View Full Version : Parque Arqueológico à moda de Foz Côa


mynuster
March 21st, 2007, 04:28 PM
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Gravuras rupestres com mais de cinco mil anos descobertas na Citânia de Briteiros e Castro de Sabroso

Guimarães vai ter um Parque Arqueológico dedicado à arte rupestre. O projecto da Sociedade Martins Sarmento (SMS) está a ser coordenado por Sande Lemos, da Universidade do Minho, e tem por base as gravuras rupestres com mais de cinco mil anos descobertas recentemente na Citânia de Briteiros e no Castro de Sabroso.

O novo parque pode revolucionar a política de turismo de Guimarães, complementando a oferta do centro histórico classificado pela Unesco desde Dezembro de 2001 e assumir-se, por outro lado, como pólo relevante no contexto da Capital Europeia da Cultura, em 2012. "Existe um espólio extraordinário em volta da Citânia e do Castro de Sabroso que estará na base do Parque Arqueológico", explica, ao JN, o presidente da SMS, Amaro das Neves.

Aquele responsável admite "algumas semelhanças" (descontando as diferenças geográficas) com o parque de gravuras rupestres de Foz Côa, o único do país, e está convencido que o projecto vai "ajudar o turismo em Guimarães" e contribuir para colmatar a lacuna que se sente ao nível da fixação de visitantes na cidade.

"Actualmente, Guimarães é um pólo de visitas, mas não consegue fixar visitantes para lá do fim-de- -semana. Este parque pode interligar-se ao turismo religioso de S. Torcato (vila que fica a cerca de cinco quilómetros do centro de Guimarães) e a uma eventual aposta no turismo termal nas Caldas das Taipas", preconiza Amaro das Neves. O projecto está a ser coordenado por Sande Lemos, responsável pela Unidade de Arqueologia da UM. "A nossa ideia é tornar aquele espaço visitável, colocando lá elementos explicativos, mostrando o que lá está", adianta o recentemente reeleito presidente da SMS.

Local sagrado

As gravuras com mais de cinco mil anos foram descobertas por arqueólogos durante uma campanha nocturna de levantamento, efectuada sob orientação do arqueólogo António Martinho, director do Centro Nacional de Arte Rupestre, e em colaboração com a UM e a SMS. As gravuras apresentam vários círculos concêntricos, unidos entre si por pequenas galerias, e deixam entender que o local, nos tempos da pré-história, seria sagrado e especialmente escolhido para acompanhar a orientação solar. "Um verdadeiro santuário de gravuras rupestres, extraordinariamente rico no contexto da arte rupestre do noroeste peninsular", resumiu, na altura, António Martinho.

Em Portugal existe apenas o Parque Arqueológico do Côa, que se tornou conhecido com a polémica, em Novembro de 1995, que se seguiu a um debate público, que ganhou contornos internacionais, que levou as autoridades portuguesas a suspender as obras da barragem em construção no local. As gravuras de Côa são Património Mundial da UNESCO desde Dezembro de 1998.

Barragon
March 21st, 2007, 05:18 PM
Boa inciativa :okay:

Arpels
March 21st, 2007, 06:15 PM
li ja sobre isto, a sociedade Martins Sarmento é a tabua de salvaguarda do patrimonio castrejo e outro patrimonio de ambito cultural na zona norte e tb de outras zonas do pais, tem extendido mto a sua area de influencia a outras partes do pais, prova disso é mais este excelente projecto :applause: