Pelha
February 23rd, 2007, 03:22 PM
http://img91.imageshack.us/img91/642/eeid9.png (http://imageshack.us)
Sem rentabilização do estádio do Algarve, em Portimão nascerá um autódromo, com componente imobiliária e classificação PIN.
O autódromo internacional de Portimão, aprovado anteontem em reunião de câmara, é um dos quatro projectos que, no conjunto, representam para o município um investimento público e privado de 320 milhões de euros - o dobro das verbas inscritas no PIDDAC (Orçamento de Estado) para a região em 2007. A competitividade entre as cidades algarvias está a passar pela capacidade de atrair capitais privados, à boleia do Governo. A classificação de Projectos de Interesse Nacional (PIN) a certas propostas de imobiliário, associadas ao golfe, marinas e hotéis de cinco estrelas e desporto, ajuda a ultrapassar conflitos com o ambiente.
A construção do Autódromo Internacional de Portimão, segundo os promotores, deverá ter início neste semestre e as obras estarão concluídas em 2008. Em contrapartida, o Parque das Cidades (Estádio Algarve) vive uma situação de impasse, absorvendo por ano das câmaras de Faro e Loulé 3,2 milhões de euros - metade da verba é gasta pelas amortizações e encargos financeiros decorrentes dos empréstimos contraídos para a construção do estádio. O ex-patrão da FNAC - Ar Condicionado, Alexandre Alves, diz que ofereceu 50 milhões pela compra do estádio, direitos de exploração desportiva e de construção, mas não teve receptividade por parte das autarquias.
O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, entende que o autódromo não vai seguir o caminho do Parque das Cidades. "O estádio do Algarve adormeceu à sombra do investimento público." Neste caso, o autarca entende que os "privados vão ter outra dinâmica, sabendo tirar partido do equipamento". Os outros três grandes projectos que destaca são o complexo desportivo de Portimão (a arrancar no início do próximo ano), o Fórum Portimão (a abrir no primeiro trimestre de 2008), e o Museu Municipal (a inaugurar este ano, nas antigas instalações da fábrica de conservas Féu). "Nunca se investiu tanto em Portimão e nunca se apostou tanto na valorização do seus factores de competitividade", sublinha Manuel da Luz.
O empreendimento turístico Morgado de Arge - uma propriedade com 1445 hectares é dos projectos que, prevê, "poderá requalificar a oferta turística", a partir da construção de um campo de golfe, 7500 camas, enquadrado por corredores ecológicos. O ministro da Economia, Manuel Pinho, quando apresentou no Algarve, em Janeiro, o Plano de Eventos Golfe 2007/2008, disse que a região necessitava de "mais 50 por cento de marinas, hotéis e campos de golfe". José Apolinário, autarca farense, reconhece que esse investimento "ajuda a elevar o PIB, mas a estratégia de desenvolvimento regional, exige, também, a construção de infra-estruturas de carácter público - Hospital Central, no Parque das Cidades, por exemplo".
Manuel da Luz defende que "é preciso promover o urbanismo amigo do ambiente, para eliminar alguns exemplos caóticos de há duas décadas". Citando o exemplo da praia da Rocha, acrescentou, "é difícil convencer os operadores das mudanças, para melhor, que foram introduzidas". A este propósito, o dirigente da Almargem, Luís Brás, lembra que o autódromo "foi classificado de projecto de interesse nacional, tem um forte componente imobiliária, foi aprovado antes de sair do Plano de Ordenamento do Algarve (Prot), e não estava previsto no Plano Director Municipal (PDM)."
O presidente da Câmara de Loulé, por outro lado, observa que "o PDM de Loulé previa um autódromo, desenvolveu-se o projecto - que não contemplava imobiliário -, não percebo porque foi deixado cair. O dirigente ambientalista, comentando o interesse de Manuel Pinho nos golfes, hotéis e marina, com chancela PIN, questiona: "Para que serve perder tempo a fazer planos e estudos, se depois vem um ministro propor que se faça igual ao que já se fez."
