View Full Version : Brasília Integrada 2007
Pesquisadorbsb May 13th, 2007, 08:49 AM http://i160.photobucket.com/albums/t179/pesquisadorbsb1/a32-1.gif
Sob o controle do Estado
Em vez das empresas, governo local é quem vai gerir o sistema, medir prejuízos, calcular e repartir o lucro. Concorrência entre os diferentes meios de locomoção não cabe no novo modelo que é projetado
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Talita Cavalcante
Da equipe do Correio
Breno Fortes/CB - 16/3/07
Todos os novos veículos do sistema terão catracas eletrônicas
Um dos pontos mais importantes do programa Brasília Integrada é a retomada da gestão e do controle do sistema público de transporte pelo governo local. Hoje, 4% do que é arrecadado é repassado ao Executivo. Mas as próprias empresas de ônibus atestam quantas pessoas carregaram. Além disso, as despesas de produção e emissão de vales-transporte são descontados desse percentual. Só depois a verba é repassada aos cofres do Governo do Distrito Federal.
O controle do sistema ficará a cargo da Câmara de Compensação de Receitas e Créditos, que fará também a repartição do lucro para a remuneração dos meios de transporte envolvidos. A Câmara será responsável também por equalizar os lucros e os prejuízos das linhas. “Precisamos resgatar para nós esse controle. O GDF perde milhões deixando nas mãos das empresas esse serviço”, ressaltou o secretário de Transportes do DF, Alberto Fraga. Ele acrescenta que o Brasília Integrada está na fase de audiências públicas, nas quais o projeto é apresentado aos órgãos envolvidos na instalação e à população. Mas Fraga não sabe informar quando o programa entrará em vigor.
Sem disputa
O grande trunfo do Brasília Integrada é a interligação dos meios de transporte, sem que um exerça concorrência sobre o outro. Os sistemas devem trabalhar de forma diferenciada e com linhas distintas (confira arte), sem choques de itinerários. “O importante é que um modo de transporte não compita com o outro”, frisa o urbanista e ex-prefeito de Curitiba, Jaime Lerner. Ele foi o responsável pela implantação do sistema de transporte integrado em Curitiba, na década de 1970. Além disso, prestou consultoria à equipe de transição do atual governador José Roberto Arruda e entregou um relatório de 300 páginas ao secretário de Transportes com sugestões ao Brasília Integrada.
Para que a interligação entre ônibus e metrô seja efetiva, é preciso instalar catracas eletrônicas em todos os veículos que farão parte do programa inicialmente. Por meio de um cartão sem contato, o número de viagens será armazenado dentro de um chip e descontado a cada embarque. Assim, com a “integração aberta e de crédito temporal”, o passageiro pagará uma única viagem, mesmo que precise pegar outro meio de transporte, desde que esteja dentro do tempo preestabelecido e que não mude de sentido. Está prevista a implantação de quatro terminais de integração viária (confira arte). Dois já estão prontos: o da Asa Sul e o da Rodoviária de Brasília. Outros dois, no Park Way e no final da Asa Norte, ainda serão construídos.
O especialista em Política de Transporte da Universidade de Brasília (UnB) Joaquim Aragão compara a capital brasileira à Europa da década de 1960. “Estamos pelo menos 50 anos atrasados em relação a políticas de transporte. Precisamos urgentemente de um plano estratégico de mobilidade, que inclua ciclistas, pessoas com necessidades especiais e transeuntes”, argumentou. Segundo ele, o Brasília Integrada servirá principalmente às pessoas de baixa renda, por conta da implantação do bilhete único.
O trabalhador, lembra Aragão, faz várias viagens e gasta diversas vezes para chegar ao serviço por necessidade, e não por opção. Ele defende um sistema de transporte dinâmico, sob o controle do Estado: “Não dá mais para ficarmos nas mãos de empresas de ônibus e de permissionários. O governo descuidou e eles tomaram conta de tudo. É preciso retomar as rédeas da situação”.
PARTICIPAÇÃO POPULAR
As audiências públicas sobre o Brasília Integrada acontecem de 15 a 24 deste mês. A população de Ceilândia será a primeira a conhecer o programa, na terça-feira, às 19h, na Fundação Bradesco. O segundo encontro será em Taguatinga e os dois últimos no Plano Piloto. Mais informações: www.st.df.gov.br.
NA CÂMARA LEGISLATIVA
A comissão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) exigiu várias medidas organizacionais do governo local para a implantação do Brasília Integrada. Fez-se, então, o Projeto de Lei nº 303/07, que tramita na Câmara Legislativa em caráter de urgência e normatiza o Brasília Integrada. O projeto hoje está na Comissão de Constituição e Justiça. A legislação trata de três pontos principais: a introdução da bilhetagem eletrônica nos ônibus e microônibus, a gestão governamental do sistema de transporte e a integração entre os meios de transporte viário e metroviário. O mais importante, de acordo com o secretário Alberto Fraga, é a criação de uma nova Câmara de Compensação de Receitas e Despesas do sistema, que será administrada pelo GDF.
Fonte: Correio Braziliense
Pesquisadorbsb May 13th, 2007, 09:00 AM Que Deus aceite nossas preces...
cara.bsb May 13th, 2007, 03:25 PM ^^ Já estou rezando!!!!
Vou acrescentar essa outra reportagem que saiu no Correio Braziliense.
Transporte
Trânsito em ordem
Projeto Brasília Integrada prevê redução no número de ônibus, linhas e vans que vão circular pela capital nos próximos anos. Para tanto, o metrô torna-se o principal meio de locomoção pública do DF
O metrô será o principal meio de transporte no Distrito Federal nos próximos anos. Trata-se do eixo central do programa Brasília Integrada, que é elaborado pelo governo local para sanear o sistema público. O projeto prevê a redução do número de coletivos e de linhas, tornando dispensável mais da metade dos percursos. A quantidade de ônibus cai dos atuais 2,3 mil veículos para 1,9 mil. Das 850 linhas hoje em atividade sobrariam apenas 320, reforçadas por uma frota inicial de 450 microônibus — ao todo, o sistema contará com 600 desses veículos, em substituição às 1.529 vans que rodam pelo DF.
De acordo com a proposta, os 1,9 mil ônibus e todos os microônibus do programa serão licitados e terão abertura dos lados direito e esquerdo. As principais mudanças do Brasília Integrada começarão pela Estrada Parque de Taguatinga (EPTG) e pela construção de ciclovias. Nas principais vias, como as avenidas W3 Norte e Sul, os ônibus circularão pela esquerda, adjacentes aos canteiros centrais. Serão implantadas vias marginais na EPTG, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) e na Estrutural. Alguns pontos terão também trâ0nsito reverso em determinadas horas do dia.
Depende do BID
Na Asa Norte, em Sobradinho e Planaltina haverá novos terminais viários e mais linhas diretas para o Plano Piloto, para compensar a ausência do metrô. As mudanças, porém, dependem da liberação de um empréstimo de US$ 161 milhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A contrapartida do GDF serão US$ 85 milhões, gastos em obras de adequação — como ciclovias e novas estações de metrô — para a implantação do programa. Desde 2004, o governo negocia o programa com o BID, cuja equipe já fez sete visitas técnicas no DF. A última análise para a assinatura do convênio está marcada para 30 de junho.
Além de ter o metrô como uma espécie de coluna cervical, o projeto será formado por dois sistemas — um básico e outro complementar. No primeiro, ônibus convencionais e microônibus vão ligar o centro de Brasília e os condomínios às cidades. No segundo, os microônibus ou vans levarão passageiros até as áreas rurais, além de transportar executivos e pessoas com necessidades especiais. “O serviço alternativo poderá ser absorvido pela modalidade complementar. Mas, não temos obrigação de aceitar as vans. Vamos negociar isso ainda”, avisou o secretário de Transportes, Alberto Fraga.
O IMPACTO
Programa reduz de 2,3 mil ônibus para 1,9 mil coletivos nas ruas do DF.
Das 850 linhas, apenas 320 serão mantidas. As 1.529 vans serão substituídas por 600 microônibus
Pesquisadorbsb May 13th, 2007, 08:49 PM ^^ Já estou rezando!!!!
Vou acrescentar essa outra reportagem que saiu no Correio Braziliense.
Transporte
Trânsito em ordem
Projeto Brasília Integrada prevê redução no número de ônibus, linhas e vans que vão circular pela capital nos próximos anos. Para tanto, o metrô torna-se o principal meio de locomoção pública do DF
O metrô será o principal meio de transporte no Distrito Federal nos próximos anos. Trata-se do eixo central do programa Brasília Integrada, que é elaborado pelo governo local para sanear o sistema público. O projeto prevê a redução do número de coletivos e de linhas, tornando dispensável mais da metade dos percursos. A quantidade de ônibus cai dos atuais 2,3 mil veículos para 1,9 mil. Das 850 linhas hoje em atividade sobrariam apenas 320, reforçadas por uma frota inicial de 450 microônibus — ao todo, o sistema contará com 600 desses veículos, em substituição às 1.529 vans que rodam pelo DF.
De acordo com a proposta, os 1,9 mil ônibus e todos os microônibus do programa serão licitados e terão abertura dos lados direito e esquerdo. As principais mudanças do Brasília Integrada começarão pela Estrada Parque de Taguatinga (EPTG) e pela construção de ciclovias. Nas principais vias, como as avenidas W3 Norte e Sul, os ônibus circularão pela esquerda, adjacentes aos canteiros centrais. Serão implantadas vias marginais na EPTG, na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) e na Estrutural. Alguns pontos terão também trâ0nsito reverso em determinadas horas do dia.
Depende do BID
Na Asa Norte, em Sobradinho e Planaltina haverá novos terminais viários e mais linhas diretas para o Plano Piloto, para compensar a ausência do metrô. As mudanças, porém, dependem da liberação de um empréstimo de US$ 161 milhões pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A contrapartida do GDF serão US$ 85 milhões, gastos em obras de adequação — como ciclovias e novas estações de metrô — para a implantação do programa. Desde 2004, o governo negocia o programa com o BID, cuja equipe já fez sete visitas técnicas no DF. A última análise para a assinatura do convênio está marcada para 30 de junho.
Além de ter o metrô como uma espécie de coluna cervical, o projeto será formado por dois sistemas — um básico e outro complementar. No primeiro, ônibus convencionais e microônibus vão ligar o centro de Brasília e os condomínios às cidades. No segundo, os microônibus ou vans levarão passageiros até as áreas rurais, além de transportar executivos e pessoas com necessidades especiais. “O serviço alternativo poderá ser absorvido pela modalidade complementar. Mas, não temos obrigação de aceitar as vans. Vamos negociar isso ainda”, avisou o secretário de Transportes, Alberto Fraga.
O IMPACTO
Programa reduz de 2,3 mil ônibus para 1,9 mil coletivos nas ruas do DF.
Das 850 linhas, apenas 320 serão mantidas. As 1.529 vans serão substituídas por 600 microônibus
Cara.bsb vc não reparou o pq a zona oeste, justamente aonde estão os condominios do Lago Norte e Lago Sul e redondezas do Paranoá e São Sebastião não são atendidas pelo Brasilia Integrada?
Pela informação que eu obtive, pq são locais aonde tem grande concentração de condominios de luxo, claro tem algumas exceções, como os proprios bairros do Paranoá, Itapuã e São Sebastião.
O restante dos bairros é de classe média, média alta e alta, um público que não depende de transporte público, mas que responde por 600 mil pessoas que moram lá.
E por aí vai, como Lago Norte, Lago Sul, Park Way e em breve o Alphaville.
cara.bsb May 13th, 2007, 09:28 PM ^^ Na verdade todas essa região, ou melhor, todo o DF, serão atendidas pelo Brasília Integrada. Só não terão obras especiais, como mudanças viárias, faixas exclusivas ou grandes terminais, o que é compreensível, nem de longe tem demandas parecidas com a principal área de intervenção, fora que o trânsito ainda flui bem. Mas as linhas integradas e o novo modelo tbm valerão para essas áreas. E se concretizarem o Alphaville é so adaptar a rede e fazer novos terminais.
Pesquisadorbsb May 14th, 2007, 05:34 AM Eu fiquei sabendo que os empreendores do Alphaville estão exigindo do GDF uma nova estrada até o Park Way mas como é área de protenção ambiental não vai sair a rodovia.
cara.bsb May 14th, 2007, 05:49 AM ^^ Mas é muita folga de empresário querer exigir que o GDF invista em uma rodovia que irá beneficiá-los diretamente, se isso é fundamental para o sucesso do condomínio que façam eles mesmo.
Andei dando uma olhada no novo PDOT e ele trabalha essa questão de empreendimentos que geram fluxo, eles devem entregar estudos sobre as mudanças no local que irão acarretar e fazer as adequações que o GDF achar necessário para reduzir os impactos. Tava demorando algo nesse estilo para Brasília, pelo menos deve melhorar a questão da falta de vagas. E o PDOT também criará uma série de polos multifuncionais, que estarão ao redor de áreas consolidadas e de terminais de transporte público, e por isso poderão ter uso do solo mais flexível sem trazer tantos problemas à rede viária.
Pesquisadorbsb May 14th, 2007, 05:59 PM Eu fiquei sabendo que eles vão criar cidades comerciais e industriais em praticamente em todas as regiões, agora tu acreditas que Brasilia passará ter zonas iguais a qualquer outra cidade grande, como Zona Norte, Zona Sul e por ai vai.
cara.bsb May 16th, 2007, 04:39 AM ^^ Acho que serão 7 macrozonas e cada uma com um pólo multifuncional integrado aos eixos de transporte, o PDOT parece muito bem elaborado, vai contribuir bastante para deixar a cidade mais organizada e integrada, pelo menos acabarão com o isolacionismo de certas regiões e adensarão outras ao invés de criar novas áreas. Parece que o planejamento está sendo colocado novamente como prioridade, Brasília parecia só cobrir urgências e situações consolidadas, o que só agrava os problemas urbanos.
Pesquisadorbsb May 16th, 2007, 06:06 PM Mas o que precisa é estruturar o transporte, o mais complicado é migrar os 70% dos empregos que estão no Plano Piloto para outras zonas.
cara.bsb May 17th, 2007, 05:45 AM O sistema de bilhetagem eletrônica desenvolvido pelas empresas de ônibus com a coordenação do GDF foi apresentado hoje, em pouco tempo toda os ônibus já contarão com o validador, que no futuro será o responsável pela integração (segundo a secretaria a integração estará funcionando até o fim do ano, e o prazo para do todo o Brasília integrada, com obras viárias e terminais, deve ficar pronto em 2 ou 3 anos). Hoje a administração da receita tarifária é feita pelas empresas, mas o projto para a administração voltar para o GDF está na Câmara, isso é fundamental para a integração. A comunicação visual me surprendeu, eu achei que ficou excelente, não esperava algo tão bom das empresas de ônibus daqui.
http://www.facildf.com.br/images/logo_bg_white.jpg
"Bilhetagem nos ônibus começa a ser implantada
A extinção das vans de condomínios aumentou em 20% o número de usuários de ônibus. A informação foi dada, ontem, pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo, durante apresentação do serviço de bilhetagem eletrônica, denominado Fácil Brasília Transporte Integrado, que começa a ser implantado, hoje, na frota de coletivos do DF e que entra em operação comercial a partir de 15 de julho próximo. Com o fim das vans de condomínio, o metrô aumentou a demanda em 30%.
Segundo o coordenador técnico do projeto, José Aloísio Cavalhieri, só no final do mês se poderá ter uma idéia precisa do aumento da demanda nos ônibus em função do fim do Serviço de Transporte Público Alternativo de Condomínios (STPAC).
O sistema de bilhetagem eletrônica, revelou ele, está apto a acolher os usuários do serviço de transporte coletivo de Brasília. "O Fácil representa um investimento de R$ 30 milhões das 12 empresas de transporte coletivo na modernização da gestão da frota. Uma medida que acabará com o comércio de vales-transporte e outros tipos de fraudes que têm tornado a operação atual do sistema deficitário", ressaltou.
Sem demissão
A bilhetagem eletrônica, garantiu, "não causará demissão de cobradores". Segundo Aloísio, eles continuarão a existir no novo esquema e já vêm sendo treinados pelas empresas de transporte coletivo. "Passarão a atuar como agentes de bordo recebendo o dinheiro da compra dos cartões magnéticos e dos créditos, além de explicar ao usuário a operação", revelou.
Para utilizar o sistema, o usuário deverá se credenciar em uma das agências do Fácil. O cartão lhe será entregue em, no máximo, sete dias. Com ele na mão, o passageiro comprará os créditos da passagem, na loja ou no ônibus. Um chip instalado dentro do cartão eletrônico possibilitará identificar a categoria do passageiro (estudante, idoso e etc) e informará a quantidade de créditos disponíveis.
No ônibus ou numa loja, ao aproximar o cartão do validador (um equipamento eletrônico de leitura óptica), o chip fará o débito do valor da tarifa, mostrará o saldo restante e liberará a passagem pela roleta. Este sistema de carga e recarga, assinalou Aloísio, traz como vantagem adicional a diminuição do volume de dinheiro manuseado, minimizando o perigo de assaltos.
Em caso de extravio ou roubo do cartão, explicou ele, o bloqueio poderá ser feito com segurança e rapidez, por meio do número 0800 94 12345 ou pela internet pelo site www.facildf.com.br. O saldo remanescente será transferido para um novo cartão imediatamente. "A bilhetagem eletrônica é o começo da modernização do sistema de transporte de Brasília", disse." (Fonte: Jornal de Brasília, 17 de maio de 2007)
http://www.facildf.com.br/images/cartoes/estudante.jpg
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http://www.clicabrasilia.com.br/fotos/20070517/17cid3F2F.JPG
"TRANSPORTE - Governador e secretário Alberto Fraga conhecem sistema de bilhetagem eletrônica
(16/05/2007 - 19:58)
Empresários do sistema de transporte coletivo apresentaram nesta quarta-feira, dia 16, um modelo de bilhetagem automática que substitui passes e vales de papel por cartões eletrônicos. Sentados O governador José Roberto Arruda, o secretário de Transporte Alberto Fraga e outros integrantes do governo local ouviram as explicações sobre a nova tecnologia. “O projeto está dentro dos nossos anseios. O único impasse é a gestão. O governo precisa ter o controle do sistema”, afirmou Fraga.
O sistema de pagamento eletrônico deverá ser instalado em todos os ônibus e metrôs do Distrito Federal. Ao invés do vale, cada usuário terá um cartão que armazena unidades tarifárias. Ao passar por um aparelho chamado validador, o valor da passagem é automaticamente debitado. O mesmo equipamento mostra ao passageiro o saldo restante. “A bilhetagem automática e integrada é o segredo da melhoria no sistema de transporte coletivo. Sem esse sistema, estaremos sempre atrasados”, observou o governador.
As economias que o sistema pode oferecer também interessaram o governo. Os gastos públicos com vale-transporte, por exemplo, podem cair cerca de 30% com o uso da bilhetagem eletrônica. “Quando pagamos o tíquete aos servidores, não importa se eles usaram ou não todos os vales. O dinheiro sai do governo da mesma forma”, explicou Arruda. “No novo sistema de pagamento, o valor que não foi usado fica como crédito para o mês seguinte.”
Para que a bilhetagem automática seja implantada é preciso definir quem terá responsabilidade sobre a gestão do sistema. “O projeto de lei que apresentamos na Câmara Legislativa prevê que o controle fica com o governo”, enfatizou Arruda. “A gestão pode ser compartilhada e aberta, mas quem manda na bilhetagem eletrônica é o governo.” Depois de ressaltar que não abrirá mão da gestão do sistema, o governador esclareceu que nenhum valor de passagem entrará nos cofres públicos. “O repasse é on line, os empresários não precisam se preocupar com isso.”
