TeKnO_Lx
March 23rd, 2007, 09:53 PM
(sei que ja há tópicos mas é uma noticia importante :D )
Aeroporto no Poceirão seria melhor do que Ota e Rio Frio
Estudo feito no Instituto Superior Técnico assegura que nova localização diminui impacte ambiental e garante melhores ligações terrestres.
http://expresso.clix.pt/Storage/ng1008772.jpg
O Centro de Estudos Urbanos do Instituto Superior Técnico divulgou um “Estudo Preliminar” de nove páginas sobre a possível localização do novo aeroporto de Lisboa no Poceirão, uma zona da margem Sul situada próxima de Rio Frio. Segundo o responsável pelo trabalho, José Manuel Viegas, o novo local não terá todos os inconvenientes ambientas de Rio Frio – que foram determinantes para a exclusão deste local – beneficia da proximidade da futura linha de TGV e garante uma maior acessibilidade rodoviária.
O estudo tem data de Janeiro de 2006 mas só agora é conhecido. José Manuel Viegas terá efectuado o trabalho por iniciativa própria – “por uma questão de cidadania”, segundo disse ao Expresso – e fê-lo chegar ao Governo pouco depois da conclusão. O professor procura neste momento financiadores para aprofundar o trabalho.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos disse ao Expresso que "recebemos do professor José Manuel Viegas, como de muitas outras pessoas, um contributo relativo ao trabalho que tem sido feito sobre o novo aeroporto e neste caso concreto sobre a sua localização. Entendemos que este documento é fundamentado nas convicções pessoais do autor, mas foi analisado atentamente como se tratasse de um estudo aprofundado".
Partindo do pressuposto de que a escolha da “Ota resulta mais de debilidades dos sítios alternativos que do reconhecimento de virtudes significativas do próprio”, e tendo em conta que foi o veto do Ministério do Ambiente, ao tempo de Elisa Ferreira – que afastou Rio Frio das hipóteses possíveis –, Viegas procurou outras localizações na margem Sul.
Em relação à atenuação dos impactes ambientais, assegura-se que os 150 mil sobreiros que seriam sacrificados com aquela localização são agora reduzidos para 10 mil e que a interferência com a migração de aves é menor, dado o maior afastamento em relação aos estuário do Tejo e do Sado.
Sobre o importante aquífero existente na zona, alerta para que devem ser mantidas as precauções previstas para Rio Frio. Garante ainda que não haverá interferência com a operação das bases aéreas do Montijo e de Alcochete, pois é possível dar uma orientação às pistas que apenas cause “alguma redução da capacidade de movimentos áreos militares e maiores custos de aproximação de aviões ao novo aeroporto de Lisboa”.
fonte: http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=382464
Estudo garante ligações mais rápidas às cidades
Se a nova aerogare ficar no Poceirão poderá atrair passageiros de Badajoz e Cáceres, caso o TGV avance, garante o autor do estudo.
Google Maps
Localizado a 53 quilómetros de Lisboa, o Poceirão, serve um núcleo populacional maior do que Ota
http://expresso.clix.pt/Storage/ng1008776.jpg
A escolha do Poceirão, no estudo agora conhecido, da autoria do professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, é justificada por a zona ter "uma orografia e um padrão de solos muito favoráveis para a implantação de um aeroporto moderno" e pela decisão de "construir, num prazo idêntico ao do novo aeroporto de Lisboa a linha de alta velocidade ferroviária entre Lisboa e Madrid" o que permite uma "redução substancial dos tempos de acesso entre Lisboa (e a restante rede ferroviária) ao aeroporto". Relativamente a Rio Frio, o autor considera que esta localização, mais distante dos estuários do Tejo e do Sado, minora o efeitos sobre as rotas migratórias das aves e reduz para dez mil os 150 mil sobreiros que seria necessário abater na solução Rio Frio.
Além disso, fica a "não mais de 5 quilómetros do alinhamento previsto para a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid" e poderá ter uma "localização favorável face ao sistema de auto-estradas existente na área, com base na qual se consegue assegurar uma distribuição muito mais eficaz pelas regiões envolventes".
Localizado a 53 quilómetros de Lisboa, o Poceirão, serve um núcleo populacional maior do que Ota. O autor afirma que a 90 minutos de viagem há 6,7 milhões de habitantes e que a 55 minutos estão Badajoz e Cáceres. "No caso da Ota, há 6,2 milhões de habitantes a 90 minutos."
