Reflex
November 4th, 2006, 05:17 AM
Utentes dos ferryboats da Transtejo, que atravessam o rio entre Cacilhas e o Cais do Sodré, queixam-se de que a transferência do terminal para Belém, a partir de hoje, retira-lhes barcos, aumenta o intervalo de espera entre navios, triplica o tempo da viagem e obriga-os a percorrer mais de seis quilómetros.
E este incómodo não afecta tão pouca gente como se poderia pensar. É que muitas pessoas não têm outra forma de atravessar o rio a não ser no ferry, porque utilizam motorizadas ou carros de cilindrada inferior a 50 centímetros cúbicos (cc), veículos que estão proibidos de transitar na Ponte 25 de Abril.
Segundo dados recolhidos pelo DN junto da Transtejo, os ferryboats transportam, em média, por mês, 2700 viaturas não autorizadas a circular nas pontes e 5500 veículos de cilindrada igual ou superior a 50cc.
Franklin Palaio, residente na Trafaria, é um dos que não podem atravessar a ponte. "Já ando nestes barcos todos os dias desde há 20 anos", conta ao DN, explicando que "a malta das motos 50cc - na realidade têm 49cc - só pode atravessar o rio no barco. Agora a estação passa para Belém e vou perder muito mais tempo, porque trabalho em Xabregas. No Cais do Sodré ficava mais perto."
"O barco leva dez ou 12 minutos entre o Cais do Sodré e Cacilhas e vai passar para meia hora entre Belém e Cacilhas. E quando for a navegar contra a maré ainda vai demorar mais tempo", alerta o motociclista.
Salienta que "o novo horário também é pior, porque só há barco de hora a hora, enquanto no anterior havia com intervalos de 40 minutos".
"Depois ainda vou levar uns 20 minutos de moto entre Belém e o Cais do Sodré, porque apanho muito trânsito na hora de ponta", concluiu.
De capacete na mão, também a jovem Andreia, que mora em Fernão Ferro e trabalha no Cais do Sodré, diz que vai ficar "prejudicada" com esta mudança para Belém. "Todos os dias tenho de usar o barco, porque a minha moto tem menos de 50cc", referiu ao DN.
"Costumo apanhar o barco das 10.00 em Cacilhas, mas o novo horário alterou e passa a ser só às 10.10. Por isso, tenho de ir no anterior, às 09.10, para chegar a tempo ao trabalho, pois ainda vou ter de ir de Belém ao Cais do Sodré", explicou.
Esta situação, que deverá manter-se, pelo menos, durante seis meses, período previsto para a construção do novo terminal de ferryboats no Cais do Sodré resulta do facto de a área da actual estação ser necessária para construir as instalações da Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência.
Fonte: DN
E este incómodo não afecta tão pouca gente como se poderia pensar. É que muitas pessoas não têm outra forma de atravessar o rio a não ser no ferry, porque utilizam motorizadas ou carros de cilindrada inferior a 50 centímetros cúbicos (cc), veículos que estão proibidos de transitar na Ponte 25 de Abril.
Segundo dados recolhidos pelo DN junto da Transtejo, os ferryboats transportam, em média, por mês, 2700 viaturas não autorizadas a circular nas pontes e 5500 veículos de cilindrada igual ou superior a 50cc.
Franklin Palaio, residente na Trafaria, é um dos que não podem atravessar a ponte. "Já ando nestes barcos todos os dias desde há 20 anos", conta ao DN, explicando que "a malta das motos 50cc - na realidade têm 49cc - só pode atravessar o rio no barco. Agora a estação passa para Belém e vou perder muito mais tempo, porque trabalho em Xabregas. No Cais do Sodré ficava mais perto."
"O barco leva dez ou 12 minutos entre o Cais do Sodré e Cacilhas e vai passar para meia hora entre Belém e Cacilhas. E quando for a navegar contra a maré ainda vai demorar mais tempo", alerta o motociclista.
Salienta que "o novo horário também é pior, porque só há barco de hora a hora, enquanto no anterior havia com intervalos de 40 minutos".
"Depois ainda vou levar uns 20 minutos de moto entre Belém e o Cais do Sodré, porque apanho muito trânsito na hora de ponta", concluiu.
De capacete na mão, também a jovem Andreia, que mora em Fernão Ferro e trabalha no Cais do Sodré, diz que vai ficar "prejudicada" com esta mudança para Belém. "Todos os dias tenho de usar o barco, porque a minha moto tem menos de 50cc", referiu ao DN.
"Costumo apanhar o barco das 10.00 em Cacilhas, mas o novo horário alterou e passa a ser só às 10.10. Por isso, tenho de ir no anterior, às 09.10, para chegar a tempo ao trabalho, pois ainda vou ter de ir de Belém ao Cais do Sodré", explicou.
Esta situação, que deverá manter-se, pelo menos, durante seis meses, período previsto para a construção do novo terminal de ferryboats no Cais do Sodré resulta do facto de a área da actual estação ser necessária para construir as instalações da Agência Europeia de Segurança Marítima e do Observatório da Toxicodependência.
Fonte: DN