View Full Version : Portugueses exportam gestão florestal para o Brasil e Africa


traveler
January 31st, 2007, 03:31 AM
Portugueses exportam gestão florestal para o Brasil e Africa
Introduzido por Paulo Almeida (Domingo, 14 Janeiro 2007). :: A nossa inovação
Num país onde a floresta é descurada, uma empresa recusou-se a ficar PME o resto da vida. Vendendo inovação na gestão, a Metacortex saltou fronteiras e está a vingar em Espanha e no Brasil e a entrar nos EUA e Africa onde, além do sector agro-florestal, aposta em novos negócios como o mercado de carbono e a bio-energia

São ingénuos ou loucos! À primeira vista, esta seria a reacção de muitos face à criação de uma empresa que tem como principal área de negócios a gestão florestal. Num país como Portugal, que sempre que aquece põe a nu as fragilidades do sector, lançar-se numa aventura como esta poderia ser considerado uma maluquice. Mas, a caminho do Brasil e de Africa, uma empresa portuguesa está a dar cartas no mercado mundial vendendo saber fazer na área agro-florestal.

De seu nome Metacortex, a empresa nasceu de um spin-off do Instituto Superior de Agronomia (ISA). Quatro investigadores em economia e gestão de recursos naturais decidiram, em 2001, arregaçar as mangas e tentar transferir conhecimentos para quem realmente os pode pôr em prática: o mercado.
Ainda alojados no ISA, bateram à porta da Portucel-Soporcel e apresentaram a sua proposta para optimizar a gestão que faziam das suas propriedades, "reduzindo custos e aumentando a produção líquida", explica Rui Pedro Ribeiro, administrador executivo da Metacortex.

Em pouco tempo passaram a dominar o mercado das celuloses. Tendo criado o seu próprio programa informático de apoio à gestão, decidiram aprofundar competências. Migraram então para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde, em conjunto com o departamento de informática, reuniram munições para o sucesso.

"Estivemos dois anos dentro das universidades a ganhar know-how e recursos humanos", conta Pedro Ribeiro. Em 2003 dão o segundo salto. Com o flagelo desse Verão, o seu alvo deixa de ser só as grandes empresas ligadas à floresta para passar a ser todo o país. Concorrem à elaboração dos Planos Regionais de Ordenamento Florestal, ficando a seu cargo a área mais espinhosa de Portugal: o interior Norte e Centro, aquele onde as chamas encontram o terreno perfeito.
Juntamente com investigadores do ISA, Universidade de Évora, Politécnico de Coimbra e outra empresa especialista em recursos naturais, a Erena, finalizam em seis meses o desenho do que deve ser a floresta de quase metade do país: boa parte do Norte e Centro, Algarve e Alentejo Sul.

Internacionalização
Após este esforço, cortam o cordão umbilical com as universidades e olham além fronteiras. "Num país onde a floresta é descurada, ou não crescíamos e ficávamos PME, ou internacionalizávamo-nos", explica o administrador.

Depois de aperfeiçoarem as suas ferramentas tecnológicas e criado mercado, viram as atenções para fora de Portugal, concluindo que não existiam, a nível mundial, grandes empresas de consultadoria para a área florestal e agrícola.

Em Junho de 2005, abrem a Metacortex Espanha, muito virada para a engenharia, e em Novembro do mesmo ano, desembarcam no Brasil. Aqui, surgem novos horizontes e novas áreas de negócio. A bio-energia e o mercado de carbono entram na carteira da empresa, que reforça e aprofunda a venda de um produto tecnológico destinado a melhorar os processos de produção agrícolas, florestais e pecuários (ver coluna).
Registam a marca e abrem nova empresa, a Metafarm, que através de um suporte tecnológico alojado na Internet, permite aos produtores gerirem a sua propriedade e as informações fitossanitárias que têm de prestar às autoridades e consumidores. "Este é um mercado em expansão porque, tal como já se faz na Europa, tanto os EUA como o Brasil começam a preocupar-se com questões como a rastreabilidade dos animais, que permitem seguir o percurso do produto do campo ao prato", adianta Pedro Ribeiro.
Isto vai levá-los ao mercado norte-americano, assim como para países vizinhos do Brasil.

Hoje, a holding, que conta com a parceria financeira do Banco Espírito Santo, fechou o ciclo de competências: de Portugal leva os conhecimentos sobre floresta e as ferramentas de consultadoria, de Espanha sai a engenharia e no Brasil geram-se munições em economia.

Segue-se Africa, onde a gestão florestal e o mercado de carbono oferecem novas promessas. O inventário florestal da Guiné, que já garantiram, é o primeiro passo. Em cinco anos, uma empresa que recusou acomodar-se à pequenez ganhou mundo. E provou que a gestão florestal pode ser uma área de negócios de sucesso.


Publico

JohnnyMass
January 31st, 2007, 05:00 AM
é desta que se vai o resto da amazónia!:lol: portugueses a gerir a floresta já se sabe no que dá!:lol:

Marco Bruno
January 31st, 2007, 12:41 PM
é desta que se vai o resto da amazónia!:lol: portugueses a gerir a floresta já se sabe no que dá!:lol:

:lol:

Arpels
January 31st, 2007, 01:53 PM
lol salve a Amazoniaaaaaaaaaaa :rant:

JohnnyMass
January 31st, 2007, 06:48 PM
:lol:vai ser o maior eucaliptal do mundo!:lol: