View Full Version : Poll: Cães guias para deficientes visuais no metrô. Qual sua opinião.
HGP April 24th, 2007, 02:08 PM http://www.proanima.org.br/panfleto_cao_guia.jpg
Há alguns anos um caso foi notícia em SP, a de uma advogada cega que se locomovia com um cão guia e que era impedida de entrar na estação do metrô com o animal. A questão foi parar na Justiça , que deu ganho de causa a advogada.
E vcs, o que acham da permissão de cães guia no metrô?
http://www.bitcao.com.br/images/76.jpg
Se for nesse caso, eu acho que vc pode permitir, desde claro que o animal seja muito bem treinado. Demais animais não....
Fabius_ April 24th, 2007, 02:17 PM Sou favorável em parte. É necessário que haja algumas restrições...imagine um cão-guia naquele horário de pandemônio. Por mais que o bicho seja controladinho, quem me garante que ele não morda um? Se morder, tem que processar o dono e o metrô! Mas respeito muito os cães-guias...o direito existe, é inegável.
Mas fora dos horários movimentados, pode ser em qualquer vagão...
Mascate April 24th, 2007, 02:22 PM Sou totalmente a favor. Seria ridículo separar vagões para o embarque do cão, afinal ele conduz um cego e cachorro não sabe ler!
HGP April 24th, 2007, 02:23 PM ^^ Concordo Fabio com vc. Acho que o horário de pico é estressante para o animal e o mesmo estará sujeito a acidentes como pisoteamento. Mas acho que permitir em certos horários e em pontos da plataforma, animais bem treinados pode ser um motivo a mais de inclusão no transporte público e um senso de cidadania a toda a população ( aja visto a liberação parcial das bikes e sua atual integração que começa a nascer com o sistema metroviário).
HGP April 24th, 2007, 02:26 PM para saber mais:
Lei Cegos
TRF 2 - Ana Cláudia Paixão
Hoje, existem no Brasil cerca de trinta cães-guia auxiliando deficientes visuais. Entretanto, até agora as leis que regulamentavam o direito ao acesso a locais públicos com os animais era estaduais ou municipais – Santa Catarina foi o primeiro estado a regularizar a situação, em 1998. Logo depois, vieram Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Com a Lei Federal 11.126, sancionada em junho deste ano, os deficientes comemoram uma grande vitória contra o preconceito.
O cachorro Gem é popular no trabalho de sua dona, a professora e deficiente visual Ethel Rosenfeld. Simpático, ele circula e parece cumprimentar os colegas. Algumas vezes, além de carinho, ganha biscoitos. Ele é cão-guia de Ethel há oito anos, foi um dos primeiros a ser trazido dos Estados Unidos para o País e acompanha sua dona também nos momentos de lazer. Mas se hoje Gem entra tranqüilamente em qualquer lugar público, nem sempre isso foi possível. “Foi muito difícil, porque não havia a cultura do cão-guia. Então todos os lugares que eu tinha que ir ou pretendia ir, não podia. Eu não entrava”, conta a professora.
A nova lei sancionada dispõe sobre o direito do portador visual de ingressar e permanecer em ambientes públicos acompanhados do cão-guia. Ela reconhece que qualquer tentativa de impedir este direito constitui um ato de discriminação, sujeita à multa e interdição. Outro que comemora é o estudante Lucas Maia, também deficiente visual. “Muita gente fala que não é a minha entrada que estão impedindo, e sim a do cão. Só que é a mesma coisa que você falar para um usuário de cadeira de rodas que ele pode entrar, mas tem que deixar a cadeira do lado de fora. Não existe isso”, reclama.
Lucas conta que a adaptação para ter um cão-guia não foi um processo fácil. Ter um cão-guia é na verdade muito mais do que simplesmente sair com um cachorro para ser guiado. O estudante diz que “tem que passar a confiar nele, porque no início também é difícil você colocar a sua vida, a sua segurança, a sua locomoção nas patas de um cão”. A cadela Annie guia Lucas pelas ruas da cidade. Desvia de poças e ajuda ao dono em todos os momentos. Em casa, tem hora para a brincadeira – afinal, ela não é somente guia, mas uma amiga. “Existem vários comandos. Por exemplo, quando eu entro em uma sala eu posso dar o comando para achar um lugar para eu sentar. E não existe no mundo uma bengala que vá fazer isso”, brinca.