Carolina Caraballo – Agência de Comunicação" (Fonte: www.gdf.df.gov.br)
cara.bsb May 17th, 2007, 04:05 PM Sem vans irregulares, Arruda promete passagem de ônibus mais barata
Sinval Neto
Do CorreioWeb
17/05/2007
07h41-O governador José Roberto Arruda informou nesta quarta-feira que o preço das passagens de transporte público no Distrito Federal poderá cair em um período de longo prazo. Ele também prometeu que não haverá reajuste para cima nas tarifas nos próximos meses, mesmo com a inflação e os aumentos nos preços de combustíveis.
As notícias surgem após divulgação de dados pela Secretaria de Transporte sobre a demanda no transporte de ônibus e metrô. Após retirar de circulação vans irregulares e piratas das ruas da capital federal, a procura por esses serviços aumentou em 20% (ônibus) e 30% (metrô).
Durante o dia, Arruda também anunciou que o governo irá gerir o novo sistema de bilhetagem eletrônica, que estará funcionando até o fim do ano. Após conhecer o programa, nesta quarta-feira, ele disse que o GDF terá controle da demanda e saberá quando houver real necessidade de aumento nas tarifas. Hoje, os dados sobre a utilização de transporte público são repassados à Secretaria de Transporte pelos próprios empresários, que reivindicam sua percentagem de reajuste.
A notícia não agradou empresários do ramo de transportes. O dono da empresa Viplan, Wagner Canhedo, disse que quer discutir melhor a questão. Já tivemos problemas em 2001, quando o GDF também exercia a mesma função e acabamos tendo um prejuízo de R$ 60 milhões”, afirma. Arruda garantiu que o novo sistema irá devolver o dinheiro aos empresários automaticamente, logo que o passageiro utilizar a catraca. “O governo não irá colocar a mão no dinheiro das empresas”, disse o governador.
Bilhetagem
O novo sistema de bilhetagem eletrônica irá funcionar como nas grandes cidades do mundo. O usuário recarrega um cartão com chip e pode utilizá-lo em todos os meios de transporte. Assim que acionado, o valor é imediatamente debitado. Empresários e governo terão sempre à disposição as transações feitas ao longo do dia.
O secretário de Transporte, Alberto Fraga, garantiu que a bilhetagem eletrônica não irá retirar o emprego dos cobradores de ônibus. “Eles irão continuar em seus postos, mesmo porque haverá pessoas que irão pagar a passagem com dinheiro”, explicou.
spca May 17th, 2007, 05:03 PM Muito boa essa notícia sobre a bilhetagem eletrônica. Gosto muito da cidade de Brasílai e torço pra que o Brasília Integrada tenha sucesso. Torço tb para que o metrô da cidade possa transportar muito mais gente. Se esse dado de que o metrô aumentou a sua demanda em 30 % seja correto, significa que aumentou de 80 mil pass por dia para 104 mil.. Isso seria muito bom, tomara que continue crescendo mais ainda... até uns 400, 500 mil por dia. Quando tiver uma informação oficial do número de passageiros diários do metrô, eu atualizo o thread sobre o movimento dos metrôs no Brasil. http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=468082
Mario da Prainha May 22nd, 2007, 02:56 PM Acho que há algo errado com o mapa. Não existe uma rede viária contínua. Os corredores desaparecem assim que chegam no Plano Piloto. Esquisito mesmo, né?
Pesquisadorbsb May 22nd, 2007, 07:42 PM Acho que há algo errado com o mapa. Não existe uma rede viária contínua. Os corredores desaparecem assim que chegam no Plano Piloto. Esquisito mesmo, né?
O mapa está correto, apenas saiu errado no caso do entrocamento da EPCL e BR 070, ou a famosa Estrutural, o mapa está fiel, e é um sistema continuo sim, acho que vc não interpretou o mapa corretamente.
cara.bsb May 22nd, 2007, 11:58 PM Acho que há algo errado com o mapa. Não existe uma rede viária contínua. Os corredores desaparecem assim que chegam no Plano Piloto. Esquisito mesmo, né?
O Plano Piloto é uma área tombada, não é possível cortá-lo com vários corredores exclusivos, o próprio corredor da W3 terá de ser muito bem planejado e aprovado pelo IPHAN. Fora que as vias do Plano não são tão congestionadas, tirando gargalos em horários de pico, logo o corredor não se faz tão ncessário, uma organização nos itinerários já é suficiente. O foco de intervenções viárias, como os corredores, é na área mais congestionada e populosa do DF, nas demais, os corredores virão com o tempo e a necessidade.
Pesquisadorbsb May 23rd, 2007, 06:10 PM O Plano Piloto é uma área tombada, não é possível cortá-lo com vários corredores exclusivos, o próprio corredor da W3 terá de ser muito bem planejado e aprovado pelo IPHAN. Fora que as vias do Plano não são tão congestionadas, tirando gargalos em horários de pico, logo o corredor não se faz tão ncessário, uma organização nos itinerários já é suficiente. O foco de intervenções viárias, como os corredores, é na área mais congestionada e populosa do DF, nas demais, os corredores virão com o tempo e a necessidade.
cara.bsb apenas tem uma coisa no mapa que não aparece, que é um projeto ainda maior do que o Brasília Integrada, que a via InterBairros, no projeto será uma freeway, saindo do bairro da Samambaia, até no final da Asa Sul, somente ele vai custar perto de 300 milhões de reais, ainda o transito vai fluir melhor pois os Brasilienses que vivem na zona Oeste terão mais uma alternativa de via para entrar no Plano Piloto.
A rodovia vai ser bem complexa pois haverá parte que seriam os tuneis que serão construidos, e ai os moradores além das vias tradicionais: EPCL, EPTG e EPNB.
cara.bsb May 23rd, 2007, 09:02 PM ^^ A Interbairros é projeto para médio prazo, e posivelmente ainda nem está totalmente detalhada, esse governo possivelmente só irá começar as obras, já o Brasília Integrada está planejado e pode começar a ser implantado a qualquer momento, por isso não a incluiram aí, fora que eu acho que a Interbairros nem deve ganhar corredor de transporte coletivo, uma vez que boa parte do seu trajeto é atendido pelo metrô.
Pelo que eu saiba pelo menos o trecho aqui no Guará será em túnel, uma vez que a via vai passar no meio de uma área residencial bem movimentada. E nos renders da nova rodoviária tbm aparece uma tesourinha que eu julgo ser do cruzamento entre a interbairros e a EPIA.
Pesquisadorbsb May 24th, 2007, 06:31 PM ^^ A Interbairros é projeto para médio prazo, e posivelmente ainda nem está totalmente detalhada, esse governo possivelmente só irá começar as obras, já o Brasília Integrada está planejado e pode começar a ser implantado a qualquer momento, por isso não a incluiram aí, fora que eu acho que a Interbairros nem deve ganhar corredor de transporte coletivo, uma vez que boa parte do seu trajeto é atendido pelo metrô.
Pelo que eu saiba pelo menos o trecho aqui no Guará será em túnel, uma vez que a via vai passar no meio de uma área residencial bem movimentada. E nos renders da nova rodoviária tbm aparece uma tesourinha que eu julgo ser do cruzamento entre a interbairros e a EPIA.
Concordo com vc, mas tem que ficar atento que, a InterBairros sairá por etapas, a etapa prioritária será entre o Pistão Sul (Taguatinga) até a EPIA (Asa Sul), e os demais trechos (Samambaia/Pistão Sul) e (EPIA/W3 Sul) será construída em outras etapas.
E no caso da nova Rodoviária, é imperativo que seja construido toda a superestrutura, incluindo as tesourinhas (viadutos).
E pelo que fiquei sabendo, o IPHAN proibiu viadutos iguais ao da Rodoferroviária e escolheram abaixar a rodovia que passa em frente da nova rodoviária e o viaduto que seria acima do nivel da pista, passará agora em nivel.
Pesquisadorbsb May 24th, 2007, 06:38 PM A Interbairros acompanhará a linha do metrô. "É um caminho já aberto, o que minimiza o impacto ambiental". Ele ressalta que isso não resultará em concorrência com o metrô, por se tratarem de tipos diferentes de usuários.
Não há previsão para o início das obras. "Quando concluirmos o projeto executivo, vamos preparar o processo de licitação", diz Filippelli. Depois do início dos trabalhos, entretanto, os brasilienses esperarão pelo menos dois anos para ver a Interbairros pronta. "Esse é o tempo mínimo da obra. Mas ela não trará transtornos à população".
Para viabilizar a Interbairros, a CEB prepara-se para licitar o projeto de enterramento de redes de energia elétrica que passam por aquele ponto.
Serão 8,5 Km de rede subterrânea do Pistão Sul até Águas Claras, passando pelo Guará. Por isso, a Interbairros deverá começar a ser construída pelo lado da Epia. O enterramento do linhão de energia elétrica também possibilitará a criação de novas ocupações em Águas Claras e entre o Guará I e II.
Kaique May 24th, 2007, 09:55 PM Todo esse projeto e ainda vão colocar ônibus, já que vai haver faixas exclusivas porque não VLT's ??
Pesquisadorbsb May 25th, 2007, 03:35 AM Na verdade está projetado para VLT, mas no 1o momento usarão VLP. O mesmo vai acontecer com o trem do entorno, no primeiro momento será um trem e depois será transformado em metrô e também deve acontecer com o Trem Bala, que toda superestrutura vai ser para o Trem Bala, mas vai ser um trem de alto desempenho.
cara.bsb May 26th, 2007, 05:00 AM Todo esse projeto e ainda vão colocar ônibus, já que vai haver faixas exclusivas porque não VLT's ??
Eu fui na Audiência pública do Brasília Integrada e uma das questões levantadas foi justamente essa e a explicação da secretaria foi a seguinte: o Brasília Integrada não inclui um VLT, mas também não o inviabiliza, principalmente porque o tratamente que será feito nas vias para receber os corredores deixa a implantação do mesmo mais fácil, o grande problema é o custo do VLT, que pode chegar tranquilamente a valores acima de 1 bilhão (dado as distâncias na cidade), esse valor possivelmente absorveria todo o orçamento possível para a área e faltariam verbas para o principal que é a reestruturação do sistema como um todo, com a integração, terminais, novas paradas, e uma estrutura para gestão e fiscalização. Ou seja, o foco no momento é estruturar o sistema como um todo, os corredores são apenas parte do projeto, uma vez implantado, a cidade pode ir aumentado a estrutura da rede, com novas linhas de metrô e o VLT.
Eu concordo com a posição da secretaria, e acho que o principal argumento é o próprio exemplo de Brasília, investiu quase 1 bilhão e pouco no metrô e manteve-se o sistema de transporte público, como um todo, sem investimentos ou modificações, resultado: o transporte é uma droga e o metrô, de ótima qualidade, está subutilizado.
cara.bsb May 26th, 2007, 05:21 AM Como o Brasília Integrada está em destaque tem muita gente criticando ou comentando sem compreendê-lo bem ou fazer uma avaliação técnica, vou colocar a entrevista com um professor da UnB, técnico da área, que fez uma avaliação geral sobre o transporte púbico no DF, sobre o projeto e sobre o metrô:
“A falta do Estado levou ao caos o transporte público”
Depender do transporte público coletivo da capital do país é ter a certeza de uma via-crúcis diária. Desorganização, atrasos, poucos horários, ônibus velhos, desconforto – e até pouco tempo, uma competição perigosa e absurda com vans criadas para atender condomínios –, fazem parte da rotina de quem não pode transitar pela cidade apenas de carro. Antes de ser proibido, o transporte alternativo chegou a transportar 300 mil pessoas por dia nas principais vias do Distrito Federal, sem nunca ter sido licitado. Donos de empresas de ônibus reclamavam da perda de passageiros, usavam a situação como argumento para aumentar as tarifas e colocavam nas ruas veículos antigos e com pouca manutenção. Pior para a população.
Numa proposta de moralizar o sistema de transporte público coletivo, o governo determinou a compra de novos ônibus pelas empresas e deu prazo para a renovação total da frota. Quem não cumprir à determinação, perde o direito às linhas. A implantação do projeto Brasília Integrada, que pretende integrar ônibus, microônibus, vans, metrô e até bicicleta na capital, com a construção de corredores exclusivos e bilhetagem eletrônica, é bandeira levantada com empenho pelo governo que assumiu no início deste ano. O custo para colocar o sistema na linha é estimado em US$ 246 milhões e parte dos recursos virá do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Para o professor do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB), Joaquim Aragão, o primeiro passo está sendo dado. Mas ainda há um longo caminho para colocar o transporte público em Brasília em um patamar razoável. Na avaliação dele, o processo para melhorar o sistema não termina com o Brasília Integrada e precisa ser contínuo. “O projeto quer atacar os problemas mais sérios e não vai transformar a capital na “Meca” do transporte público. Aliás, as cidades que efetivamente implantaram um sistema confiável levaram de 10 a 20 anos para construir isso”, comenta.
