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Danzin
December 11th, 2006, 04:34 AM
BH-Tec inaugura obras de infra-estrutura
08 de dezembro de 2006, às 17h40

Na véspera de completar 109 anos de fundação, Belo Horizonte ganha um presente de aniversário com a entrega das obras de infra-estrutura do Parque Tecnológico (BH-Tec), primeiro passo para a concretização do empreendimento que consolida a vocação da cidade como pólo gerador de produtos e serviços de alta tecnologia.

A cerimônia de inauguração será nesta segunda-feira, dia 11, às 16h30, no terreno localizado próximo ao campus Pampulha, entre as avenidas José Vieira de Mendonça, Presidente Carlos Luz e o Anel Rodoviário.

O reitor Ronaldo Pena, o prefeito Fernando Pimentel e o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Paulo Cléber, confirmaram presença na solenidade, que será marcada por descerramento de uma placa. Também foram convidados os presidentes da Fiemg, Robson Andrade, e do Sebrae, Luiz Carlos Dias de Oliveira.

Orçadas em R$ 6,5 milhões, as obras de infra-estrutura, executadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, destinam-se à urbanização do local, como terraplanagem, pavimentação das vias internas do complexo, recuperação do Córrego Mergulhão, que banha o terreno, e construção de uma obra viária de acesso ao BH-Tec.

As obras de infra-estrutura preparam o local para receber as edificações, que começarão a ser erguidas em março e ficarão sob a responsabilidade do Governo de Minas. O edital que prevê a construção do chamado prédio institucional do BH-Tec está sendo finalizado. “Nele ficarão instalados o centro administrativo, os escritórios de algumas empresas e consórcios e centro de convenções”, informa Mariana Santos, gestora executiva do Parque Tecnológico. Essa edificação ocupará área de seis mil metros quadrados.

Propostas e critérios
Ao mesmo tempo em que começa a ganhar uma “cara física”, o Parque Tecnológico de Belo Horizonte já começa a provocar uma "corrida" entre as empresas interessadas em se instalarem no complexo. “Já recebemos cerca de 40 propostas”, revela Mariana Santos. Segundo ela, os integrantes dos conselhos de Administração e Técnico-Científico do Parque vão se debruçar sobre as propostas e elaborar os critérios para o ingresso de empresas.

Mariana Santos dá uma pista do perfil de empreendimento que o BH-Tec deverá receber. “Queremos empresas capazes de agregar valor, gerar inovação e empregar mão-de-obra qualificada”, explica ela. Estima-se que o BH-Tec abrigará uma população de três mil pessoas quando estiver plenamente ocupado.

Alguns consórcios já estão sendo formados como o Centro de Excelência de Energias Renováveis, núcleo de pesquisa comandado por Eletrobrás, Furnas, Cemig e pelo departamento de Química do Instituto de Ciências Exatas (ICEx). Outro grupo pretende criar o Porto Digital, que reunirá incubadora e empresas dedicadas à prestação de serviços e ao desenvolvimento de novos produtos.

Vocação
A construção do Parque Tecnológico de Belo Horizonte proporcionará condições para o crescimento sustentado dos setores de tecnologia de ponta, como informática e biotecnologia, responsáveis hoje por grande parte da riqueza gerada no município.

“Em 2007, o setor de informática deverá movimentar cerca de R$ 2 bilhões”, projeta o economista Leonardo Guerra, assessor especial do prefeito Fernando Pimentel e representante da PBH no Conselho Administrativo do Parque Tecnológico. “Com o Parque, setores de ponta da economia da cidade terão como manter o atual ritmo acelerado de crescimento”, explica Guerra. Em 2005, o segmento de informática e tecnologia da informação cresceu 18% na capital mineira, quatro vezes mais que a média dos outros setores.

Investimentos
O Parque Tecnológico deverá canalizar investimentos no valor de R$ 500 milhões nos próximos dez anos. Ele ocupa terreno de 535 mil metros quadrados, cedido pela UFMG na região norte da capital, mas apenas 185 mil serão ocupados com edificações, que reunirão empresas dedicadas a produzir novas tecnologias, laboratórios de pesquisa de instituições públicas e privadas e serviços de apoio às atividades tecnológicas. Os outros 350 mil metros quadrados serão de área nativa preservada.

A construção do empreendimento é considerada estratégica para lançar novas bases para a geração de emprego e renda no Estado, a partir da produção de tecnologia avançada - e não apenas de produtos, como ocorre em distritos industriais convencionais.

O empreendimento está sendo viabilizado a partir de parceria entre UFMG, Governo do Estado, Prefeitura de Belo Horizonte, Fiemg e Sebrae.

http://img241.imageshack.us/img241/8128/bhtecuz4.jpg

Pedrocn
December 11th, 2006, 06:26 PM
Parabéns a todos os mineiros, nossa capital não só têm o melhor prefeito do mundo eleito pela ONU! Como também tá atraindo vários empreendimento de alta tecnologia! Tomara que o Aécio consiga a tão desejada instalação da fábrica de semi-condutores! Abaixo mais uma notícia que confirma o potêncial de bh pro setor de alta tecnologia...até o Google já se instalou na capital dos mineiros!

Google instala o primeiro centro latino (MG)

A Google inaugurou em Belo Horizonte, o seu primeiro Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da América Latina, que terá, entre outros objetivos, a criação de tecnologia para ampliar a captação de publicidade no País.

Há dez anos, a propaganda praticamente inexistia na internet mas com o enorme uso da web, só a Google faturou US$ 7,2 bilhões até setembro deste ano e prevê US$ 10 bilhões até dezembro. Desde 2005, a Google está captando publicidade no Brasil através de links patrocinados. "Dobramos de tamanho desde que iniciamos as atividades aqui e vamos duplicar de tamanho até o fim de 2007. Só em Belo Horizonte temos 25 engenheiros", disse o brasileiro e também engenheiro Luís André Barroso, um dos quatro principais técnicos mundiais da Google.

O interesse pelo mercado brasileiro, em especial, foi despertado há três anos, quando tomou conhecimento de uma empresa mineira com o estranho nome de Akwan, com o mesmo tipo de atividade que ela oferecia no mundo, a busca de informações solicitadas pelos usuários. Em seguida, revelou o seu executivo Craig Navill-Manning, houve uma surpresa ainda maior: um dos sócios da Akwan era Berthier Ribeiro Neto, autor de "Modern Information Retrieval", o livro mais vendido em informática no mundo, e usado como uma espécie de Bíblia na empresa americana. Akwan, no entanto, é um nome sem tradução ou significado. Quando foi criada em 2000 por professores da Universidade Federal de Minas Gerais, ela foi batizada com a denominação indígena Acauã que, em tupi-guarani, significa ligeiro. "Diante da possibilidade de entrarmos no mercado internacional, colocamos esse nome supostamente em inglês, baseado no som original da marca", explicou Ribeiro Neto. Até nessa solução a idéia foi semelhante pois Google também não quer dizer nada e resultou em erro quando um investidor destinou-lhe US$ 100 mil para aderir à sociedade com Larry Page e Sergey Brin. Na hora do cheque, errou o nome, que deveria ser Googal. Ribeiro Neto admite que a situação assemelhou-se, cem anos depois, à coincidência enfrentada pelo brasileiro Santos Dummont e pelos irmãos americanos Wright na primazia pela invenção do avião. "No nosso caso, porém, enquanto buscávamos algum apoio, a Google recebia US$ 25 milhões em investimentos” lamentou.

(Fonte: Gazeta Mercantil)