Pesquisadorbsb
January 7th, 2007, 01:06 AM
Brasília pode ser a próxima cidade a implantar placas eletrônicas para monitorar automóveis
Ana Cláudia Possati
O Distrito Federal poderá implantar um sistema de monitoramento de veículos, que deverá colaborar para a segurança da frota do DF. É o que pretende o secretário de Transporte do DF, Alberto Fraga, que esteve no município paulista de Praia Grande, onde o sistema está em pleno funcionamento.
Fraga não quis adiantar custos, pois aguarda negociações com o Banco Mundial (Bird) para financiamento do projeto. Em Praia Grande, no entanto, a implantação do sistema custou R$ 800 mil, incluindo a colocação de antenas de monitoramento, radiofreqüência, além de rede de computadores e estudos contratados. Para os motoristas, a instalação do chip custa R$ 25.
O sistema em Praia Grande foi implantado há menos de um mês. Apesar do pouco tempo, cerca de 700 de uma frota de 45 mil veículos já possuem o chip. O diretor de Trânsito do município, Alberto Rodrigues, estima que o número de carros furtados caia em 60%.
No Distrito Federal, dados da Secretaria de Segurança mostram que só no primeiro semestre de 2006 foram roubados 780 veículos, contra 740 em igual período do ano anterior.
A idéia de Alberto Fraga é fazer um estudo para instalar o sistema no DF. Segundo ele, o sistema é seguro e eficaz para o transporte. "O governador Arruda negociará com o Bird a captação de recursos para esse projeto, que será implantado em parceria com o Detran. Com certeza ele vai contribuir para a segurança dos motoristas.", disse Fraga.
Antenas para dar o sinal
O sistema funciona da seguinte maneira: um chip é instalado no veículo, facilitando a localização. Nos pontos de maior movimento são instaladas antenas de radiofreqüência. Em caso de roubo ou furto, o dono do veículo comunica à central sobre o crime. Ao passar por uma das antenas, é acionado um alarme acusando o local onde o veículo está. O dispositivo de monitoramento deverá contribuir para o melhor serviço das polícias e do Detran.
Segundo o diretor de trânsito de Praia Grande, Alberto Rodrigues, o mecanismo está em estudo desde 2002 e foi baseado em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 22 de novembro, que obriga os motoristas a instalar as placas eletrônicas nos próximos cinco anos. Os chips conterão dados como números da placa, do chassi e do Renavam. Nos carros, eles serão instalados na parte interna do pára-brisa dianteiro.
Prazo
Segundo dados da Prefeitura de Praia Grande, os motoristas do local aprovaram o sistema. No DF, Deison Nei dos Santos, 29 anos, cobrador de van, aprova a implantação do sistema se for para melhorar a segurança das pessoas. "Não pode é inventar mais gasto para gente ter que pagar", afirmou. Já a estudante Fernanda Lucas, 21 anos, acha o chip importante para a segurança e controle dos veículos. "Acho que pode ajudar a reduzir o número de seqüestros relâmpagos", diz.
Para Gladston Arraes Pereira, 33 anos, corretor de imóveis, o sistema facilitará o trabalho da polícia e do Detran na hora de localizar um veículo roubado ou que não esteja em dia com os licenciamentos. "Os ladrões vão ter mais dificuldade para roubar carro no DF", acredita.
O sistema será chamado Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos) e sua criação é resultado de estudos desenvolvidos pelo Ministério das Cidades. Conforme a resolução, os Detrans dos Estados e do Distrito Federal têm 18 meses para implantar o esquema e, a partir do início dos trabalhos, outros 42 meses para concluir o cadastramento. São os próprios Detrans que ficarão responsáveis pela fiscalização dos chips.
Com os dados coletados pelos chips, os governos poderão estudar também medidas para aumentar a mobilidade urbana e diminuir o impacto do tráfego no ambiente. Quando o Siniav estiver funcionando, não ter o chip será considerado infração grave, com multa de R$ 127,69, inclusão de cinco pontos carteira e retenção do veículo.