Em entrevista à UnB Agência, Aragão afirma que o metrô é viável, que as vans só devem circular onde não for rentável colocar ônibus e que a bilhetagem eletrônica é combatida pelas empresas, porque elas não querem passar para o governo o controle da arrecadação. E vai além dizendo que, na concepção da nova capital, o transporte público foi marginalizado. “Brasília foi construída numa época em que a motorização da população parecia ser a solução universal para os deslocamentos urbanos. Mas a promessa foi descumprida. Brasília é vítima do sucesso, pois a classe média começou a se locomover de automóvel. O resultado hoje são vias saturadas”. Confira.
UnB AGÊNCIA - O que está errado com o sistema de transporte público do Distrito Federal? Por que ele não funciona? Não deveríamos dar o exemplo?
JOAQUIM ARAGÃO - O sistema está no chão. Foram mais de duas décadas sem que o governo colocasse o tema na agenda. No máximo, era tomada uma ação ou outra, mas sem política. Com essa ausência, os atores tomaram conta. Primeiro, as empresas de ônibus, depois, as cooperativas de vans, que até contaram com certa bênção do governo passado. A falta do Estado levou ao caos o transporte público. Nós damos o anti-exemplo.
UnB AGÊNCIA - O governo pretende investir US$ 246 milhões no transporte na capital pelo Projeto Brasília Integrada - proposta para integração de todo o sistema. O governo aponta isso como uma panacéia. Isso é suficiente para corrigir a desorganização que existe?
JOAQUIM ARAGÃO - Não aponto isso como uma panacéia. O Brasília Integrada é o primeiro passo para retomar os investimentos. A política de mobilidade tem de ser mais abrangente e contar com um plano diretor de transportes. Hoje, deve-se discutir não apenas o transporte público, mas a circulação viária, o estacionamento, a logística urbana, as calçadas, as ciclovias. O Brasília Integrada reúne alguns pacotes de medidas, como investimentos em corredores exclusivos, em ciclovias, algumas calçadas nas vias por onde vão circular os ônibus. É uma coisa limitada, mas representa um avanço. Para que isso realmente funcione é essencial que o poder público reafirme o seu papel e não deixe os atores comandarem o processo.
UnB AGÊNCIA - Quanto tempo seria necessário para consertar a situação caótica que se arrasta por 20 anos?
JOAQUIM ARAGÃO - Por enquanto, há ações pontuais do tipo a repressão às vans e a renovação da frota de ônibus. Existe ainda o projeto de um novo marco regulatório em tramitação na Câmara Legislativa. Parece que agora vai. De qualquer forma, isso é um processo que requer uma série de ações que não acontecem de uma vez só. O Brasília Integrada quer atacar os problemas mais sérios e não vai transformar a capital na "Meca" do transporte público. Aliás, as cidades que efetivamente implantaram um sistema confiável levaram de 10 a 20 anos para construir isso. O sistema de Curitiba não ficou pronto do dia para a noite. Países da Europa, com sistemas de transporte fantásticos, levaram mais de um século para implantá-los e promovem ampliação e modernização permanentes deles. É preciso não apenas ter um projeto, mas dar continuidade a ele. Vamos sempre precisar de novas Brasílias Integradas no futuro até que tenhamos uma estrutura invejável, quem sabe, daqui a meio século.
UnB AGÊNCIA - Uma das propostas do novo modelo de transporte é a adoção da bilhetagem eletrônica. Mas há uma lentidão na instalação das tais catracas. Por que essa demora?
JOAQUIM ARAGÃO - Demora porque as empresas não estão interessadas que o poder público detenha a gestão do sistema. Elas sempre se recusaram a aceitar essa possibilidade porque, com o controle dos dados, têm o governo nas mãos. Na visão delas, o governo deve simplesmente aceitar todo dado fornecido como verdade suprema. Querem o controle absoluto das informações e a introdução de qualquer sistema que permita ao poder público conhecer a realidade econômica do sistema sempre foi visto como uma ameaça.
UnB AGÊNCIA - A quem não interessa um sistema integrado?
JOAQUIM ARAGÃO - Isso depende muito do cenário em que cada ator trabalha. Se as empresas tiverem apenas uma visão de curto prazo para os lucros, essas mudanças podem representar uma ameaça ao caixa. Mas se perceberem essas alterações, como parte de uma política sustentável capaz de valorizar o transporte público e fazer com que até a classe média use o sistema, têm tudo a ganhar. A questão é ver se os atores realmente têm a capacidade de apostar a longo prazo ou só querem sobreviver a curto prazo.
UnB AGÊNCIA - Como resolver o problema de quem só pode contar com o transporte ilegal, como os trabalhadores dos condomínios?
JOAQUIM ARAGÃO - Em função de todo o alastramento da mancha urbana, é preciso redesenhar a rede de sistema de transportes. Na medida em que a perspectiva é legalizar novas áreas, elas terão de ser atendidas pelo serviço público. Será preciso licitar aos diversos atores. Vai ter serviços para ônibus de grande porte, metrô, ônibus de capacidade média, microônibus e até, onde for economicamente racional, dada a escassez da demanda e à necessidade do atendimento para as vans. Elas podem até voltar, mas de uma forma realmente segura: não admitindo viajantes em pé e trabalhando de forma regular.
UnB AGÊNCIA - Mas enquanto essa licitação não é concluída, quem transporta quem vive em condomínios?
JOAQUIM ARAGÃO - Nas audiências, o governo diz que está preparando o processo de licitação. No dia-a-dia, ele está gerenciando crise, distribuindo veículos para áreas que não eram bem servidas. Pode ser que a situação não seja ótima, mas é uma forma de gerenciar essa transição.
UnB AGÊNCIA - Estima-se que o metrô já consumiu quase R$ 1,7 bilhão dos cofres públicos nos últimos 14 anos. No entanto, consegue transportar apenas 10% dos passageiros. O sistema está fadado ao fracasso?
JOAQUIM ARAGÃO - De maneira nenhuma. Ele está incompleto tanto no quesito das obras, da freqüência, pois deveria ter mais composição, e no principal, que é a integração. Existem vários sistemas concorrendo entre si e claro que o metrô leva a pior nesse negócio. É um meio caro que só passa a ser econômico a partir de grandes quantidades. É importante que o sistema de transporte coletivo se integre e contribua para que o metrô consiga chegar ao volume de passageiros a partir do qual passa a ser viável.
UnB AGÊNCIA - Num cenário de greve dos metroviários, o governador José Roberto Arruda sinalizou a possibilidade de privatizar o metrô. Seria uma boa solução?
JOAQUIM ARAGÃO - Não se trata de uma privatização, mas uma terceirização da execução do serviço. A empresa Metrô-DF continuaria a existir, seria dona dos ativos, mas, para o serviço, seria subcontratada outra empresa. Isso foi aventado como uma pressão política para resolver o problema da greve do metrô. Falta ver se vão retomar a questão como uma política mais firme ou se foi uma questão temporária. Ser ou não uma boa solução depende do foco. Existem privatizações que foram positivas e outras, negativas. No Rio de Janeiro, a privatização do metrô funcionou mais ou menos, já a SuperVia (trem na superfície) teve muito mais problemas. Isso vai depender concretamente de como ela for feita. Não é nenhum santo milagre.
UnB AGÊNCIA - Na capital do poder, mesmo quem usa o sistema de táxi tem garantia de um serviço de qualidade. O recadastramento e a distribuição de selos estão sendo usados como estratégias para melhorar esse transporte. Isso pode dar algum resultado? Qual seria a melhor solução?
JOAQUIM ARAGÃO - O sistema de táxi está fora do Brasília Integrada, mas é preciso olhar com muito mais cuidado o táxi. Em Brasília, temos o turismo político, de eventos, além do turista que vem conhecer a cidade moderna. Além de servir melhor à população nos momentos emergenciais, mercado que está bastante reprimido por causa do preço, a demanda do turismo deveria melhor atendida. É um absurdo que Brasília não tenha uma política ativa de táxi. O governo está dando atualmente toda a carga no transporte coletivo, mas o táxi deveria ser visto de uma forma estratégica, porque essa é a primeira coisa concreta que se vê ao chegar à cidade. Isso é péssimo em Brasília. Não tem estrutura, não tem uma imagem e a manutenção é crítica.
UnB AGÊNCIA - No DF, existe em média um carro para cada 2,5 habitantes. São 910 mil veículos, segundo dados do Departamento Trânsito (Detran). Isso é reflexo direto desse caos no transporte público?
JOAQUIM ARAGÃO - A motorização da população é um processo histórico que independe do transporte público ser bom ou ruim. As pessoas estão adquirindo carro pelas facilidades cada vez maiores de compra. Os carros estão chegando à classe média baixa e até às classes baixas. Começa a aparecer no Brasil, inclusive, problemas de estacionamento nas favelas e regiões pobres. As pessoas estão à procura da mobilidade que só o automóvel pode dar, por melhor que seja o transporte público coletivo. Ele atende a uma grande massa para viagens regulares, mas existem as viagens irregulares, para lazer, compras e emergências. O grande problema é que se você tem o meio particular esquece o coletivo, principalmente, se ele for ruim. De qualquer forma, são necessárias políticas de estacionamento, pois a cidade tem limites. Cidades européias e norte-americanas estão discutindo seriamente a cobrança de pedágios urbanos para obrigar as pessoas a usar o carro de forma mais racional. Aqui, esta questão ainda não é colocada, mas o estacionamento nos centros urbanos não pode ser mais gratuito no Brasil.
UnB AGÊNCIA - Há anos se fala da importância das ciclovias para o DF, mas nada foi feito além dos projetos. A bicicleta não deveria ser mais usada?
JOAQUIM ARAGÃO - O Brasília Integrada prevê a implantação de toda uma rede de ciclovias. O grande problema é que, no Plano Piloto, temos problemas quanto ao tombamento. Para não deixar a periferia sofrer com essa burocracia, é nelas que as ciclovias serão implantadas. A ciclovia é um meio muito importante porque possibilita a redução de gastos com transporte coletivo e dá uma opção para a população pobre e um ganho de renda. Além disso é um transporte saudável para a cidade e deve constar em toda política de mobilidade.
UnB AGÊNCIA - Brasília foi construída para o transporte coletivo?
JOAQUIM ARAGÃO - Brasília foi construída numa época em que a motorização em massa da população parecia ser a solução universal para os deslocamentos urbanos. O transporte coletivo seria uma coisa marginal na idéia desse tipo de urbanismo. Daí os desenhos das vias são adaptados perfeitamente aos automóveis. Mas a promessa dos carros foi, aos poucos, descumprida. Brasília foi até vítima do sucesso por aqui a classe média logo começou a se locomover de automóvel e o resultado hoje são vias saturadas. A cidade ainda pode ter um bom sistema de transporte coletivo. Isso tem que ser resultado de uma ação continuada. Na década de 70, já existiu uma estrutura organizada. A TCB foi a melhor empresa de transporte coletivo do Brasil. Em 1979, houve a última política efetivamente mais forte. Nas décadas de 80, 90 e início do século 21 só veio atraso e mais atraso. É importante que os governos não tirem nunca mais o transporte coletivo da agenda.
PERFIL
Joaquim José Guilherme de Aragão é pós-doutor em Engenharia de Transportes pela University College London (UCL), da Grã-Bretanha (1993-1995) e pela Ecole Nationale de Ponts et Chaussées, de Paris (2002-2003). Atualmente, é professor adjunto do Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB). É doutor em Engenharia de Transportes pela Universidade de Dortmund (1987) e mestre engenharia de Transportes pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1980). Concluiu a graduação em Engenharia de Transportes pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1977). É pesquisador na área Engenharia de Transportes, atuando principalmente em economia gerenciamento regulamentação e financiamento dos transportes.
cara.bsb May 26th, 2007, 05:49 AM Roteiro internacional
Arruda viajará nesta quarta-feira para a Europa, onde passa dez dias. A primeira parada será em Londres, onde, na sexta-feira, assiste a Inglaterra x Brasil na nova versão do legendário Estádio de Wembley, ao lado do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Na ocasião, Arruda entregará o caderno de encargos preenchido, transformando Brasília na primeira cidade a se apresentar oficialmente como sede para a Copa do Mundo de 2014. De Londres, o governador segue para a Alemanha, onde conhecerá um modelo trem urbano que pretende implantar no Distrito Federal. Depois, vai a Madri para examinar o funcionamento do veículo leve sobre pneus, sistema que será a base do transporte no Gama.
Achei isso bem legal, parece que o governo pretende recolher idéias do sistema de transporte público alemão, até pouco tempo atrás a idéia era conhecer o modelo de Colônia , não sei se os planos mudaram. Quanto ao VLP acho legal que seja baseado em algum europeu, porque o VLP deles não é simplesmente um ônibus numa pista exclusiva, são veículos especialmente construídos para o sistema e alguns possuem uma espécie de guia para os pneus, que permite velocidades maiores.
Pesquisadorbsb May 26th, 2007, 06:22 AM Acho que está errado cara.bsb, eu vi hoje no Globo Esportes o prefeito do Rio de Janeiro entregando em mãos do presidente da CBF o Book da canditatura do Rio de Janeiro a ser uma das sedes.
E eu acabei de ler no jornal de Brasil algo que é estranho, pois fala que Brasilia terá um VLP, um TAD e também um trem convencional que será transformado depois em metrô, esse trem vai fazer ligação da Rodoferroviária até a cidade goiana de Luziânia.