Os dois cães vieram de Nova York. Foram treinados na escola Guide Dog Foundation For The Blind. O processo de treinamento dos cães é feito desde que nascem e o perfil de cada cão-guia deve se adaptar ao dono. Os candidatos a receber um desses animais manda vídeos mostrando como se locomovem com a bengala. A partir daí analisam altura, consistência física, velocidade de locomoção e apontam um cão que melhor atenda as necessidades do deficiente visual. No Brasil, o único canil que adestra cães para deficientes visuais fica em Brasília. O empréstimo do animal é gratuito, mas o custo para criá-lo e adestrá-lo é muito alto. “O custo é mesmo altíssimo, ainda mais num centro de treinamento do porte do nosso aqui em Brasília. Mas nós temos o apoio de algumas iniciativas, temos auxílio de empresas que apóiam com a ração pra todo o nosso plantel. Temos também o apoio de medicamentos”, explica Carlos Dias, coordenador técnico do projeto Cão Guia dos Cegos Brasil (Integra).
Para quem ver um cão-guia em locais públicos precisa saber que ele está trabalhando. Algumas dicas sobre como lidar corretamente:
- Não se aproximar do cão;
- Não acariciá-lo;
- Não chamá-lo (a não ser que ele esteja parado e o seu dono autorize);
- Não alimentá-lo.
O trabalho da Guide Dog Foundation For The Blind pode ser pesquisado no site da fundação. Já o contato com o Canil Integra pode ser feito pelo telefone (61) 3345-5585.
Esta matéria foi exibida no Via Legal 161 em 05/10/05
Mascate April 24th, 2007, 02:27 PM ^^ A relação do deficiente visual com seu cão é algo muito forte. Vocês acham que alguém iria expor o animal a algo que viesse a prejudicá-lo? Claro que não. Com certeza em horários de pico vocês não veriam um cão numa estação com seu dono.
Fabius_ April 24th, 2007, 02:40 PM ^^ A relação do deficiente visual com seu cão é algo muito forte. Vocês acham que alguém iria expor o animal a algo que viesse a prejudicá-lo? Claro que não. Com certeza em horários de pico vocês não veriam um cão numa estação com seu dono.
Também acho que não, mas a restrição precisa ser prevista...
HGP April 24th, 2007, 02:52 PM Fábio, caraca, 2 meses e mais de 700 posts. Viciaste,rsrsrsrsr
Fabius_ April 24th, 2007, 03:50 PM ^^
É...estudo um pouco, e venho dar meus posts aqui!
Minha média está muito próxima a 10 por dia! quando chegar a ela, vou ver se dou uma estabilizada nesse ritmo. Teria muito mais mensagens se não tivesse brincado no Boteco...:lol:
Emmjay April 24th, 2007, 04:37 PM ^^
É...estudo um pouco, e venho dar meus posts aqui!
Minha média está muito próxima a 10 por dia! quando chegar a ela, vou ver se dou uma estabilizada nesse ritmo. Teria muito mais mensagens se não tivesse brincado no Boteco...:lol:
hauhauahu é mesmo! eita!
Heilig April 24th, 2007, 05:08 PM totalmente a favor. o cego tem direito de ir e vir como qualquer outro pagante de impostos. em qualquer horário.
ja é assim para o pessoal da cadeira de rodas.
EricoWilliams April 24th, 2007, 05:19 PM Totalmente a favor
Tlag April 24th, 2007, 05:19 PM Sou totalmente a favor tb. E digo mais, adoro todo o tipo de animal. Acho que poderia ser transportado outros, claro com certas restrições.
gutooo April 24th, 2007, 06:21 PM Totalmente a favor!
HGP April 24th, 2007, 11:13 PM Cara, falando em animais, eu já andei no metrô com:
-Peixe disfarçado em saco de supermercado
-Hamster (dentro de caixa de sapato)
-Gato ( dentro da mochila, filhote....rsrsr)
Inconfidente April 24th, 2007, 11:32 PM Totalmente favorável!
Dott April 25th, 2007, 03:19 AM Completamente a favor !
pulga April 25th, 2007, 06:51 AM meu problema num é o cão guia que são necessariamente adestrados
meu problemas são as pessoas que vão querer entrar no metro com seus animais dizendo "se eles podem pq o meu num pode"
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