Marco Bruno
November 30th, 2006, 12:04 PM
Cascais deita por terra o projecto de torre na marina
Lu?s Filipe Sebasti?o
Presidente da c?mara quer intervir de forma "articulada e coerente" no porto de recreio
e na Cidadela
O projecto da torre de 100 metros destinada a hotel na marina de Cascais n?o vai sair do papel. O presidente da autarquia, Ant?nio Capucho, anunciou ontem que j? foi comunicado ? concession?ria do porto de recreio que n?o ser? viabilizado "qualquer edif?cio singular desenvolvido em altura".
A Marcascais apresentou ? autarquia um projecto de requalifica??o da marina que previa o aumento das actuais ?reas comerciais e a constru??o de apartamentos tur?sticos. A proposta, do gabinete de arquitectura Promont?rio, inclu?a uma torre revestida a vidro com tr?s dezenas de pisos destinada a uma unidade hoteleira, a construir ? entrada do porto de recreio.
O presidente da c?mara, Ant?nio Capucho, explicou ontem ao P?BLICO que informou a Marcascais, em 23 deste m?s, de que n?o ? vi?vel a concretiza??o da torre e disse que a concession?ria j? se encontra a reformular o projecto. O autarca reconheceu que foi "sens?vel ?s cr?ticas apontadas ? constru??o da torre", entre as quais a peti??o on-line com 1647 subscritores que ontem lhe foi entregue, mas tamb?m manifestadas por v?rias for?as partid?rias e autarcas. Ant?nio Capucho n?o partilha das opini?es contr?rias ?s arrojadas linhas arquitect?nicas do edif?cio, cujo enquadramento considera "positivo", mas admitiu que na decis?o tamb?m pesou a eventual dificuldade da concretiza??o do projecto "no plano t?cnico e da engenharia", dada a sensibilidade da zona para onde a torre estava projectada.
O autarca recebeu ontem uma peti??o contra a torre, subscrita por 1657 pessoas, lan?ada atrav?s da Internet por Jo?o Nuno Barbosa. O apelo manifestava preocupa??o pelo "impacto no meio e na paisagem" da constru??o da "torre da luz", como era designada pelos promotores. A estrutura, notava a peti??o, "resultar? numa nova obstru??o ?s vistas, que, pela sua altura e proximidade da vila, se tornar? obsessiva e esmagadora".
O documento chegou a ser alvo de uma "brincadeira" com a inclus?o de alegadas assinaturas de Ant?nio Capucho, Jos? S?crates e An?bal Cavaco Silva, mas esses e outros nomes que suscitaram d?vidas foram depois removidos. Num question?rio promovido pelo blogue acerca da torre de 100 metros na marina, 49 votantes escolheram a op??o de que se tratava de "uma aberra??o", contra 43 votos de que representava "um ?cone [para o] futuro".
"Vit?ria da cidadania"
Paulo Ferrero, do movimento Cidadania Cascais, congratulou-se com a decis?o do presidente da c?mara de travar a constru??o da torre, considerando que "? um exemplo a seguir". No blogue, vai mais longe, ao afirmar que se trata de "uma vit?ria da cidadania cascalense, que j? muitos duvidavam que ainda existisse, depois dos crimes ambientais, paisag?sticos, urban?sticos e de pura fraude por que Cascais passou noutros tempos".
Ant?nio Capucho n?o escondeu que foi receptivo ? peti??o on-line, tal como ?s outras diferentes formas de express?o, por entender que os subscritores de um apelo deste g?nero estar?o tendencialmente mais informados sobre o que assinam do que os que aceitam subscrever um abaixo-assinado no meio da rua. Seja como for, o autarca social-democrata salientou que a c?mara pretende "intervir de forma articulada e coerente" na marina e na Cidadela, espa?o para onde foi lan?ado um concurso p?blico para a sua concess?o.
O j?ri do concurso decidiu n?o adjudicar o aproveitamento tur?stico e comercial do antigo recinto militar ao ?nico concorrente, por este ter apresentado uma proposta que n?o cumpria o caderno de encargos. A autarquia pondera agora avan?ar com uma de v?rias solu??es para a requalifica??o do espa?o: novo concurso; abertura a privados do capital da empresa municipal Fortaleza de Cascais, ou constitui??o de uma sociedade de desenvolvimento municipal.
Enquanto isso, a Cidadela n?o pode ter "qualquer interven??o de fundo" at? Julho de 2007, pois ser? utilizada para eventos relacionados com o Campeonato do Mundo de Vela, que levar? a Cascais mais de mil embarca??es.
"Isto para n?s ? uma surpresa. N?o acho que tenha existido uma contesta??o p?blica t?o significativa", comentou, por seu lado, Pedro Garcia, da Marcascais, confrontado com a recusa da torre que defendia como um "farol" do desenvolvimento tur?stico da zona. O respons?vel da concession?ria respeita a decis?o camar?ria, mas contrap?e que a solu??o, al?m de ter conseguido aprova??o do Instituto Portugu?s do Patrim?nio Arquitect?nico, era tecnicamente vi?vel. E concorda que "a c?mara seja sens?vel ? necessidade de requalificar a marina e dar uma voca??o ? Cidadela".
