View Full Version : Fluviário de Mora abre hoje
traveler March 22nd, 2007, 03:29 AM 21/03/2007
Fluviário de Mora abre hoje
O novo Fluviário de Mora é hoje inaugurado. Localizado no concelho de Mora, em pleno Alentejo, trata-se de um tipo de «oceanário» de água doce. É a primeira estrutura do género em toda a Europa e a terceira em todo o mundo. Aos visitantes deste equipamento é sugerido um passeio entre a nascente e a foz de um rio, através de um conjunto de aquários, por onde se distribuem 500 exemplares de 72 espécies de peixes e de outros animais.
Projectado há cinco anos, o fluviário representa um investimento de mais de seis milhões de euros. Na opinião do presidente da autarquia, José Sinogas, existe uma expectativa em torno deste projecto, que ocupa 2.300 m² em pleno Parque Natural do Gameiro, nas margens da ribeira do Raia. O Fluviário de Mora é candidato ao mais prestigiado Prémio Europeu de Arquitectura, tendo a obra estado a cargo da construtora Teixeira Duarte, em parceria com a Promontório Arquitectos. A construção foi financiada, em cerca de 50% pelo Programa Operacional da Região do Alentejo, tendo a outra metade sido paga pela autarquia.
Pelha March 22nd, 2007, 03:49 AM Desconhecia tal coisa, que interessante… e foto não há?
Daniel_Portugal March 22nd, 2007, 04:42 AM espetacular!
desconhecia... ja que a nossa comunicaçao social eh uma verdadeira merda!!!!
parabens! hei de ir la so pra ver o dito :)
Kaique March 22nd, 2007, 04:51 AM Interessante iniciativa. Realmente sem paralelo, acho que nem o Brasil com a maior reserva de águas fluviais tem um.
JGuerreiro March 22nd, 2007, 05:02 AM Muito bem!
Bom exemplo de que no Alentejo há gente com visão e iniciativa, fico triste é a comunicação social, a classe política e afins não lhe dar a devida importância. Adoraria ver fotos do projecto.
Barragon March 22nd, 2007, 10:48 AM Tem dado na tv.
Muito boa iniciativa.
Fotos do projecto estão no thread do mesmo.
Barragon March 22nd, 2007, 10:49 AM http://news.rotas.xl.pt/noticias/img?id=3177
Arpels March 22nd, 2007, 12:46 PM sim sr tem falado bastante dele na tv, é bom para este municipio do interior, cria postos de trabalho e atrai visitantes...
Bluesence March 22nd, 2007, 03:12 PM Muito bem!
Bom exemplo de que no Alentejo há gente com visão e iniciativa, fico triste é a comunicação social, a classe política e afins não lhe dar a devida importância. Adoraria ver fotos do projecto.
Mas é Moura (Beja), ou Mora (Setúbal) ?!
Reflex March 22nd, 2007, 08:20 PM Não vale a pena baterem no ceguinho, que há varios meses que a comunicação social anda a passar reportagens e inclusive temos 1 thread sobre isso aqui!;)
É mesmo Mora. Não sei que distrito é, mas é no Alto Alentejo, um pouco a norte de Montemor-o-Novo!;)
Espero sinceramente que tenha muitos visitantes, porque hoje em dia é preciso coragem e um elevado espirito de iniciativa para se fazer 1 investimento destes num concelho pequeno e periférico!!:applause:
JGuerreiro March 22nd, 2007, 11:23 PM Mora é uma vila portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alto Alentejo, com cerca de 2 800 habitantes.
É sede de um município com 443,46 km² de área e 5 787 habitantes (2001), subdividido em 4 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Ponte de Sor, a nordeste por Avis, a leste por Sousel, a sueste por Arraiolos e a oeste por Coruche.
O concelho recebeu foral de D. Manuel I em 1519.
@Wikipédia
Marco Bruno March 23rd, 2007, 02:25 AM O projecto saiu na revista espanhola Arquitectura Viva. Tive hj a ver fotos do edifício, gostei. As formas são muito simples, e baseiam-se num edifício convencional, composto por rasgos verticais.
Assim que arranjar fotos meto aqui.
Arpels March 23rd, 2007, 02:49 PM baril, era fixe ver mais ao perto :yes::okay:
mynuster March 25th, 2007, 02:27 PM :yes:
fred_mendonca March 25th, 2007, 02:37 PM Bom para Mora! :applause:
fred_mendonca March 25th, 2007, 02:40 PM http://www.cm-mora.pt/NR/rdonlyres/DA2A48E6-F329-457E-9829-A6FA4F627B49/6405/fluviario1.jpg
Barragon March 25th, 2007, 03:01 PM Mora é local de passagem do IC13 para Portalegre ou mesmo para quem vai para Castelo Branco, se não quiser ir pela AE.
É uma vila perdida no meio do alentejo que antes tinha uma linha férrea vinda de Évora ligada à sua indústria que não sei qual era, mas já digo.
Barragon March 25th, 2007, 03:04 PM Freguesia de Brotas – 543 habitantes
Freguesia de Cabeção – 1261 habitantes
Freguesia de Mora – 2825 habitantes
Freguesia de Pavia – 1168 habitantes
Densidade populacional – 13hkm2
Reflex April 2nd, 2007, 04:03 PM Artigo no Expresso Imobiliario (http://www.expressoimobiliario.clix.pt/frameEspaco.php?edicao=2007-03-31&pagina=6&num=1796)
JohnnyMass April 2nd, 2007, 10:55 PM Mas é Moura (Beja), ou Mora (Setúbal) ?!essa geografia anda pelas ruas da amargura hum?:lol:
Lampiao2000 February 26th, 2008, 01:17 AM Desconhecia tal coisa, que interessante… e foto não há?
http://img530.imageshack.us/img530/6265/img6517fc5.jpg (http://imageshack.us)
O melhor que encontrei, com a publicidade do Fernando Santos:lol: , isto em 10/2007.
Barragon February 26th, 2008, 02:30 AM http://aroucaonline.com/blogs/imprevisto/wp-content/blogs.dir/5/files/2007/08/fluviariomora.jpg
Lourenco February 26th, 2008, 02:35 AM Já aqui coloquei algumas fotos do fluviário. :)
http://i148.photobucket.com/albums/s24/Lourenco_SSC/PICT7308.jpg (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=461471)
Para ver as restantes fotos, cliquem na imagem. ;)
NewTomorrow February 26th, 2008, 02:59 PM http://novafloresta.no.sapo.pt/2007/Fluviario.jpg
o site do Fluviario de Moura
http://www.fluviariomora.pt/
no site diz que já foi visitado por 185 000 pessoas
:banana::banana::banana::banana:
pedrodepinto February 26th, 2008, 05:06 PM Está muito bem conseguido :okay:!
alentejolover February 26th, 2008, 07:39 PM O alentejano quer,a obra nasce...
P85P March 22nd, 2010, 10:02 PM http://jornal.publico.pt/noticia/21-03-2010/peregrinacao-aos-peixes-colocou-mora-no-mapa-19022773.htm
Peregrinação aos peixes colocou Mora no mapa
Premiada várias vezes, a casa dos peixes está a contribuir para mudar o Alentejo. Não é a financiar clubes de futebol que se desenvolve um concelho, diz o presidente desta autarquia, que não recebeu um cêntimo do Estado.
A Ele tem bigode e ela também. O casal mais fotografado do Alentejo prepara-se para uma merecida sesta. Depois de uma manhã passada a treparem às rochas e a mergulharem na água, nada melhor do que o recanto de palha seca para repousarem os pequenos corpos roliços e peludos, encimados por uns olhinhos a brilhar de curiosidade.
Faz hoje três anos que Mariza e Cristiano Ronaldo se tornaram as estrelas da companhia. O casal de lontras asiáticas faz as delícias de todos quantos visitam o Fluviário de Mora, um oceanário dedicado à fauna dos rios que pôs definitivamente no mapa a pequena vila do Alto Alentejo. Ainda por cima sem um cêntimo que fosse do Governo português. Único no país, tem atraído magotes de gente, que assiste maravilhada ao espectáculo proporcionado pelos peixes nos seus diferentes ecossistemas, da nascente à foz.
A brincadeira saiu cara aos comunistas que governam Mora. Foram anos a caminhar para Lisboa, a pedir autorizações aos diversos organismos da tutela, a exigir os milhões prometidos no tempo do executivo de Santana Lopes, e que acabariam por nunca chegar. Mesmo beneficiando de apoios comunitários, a autarquia teve de desembolsar 7,7 milhões, uma fortuna para um concelho envelhecido que não chega sequer às seis mil almas.
Os prémios arrecadados pelo fluviário - distinguido em 2008 como o melhor museu português - acabaram por ser uma bofetada de luva branca na administração central. Ou, como um dia foi posta a questão, "uma espinha atravessada na garganta do Governo". As palavras são de José Sinogas, o presidente de câmara que agarrou a ideia em 2001, depois de o vizinho Alandroal ter desistido dela. A escolha do atelier Promontório para conceber o edifício branco a lembrar os antigos celeiros alentejanos revelou-se também acertada. Disso são prova as distinções internacionais com que a obra foi galardoada.
