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April 25th, 2007, 04:52 AM
(fonte: Revista Ferroviária)
Alstom estuda reativar Santa Matilde
10/04/2007
O novo presidente da Alstom Brasil, Aloisio Vasconcelos, tem planos ambiciosos para a sua administração, tanto na área de energia, quanto em transportes. Com a previsão do mercado brasileiro realizar concorrências para a compra de mais de 600 carros de passageiros, a empresa já cogita reativar a fábrica da Santa Matilde, em Três Rios (RJ), caso consiga o contrato de 200 carros do Metrô Rio.
Segundo Ramon Fondevila, diretor do Setor de Transporte, a possibilidade de produzir na unidade desativada de Santa Matilde tem como objetivo atender rapidamente a encomenda da companhia controlada pela Opportrans, assim como desfrutrar das reduções de impostos que o governo carioca criou para o segmento. « No entanto, a unidade da Lapa se manterá como nossa principal fábrica do setor de transportes », disse Fondevila.
As outras encomendas que deverão realizar concorrência até o fim do ano são 180 carros para a Linha 4 do Metro-SP, 320 carros para a Linha F, da CPTM, e 102 carros para o Metro de SP.
Aloisio Vasconcelos assumiu o comando da empresa no Brasil em substituição a Thibault Desteract, que acumulava o cargo de vice-presidente para as Américas. Entre seus desafios está convencer ao mercado brasileiro a comprar da sua unidade de transportes. A fábrica passou quase cinco anos sem nenhum pedido brasileiro de carros novo. Caso a Alstom conquiste boa parte desses contratos, a empresa pode dar um salto na sua produção na Lapa, que hoje é de cerca de 50% da capacidade produtiva em um turno, para 85% em dois turnos.
Entre as novidades, o executivo anunciou que as unidades de São Paulo serão concentradas em uma nova área, chamada Alstom Parque. Essa unidade ficará perto da Marginal Tietê, próxima da fábrica da Lapa.
Segundo Ramon Fondevila, a fábrica da Lapa continuará funcionando, enquanto as outras duas unidades da empresa voltadas para os segmentos de energia – na Casa Verde e Jaguaré – e o escritório da Alamenda Campinas serão transferidos para o novo centro.
Atualmente, o faturamento da empresa é dividido meio a meio entre transportes e energia. Agora, mesmo com as perspectivas otimistas para o segmento de transportes, se o projeto da hidroelétrica do Rio Madeira se concretizar e a Alstom seja escolhida como fornecedora, o índice de faturamento deve pender mais para o setor de energia, em decorrênica dos altos valores do projeto.
Formado em engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Vasconcelos comandou a Eletrobrás e foi diretor da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
Alstom estuda reativar Santa Matilde
10/04/2007
O novo presidente da Alstom Brasil, Aloisio Vasconcelos, tem planos ambiciosos para a sua administração, tanto na área de energia, quanto em transportes. Com a previsão do mercado brasileiro realizar concorrências para a compra de mais de 600 carros de passageiros, a empresa já cogita reativar a fábrica da Santa Matilde, em Três Rios (RJ), caso consiga o contrato de 200 carros do Metrô Rio.
Segundo Ramon Fondevila, diretor do Setor de Transporte, a possibilidade de produzir na unidade desativada de Santa Matilde tem como objetivo atender rapidamente a encomenda da companhia controlada pela Opportrans, assim como desfrutrar das reduções de impostos que o governo carioca criou para o segmento. « No entanto, a unidade da Lapa se manterá como nossa principal fábrica do setor de transportes », disse Fondevila.
As outras encomendas que deverão realizar concorrência até o fim do ano são 180 carros para a Linha 4 do Metro-SP, 320 carros para a Linha F, da CPTM, e 102 carros para o Metro de SP.
Aloisio Vasconcelos assumiu o comando da empresa no Brasil em substituição a Thibault Desteract, que acumulava o cargo de vice-presidente para as Américas. Entre seus desafios está convencer ao mercado brasileiro a comprar da sua unidade de transportes. A fábrica passou quase cinco anos sem nenhum pedido brasileiro de carros novo. Caso a Alstom conquiste boa parte desses contratos, a empresa pode dar um salto na sua produção na Lapa, que hoje é de cerca de 50% da capacidade produtiva em um turno, para 85% em dois turnos.
Entre as novidades, o executivo anunciou que as unidades de São Paulo serão concentradas em uma nova área, chamada Alstom Parque. Essa unidade ficará perto da Marginal Tietê, próxima da fábrica da Lapa.
Segundo Ramon Fondevila, a fábrica da Lapa continuará funcionando, enquanto as outras duas unidades da empresa voltadas para os segmentos de energia – na Casa Verde e Jaguaré – e o escritório da Alamenda Campinas serão transferidos para o novo centro.
Atualmente, o faturamento da empresa é dividido meio a meio entre transportes e energia. Agora, mesmo com as perspectivas otimistas para o segmento de transportes, se o projeto da hidroelétrica do Rio Madeira se concretizar e a Alstom seja escolhida como fornecedora, o índice de faturamento deve pender mais para o setor de energia, em decorrênica dos altos valores do projeto.
Formado em engenharia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Vasconcelos comandou a Eletrobrás e foi diretor da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).