Manuel da Luz, autarca de Portimão, garante que o autódromo será um factor de competitividade da região.
Sem rentabilização do estádio do Algarve, em Portimão nascerá um autódromo, com componente imobiliária e classificação PIN.
O autódromo internacional de Portimão, aprovado anteontem em reunião de câmara, é um dos quatro projectos que, no conjunto, representam para o município um investimento público e privado de 320 milhões de euros - o dobro das verbas inscritas no PIDDAC (Orçamento de Estado) para a região em 2007. A competitividade entre as cidades algarvias está a passar pela capacidade de atrair capitais privados, à boleia do Governo. A classificação de Projectos de Interesse Nacional (PIN) a certas propostas de imobiliário, associadas ao golfe, marinas e hotéis de cinco estrelas e desporto, ajuda a ultrapassar conflitos com o ambiente.
A construção do Autódromo Internacional de Portimão, segundo os promotores, deverá ter início neste semestre e as obras estarão concluídas em 2008. Em contrapartida, o Parque das Cidades (Estádio Algarve) vive uma situação de impasse, absorvendo por ano das câmaras de Faro e Loulé 3,2 milhões de euros - metade da verba é gasta pelas amortizações e encargos financeiros decorrentes dos empréstimos contraídos para a construção do estádio. O ex-patrão da FNAC - Ar Condicionado, Alexandre Alves, diz que ofereceu 50 milhões pela compra do estádio, direitos de exploração desportiva e de construção, mas não teve receptividade por parte das autarquias.
O presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, entende que o autódromo não vai seguir o caminho do Parque das Cidades. "O estádio do Algarve adormeceu à sombra do investimento público." Neste caso, o autarca entende que os "privados vão ter outra dinâmica, sabendo tirar partido do equipamento". Os outros três grandes projectos que destaca são o complexo desportivo de Portimão (a arrancar no início do próximo ano), o Fórum Portimão (a abrir no primeiro trimestre de 2008), e o Museu Municipal (a inaugurar este ano, nas antigas instalações da fábrica de conservas Féu). "Nunca se investiu tanto em Portimão e nunca se apostou tanto na valorização do seus factores de competitividade", sublinha Manuel da Luz.
O empreendimento turístico Morgado de Arge - uma propriedade com 1445 hectares é dos projectos que, prevê, "poderá requalificar a oferta turística", a partir da construção de um campo de golfe, 7500 camas, enquadrado por corredores ecológicos. O ministro da Economia, Manuel Pinho, quando apresentou no Algarve, em Janeiro, o Plano de Eventos Golfe 2007/2008, disse que a região necessitava de "mais 50 por cento de marinas, hotéis e campos de golfe". José Apolinário, autarca farense, reconhece que esse investimento "ajuda a elevar o PIB, mas a estratégia de desenvolvimento regional, exige, também, a construção de infra-estruturas de carácter público - Hospital Central, no Parque das Cidades, por exemplo".
Manuel da Luz defende que "é preciso promover o urbanismo amigo do ambiente, para eliminar alguns exemplos caóticos de há duas décadas". Citando o exemplo da praia da Rocha, acrescentou, "é difícil convencer os operadores das mudanças, para melhor, que foram introduzidas". A este propósito, o dirigente da Almargem, Luís Brás, lembra que o autódromo "foi classificado de projecto de interesse nacional, tem um forte componente imobiliária, foi aprovado antes de sair do Plano de Ordenamento do Algarve (Prot), e não estava previsto no Plano Director Municipal (PDM)."
O presidente da Câmara de Loulé, por outro lado, observa que "o PDM de Loulé previa um autódromo, desenvolveu-se o projecto - que não contemplava imobiliário -, não percebo porque foi deixado cair. O dirigente ambientalista, comentando o interesse de Manuel Pinho nos golfes, hotéis e marina, com chancela PIN, questiona: "Para que serve perder tempo a fazer planos e estudos, se depois vem um ministro propor que se faça igual ao que já se fez."
Manuel da Luz, autarca de Portimão, garante que o autódromo será um factor de competitividade da região.