Sobre a acessibilidade ferroviária, o "estudo Preliminar de Avaliação do Sítio do Poceirão para implantação do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa" considera-a "tecnicamente fácil" e poderá permitir uma ligação entre 15 a 20 minutos a Lisboa. "Pode, então, concluir-se, à luz dos resultados apresentados, que a ligação ferroviária de alta velocidade ao sítio de Poceirão permite que esta localização seja competitiva e inclusivamente superior às demais alternativas, pois apresenta ligações muito mais rápidas aos principais centros populacionais ao Centro, Centro-Norte e Centro-Sul de Portugal e, ao mesmo tempo, ligações muito mais rápidas às províncias de Badajoz e Cáceres".
Sobre a visibilidade, o estudo admite que seja melhor do que o de Rio Frio, dado o maior afastamento dos estuários do Tejo e Sado.
Em conclusão, Viegas refere que, embora "as informações de natureza meteorológica e geológica sejam escassas", "indiciam um forte potencial de que este local possa representar uma escolha bem melhor que as anteriormente avaliadas, nomeadamente por reunir todos os pontos positivos e mitigar as duas principais debilidades".
Viegas recomenda que "sejam aprofundados os estudos aqui encetados, no sentido de o Governo poder rapidamente optar por manter a escolha da Ota tal como anunciado ou rever essa escolha por ter sido detectada, entretanto, uma opção de melhor qualidade. O sítio de Poceirão, tal como o de Rio Frio, também avaliado para o desenvolvimento deste projecto, é satisfatório em relação à maioria dos critérios excepto o ambiente natural, embora neste caso com um impacte negativo bastante inferior a Rio Frio".
Os investimentos privados previstos para o Sul do país estão a "empurrar" o novo aeroporto para localizações como o Poceirão, Alcochete ou Rio Frio. A contestação à Ota tem vindo a subir de tom e José Sócrates, ao admitir no debate mensal na Assembleia da República que existem "dúvidas legítimas" sobre esta opção, veio dar espaço de manobra a esta corrente de opinião.
Os interesses económicos a Sul são múltiplos e valem muitos milhares de milhões de euros. Em Tróia, por exemplo, os investimentos turísticos dos grupos Amorim, Sonae e Espírito Santo, seriam potencializados com um aeroporto a Sul. O mesmo sucede em relação ao Alqueva, onde a SIAP, liderada por José Roquette, já tem um projecto aprovado. Américo Amorim também pretende desenvolver esta actividade na região do "grande lago
fonte : http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=292985
os privados estão do nosso lado :applause: a pergunta impoê-se.. a quem interessa realmente a Ota?
O grande consórcio nacional, que para já é o único que apresentou uma proposta formal para a construção do aeroporto da Ota e para a privatização da ANA, está disponível para construir o aeroporto mesmo que mude a localização.
Segundo adiantou ao Jornal de Negócios António Mota, presidente da Mota-Engil, o consórcio será para manter mesmo que a opção política altere a localização do aeroporto.
O agrupamento é liderado em partes iguais pela construtora e pela Brisa (com 26,25% cada uma), integrando ainda a Somague (com 17,50%) e três bancos: a Caixa Geral de Depósitos, o BES e o Millennium bcp (com 10% cada um). A OPCA também deverá participar nos trabalhos do consórcio, ainda que não tenha participação accionista directa. Recorde-se, aliás, que nos comunicados enviados pelas empresas ao mercado a dar conta do interesse no projecto, a expressão utilizada é sempre "Novo Aeroporto" e nunca aeroporto da Ota.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, acusou ontem a oposição de estar a dificultar as negociações para a obtenção de fundos comunitários que apoiem os grandes projectos. O ministro respondeu assim às críticas que nos últimos dias têm colocado em causa o aeroporto da Ota. Segundo a agência Lusa, Mário Lino, que se deslocou ontem a Bruxelas, afirmou que as criticas do PSD revelam "falta de sentido de responsabilidade" além de "prestar um mau serviço ao país".
Na semana passada, o líder do PSD, Marques Mendes foi recebido em audiência pelo Presidente da República, onde expôs as suas reservas quanto ao novo aeroporto da Ota.
No sábado, o semanário "Sol" noticiou que estudos recentes da NAV apontavam para um congestionamento do tráfego aéreo, devido a constrangimentos entre a Ota e a base aérea de Monte Real que diminuiriam a capacidade da Ota receber voos, o que significa que o aeroporto ficaria esgotado em 13 anos.
Posteriormente, a Naer e a NAV adiantaram que tinham constituído um grupo de trabalho para conciliar a Ota com Monte Real através da reorganização do espaço aéreo.
fonte : http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=293025
Aeroporto no Poceirão seria melhor do que Ota e Rio Frio
Estudo feito no Instituto Superior Técnico assegura que nova localização diminui impacte ambiental e garante melhores ligações terrestres.
http://expresso.clix.pt/Storage/ng1008772.jpg
O Centro de Estudos Urbanos do Instituto Superior Técnico divulgou um “Estudo Preliminar” de nove páginas sobre a possível localização do novo aeroporto de Lisboa no Poceirão, uma zona da margem Sul situada próxima de Rio Frio. Segundo o responsável pelo trabalho, José Manuel Viegas, o novo local não terá todos os inconvenientes ambientas de Rio Frio – que foram determinantes para a exclusão deste local – beneficia da proximidade da futura linha de TGV e garante uma maior acessibilidade rodoviária.
O estudo tem data de Janeiro de 2006 mas só agora é conhecido. José Manuel Viegas terá efectuado o trabalho por iniciativa própria – “por uma questão de cidadania”, segundo disse ao Expresso – e fê-lo chegar ao Governo pouco depois da conclusão. O professor procura neste momento financiadores para aprofundar o trabalho.
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos disse ao Expresso que "recebemos do professor José Manuel Viegas, como de muitas outras pessoas, um contributo relativo ao trabalho que tem sido feito sobre o novo aeroporto e neste caso concreto sobre a sua localização. Entendemos que este documento é fundamentado nas convicções pessoais do autor, mas foi analisado atentamente como se tratasse de um estudo aprofundado".
Partindo do pressuposto de que a escolha da “Ota resulta mais de debilidades dos sítios alternativos que do reconhecimento de virtudes significativas do próprio”, e tendo em conta que foi o veto do Ministério do Ambiente, ao tempo de Elisa Ferreira – que afastou Rio Frio das hipóteses possíveis –, Viegas procurou outras localizações na margem Sul.
Em relação à atenuação dos impactes ambientais, assegura-se que os 150 mil sobreiros que seriam sacrificados com aquela localização são agora reduzidos para 10 mil e que a interferência com a migração de aves é menor, dado o maior afastamento em relação aos estuário do Tejo e do Sado.
Sobre o importante aquífero existente na zona, alerta para que devem ser mantidas as precauções previstas para Rio Frio. Garante ainda que não haverá interferência com a operação das bases aéreas do Montijo e de Alcochete, pois é possível dar uma orientação às pistas que apenas cause “alguma redução da capacidade de movimentos áreos militares e maiores custos de aproximação de aviões ao novo aeroporto de Lisboa”.
fonte: http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=382464
Estudo garante ligações mais rápidas às cidades
Se a nova aerogare ficar no Poceirão poderá atrair passageiros de Badajoz e Cáceres, caso o TGV avance, garante o autor do estudo.
Google Maps
Localizado a 53 quilómetros de Lisboa, o Poceirão, serve um núcleo populacional maior do que Ota
http://expresso.clix.pt/Storage/ng1008776.jpg
A escolha do Poceirão, no estudo agora conhecido, da autoria do professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, é justificada por a zona ter "uma orografia e um padrão de solos muito favoráveis para a implantação de um aeroporto moderno" e pela decisão de "construir, num prazo idêntico ao do novo aeroporto de Lisboa a linha de alta velocidade ferroviária entre Lisboa e Madrid" o que permite uma "redução substancial dos tempos de acesso entre Lisboa (e a restante rede ferroviária) ao aeroporto". Relativamente a Rio Frio, o autor considera que esta localização, mais distante dos estuários do Tejo e do Sado, minora o efeitos sobre as rotas migratórias das aves e reduz para dez mil os 150 mil sobreiros que seria necessário abater na solução Rio Frio.
Além disso, fica a "não mais de 5 quilómetros do alinhamento previsto para a linha de alta velocidade Lisboa-Madrid" e poderá ter uma "localização favorável face ao sistema de auto-estradas existente na área, com base na qual se consegue assegurar uma distribuição muito mais eficaz pelas regiões envolventes".
Localizado a 53 quilómetros de Lisboa, o Poceirão, serve um núcleo populacional maior do que Ota. O autor afirma que a 90 minutos de viagem há 6,7 milhões de habitantes e que a 55 minutos estão Badajoz e Cáceres. "No caso da Ota, há 6,2 milhões de habitantes a 90 minutos."