Ana Cláudia Possati
O Distrito Federal poderá implantar um sistema de monitoramento de veículos, que deverá colaborar para a segurança da frota do DF. É o que pretende o secretário de Transporte do DF, Alberto Fraga, que esteve no município paulista de Praia Grande, onde o sistema está em pleno funcionamento.
Fraga não quis adiantar custos, pois aguarda negociações com o Banco Mundial (Bird) para financiamento do projeto. Em Praia Grande, no entanto, a implantação do sistema custou R$ 800 mil, incluindo a colocação de antenas de monitoramento, radiofreqüência, além de rede de computadores e estudos contratados. Para os motoristas, a instalação do chip custa R$ 25.
O sistema em Praia Grande foi implantado há menos de um mês. Apesar do pouco tempo, cerca de 700 de uma frota de 45 mil veículos já possuem o chip. O diretor de Trânsito do município, Alberto Rodrigues, estima que o número de carros furtados caia em 60%.
No Distrito Federal, dados da Secretaria de Segurança mostram que só no primeiro semestre de 2006 foram roubados 780 veículos, contra 740 em igual período do ano anterior.
A idéia de Alberto Fraga é fazer um estudo para instalar o sistema no DF. Segundo ele, o sistema é seguro e eficaz para o transporte. "O governador Arruda negociará com o Bird a captação de recursos para esse projeto, que será implantado em parceria com o Detran. Com certeza ele vai contribuir para a segurança dos motoristas.", disse Fraga.
Antenas para dar o sinal
O sistema funciona da seguinte maneira: um chip é instalado no veículo, facilitando a localização. Nos pontos de maior movimento são instaladas antenas de radiofreqüência. Em caso de roubo ou furto, o dono do veículo comunica à central sobre o crime. Ao passar por uma das antenas, é acionado um alarme acusando o local onde o veículo está. O dispositivo de monitoramento deverá contribuir para o melhor serviço das polícias e do Detran.
Segundo o diretor de trânsito de Praia Grande, Alberto Rodrigues, o mecanismo está em estudo desde 2002 e foi baseado em resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de 22 de novembro, que obriga os motoristas a instalar as placas eletrônicas nos próximos cinco anos. Os chips conterão dados como números da placa, do chassi e do Renavam. Nos carros, eles serão instalados na parte interna do pára-brisa dianteiro.
Prazo
Segundo dados da Prefeitura de Praia Grande, os motoristas do local aprovaram o sistema. No DF, Deison Nei dos Santos, 29 anos, cobrador de van, aprova a implantação do sistema se for para melhorar a segurança das pessoas. "Não pode é inventar mais gasto para gente ter que pagar", afirmou. Já a estudante Fernanda Lucas, 21 anos, acha o chip importante para a segurança e controle dos veículos. "Acho que pode ajudar a reduzir o número de seqüestros relâmpagos", diz.
Para Gladston Arraes Pereira, 33 anos, corretor de imóveis, o sistema facilitará o trabalho da polícia e do Detran na hora de localizar um veículo roubado ou que não esteja em dia com os licenciamentos. "Os ladrões vão ter mais dificuldade para roubar carro no DF", acredita.
O sistema será chamado Siniav (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos) e sua criação é resultado de estudos desenvolvidos pelo Ministério das Cidades. Conforme a resolução, os Detrans dos Estados e do Distrito Federal têm 18 meses para implantar o esquema e, a partir do início dos trabalhos, outros 42 meses para concluir o cadastramento. São os próprios Detrans que ficarão responsáveis pela fiscalização dos chips.
Com os dados coletados pelos chips, os governos poderão estudar também medidas para aumentar a mobilidade urbana e diminuir o impacto do tráfego no ambiente. Quando o Siniav estiver funcionando, não ter o chip será considerado infração grave, com multa de R$ 127,69, inclusão de cinco pontos carteira e retenção do veículo.