BrunoVix
November 13th, 2006, 07:07 PM
13/11/2006 09:30:22 - Redação Gazeta Rádios e Internet
As rodovias federais que foram alvo da operação tapa-buraco continuam em estado precário, apontou um cruzamento de dados entre a lista das obras executadas pelo governo federal e a avaliação destas estradas na Pesquisa Rodoviária 2006 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento, feito pelo jornal O GLOBO, revela que 66,2% dos trechos que passaram pelas obras possuem hoje a pavimentação com algum tipo de comprometimento, de acordo com os critérios adotados pela CNT.
O percentual representa a soma das rodovias que receberam dos pesquisadores os conceitos regular, ruim e péssimo. O programa emergencial foi executado de janeiro a julho deste ano em 25 mil quilômetros de rodovias. Foram 133 trechos de estradas em 23 estados e no Distrito Federal. No estudo da CNT, 33,8% destes percursos tiveram a pavimentação classificada como ótima ou boa, 54,2% como regular e 12% como ruim ou péssima. A pesquisa foi realizada entre os meses de junho e agosto.
O presidente da seção de cargas da CNT, Flávio Benatti, evita fazer criticas à operação tapa-buracos. Mas, para ele, o levantamento mostra que o programa, isoladamente, é muito pouco para melhorar a malha rodoviária do país. “A operação tapa-buraco foi importante nas rodovias que estavam muito ruins, mas não resolve o problema. Alguns estradas que sofreram reparos já apresentam deterioração. Quando a pavimentação é refeita, o efeito é mais duradouro”, disse Benatti, durante entrevista ao jornal O GLOBO.
Duas rodovias que receberam as obras, tiveram a pavimentação classificada como péssima na pesquisa da CNT: a BR-460, que liga as cidades mineiras de Lambari e São Lourenço; e a BR-230, no Sul do Amazonas. Outras 14 estradas foram avaliadas como ruins, mesmo após as intervenções. Cinco ficam em Minas Gerais. Já São Paulo, que possui a malha rodoviária mais moderna do país, recebeu o conceito ótimo para os trechos da BR-101 e da BR-116 que cruzam o estado e também foram alvo da operação tapa-buraco.
O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) diz que a operação tapa-buraco cumpriu os objetivos e melhorou as condições de tráfego de rodovias que tinham problemas de emergência. Segundo o diretor de infra-estrutura rodoviária do órgão, Hideraldo Luiz Caron, independentemente disso, o governo mantém um programa de recuperação das estradas com orçamento de R$ 2 bilhões por ano. “Obviamente, (com a operação tapa-buraco) não tiraríamos as estradas em estado péssimo e ruim para ótimo e bom. O objetivo era recuperar a trafegabilidade e conseguimos. Agora temos que partir para intervenções mais duradouras. O programa de recuperação recebeu R$ 2 bi em 2005 e 2006 e terá a mesma quantia em 2007”, disse Caron.
O diretor do Dnit disse que rodovias importantes estão sendo recuperadas, como a BR-101, que liga o norte ao sul do país (do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul) cortando 12 estados e recebe um tráfego pesado de caminhões em quase toda a sua extensão. Caron diz que os canteiros de obras também foram instalados nas rodovias que ajudam a escoar os produtos brasileiros produzidos no interior até cidades portuárias, como a BR-262 (Mato Grosso do Sul ao Espírito Santo). Os investimentos, no entanto, são considerados tímidos pela CNT.
Estudo da confederação estima que um plano de recuperação de toda a malha rodoviária brasileira custaria R$ 22,5 bilhões, ou seja, 11 vezes mais do que o valor aplicado neste ano. Além disso, segundo a CNT, seria necessário gastar R$ 1 bilhão por ano apenas com a manutenção das rodovias, algo inimaginável para os atual nível de investimentos previstos pelo governo federal.
A Pesquisa Rodoviária 2006 mostrou que apenas 25% de todas as rodovias federais e estaduais foram consideradas em ótimo ou bom estado de conservação; 36,6% foram classificadas como ruins ou péssimas e 38,4% como regulares. Para a CNT, a conclusão é que 75% das estradas (soma das regulares, ruins e péssimas) apresentam algum problemas. Além da pavimentação, a pesquisa avalia a sinalização e a geometria das estradas.
