mynuster
January 30th, 2007, 03:04 PM
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Os antigos armazéns devolutos da Real Companhia Velha, sitos na Zona Histórica de Gaia, serão convertidos num centro cultural. O imóvel, adquirido em 1999 pela Câmara de Gaia, foi concessionado à Novopca - Construtores Associados em direito de superfície por 50 anos, que investirá 25 milhões de euros na criação de um hotel, 13 salas de cinema, auditórios, estabelecimentos comerciais e espaços para o ensino ligados às artes e bares.
A Câmara de Gaia e a construtora - única participante no concurso público internacional, lançado pela Autarquia há mais de três anos - celebraram, ontem, o contrato de concepção, construção e exploração, que estabelece o prazo de 31 meses para a execução do centro cultural, desde o projecto até à abertura, estimada para Agosto de 2009. A Novopca dispõe de 30 dias para entregar o projecto definitivo e o licenciamento municipal terá de ser concedido em 45 dias. Necessitará, também, do aval do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) do Porto.
A solução final terá de preservar a chaminé e a fachada dos armazéns da Real Companhia Velha. "É um projecto muito arrojado e vai ser polémico. Houve uma negociação informal com a Câmara e com o IPPAR para não ferir o património do Centro Histórico. Quisemos afastar o edifício do Corpus Christi, que é uma área sensível. Por isso, terá uma zona relvada. Ainda não está definida a utilização dos 500 metros quadrados a ceder à Câmara no centro cultural", esclareceu Manuel Maia, administrador da Novopca. A empresa pagará a anuidade de 102 mil euros ao Município (o preço de concessão do imóvel por 50 anos é de 4,85 milhões).
Para garantir a sustentabilidade do centro, nascerão um hotel, lojas, ligadas ao comércio das artes (desde livrarias a galerias de arte ou espaço "tipo Fnac") e os bares temáticos, acessíveis através da fachada principal na Avenida de Ramos Pinto. "Queremos ter espaços para a realização de leilões e trazer os operadores do comércio das artes, que estão dispersos, para Gaia", adiantou. O desenho, com dois pisos de estacionamento subterrâneo, contempla uma praça coberta para actividades culturais.
"Não há nenhum município do país - diria mesmo que não há um distrito do país - que tenha obtido uma concentração tão grande de investimento privado nos últimos anos como Gaia. É porque os investidores acreditam no projecto que estamos a desenvolver", sublinhou Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara. "Sei que faltam as pontes para sermos a Rive Gauche, mas lá chegaremos", afirmou, assinalando a satisfação pelo centro abrir as portas em 2009, ano de eleições autárquicas. "É justo que, quem semeou, faça a colheita", concluiu. A obra deverá começar ainda no primeiro semestre de 2007.
Três anos de espera. O processo para a criação do centro cultural nos armazéns da Real Companhia Velha tem mais de três anos. A Câmara de Gaia aprovou o lançamento do concurso público internacional em Abril de 2003 e, só em Dezembro de 2006, foi decidido entregar a concessão à Novopca - a única concorrente. O processo viveu momentos de indefinição depois do IPPAR ter dado um parecer negativo à solução arquitectónica da Novopca em Setembro de 2004. Em Junho de 2005, a Autarquia equacionou o alargamento do centro cultural a outras instalações, o que conduziria à anulação do concurso, mas, a 13 de Outubro passado, a empresa disponibilizou-se para reformular o projecto, como defende o IPPAR.
Nova linha da STCP
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, deu conta de uma reunião, realizada com a Administração da STCP, na qual a Autarquia solicitou a criação de uma carreira que ligue o centro urbano, em Mafamude, à beira-rio, "com carácter permanente ao longo do dia e parte da noite". Foi sensibilizada, ainda, para a colocação de autocarros mais pequenos, adequados à ruas estreitas, para as linhas que cruzam o Centro Histórico.
Os antigos armazéns devolutos da Real Companhia Velha, sitos na Zona Histórica de Gaia, serão convertidos num centro cultural. O imóvel, adquirido em 1999 pela Câmara de Gaia, foi concessionado à Novopca - Construtores Associados em direito de superfície por 50 anos, que investirá 25 milhões de euros na criação de um hotel, 13 salas de cinema, auditórios, estabelecimentos comerciais e espaços para o ensino ligados às artes e bares.
A Câmara de Gaia e a construtora - única participante no concurso público internacional, lançado pela Autarquia há mais de três anos - celebraram, ontem, o contrato de concepção, construção e exploração, que estabelece o prazo de 31 meses para a execução do centro cultural, desde o projecto até à abertura, estimada para Agosto de 2009. A Novopca dispõe de 30 dias para entregar o projecto definitivo e o licenciamento municipal terá de ser concedido em 45 dias. Necessitará, também, do aval do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) do Porto.
A solução final terá de preservar a chaminé e a fachada dos armazéns da Real Companhia Velha. "É um projecto muito arrojado e vai ser polémico. Houve uma negociação informal com a Câmara e com o IPPAR para não ferir o património do Centro Histórico. Quisemos afastar o edifício do Corpus Christi, que é uma área sensível. Por isso, terá uma zona relvada. Ainda não está definida a utilização dos 500 metros quadrados a ceder à Câmara no centro cultural", esclareceu Manuel Maia, administrador da Novopca. A empresa pagará a anuidade de 102 mil euros ao Município (o preço de concessão do imóvel por 50 anos é de 4,85 milhões).
Para garantir a sustentabilidade do centro, nascerão um hotel, lojas, ligadas ao comércio das artes (desde livrarias a galerias de arte ou espaço "tipo Fnac") e os bares temáticos, acessíveis através da fachada principal na Avenida de Ramos Pinto. "Queremos ter espaços para a realização de leilões e trazer os operadores do comércio das artes, que estão dispersos, para Gaia", adiantou. O desenho, com dois pisos de estacionamento subterrâneo, contempla uma praça coberta para actividades culturais.
"Não há nenhum município do país - diria mesmo que não há um distrito do país - que tenha obtido uma concentração tão grande de investimento privado nos últimos anos como Gaia. É porque os investidores acreditam no projecto que estamos a desenvolver", sublinhou Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara. "Sei que faltam as pontes para sermos a Rive Gauche, mas lá chegaremos", afirmou, assinalando a satisfação pelo centro abrir as portas em 2009, ano de eleições autárquicas. "É justo que, quem semeou, faça a colheita", concluiu. A obra deverá começar ainda no primeiro semestre de 2007.
Três anos de espera. O processo para a criação do centro cultural nos armazéns da Real Companhia Velha tem mais de três anos. A Câmara de Gaia aprovou o lançamento do concurso público internacional em Abril de 2003 e, só em Dezembro de 2006, foi decidido entregar a concessão à Novopca - a única concorrente. O processo viveu momentos de indefinição depois do IPPAR ter dado um parecer negativo à solução arquitectónica da Novopca em Setembro de 2004. Em Junho de 2005, a Autarquia equacionou o alargamento do centro cultural a outras instalações, o que conduziria à anulação do concurso, mas, a 13 de Outubro passado, a empresa disponibilizou-se para reformular o projecto, como defende o IPPAR.
Nova linha da STCP
O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, deu conta de uma reunião, realizada com a Administração da STCP, na qual a Autarquia solicitou a criação de uma carreira que ligue o centro urbano, em Mafamude, à beira-rio, "com carácter permanente ao longo do dia e parte da noite". Foi sensibilizada, ainda, para a colocação de autocarros mais pequenos, adequados à ruas estreitas, para as linhas que cruzam o Centro Histórico.