A vida na terra, essa, ganhou outro fôlego. "É o talho que vende mais carne, o padeiro que vende mais pão...", exemplifica o sucessor de Sinogas, Luís Simão. Os restaurantes e as pensões do concelho são dos que mais têm lucrado com o filão do turismo, mas não os únicos. Às três dezenas de postos de trabalho criados pelo fluviário, o autarca acrescenta a abertura de uma fábrica de embalagem de medicamentos, depois de o proprietário ter conhecido o concelho, por lá ter ido em peregrinação aos peixes.
Coisa pouca para os 450 mil visitantes que por aqui passaram até hoje? O fluviário foi um ponto de partida. A partir de agora, a dinamização da economia local passa por criar complementos a esta oferta turística que façam com que quem, por enquanto, vem de passagem fique por estas bandas mais uns dias. Luís Simão quer criar um parque aventura e um centro de interpretação ambiental nas proximidades da casa dos peixes, bem como um roteiro das igrejas do concelho. Outra aposta forte da autarquia é a Estação Imagem.
Seja como for, é preciso resolver aquele que é visto como o principal problema da casa dos peixes: não ser suficientemente grande. O small is beautiful pode fazer sentido quando se percebe que as espécies mais importantes do fluviário em termos de biodiversidade medem escassos centímetros - é o caso do minúsculo saramugo, um peixe que não existe em parte nenhuma do mundo senão no Guadiana -, mas são os hóspedes de maiores dimensões que enchem as medidas aos visitantes. Como a anaconda, uma cobra que triplicou de tamanho desde que aqui chegou à custa de uma dieta gourmet de codornizes, pitéu que exige que lhe seja servido ligeiramente aquecido no micro-ondas. Neste momento, o percurso que se desenvolve no fluviário é visitável em 45 minutos, e depois disso pouco mais resta ao turista do que saborear a gastronomia alentejana - o que dificilmente será sequer uma opção para um terço dos visitantes, os miúdos das escolas.
Prometido há bastante tempo mas sempre adiado, o alargamento do fluviário está agora previsto para daqui a um ano. Custa mais um milhão e a autarquia conta arranjar outra vez fundos comunitários. "Penso que, desta vez, também vai ser apoiado pelo Estado português", observa o presidente do Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, que elogia a "perspectiva visionária" da autarquia quando, em 2001, arriscou o investimento. "Este é talvez dos projectos públicos mais conseguidos nas últimas décadas no região", salienta, "e o equipamento mais visitado de todo o Alentejo. O que a região terá de fazer é aproveitar este fluxo de turistas". Ali tão perto, o mercado espanhol ainda não foi devidamente explorado.
"As câmaras têm de virar-se para estes modelos de desenvolvimento económico", defende Ceia da Silva. O presidente da Câmara de Mora fala com menos rodeios: "Não é o dinheiro que se atribui aos clubes de futebol que desenvolve um concelho". Na terra, nem mesmo um dos seus adversários políticos, o vereador socialista Catarro Simões, se atreve a censurar a aposta. "O fluviário tem é que crescer, para não cair na monotonia", vai avisando. "E a ampliação deve merecer o apoio da administração central."
Alterações no projecto científico e pedagógico deverão ser discutidas no mês que vem entre os responsáveis do fluviário e técnicos do Instituto da Conservação da Natureza, que ali se vão deslocar. Mário Silva, um dos directores deste organismo, explica que uma aposta ainda maior nas espécies autóctones pode granjear ao local um prestígio científico acrescido - ainda que o seu encanto para os visitantes fique à partida muito aquém do dos espécimes exóticos, como a anaconda ou as lontras asiáticas. Aquários mais pequenos podem fazer, no entanto, com que os minúsculos saramugos ganhem o protagonismo que os seus vizinhos tropicais teimam em roubar-lhes por serem mais coloridos.
"Esta foi uma grande pedrada no charco numa região deprimida como o Alentejo", diz o presidente do fluviário, o vereador José Manuel Pinto. "Contribuiu para atenuar substancialmente a situação social e económica do concelho".
"Deve ser a única empresa municipal que dá lucro em todo o país", refere, por seu turno, o presidente da Câmara de Mora, assegurando que, apesar de ter pedido três milhões emprestados à banca para financiar o projecto, a autarquia continua de boa saúde financeira. No primeiro ano de funcionamento, parte dos proveitos do fluviário foi usada para oferecer uma ambulância aos bombeiros. No segundo, as crianças do 1.º ciclo do concelho receberam computadores Magalhães. "Se calhar, o Governo viu com maus olhos ser Mora a ter este projecto, e não uma câmara socialista", discorre o presidente da autarquia. Depois, enterra o machado de guerra: "O que mais me agrada no fluviário? As lontrazinhas. São muito queridas".
Wolf2009 March 22nd, 2010, 11:58 PM Boas notícias.
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