As rodovias federais que foram alvo da operação tapa-buraco continuam em estado precário, apontou um cruzamento de dados entre a lista das obras executadas pelo governo federal e a avaliação destas estradas na Pesquisa Rodoviária 2006 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento, feito pelo jornal O GLOBO, revela que 66,2% dos trechos que passaram pelas obras possuem hoje a pavimentação com algum tipo de comprometimento, de acordo com os critérios adotados pela CNT.
O percentual representa a soma das rodovias que receberam dos pesquisadores os conceitos regular, ruim e péssimo. O programa emergencial foi executado de janeiro a julho deste ano em 25 mil quilômetros de rodovias. Foram 133 trechos de estradas em 23 estados e no Distrito Federal. No estudo da CNT, 33,8% destes percursos tiveram a pavimentação classificada como ótima ou boa, 54,2% como regular e 12% como ruim ou péssima. A pesquisa foi realizada entre os meses de junho e agosto.
O presidente da seção de cargas da CNT, Flávio Benatti, evita fazer criticas à operação tapa-buracos. Mas, para ele, o levantamento mostra que o programa, isoladamente, é muito pouco para melhorar a malha rodoviária do país. “A operação tapa-buraco foi importante nas rodovias que estavam muito ruins, mas não resolve o problema. Alguns estradas que sofreram reparos já apresentam deterioração. Quando a pavimentação é refeita, o efeito é mais duradouro”, disse Benatti, durante entrevista ao jornal O GLOBO.
Duas rodovias que receberam as obras, tiveram a pavimentação classificada como péssima na pesquisa da CNT: a BR-460, que liga as cidades mineiras de Lambari e São Lourenço; e a BR-230, no Sul do Amazonas. Outras 14 estradas foram avaliadas como ruins, mesmo após as intervenções. Cinco ficam em Minas Gerais. Já São Paulo, que possui a malha rodoviária mais moderna do país, recebeu o conceito ótimo para os trechos da BR-101 e da BR-116 que cruzam o estado e também foram alvo da operação tapa-buraco.
O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) diz que a operação tapa-buraco cumpriu os objetivos e melhorou as condições de tráfego de rodovias que tinham problemas de emergência. Segundo o diretor de infra-estrutura rodoviária do órgão, Hideraldo Luiz Caron, independentemente disso, o governo mantém um programa de recuperação das estradas com orçamento de R$ 2 bilhões por ano. “Obviamente, (com a operação tapa-buraco) não tiraríamos as estradas em estado péssimo e ruim para ótimo e bom. O objetivo era recuperar a trafegabilidade e conseguimos. Agora temos que partir para intervenções mais duradouras. O programa de recuperação recebeu R$ 2 bi em 2005 e 2006 e terá a mesma quantia em 2007”, disse Caron.
O diretor do Dnit disse que rodovias importantes estão sendo recuperadas, como a BR-101, que liga o norte ao sul do país (do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul) cortando 12 estados e recebe um tráfego pesado de caminhões em quase toda a sua extensão. Caron diz que os canteiros de obras também foram instalados nas rodovias que ajudam a escoar os produtos brasileiros produzidos no interior até cidades portuárias, como a BR-262 (Mato Grosso do Sul ao Espírito Santo). Os investimentos, no entanto, são considerados tímidos pela CNT.
Estudo da confederação estima que um plano de recuperação de toda a malha rodoviária brasileira custaria R$ 22,5 bilhões, ou seja, 11 vezes mais do que o valor aplicado neste ano. Além disso, segundo a CNT, seria necessário gastar R$ 1 bilhão por ano apenas com a manutenção das rodovias, algo inimaginável para os atual nível de investimentos previstos pelo governo federal.
A Pesquisa Rodoviária 2006 mostrou que apenas 25% de todas as rodovias federais e estaduais foram consideradas em ótimo ou bom estado de conservação; 36,6% foram classificadas como ruins ou péssimas e 38,4% como regulares. Para a CNT, a conclusão é que 75% das estradas (soma das regulares, ruins e péssimas) apresentam algum problemas. Além da pavimentação, a pesquisa avalia a sinalização e a geometria das estradas.