Reflex
January 18th, 2007, 10:29 PM
O Governo aprovou hoje a suspensão parcial do Plano Director Municipal (PDM) de Loulé, uma decisão que a Liga para a Protecção da Natureza (LPN) classificou como “perigosa” e “injusta”.
O decreto que aprova a suspensão parcial do PDM de Loulé, ratificado em Conselho de Ministros, visa permitir a construção do primeiro hotel de seis estrelas do país, na Quinta do Lago, uma parceria entre o grupo Imocom e a cadeia hoteleira Hilton.
O projecto Conrad-Palácio de Valverde, Resort & SPA, Hotel Apartamento representa um investimento de 88,6 milhões de euros, vai ocupar uma área total de 30 mil metros quadrados, frente ao “shopping” da Quinta do Lago, e terá 160 quartos e 115 apartamentos.
Em declarações à Lusa, o presidente do núcleo algarvio da LPN, Gonçalo Gomes, disse considerar a suspensão parcial daquele instrumento de ordenamento “perigosa” e “injusta” em termos ambientais e de justiça social.
Regras “não funcionam”
“Este facilitismo é perigoso porque os eventuais impactos ambientais do projecto não vão ser avaliados como deveriam, e em termos de justiça social também não é minimamente coerente”, sublinhou.
“Parece que existem regras para filhos e outras para enteados”, criticou o ambientalista, lamentando que basta aparecer um grupo empresarial com muito dinheiro para que automaticamente se suspendam planos.
Por seu turno, o biólogo Nuno Grade, da Quercus, afirmou não estar “nada espantado” com a suspensão parcial do PDM de Loulé, pois as regras de ordenamento do território “há muito que não funcionam” e quem as respeita sai quase sempre “prejudicado”.
“Quem respeita os planos é prejudicado e quem tem dinheiro altera-os”, disse, acrescentando que o diploma do Conselho de Ministros só vem comprovar a situação caótica a que chegou o ordenamento do território.
Primeiro hotel de seis estrelas na Europa
“Alteraram-se planos para fazer o Estádio Algarve junto a Loulé, alteraram-se planos para fazer um autódromo em Portimão e agora é para fazer um hotel. O que virá a seguir?”, questiona.
De acordo com os promotores do projecto, na fase de construção, a estrutura será responsável por 0,4 por cento do produto interno e emprego regionais, o equivalente a 900 postos de trabalho directos e indirectos.
Na fase de exploração, o projecto será responsável por 0,22 por cento do valor acrescentado bruto regional e por 0,21 por cento do emprego regional, o que se traduz em 404 postos de trabalho, acrescentam os promotores.
A unidade hoteleira, equiparada a seis estrelas, será a primeira do género em Portugal e na Europa.
Fonte: Publico
O decreto que aprova a suspensão parcial do PDM de Loulé, ratificado em Conselho de Ministros, visa permitir a construção do primeiro hotel de seis estrelas do país, na Quinta do Lago, uma parceria entre o grupo Imocom e a cadeia hoteleira Hilton.
O projecto Conrad-Palácio de Valverde, Resort & SPA, Hotel Apartamento representa um investimento de 88,6 milhões de euros, vai ocupar uma área total de 30 mil metros quadrados, frente ao “shopping” da Quinta do Lago, e terá 160 quartos e 115 apartamentos.
Em declarações à Lusa, o presidente do núcleo algarvio da LPN, Gonçalo Gomes, disse considerar a suspensão parcial daquele instrumento de ordenamento “perigosa” e “injusta” em termos ambientais e de justiça social.
Regras “não funcionam”
“Este facilitismo é perigoso porque os eventuais impactos ambientais do projecto não vão ser avaliados como deveriam, e em termos de justiça social também não é minimamente coerente”, sublinhou.
“Parece que existem regras para filhos e outras para enteados”, criticou o ambientalista, lamentando que basta aparecer um grupo empresarial com muito dinheiro para que automaticamente se suspendam planos.
Por seu turno, o biólogo Nuno Grade, da Quercus, afirmou não estar “nada espantado” com a suspensão parcial do PDM de Loulé, pois as regras de ordenamento do território “há muito que não funcionam” e quem as respeita sai quase sempre “prejudicado”.
“Quem respeita os planos é prejudicado e quem tem dinheiro altera-os”, disse, acrescentando que o diploma do Conselho de Ministros só vem comprovar a situação caótica a que chegou o ordenamento do território.
Primeiro hotel de seis estrelas na Europa
“Alteraram-se planos para fazer o Estádio Algarve junto a Loulé, alteraram-se planos para fazer um autódromo em Portimão e agora é para fazer um hotel. O que virá a seguir?”, questiona.
De acordo com os promotores do projecto, na fase de construção, a estrutura será responsável por 0,4 por cento do produto interno e emprego regionais, o equivalente a 900 postos de trabalho directos e indirectos.
Na fase de exploração, o projecto será responsável por 0,22 por cento do valor acrescentado bruto regional e por 0,21 por cento do emprego regional, o que se traduz em 404 postos de trabalho, acrescentam os promotores.
A unidade hoteleira, equiparada a seis estrelas, será a primeira do género em Portugal e na Europa.
Fonte: Publico