Barragon
January 2nd, 2007, 12:49 PM
Os concursos públicos para a adjudicação de projectos, obras e fornecimentos necessários para dar corpo ao parque temático da Fundação Alentejo - Terra Mãe deverão ser lançados até final do primeiro trimestre de 2007, avançou ao JN José Flamínio Roza, presidente da instituição. A empreitada, com um investimento estimado em cerca de 10 milhões de euros, vai avançar faseadamente até 2010.
O parque temático, que prestará homenagem ao Alentejo, ocupará uma área de 256 hectares, na Herdade de Adua, no concelho de Montemor-o-Novo. "Estivemos à procura de um local mais de um ano. Foi muito difícil, dada a dimensão do projecto. Mas conseguimos que esta Câmara nos cedesse os terrenos em direito de superfície", explicou José Flamínio Roza. A cedência tem um prazo de 70 anos, renovável por 35 anos.
Segundo o responsável, o parque vai ter núcleos museológicos que traduzem a história e a sociedade alentejana. Para tal, será reconstituído um monte alentejano e uma aldeia "com a sua praça, casario, tabernas, mercearias e fontes". Não será, porém, uma vila deserta de gente, já que a ideia é que tenha alguns habitantes, porque um espaço tão grande vai precisar de caseiros para a manutenção do parque.
Na Herdade da Adua, e além destes "museus vivos", vão surgir infra-estruturas como um anfiteatro ao ar livre, núcleos arqueológicos da presença humana desde a pré-história, hortas, um espaço religioso, um monumento ao trabalhador alentejano, espaços abertos de montado e de criação de gado, estacionamento, parque de campismo e um grande espaço para feiras temáticas, para mostrar, por exemplo, o artesanato e a gastronomia da região. A água vai surgir sob a forma de lagos e de fontes, algumas já baptizadas como fontes do amor, do prazer e da fortuna.
José Flamínio Roza explica que o parque, que prevê a criação de 150 postos de trabalho directos, contará ainda com uma pequena unidade hoteleira e residências para a terceira idade, além de instalações de apoio para crianças e jovens, com especial incidência para os carenciados. A Fundação nasceu da paixão do seu fundador, José Flamínio Roza, natural de S. Cristóvão, Montemor-o-Novo, pelo Alentejo e pelo povo alentejano, e tem como principal missão preservar, divulgar e promover os principais traços da identidade cultural da região. Possui também como objectivo estatutário a promoção de acções de solidariedade social.
Sedeada no centro histórico de Évora, a Fundação foi instituída a 30 de Dezembro de 2003, inicialmente sob a denominação de "Fundação Lusitana", e iniciou a sua actividade em Abril de 2005.
O Conselho Geral da Fundação é presidido por Diogo Pires de Aurélio, director da Biblioteca Nacional, e conta com nomes como João Cutileiro, Rui Nabeiro, Francisco Murteira Nabo, Filipe La Féria, Henrique Granadeiro, Paco Bandeira, Carlos Monjardino, Galopim de Carvalho, António Nunes Mexia e Vitorino Salomé.
Biblioteca para cegos
Um dos projectos que consta do Plano de Actividades da Fundação Terra Mãe para 2007 é a criação da Biblioteca Digital do Alentejo (BDA), que poderá ser utilizada por invisuais. "Trata-se de um programa informático que faz com que os cegos possam ouvir os textos através do computador. Tivemos esse cuidado e penso que é uma iniciativa pioneira ao nível das bibliotecas digitais", avança José Roza. Duas pessoas estão já a trabalhar diariamente no projecto, designadamente na penosa tarefa da digitalização de textos. A meta da Fundação é disponibilizar na BDA até 100 mil páginas, sem contar com jornais e outras publicações periódicas sobre a região. A biblioteca começa a dar os primeiros passos dentro de meses, mas o projecto só deverá estar completamente concluído dentro de cinco anos, uma vez que se pretende disponibilizar tudo o que é literatura sobre o Alentejo. Ainda assim, nunca estará finalizado, devido à necessidade de actualização constante da base de dados. A primeira fase do projecto - que é assegurado pelo Centro de Divulgação da História e da Sociedade do Alentejo - está orçada em cerca de 400 mil euros e será, se a candidatura for aceite, subsidiada por fundos comunitários, revela o presidente da Fundação, José Roza.