Lu?s Filipe Sebasti?o
Presidente da c?mara quer intervir de forma "articulada e coerente" no porto de recreio
e na Cidadela
O projecto da torre de 100 metros destinada a hotel na marina de Cascais n?o vai sair do papel. O presidente da autarquia, Ant?nio Capucho, anunciou ontem que j? foi comunicado ? concession?ria do porto de recreio que n?o ser? viabilizado "qualquer edif?cio singular desenvolvido em altura".
A Marcascais apresentou ? autarquia um projecto de requalifica??o da marina que previa o aumento das actuais ?reas comerciais e a constru??o de apartamentos tur?sticos. A proposta, do gabinete de arquitectura Promont?rio, inclu?a uma torre revestida a vidro com tr?s dezenas de pisos destinada a uma unidade hoteleira, a construir ? entrada do porto de recreio.
O presidente da c?mara, Ant?nio Capucho, explicou ontem ao P?BLICO que informou a Marcascais, em 23 deste m?s, de que n?o ? vi?vel a concretiza??o da torre e disse que a concession?ria j? se encontra a reformular o projecto. O autarca reconheceu que foi "sens?vel ?s cr?ticas apontadas ? constru??o da torre", entre as quais a peti??o on-line com 1647 subscritores que ontem lhe foi entregue, mas tamb?m manifestadas por v?rias for?as partid?rias e autarcas. Ant?nio Capucho n?o partilha das opini?es contr?rias ?s arrojadas linhas arquitect?nicas do edif?cio, cujo enquadramento considera "positivo", mas admitiu que na decis?o tamb?m pesou a eventual dificuldade da concretiza??o do projecto "no plano t?cnico e da engenharia", dada a sensibilidade da zona para onde a torre estava projectada.
O autarca recebeu ontem uma peti??o contra a torre, subscrita por 1657 pessoas, lan?ada atrav?s da Internet por Jo?o Nuno Barbosa. O apelo manifestava preocupa??o pelo "impacto no meio e na paisagem" da constru??o da "torre da luz", como era designada pelos promotores. A estrutura, notava a peti??o, "resultar? numa nova obstru??o ?s vistas, que, pela sua altura e proximidade da vila, se tornar? obsessiva e esmagadora".
O documento chegou a ser alvo de uma "brincadeira" com a inclus?o de alegadas assinaturas de Ant?nio Capucho, Jos? S?crates e An?bal Cavaco Silva, mas esses e outros nomes que suscitaram d?vidas foram depois removidos. Num question?rio promovido pelo blogue acerca da torre de 100 metros na marina, 49 votantes escolheram a op??o de que se tratava de "uma aberra??o", contra 43 votos de que representava "um ?cone [para o] futuro".
"Vit?ria da cidadania"
Paulo Ferrero, do movimento Cidadania Cascais, congratulou-se com a decis?o do presidente da c?mara de travar a constru??o da torre, considerando que "? um exemplo a seguir". No blogue, vai mais longe, ao afirmar que se trata de "uma vit?ria da cidadania cascalense, que j? muitos duvidavam que ainda existisse, depois dos crimes ambientais, paisag?sticos, urban?sticos e de pura fraude por que Cascais passou noutros tempos".
Ant?nio Capucho n?o escondeu que foi receptivo ? peti??o on-line, tal como ?s outras diferentes formas de express?o, por entender que os subscritores de um apelo deste g?nero estar?o tendencialmente mais informados sobre o que assinam do que os que aceitam subscrever um abaixo-assinado no meio da rua. Seja como for, o autarca social-democrata salientou que a c?mara pretende "intervir de forma articulada e coerente" na marina e na Cidadela, espa?o para onde foi lan?ado um concurso p?blico para a sua concess?o.
O j?ri do concurso decidiu n?o adjudicar o aproveitamento tur?stico e comercial do antigo recinto militar ao ?nico concorrente, por este ter apresentado uma proposta que n?o cumpria o caderno de encargos. A autarquia pondera agora avan?ar com uma de v?rias solu??es para a requalifica??o do espa?o: novo concurso; abertura a privados do capital da empresa municipal Fortaleza de Cascais, ou constitui??o de uma sociedade de desenvolvimento municipal.
Enquanto isso, a Cidadela n?o pode ter "qualquer interven??o de fundo" at? Julho de 2007, pois ser? utilizada para eventos relacionados com o Campeonato do Mundo de Vela, que levar? a Cascais mais de mil embarca??es.
"Isto para n?s ? uma surpresa. N?o acho que tenha existido uma contesta??o p?blica t?o significativa", comentou, por seu lado, Pedro Garcia, da Marcascais, confrontado com a recusa da torre que defendia como um "farol" do desenvolvimento tur?stico da zona. O respons?vel da concession?ria respeita a decis?o camar?ria, mas contrap?e que a solu??o, al?m de ter conseguido aprova??o do Instituto Portugu?s do Patrim?nio Arquitect?nico, era tecnicamente vi?vel. E concorda que "a c?mara seja sens?vel ? necessidade de requalificar a marina e dar uma voca??o ? Cidadela".