2006/10/28/11598706.jpg&H=250&W=250&errorpic=http://jn.sapo.pt/images/lusomundo/jn/errorpic.gif
icença de exploração emitida pelo Instituto do Ambiente depende da vistoria realizada anteontem.
Os equipamentos da cimenteira Secil na Arrábida, que "vão dentro de dias" testar a queima de resíduos perigosos (co-incineração), foram vistoriados anteontem pelas autoridades ambientais, dois dias depois da atribuição da licença.
"A vistoria correu bem. Não houve nenhuma evidência em contrário. Está tudo em ordem, até porque não temos novas instalações nem novos equipamentos", disse à Lusa fonte da Secil, adiantando que, para começar a fazer os primeiros testes de co-incineração, na legislatura deste Governo, "falta apenas" o Instituto do Ambiente emitir a licença de exploração, que depende do resultado da vistoria.
Na terça-feira, o Ministério do Ambiente atribuiu à Secil do Outão, na Arrábida, a licença ambiental e de instalação de resíduos, primeiro passo para realizar testes. Os primeiros vão ter lugar dentro de dias. "Estamos convictos de que deverão ocorrer, muito provavelmente, na primeira quinzena de Novembro", afirmou fonte da cimenteira.
A Secil marcou para o dia 8 do próximo mês uma reunião com a comissão de acompanhamento local, que integra nomeadamente membros de associações ambientalistas. "Os testes deverão ter lugar após essa reunião, mas pouco depois", adiantou.
Na terça-feira, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, disse que estava previsto ocorrerem a "muito curto prazo" os primeiros ensaios.
Providência cautelar
A Câmara de Setúbal anunciou que vai interpor, na próxima semana, uma providência cautelar para travar os testes de queima de resíduos perigosos na Secil. "A providência vai ser entregue ou segunda ou quinta-feira da próxima semana e, mal o Ministério do Ambiente seja notificado, suspende-se a realização de actos como, neste caso, a realização de testes de co-incineração na Secil", afirmou à Lusa o advogado do processo, Castanheira Barros.
Fonte: JN
Nem sei o que diga... nem sei o que faça ...
daniel322 October 28th, 2006, 04:27 PM espero q em coimbra não avance
Arpels October 28th, 2006, 09:05 PM isso tambem a gente diz aqui Daniel, se trouxer problemas vai traze-los para mtos municipios aqui da zona que é mto povoada, ainda não ouve foi uma campanha que informa-se de facto as populações das desvantagens e das vantagens disto.
daniel322 October 28th, 2006, 09:12 PM muitas das revoltas são devido à ignorancia e falta de informação.. as pessoas não sabem ao certo o que é co-incineração e pensam que é um bicho papão.
mas eu estou contra a co-incineração em coimbra pq coimbra praticamente perdeu todo o seu tecido industrial. ora, se não cria residuos, sendo q a maior parte vem de lisboa e porto pq é q havemos de ser nós a queimá-los e a levar com a suposta poluição/mal que isso provoca?
Arpels October 28th, 2006, 09:17 PM sempre se produzem alguns residuos em toda a região de Coimbra :dunno:
daniel322 October 28th, 2006, 09:18 PM comparado com lisboa e porto é insignificante :yes:
Arpels October 28th, 2006, 09:23 PM mas para a região uma coisa destas pode ser suficiente, ja para Lisboa e Porto sera diferente e serão precisos mais centrais do genero, digo eu que desconheço td sobre o que é de facto pois estou tão mal informado como o resto dos cidadãos nacionais.
O Prof Godin October 29th, 2006, 01:15 AM :evil: A tal falta de cultura democrática
Eu só espero que lhe enfiem…chaminé…com a dita manga pelo…adentro. Depois é só esperar para ver se…arde…deita fumo…ou sente bem.
Quando um povo diz repetidamente que não quer algo, porque será que os políticos insistem.:dj:
Falocracia >(
“Na nossa sociedade falocrática, um pénis grande e infatigável é símbolo de poder e de domínio, enquanto que qualquer alteração no seu funcionamento ou um tamanho mais diminuto constituem uma fonte de frustrações e insegurança que pode provocar graves problemas psicológicos”, in, hOMEM PASMADO, desabafos de um troglodita moderno, Quarta-feira, Janeiro 19, 2005. #00.042 FaloCracia, http://homempasmado.blogspot.com/2005/01/00042-falocracia.html
Arpels October 29th, 2006, 01:26 AM bom as veses o povo diz k quer ou não quer sem saber de todos os pormenores, depende da forma como e por quem é manobrado, por exemplo consegue defenir os males e o bem deste tipo de queima de residuos?
O Prof Godin October 29th, 2006, 01:36 AM Absolutamente de acordo. Nem podia concordar mais. Mas este governo está sempre a falar na sua própria legitimidade e a atirar tudo para as autarquias. Neste caso (que me convêm) perderam o controle da autarquia e da freguesia sobretudo pela cu – in – nação.
Barragon October 29th, 2006, 04:00 PM Ainda por cima no parque natural da arrábida... vai fazer tão bem às espécies vegetais :rant:
fred_mendonca October 29th, 2006, 06:39 PM Quem ganha com isto é a SECIL.
O Prof Godin October 29th, 2006, 08:56 PM Tiro pró ar
Talvez já exista sociedade constituída associada ao processo. Recolha, transporte, etc…
Embora as duas localizações sejam más não se assemelham. Antes as espécies vegetais que os seres humanos.
Mas em termos de impacte ambiental são ambas horríveis. Duas industrias que vão comendo a serra anexa.
No tempo em que eu trabalhei numa câmara dos arredores de Coimbra, o presidente tomou conhecimento da existência dos tais calcários argilosos e moles do qual se faz o cimento. Pensou logo em fazer uma fabrica, criar emprego, PIB, etc. Tudo muito bem. Teve-se de lhe dizer que ele tinha de optar - Ou cimento ou vinha. Mas ele era um homem sensato e esqueceu imediatamente a ideia da fábrica.
Em Coimbra é também simples – ou cimento ou cidade. Não se encontram fábricas de cimento nos aglomerados urbanos. Porque a questão é tão simples quanto esta. Souselas da o “peido” e os Hospitais da Universidade inalam-no.
Na Arrábida também é simples – ou cimento ou Tróia.
Portanto, tanto em Coimbra como na Arrábida o que há a fazer é deslocalizar as fábricas e refazer as encostas das serras.
Volto ao principio
Quem sabe se já não existe uma sociedade associada ao processo. Um filho… um amigo…etc… como no caso do grande hotel (monstruoso) feito contra tudo e contra todos em Monte Gordo, filho de um antigo…da assembleia da republica…também da zona da Covilhã.
:ohno:
Arpels October 29th, 2006, 09:19 PM eu diria k na Arrabida é ou cimento ou as cidades Godin, Trioia não tem população e não podemos esquecer que se isto tiver efeitos nefastos no ar k se respira e no meio ambiente vai apanhar a cidade de Setúbal e logo ao lado montes de concelhos super populosos entre o Tejo e o Sado.
[Smeagol] October 30th, 2006, 01:56 AM A localização dos fornos escolhidos para a co-incineração é péssima...
Mas meus amigos antes de levantarem a voz a favor ou contra a co-incineração vão-se informar e dps falamos... pq esse tal "bixo de 7 cabeças" já devia estar em fincionamento há muito...
Arpels October 30th, 2006, 11:50 AM pois da a senssação, se calhar não é senssação, que preferem por em risco a saude publica que construir intalações para o efeito de raiz em sitios onde não tenha grande impacto na saude publica e ambiente :sly: estava a tua espera pa dizeres algo Smeagol :D sabes algum sitio da net onde se possa ver algo sobre o assunto!!
O Prof Godin October 30th, 2006, 07:37 PM E tanto quanto sei já existem prontas ou em acabamento as tais unidades preparadas e com localização apropriada. No entanto (confesso que não percebo) as tais instalações foram obra do psd. Agora ps tem outra opinião. Não entendo. Agora fala-se muito de decisões politicas. Alguém é capaz de explicar o que são decisões politicas?
Arpels October 30th, 2006, 07:46 PM asneiras Gidin asneiras, é o costume!!