Fonte: JN
Boa iniciativa :applause:
O parque temático, que prestará homenagem ao Alentejo, ocupará uma área de 256 hectares, na Herdade de Adua, no concelho de Montemor-o-Novo. "Estivemos à procura de um local mais de um ano. Foi muito difícil, dada a dimensão do projecto. Mas conseguimos que esta Câmara nos cedesse os terrenos em direito de superfície", explicou José Flamínio Roza. A cedência tem um prazo de 70 anos, renovável por 35 anos.
Segundo o responsável, o parque vai ter núcleos museológicos que traduzem a história e a sociedade alentejana. Para tal, será reconstituído um monte alentejano e uma aldeia "com a sua praça, casario, tabernas, mercearias e fontes". Não será, porém, uma vila deserta de gente, já que a ideia é que tenha alguns habitantes, porque um espaço tão grande vai precisar de caseiros para a manutenção do parque.
Na Herdade da Adua, e além destes "museus vivos", vão surgir infra-estruturas como um anfiteatro ao ar livre, núcleos arqueológicos da presença humana desde a pré-história, hortas, um espaço religioso, um monumento ao trabalhador alentejano, espaços abertos de montado e de criação de gado, estacionamento, parque de campismo e um grande espaço para feiras temáticas, para mostrar, por exemplo, o artesanato e a gastronomia da região. A água vai surgir sob a forma de lagos e de fontes, algumas já baptizadas como fontes do amor, do prazer e da fortuna.
José Flamínio Roza explica que o parque, que prevê a criação de 150 postos de trabalho directos, contará ainda com uma pequena unidade hoteleira e residências para a terceira idade, além de instalações de apoio para crianças e jovens, com especial incidência para os carenciados. A Fundação nasceu da paixão do seu fundador, José Flamínio Roza, natural de S. Cristóvão, Montemor-o-Novo, pelo Alentejo e pelo povo alentejano, e tem como principal missão preservar, divulgar e promover os principais traços da identidade cultural da região. Possui também como objectivo estatutário a promoção de acções de solidariedade social.
Sedeada no centro histórico de Évora, a Fundação foi instituída a 30 de Dezembro de 2003, inicialmente sob a denominação de "Fundação Lusitana", e iniciou a sua actividade em Abril de 2005.
O Conselho Geral da Fundação é presidido por Diogo Pires de Aurélio, director da Biblioteca Nacional, e conta com nomes como João Cutileiro, Rui Nabeiro, Francisco Murteira Nabo, Filipe La Féria, Henrique Granadeiro, Paco Bandeira, Carlos Monjardino, Galopim de Carvalho, António Nunes Mexia e Vitorino Salomé.
Biblioteca para cegos
Um dos projectos que consta do Plano de Actividades da Fundação Terra Mãe para 2007 é a criação da Biblioteca Digital do Alentejo (BDA), que poderá ser utilizada por invisuais. "Trata-se de um programa informático que faz com que os cegos possam ouvir os textos através do computador. Tivemos esse cuidado e penso que é uma iniciativa pioneira ao nível das bibliotecas digitais", avança José Roza. Duas pessoas estão já a trabalhar diariamente no projecto, designadamente na penosa tarefa da digitalização de textos. A meta da Fundação é disponibilizar na BDA até 100 mil páginas, sem contar com jornais e outras publicações periódicas sobre a região. A biblioteca começa a dar os primeiros passos dentro de meses, mas o projecto só deverá estar completamente concluído dentro de cinco anos, uma vez que se pretende disponibilizar tudo o que é literatura sobre o Alentejo. Ainda assim, nunca estará finalizado, devido à necessidade de actualização constante da base de dados. A primeira fase do projecto - que é assegurado pelo Centro de Divulgação da História e da Sociedade do Alentejo - está orçada em cerca de 400 mil euros e será, se a candidatura for aceite, subsidiada por fundos comunitários, revela o presidente da Fundação, José Roza.
Fonte: JN
Boa iniciativa :applause: