Pesquisadorbsb
February 23rd, 2007, 04:04 AM
Besouros infestam mungubas na Universidade de Brasília e forçam a derrubada de 84 exemplares
Uma praga está provocando a retirada de árvores da espécie munguba em Brasília. Só na semana passada, 84 exemplares foram cortados no estacionamento da Casa do Professor na Universidade de Brasília (UnB). No local sobrou apenas uma mangueira.
O problema é que as árvores foram infestadas por um besouro de coloração bronze esverdeada, o Euchroma Gigantea. As larvas do inseto, colocadas pela fêmea em troncos e galhos, se alimentam de tecidos internos da planta, que perde a capacidade de se sustentar.
A praga foi detectada por técnicos da universidade. Depois de uma vistoria no local, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) autorizou, no último dia 16, a retirada das árvores. Outras da mesma espécie devem também ser eliminadas. "Foi uma medida preventiva, pois elas poderiam cair em cima dos carros" explica o diretor de serviços gerais do campus, Weglisson Medeiros Ferreira.
Segundo o prefeito do campus, Antônio Wilson Botelho de Sousa, a retirada foi inevitável. "Não há inseticida que possa ser utilizado em área urbana para combater o besouro", diz.
Plano Piloto é atingido
Técnicos da universidade ainda estão estudando que espécies serão plantadas no lugar das mungubas que foram derrubadas. O mais provável é que seja o mogno e o oiti. A agrônoma e chefe do Departamento de Parques e Jardins do campus, Glaucie Carvalho Maia, explica que a nova árvore deve ter raiz profunda para não danificar o asfalto do estacionamento. "Vamos plantar algo que seja resistente e não solte muitas folhas ou frutos", ressalta.
O replantio das árvores no estacionamento da UnB ainda não tem data definida para acontecer, pois a prioridade neste momento é o mutirão de limpeza para a volta às aulas (próximo dia 9).
O problema de pragas que atacam plantas não é restrito à UnB. Pelos mesmos motivos, também já foram retiradas espécies de mungubas em áreas no Plano Piloto, principalmente nas quadras mais antigas como a 306, 106 e 105 Sul. Outras árvores estão sendo monitoradas pela Novacap.
Cerrado
"À medida que a doença evolui, nós vamos retirar a árvore e plantar outra no lugar", afirma o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Ozanan Coelho, em relação aos exemplares que estão sendo monitorados. A escolha da nova espécie será feita pela equipe de paisagismo, para compor cada local. Uma coisa, no entanto, é certa: todas serão árvores do Cerrado.
No ano passado, uma munguba contaminada caiu em cima de quatro carros na 315 Sul. A Novacap havia pedido a retirada da árvore, mas um morador entrou na Justiça e conseguiu impedir que a espécie fosse cortada.
Os especialistas dizem que, no caso das mungubas, não há obrigatoriedade de replantio, pois são consideradas espécies "exóticas". Para árvores nativas e saudáveis, no entanto, a situação é outra: a proporção é de 30 espécies replantadas para cada uma que for cortada.
Fonte: Jornal de Brasilia
Publicado em: 23/02/2007
Uma praga está provocando a retirada de árvores da espécie munguba em Brasília. Só na semana passada, 84 exemplares foram cortados no estacionamento da Casa do Professor na Universidade de Brasília (UnB). No local sobrou apenas uma mangueira.
O problema é que as árvores foram infestadas por um besouro de coloração bronze esverdeada, o Euchroma Gigantea. As larvas do inseto, colocadas pela fêmea em troncos e galhos, se alimentam de tecidos internos da planta, que perde a capacidade de se sustentar.
A praga foi detectada por técnicos da universidade. Depois de uma vistoria no local, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) autorizou, no último dia 16, a retirada das árvores. Outras da mesma espécie devem também ser eliminadas. "Foi uma medida preventiva, pois elas poderiam cair em cima dos carros" explica o diretor de serviços gerais do campus, Weglisson Medeiros Ferreira.
Segundo o prefeito do campus, Antônio Wilson Botelho de Sousa, a retirada foi inevitável. "Não há inseticida que possa ser utilizado em área urbana para combater o besouro", diz.
Plano Piloto é atingido
Técnicos da universidade ainda estão estudando que espécies serão plantadas no lugar das mungubas que foram derrubadas. O mais provável é que seja o mogno e o oiti. A agrônoma e chefe do Departamento de Parques e Jardins do campus, Glaucie Carvalho Maia, explica que a nova árvore deve ter raiz profunda para não danificar o asfalto do estacionamento. "Vamos plantar algo que seja resistente e não solte muitas folhas ou frutos", ressalta.
O replantio das árvores no estacionamento da UnB ainda não tem data definida para acontecer, pois a prioridade neste momento é o mutirão de limpeza para a volta às aulas (próximo dia 9).
O problema de pragas que atacam plantas não é restrito à UnB. Pelos mesmos motivos, também já foram retiradas espécies de mungubas em áreas no Plano Piloto, principalmente nas quadras mais antigas como a 306, 106 e 105 Sul. Outras árvores estão sendo monitoradas pela Novacap.
Cerrado
"À medida que a doença evolui, nós vamos retirar a árvore e plantar outra no lugar", afirma o chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Ozanan Coelho, em relação aos exemplares que estão sendo monitorados. A escolha da nova espécie será feita pela equipe de paisagismo, para compor cada local. Uma coisa, no entanto, é certa: todas serão árvores do Cerrado.
No ano passado, uma munguba contaminada caiu em cima de quatro carros na 315 Sul. A Novacap havia pedido a retirada da árvore, mas um morador entrou na Justiça e conseguiu impedir que a espécie fosse cortada.
Os especialistas dizem que, no caso das mungubas, não há obrigatoriedade de replantio, pois são consideradas espécies "exóticas". Para árvores nativas e saudáveis, no entanto, a situação é outra: a proporção é de 30 espécies replantadas para cada uma que for cortada.
Fonte: Jornal de Brasilia
Publicado em: 23/02/2007