Reflex
November 28th, 2006, 07:41 PM
É um dos mais imponentes monumentos do País, local turístico e de peregrinação, recebe mais de 500 mil visitas por ano, sendo considerado parte de um triângulo de ouro do turismo religioso da Península Ibérica, juntamente com Fátima e Santiago de Compostela.
Apesar do potencial que representa num concelho que se quer afirmar turisticamente, o Santuário Nacional de Cristo-Rei, que pertence à diocese de Setúbal, tem dívidas por pagar e projectos dependentes da autarquia de Almada, explica o reitor do Santuário, Sezinando Alberto.
"Um hotel onde as pessoas possam pernoitar" é o que mais falta faz na zona do Santuário, que ocupa oito hectares no planalto de Almada, Pragal, salienta Sezinando Alberto, não esquecendo também "um restaurante e uma zona de comércio".
"Já está tudo em projecto, mas estamos com a construção limitada, à espera do plano de pormenor da Câmara de Almada", explica. Uma espera que enfrenta desde que se tornou reitor do espaço, há quatro anos. O jovem padre de 36 anos critica ainda a "falta de sinalização para se chegar ao monumento", situação que já reportou à autarquia, em vão.
Mas Sezinando Alberto destaca também o que tem vindo a ser feito: a criação de caminhos pedonais, parque de merendas, bancos junto ao miradouro, restauração da capela, estacionamento gratuito e até o aproveitar do edifício de acolhimento do santuário para servir refeições a grupos de visitantes. Para breve promete uma zona com exposições fotográficas históricas e o museu da paz.
Dívidas por saldar
Investimento que se destina a "trazer mais gente a um santuário mais arranjado", mas que contribuiu também para a dívida de cerca de um milhão de euros por saldar. Dívida esta que resultou do restauro a que o Cristo-Rei foi submetido em 2001, para recuperação da cúpula e consolidação do betão, que começava então a cair. Uma obra que ultrapassou os 900 mil euros e para que "a câmara não contribuiu com nada", lembra o reitor. Hoje está também em negociação uma "permuta de terrenos com a autarquia, a ser vendidos pelo santuário e assim diminuir a dívida".
Aberto das 09.30 às 18.00, grande parte da rentabilidade do Santuário do Cristo-Rei passa pelas "subidas até à estátua do Cristo", apesar de apenas cerca de 120 mil dos 500 mil que visitam anualmente o monumento o fazerem. Quatro euros é o preço para aceder "à melhor das vistas sobre Lisboa". O DN contactou também a Câmara de Almada, não tendo obtido resposta.
Fonte: DN
Apesar do potencial que representa num concelho que se quer afirmar turisticamente, o Santuário Nacional de Cristo-Rei, que pertence à diocese de Setúbal, tem dívidas por pagar e projectos dependentes da autarquia de Almada, explica o reitor do Santuário, Sezinando Alberto.
"Um hotel onde as pessoas possam pernoitar" é o que mais falta faz na zona do Santuário, que ocupa oito hectares no planalto de Almada, Pragal, salienta Sezinando Alberto, não esquecendo também "um restaurante e uma zona de comércio".
"Já está tudo em projecto, mas estamos com a construção limitada, à espera do plano de pormenor da Câmara de Almada", explica. Uma espera que enfrenta desde que se tornou reitor do espaço, há quatro anos. O jovem padre de 36 anos critica ainda a "falta de sinalização para se chegar ao monumento", situação que já reportou à autarquia, em vão.
Mas Sezinando Alberto destaca também o que tem vindo a ser feito: a criação de caminhos pedonais, parque de merendas, bancos junto ao miradouro, restauração da capela, estacionamento gratuito e até o aproveitar do edifício de acolhimento do santuário para servir refeições a grupos de visitantes. Para breve promete uma zona com exposições fotográficas históricas e o museu da paz.
Dívidas por saldar
Investimento que se destina a "trazer mais gente a um santuário mais arranjado", mas que contribuiu também para a dívida de cerca de um milhão de euros por saldar. Dívida esta que resultou do restauro a que o Cristo-Rei foi submetido em 2001, para recuperação da cúpula e consolidação do betão, que começava então a cair. Uma obra que ultrapassou os 900 mil euros e para que "a câmara não contribuiu com nada", lembra o reitor. Hoje está também em negociação uma "permuta de terrenos com a autarquia, a ser vendidos pelo santuário e assim diminuir a dívida".
Aberto das 09.30 às 18.00, grande parte da rentabilidade do Santuário do Cristo-Rei passa pelas "subidas até à estátua do Cristo", apesar de apenas cerca de 120 mil dos 500 mil que visitam anualmente o monumento o fazerem. Quatro euros é o preço para aceder "à melhor das vistas sobre Lisboa". O DN contactou também a Câmara de Almada, não tendo obtido resposta.
Fonte: DN