[Smeagol] October 30th, 2006, 08:26 PM pois da a senssação, se calhar não é senssação, que preferem por em risco a saude publica que construir intalações para o efeito de raiz em sitios onde não tenha grande impacto na saude publica e ambiente :sly: estava a tua espera pa dizeres algo Smeagol :D sabes algum sitio da net onde se possa ver algo sobre o assunto!!
aqui tens a papa toda... :)
Co-Incineração
Que destino dar ao nosso lixo?
Durante vários anos, verificou-se na maior parte dos países desenvolvidos uma acumulação irresponsável dos seus resíduos (urbanos, hospitalares, industriais, outros.) sem o respectivo tratamento. Esta atitude poderá ter impactos a médio e longo prazo na contaminação dos solos, águas e ar, com efeitos nefastos para a saúde pública.
Em Portugal estima-se a produção de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas/ano de resíduos industriais, dos quais 125.000 toneladas (5%) são classificados como perigosos e 16.000 toneladas destes, inceneráveis.
Desta forma, é urgente a introdução de um sistema de separação de lixos perigosos/não perigosos e posterior tratamento dos mesmos.
Após várias pesquisas realizadas, surgiu uma nova forma de tratamento do lixo: a Co-Incineração.
Mas em que é que de facto consiste a Co-Incineração?
A Co-Incineração consiste essencialmente no aproveitamento dos fornos das cimenteiras e das suas altas temperaturas (entre 1450 e 2000 graus), para a queima dos resíduos perigosos (tais como solventes de limpeza, solventes de indústria química, tintas, etc.), com a produção simultânea de cimento.
Alguns destes resíduos são constituídos por hidrocarbonetos e compostos clorados e fluorados entre outros, e alguns têm elevado poder calorífico.
Assim, o processo de Co-Incineração implica adaptações mínimas nas cimenteiras.
Numa primeira fase, os resíduos industriais perigosos são enviados para uma estação de pré-tratamento. Os lixos com pouco poder calorífico são fluidizados (trituração, dispersão e separação dos materiais ferrosos); os resíduos líquidos são impregnados com serradura e submetidos a uma possível centrifugação (no caso de possuírem grandes quantidades de água); os resíduos termo fusíveis, alcatrão e betumes, são rearmazenados em lotes.
Numa segunda fase os resíduos são levados para as cimenteiras. Em caso de acidente de transporte, os impactos ambientais serão muito menores do que antes do tratamento dos mesmos.
Nas cimenteiras são pulverizados para o forno tirando partido do seu poder calorífico (Ex: combustíveis) ou utilizados como matéria-prima substituta na produção de cimento.
Após este processo, não permanecem resíduos remanescentes da Co-Incineração, visto que estes são incorporados no próprio cimento, e devido às temperaturas e tempo de residência dos gases a produção de gases tóxicos é muito baixa. Contudo, poderemos ter a certeza da inexistência de perigo para a saúde pública?
Para evitar uma remota, mas possível fuga de gases devem ser instalados filtros de mangas nos fornos das cimenteiras, aumentando a margem de segurança.
Quais as vantagens e riscos da Co-Incineração em relação à inceneração clássica?
A inceneração clássica de resíduos perigosos (metais pesados, dioxinas, furanos, etc.) por meio de uma unidade inceneradora foi nos últimos anos alvo de contestação por parte dos técnicos especializados.
Se esta inceneração não se realizar com um controle rigoroso, pode aumentar ainda mais o perigo a estes resíduos e representar danos mais graves para a saúde pública e no meio ambiente.
Temperaturas elevadas: Devido às elevadas temperaturas alcançadas pelos fornos das cimenteiras, a destruição dos resíduos é muito mais eficaz em comparação com um incenerador clássico que não atinge tais temperaturas.
Tempos de residência de gases elevados: Sendo o tempo de permanência dos gases no forno superior ao de um incenerador, a taxa de destruição dos gases poluentes é maior, havendo um maio período a altas temperaturas no forno.
Inércia térmica elevada: Ao contrário dos inceneradores, os fornos de cimenteiras possuem uma elevada inércia térmica o que previne um drástico abaixamento de temperatura, com possíveis emissões anómalas, se ocorressem paragens ou alteração da operação.
Meio Alcalino: A base da matéria-prima no forno é o calcário. Assim o meio é alcalino, o que provoca a neutralização dos gases e vapores ácidos (SO2; CO2; HCL; HF) e a sua fixação no cimento. Desta forma, verifica-se uma substancial redução das emissões desses poluentes em relação à inceneração clássica.
Produção de efluentes líquidos/lamas e de resíduos sólidos: Neste processo de Co-Incineração não há produção de resíduos sólidos, efluentes líquidos ou lamas (potencialmente poluidores) porque todos os materiais não queimáveis são utilizados e incorporados na produção do próprio cimento, o que não acontece nos inceneradores.
Metais pesados: Devido às características da Co-Incineração, os metais pesados têm um ambiente óptimo de fixação no cimento, retirando o risco da sua libertação após queima.
Custo: A contrução de um incenerador clássico, bem como o respectivo processo de inceneração, têm custos bastante mais elevados do que os custos inerentes à Co-Incineração.
É possível concluir, face aos factos apresentados, que a Co-Incineração apresenta vantagens claras em relação à inceneração clássica.
No entanto, poderão existir alguma questões merecedoras de um estudo mais aprofundado relativamente à Co-Incineração:
- Quando o processo é interrompido, os filtros deixam de funcionar, podendo haver libertação de gases, praticamente sem tratamento, caso os filtros de mangas utilizados não tenham a capacidade de reter os gases mais voláteis como o mercúrio.
- Quais os efeitos na saúde pública de um edifício construído com cimento produzido nas co-inceneradoras?
Saúde pública
No processo de eliminação de resíduos podem ser emitidos para a atmosfera determinados componentes, prejudiciais para a saúde das populações e para o Ambiente. Ainda que o nível de exposição a agentes químicos pelas populações mais próximas das unidades de eliminação de resíduos tenha geralmente sido muito baixa, possíveis efeitos carcinogénicos e crónicos são motivo de preocupação para as entidades competentes. Desta forma, não existem factos comprovativos da absoluta segurança do processo.
Relativamente à saúde pública, revela-se impossível isolar os efeitos consequentes da Co-Incineração dos resultantes da indústria, hábitos sociais (Ex: tabagismo) e outros factores poluidores.
Análise psicosocial
Nos últimos anos, sempre que um governo demonstra a sua intenção de construir uma unidade de tratamento de resíduos sólidos ou de introduzir o processo de Co-Incineração numa cimenteira, as reacções das populações não são geralmente favoráveis ao programa em questão. É a velha máxima "Eliminar o lixo muito bem, mas não no meu quintal". Embora muitas vezes as pessoas compreendam as necessidades ambientais globais, não interiorizam as medidas locais a aplicar.
Por outro lado, a relação do governo com as populações não é muitas vezes a melhor. Ao tentar introduzir uma nova tecnologia, o governo distancia-se da população, apoiando-se em dados técnicos em vez de uma informação mais próxima e educativa para a população.
Assim, não é difícil de compreender o aumento da sensibilidade das populações em relação ao risco de acidentes, decorrente da aplicação de novas tecnologias.
Em suma, o processo de Co-Incineração em cimenteiras produz impactos positivos para o Ambiente, eliminando de forma correcta os resíduos perigosos. Evita o consumo de combustíveis fósseis, com a poupança de recursos naturais não renováveis.
Para que a Co-Incineração se processe eficazmente, bastará que o governo tenha uma abordagem mais directa e informativa com as populações, diminuindo a sua hostilidade e confiança.
[Smeagol] October 30th, 2006, 08:34 PM Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
CLARO COMO ÁGUA: obsessões.
Portugal produz, anualmente, cerca de 254 mil toneladas de resíduos industriais perigosos (RIP) de vários tipos, das quais grande parte não é sujeita a qualquer tratamento, indo-se juntar a alguns milhões de toneladas produzidas em anos anteriores e que têm vindo a ser depositadas, ao longo do tempo e sem controlo adequado, em vários pontos do País, contaminando os solos e as águas subterrâneas e constituindo um verdadeiro atentado ao ambiente e à saúde pública que empobrece e envergonha o País.