Sobre a acessibilidade ferroviária, o "estudo Preliminar de Avaliação do Sítio do Poceirão para implantação do Novo Aeroporto Internacional de Lisboa" considera-a "tecnicamente fácil" e poderá permitir uma ligação entre 15 a 20 minutos a Lisboa. "Pode, então, concluir-se, à luz dos resultados apresentados, que a ligação ferroviária de alta velocidade ao sítio de Poceirão permite que esta localização seja competitiva e inclusivamente superior às demais alternativas, pois apresenta ligações muito mais rápidas aos principais centros populacionais ao Centro, Centro-Norte e Centro-Sul de Portugal e, ao mesmo tempo, ligações muito mais rápidas às províncias de Badajoz e Cáceres".
Sobre a visibilidade, o estudo admite que seja melhor do que o de Rio Frio, dado o maior afastamento dos estuários do Tejo e Sado.
Em conclusão, Viegas refere que, embora "as informações de natureza meteorológica e geológica sejam escassas", "indiciam um forte potencial de que este local possa representar uma escolha bem melhor que as anteriormente avaliadas, nomeadamente por reunir todos os pontos positivos e mitigar as duas principais debilidades".
Viegas recomenda que "sejam aprofundados os estudos aqui encetados, no sentido de o Governo poder rapidamente optar por manter a escolha da Ota tal como anunciado ou rever essa escolha por ter sido detectada, entretanto, uma opção de melhor qualidade. O sítio de Poceirão, tal como o de Rio Frio, também avaliado para o desenvolvimento deste projecto, é satisfatório em relação à maioria dos critérios excepto o ambiente natural, embora neste caso com um impacte negativo bastante inferior a Rio Frio".
Os investimentos privados previstos para o Sul do país estão a "empurrar" o novo aeroporto para localizações como o Poceirão, Alcochete ou Rio Frio. A contestação à Ota tem vindo a subir de tom e José Sócrates, ao admitir no debate mensal na Assembleia da República que existem "dúvidas legítimas" sobre esta opção, veio dar espaço de manobra a esta corrente de opinião.
Os interesses económicos a Sul são múltiplos e valem muitos milhares de milhões de euros. Em Tróia, por exemplo, os investimentos turísticos dos grupos Amorim, Sonae e Espírito Santo, seriam potencializados com um aeroporto a Sul. O mesmo sucede em relação ao Alqueva, onde a SIAP, liderada por José Roquette, já tem um projecto aprovado. Américo Amorim também pretende desenvolver esta actividade na região do "grande lago
fonte : http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=292985
os privados estão do nosso lado :applause: a pergunta impoê-se.. a quem interessa realmente a Ota?
O grande consórcio nacional, que para já é o único que apresentou uma proposta formal para a construção do aeroporto da Ota e para a privatização da ANA, está disponível para construir o aeroporto mesmo que mude a localização.
Segundo adiantou ao Jornal de Negócios António Mota, presidente da Mota-Engil, o consórcio será para manter mesmo que a opção política altere a localização do aeroporto.
O agrupamento é liderado em partes iguais pela construtora e pela Brisa (com 26,25% cada uma), integrando ainda a Somague (com 17,50%) e três bancos: a Caixa Geral de Depósitos, o BES e o Millennium bcp (com 10% cada um). A OPCA também deverá participar nos trabalhos do consórcio, ainda que não tenha participação accionista directa. Recorde-se, aliás, que nos comunicados enviados pelas empresas ao mercado a dar conta do interesse no projecto, a expressão utilizada é sempre "Novo Aeroporto" e nunca aeroporto da Ota.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, acusou ontem a oposição de estar a dificultar as negociações para a obtenção de fundos comunitários que apoiem os grandes projectos. O ministro respondeu assim às críticas que nos últimos dias têm colocado em causa o aeroporto da Ota. Segundo a agência Lusa, Mário Lino, que se deslocou ontem a Bruxelas, afirmou que as criticas do PSD revelam "falta de sentido de responsabilidade" além de "prestar um mau serviço ao país".
Na semana passada, o líder do PSD, Marques Mendes foi recebido em audiência pelo Presidente da República, onde expôs as suas reservas quanto ao novo aeroporto da Ota.
No sábado, o semanário "Sol" noticiou que estudos recentes da NAV apontavam para um congestionamento do tráfego aéreo, devido a constrangimentos entre a Ota e a base aérea de Monte Real que diminuiriam a capacidade da Ota receber voos, o que significa que o aeroporto ficaria esgotado em 13 anos.
Posteriormente, a Naer e a NAV adiantaram que tinham constituído um grupo de trabalho para conciliar a Ota com Monte Real através da reorganização do espaço aéreo.
fonte : http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=293025