Estamos, portanto, perante um problema da maior importância que requer solução urgente – seja no que se refere às novas quantidades de RIP diariamente produzidas, seja no que se refere ao passivo ambiental - com base nas melhores tecnologias disponíveis, testadas e internacionalmente reconhecidas como adequadas.
Estas tecnologias são diversas, consoante as características dos diferentes tipos de RIP, havendo, em muitos casos, mais do que uma tecnologia aplicável ao tratamento de um dado tipo de resíduos.
Como tem sido exaustivamente demonstrado com o apoio de estudos e pareceres técnico-científicos idóneos e independentes e pela prática vigente nos países mais desenvolvidos e com políticas ambientais mais evoluídas, como a Suécia, Alemanha, França, EUA, etc., para uma parte significativa destes RIP – cerca de 80 mil toneladas por ano, ou seja, mais de 30% do total de RIP anualmente produzidos, a que acrescem as que integram o actual passivo ambiental - a tecnologia que mais rápida, eficaz e eficientemente, e sem problemas significativos para o ambiente e para a saúde pública, pode resolver o problema é a da valorização energética destes resíduos através da sua co-incineração em fornos de cimenteiras. Tal solução tem a grande vantagem de estar mais imediatamente disponível e de não impedir o recurso futuro a outras soluções que o desenvolvimento científico e tecnológico venha a aconselhar como ainda mais adequadas, à medida que tais soluções estejam devidamente testadas e operacionalmente disponíveis.
Constituiu, por isso, uma grande incompetência e leviandade política o abandono no início de 2002, por parte do Governo PPD/PSD-CDS/PP, da co-incineração para esta parte dos RIP, abandono esse motivado, fundamentalmente, por razões de oportunismo político-partidário e sem que o Governo tivesse, na altura, qualquer solução alternativa válida para implementar.
Os resultados estão à vista. Passados quase três anos, e contrariamente ao que havia prometido, o Governo não conseguiu pôr a funcionar qualquer solução alternativa que se revelasse mais eficaz e eficiente do que a co-incineração, aumentando assim o já elevado passivo ambiental existente e continuando sem fim à vista para resolver o problema.
Para escamotear este enorme fracasso político que está a causar graves prejuízos ao País, o Governo apresentou, no início de 2003, uma solução baseada na construção dos CIRVER-Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos cujo desenvolvimento se tem vindo penosamente a arrastar e que, na melhor das hipóteses, não estarão operacionais antes de 2007. Acresce que, no que se refere em particular aos RIP susceptíveis de valorização energética através da co-incineração, a solução do Governo se baseia, em grande medida, em tecnologias ainda pouco testadas e com resultados, custos e consequências ainda não devidamente esclarecidos. Ainda assim, os defensores da solução do Governo reconhecem que para uma parte destes resíduos só a incineração é o tratamento adequado, mas a obsessão contra a co-incineração é tal que, mesmo neste caso, defendem a exportação desses resíduos, para serem incinerados ou co-incinerados noutros países, como se esta solução fosse boa para esses países mas má para Portugal, traduzindo assim a inconsistência, a má consciência e o oportunismo da sua política ambiental.
Com o previsível regresso do PS à governação do País, agora liderada por José Sócrates que se bateu pela co-incineração com grande convicção e empenho é, pois, natural que esta solução venha, de novo, a ser encarada e que a obsessão contra a co-incineração seja substituída pela obsessão a favor da resolução urgente do problema dos RIP no País.
mais um artigo...
Mário Lino
Consultor e ex-Presidente do Grupo Águas de Portugal (AdP).
Este artigo foi também publicado no Diário Económico do passado dia 30 de Dezembro.
[Smeagol] October 30th, 2006, 08:50 PM Concluindo…
Eu aprendi em Introdução aos problemas ambientais, que a única solução para os RIP é a co-incineração.
Nos em Portugal enquanto os RIP são pagos (13M€ ano) para os espanhóis os queimarem nas suas cimenteiras ou enviados para os rios em vários pontos do país…
Continuamos a fazer manifestações contra a única solução para os RIP…
E tudo falta de informação… e depois é obvio que os partidos políticos e associações fundamentalistas (quercos) aproveitam a situação e fazem passar uma imagem falsa…
Santa ignorância…
Barragon October 30th, 2006, 10:42 PM Qualquer emissão poluente é logo grande catástrofe.... mas na Arrábida é que não :(
daniel322 October 30th, 2006, 10:45 PM mas lá está smeagol, é tudo falta de informação. mas já viste algum governo fazer uma campanha de sensibilização como deve ser? mais de metade da população de Coimbra não sabe em que se baseia a co-incineração e, como tal, estão pouco receptivos à ideia.. acho normal ;)
Arpels October 30th, 2006, 11:21 PM pois, a parte de pagarmos para os RIP ser coincenerados em Espanha ja se falou mas ficaram por ai na defesa da coinceneração em contrapartida os ataques foram mais de n :dunno:
O Prof Godin October 30th, 2006, 11:47 PM [QUOTE='[Smeagol];10294348']Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
CLARO COMO ÁGUA: obsessões.
Construção dos CIRVER-Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos cujo desenvolvimento se tem vindo penosamente a arrastar e que, na melhor das hipóteses, não estarão operacionais antes de 2007.
Obrigado pela tua informação. CIVER- Centros é o nome que me faltava. Estes centros já estão construídos ou a terminar a sua construção. Como dizer …operacionais antes de 2007.
Pergunta: então se estão construídos porque é que se continua a insistir em ter uma fabrica que deita poluentes (porque não deita oxigénio – penso que aí estamos de acordo – oxigénio não faz parte das emissões previstas) numa cidade que é o TOP português da medicina, em várias áreas?
[Smeagol] October 31st, 2006, 04:21 PM mas lá está smeagol, é tudo falta de informação. mas já viste algum governo fazer uma campanha de sensibilização como deve ser? mais de metade da população de Coimbra não sabe em que se baseia a co-incineração e, como tal, estão pouco receptivos à ideia.. acho normal ;)
ai está a questao...
JÁ É ALTURA DE RELMENTE EXPLICAR AOS PORTUGUESES O Q É A CO-INCINERAÇÃO
eu compreendo que ninguem goste de ter uma cimenteira a queimar RIP's perto e casa...
mas como já aqui foi deito se todos os parametros de segurança e testes forem bem feitos n existe qq risco
é a mesma coisa q uma central nuclear... hj em dia os riscos de acidentes são minimos, mas msm assim ninguem quer ter uma perto de casa.
[Smeagol] October 31st, 2006, 04:29 PM Pergunta: então se estão construídos porque é que se continua a insistir em ter uma fabrica que deita poluentes (porque não deita oxigénio – penso que aí estamos de acordo – oxigénio não faz parte das emissões previstas) numa cidade que é o TOP português da medicina, em várias áreas?
mas esses CIVER não eleminao os RIP's na totalidade, dai ter de se recorrer ao aquecimento a altas temperaturas (nas cimenteiras) para eliminar os restantes RIP's
[Smeagol] October 31st, 2006, 04:54 PM Paises Europeus em que se pratica a co incineração
Alemanha
Áustria
Bélgica
Dinamarca
Espanha
Finlândia
França
Grécia
Irlanda
Itália
Luxemburgo
Países Baixos
Reino Unido
Suécia
Suíça
se fosse assim tao aterradora estes paises n a praticavam :cheers:
e como podem ver tem alguns países em q a população é bastante conservadora em termos ambientais...
[Smeagol] October 31st, 2006, 05:05 PM scanei a famosa piramide da gestao dos residuos sólidos
e como podem ver a ultima solução viavel paras os RIP'S é a incineração, pois n vais por RIP's num aterro... :cheers:
http://img289.imageshack.us/img289/6410/rsugv1.jpg (http://imageshack.us)
O Prof Godin October 31st, 2006, 09:16 PM Verdadeiramente não é a minha área.
Mas voltando à história que eu contei sobre Cantanhede – o presidente da câmara depois de tomar conhecimento do impacto de uma cimenteira na produção da uva e no vinho – desistiu do projecto.
Numa zona urbana não há fábricas a conviver com a habitação.
E mesmo que tu tenhas razão, a co-incineração, a ser feita é em zonas apropriadas. Não dentro das cidades.
O que eu pretendo é que retirem a fábrica de cimento do local e refaçam o monte, e não que lá ponham mais merda.
Agora o governo põe na televisão o tal ministro das finanças…sempre a dizer que não há dinheiro. Haver há, mas isso é outra estória. Quem não tem dinheiro não tem vícios. Nós colocamos lá gente para nos governar. Se eles não são capazes de governar de acordo com as vontades razoáveis e às expectativas das populações que os elegeram – vão embora. Não falta gente a querer ir para o governo.
Isto leva-me a saltar para o tema do “jogo da democracia”. Esta tem regras. O que me impressiona nos políticos de hoje é a falta de dignidade e o alheamento em relação ás populações.
Já uns poucos (muito poucos) como João Cravinho, verdadeiramente farto deste descalabro de corrupção, mentiras e prepotências, deu noutro dia uma lição sobre as celebres SCUTS. Disse-o e ninguém o desmentiu que as SCTs estão pagas (contratadas), que foi um belíssimo negocio, que se puserem portagens está-se a pager duas vezes o mesmo e – MUITO IMPORTANTE – o retorno destas infra-estruturas volta a 50% para a zona de Lisboa, 20% para as regiões servidas, e o restante pelo resto do país. Alguém viu a lição magistral deste homem que se demitiu do anterior governo ps por causa da corrupção que o rodeava?
Os governos não são mais do que nossos funcionários, em democracia claro.
Arpels November 1st, 2006, 12:24 AM mas ja agora na Finlandia, Reino Unido e Suiça a queima de RIPS's é feita longe ou ao pe de grandes centros urbanos, tens alguma ideia Smeagl?
Barragon November 1st, 2006, 03:44 PM Se fosse lá no alentejo até nem era mau... ali para os lados de Barrancos :D
Arpels November 1st, 2006, 07:18 PM tens alguma coisa contra as touradas? :evil:
daniel322 November 2nd, 2006, 12:54 AM O Instituto do Ambiente já atribuiu à Secil a última licença que a cimenteira precisava para começar os testes de co-incineração, afirmou o ministro do Ambiente, adiantando que o licenciamento da Cimpor «está a caminho»
Depois de na semana passada ter sido atribuída à Secil a licença ambiental e de instalação de resíduos, os primeiros testes de queima de resíduos perigosos na cimenteira dependiam apenas da atribuição de uma licença de exploração pelo Instituto do Ambiente.
«O licenciamento à Secil já está concluído», disse ontem o ministro do Ambiente, Nunes Correia, no final de uma audição no parlamento sobre o Orçamento de Estado para o sector.
O governante salientou a «rapidez» com que o Ministério do Ambiente tem tratado o processo da co-incineração, e adiantou que o licenciamento da Cimpor para fazer também queima de resíduos perigosos «está a caminho».
Fonte da Secil, em declarações na sexta-feira, disse que os primeiros testes «vão ter lugar dentro de dias. Estamos convictos que deverão ocorrer, muito provavelmente, ainda na primeira quinzena de Novembro».
A Secil marcou para dia 8 deste mês uma reunião com a comissão de acompanhamento local, que integra nomeadamente membros de associações ambientalistas: «Os testes deverão ter lugar após essa reunião, mas pouco depois», adiantou.
A Câmara de Setúbal anunciou quinta-feira que vai interpor na próxima semana uma providência cautelar para travar os testes de queima de resíduos perigosos na Secil.
«A providência vai ser entregue ou segunda ou quinta-feira da próxima semana e, mal o Ministério do Ambiente seja notificado, suspende-se a realização de actos como, neste caso, a realização de testes de co-incineração na Secil», afirmou o advogado do processo, Castanheira Barros.
A acção não é inédita. Em meados do mês passado, a Câmara de Coimbra interpôs uma providência cautelar com o objectivo de travar os testes de co-incineração na Cimpor.
fonte (http://www.diariocoimbra.pt/13760.htm)
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