Vamos ver se não vão ficar apenas no papel.
cara.bsb May 26th, 2007, 03:39 PM Eu esqueci de colocar, mas esta nota é da coluna "Do alto da Torre" do Jornal de Brasília de hoje (26 de maio), e não é a primeira vez que ela anuncia essa viagem, o próprio Alberto Fraga declarou na última Audiência Pública viajaria para a Europa colher experiências para o Brasília Integrada.
Quanto ao VLP acho que ele pode ser algo mais do que os que chamamos assim no Brasil, se observar alguns tópicos no forum vai ver que o primeiro projeto do Fura Fila de Sampa (Hoje Expresso Tiradentes) possuía um ônibus especial com pneus mas sendo guiada por uma via metálica, o projeto apresentado de um metrô de superfície para Fortaleza sediar a copa também é algo assim, um carro com pneus, especial, circulando guiado por "trilhos" e movido a energia. Esse tipo de transporte existe na Europa, e acho que a idéia é adaptá-los ao DF, principalmente para o eixo Gama/Santa Maria - Plano Piloto.
Onde vc leu essa questão de VLP, TAD e trem? Me passa o link, tbm gostaria de dar uma olhada.
Quanto a questão da Copa nem me interessa tanto, o colunista deveria desconhcer essa entrga da proposta do Rio, mas isso não faz muita diferença, o importante é que a CBF apoiou a cidade e o GDF conseguiu concluir os estudos e em breve os entrega ao Teixeira.
spca May 26th, 2007, 09:09 PM cara.bsb,
Excelente a entrevista, obrigado por copartilhar.
cara.bsb May 26th, 2007, 10:53 PM ^^ Vlw spca, achei a reportagem bem interessante, principalmente porque tratou de diversos temas, inclusive mundiais, na visão de um técnico da área. Achei interessante ele destacar o fato de que o número de carros é definido msmo pela renda e que um transporte públco eficiente, não reduz, necessariamente, o n° de carros circulando, nesse cenário é fundamental tomar medidas restritivas ao transporte individual, começando pela cobrança para o uso de vagas.
Pesquisadorbsb May 26th, 2007, 10:54 PM Eu esqueci de colocar, mas esta nota é da coluna "Do alto da Torre" do Jornal de Brasília de hoje (26 de maio), e não é a primeira vez que ela anuncia essa viagem, o próprio Alberto Fraga declarou na última Audiência Pública viajaria para a Europa colher experiências para o Brasília Integrada.
Quanto ao VLP acho que ele pode ser algo mais do que os que chamamos assim no Brasil, se observar alguns tópicos no forum vai ver que o primeiro projeto do Fura Fila de Sampa (Hoje Expresso Tiradentes) possuía um ônibus especial com pneus mas sendo guiada por uma via metálica, o projeto apresentado de um metrô de superfície para Fortaleza sediar a copa também é algo assim, um carro com pneus, especial, circulando guiado por "trilhos" e movido a energia. Esse tipo de transporte existe na Europa, e acho que a idéia é adaptá-los ao DF, principalmente para o eixo Gama/Santa Maria - Plano Piloto.
Onde vc leu essa questão de VLP, TAD e trem? Me passa o link, tbm gostaria de dar uma olhada.
Quanto a questão da Copa nem me interessa tanto, o colunista deveria desconhcer essa entrga da proposta do Rio, mas isso não faz muita diferença, o importante é que a CBF apoiou a cidade e o GDF conseguiu concluir os estudos e em breve os entrega ao Teixeira.
Eu terei que procurar os links, mas eu vou por etapas.
No caso do Trem Bala vai virar um Trem de Alto Desempenho, o primeiro seria movido a eletricidade e teria desempenho de 300 km/h no segundo, será movido a diesel ou biodiesel e terá desempenho de 150 km/h.
No caso do Trem do Entorno, vai aproveitar a via ferrea que liga o municipio de Luziânia até a Rodoferroviária, apenas precisaria de alguns retoques. Mas tenho noticias que querem deixa lo pronto para a médio prazo tranformar num metrô.
E o VLT (Veiculos Leve sobre Trilhos) seria o Trem de superficie que iria ligar o Gama até a Rodoviária e teria um trecho que seria na W3 Norte e Sul. Mas pelas conversas vai virar mesmo um VLP (Veiculo Leve sobre Pneus), nota era para ser feito um metrô subterraneo e o mesmo sistema vai viabilizar o surgimento da cidade do Catetinho, da mesma forma que o metrô foi viabilizado com a construção da cidade de Águas Claras.
Enquanto o Brasília Integrada tem recursos garantidos e agora na ultima semana o Trem de Alto Desempenho (ligando Brasília a Goiânia) foram viabilizados, falta agora o Trem do Entorno ser viabilizado.
Pesquisadorbsb May 26th, 2007, 11:02 PM A matéria do Trem Bala saiu no jornal do Brasil, mas não tenho mais o link, está bloqueado para assinantes.
O Trem do Entorno saiu num forum ferroviário realizado no Blue Tree no ano passado.
E o VLP é o que sempre sai nos jornais nos ultimos meses, mas como eu também li o artigo no jornal de Brasilia, então esse trem que ele falou é para o entorno do DF, não é do Trem de Alto Desempenho.
cara.bsb May 27th, 2007, 03:35 AM ^^ Vamos aguardar alguma confirmação do GDF.
No caso do VLT na audiência pública do Brasília Integrada o secretário deixou claro que a hipótese já havia sido descartada e que o trecho Gama-Plano Piloto seria um VLP (podendo ser algum modelo europeu), segundo ele, no âmbito da secretaria não existe nenhum estudo em relação à implantação de VLT. Mas os conselhos comunitários do Plano Piloto fizeram ampla defesa de um VLT na W3, talvez isso sensibilize o GDF.
O TAD não ouvi nenhum comentário, eu acho que o GDF só deve investir nessa obra se existir um PPP ou participação do governo federal, é algo caro e eu acho que existem outras prioridades, o trem do entorno por exemplo.
O trem do entorno eu julgo extremamente necessário, o fluxo na região é intenso e a alternativa bastante viável, espero que o GDF possa realizar essa obra, muito que estejam colhendo idéias na Europa.
Pesquisadorbsb May 27th, 2007, 04:23 AM Eu concordo com vc, dentro da área tombada (Cruzeiros, Sudoeste, Asa Sul e Asa Norte) todos querem o VLT e não abre mão disso, pois se forem colocar VLP na W3 vai ferir o tombamento, e o IPHAN é mais simpatizante do VLT.
No caso do TAD, o BNDES deu sinal verde, e até mesmo o GDF tem até 30 de junho para apresentar o projeto final, e vai ser mesmo por meio de PPP, e quem está nessa gerencia de projeto é o Rogério Rosso.
O Trem do Entorno eu não sei em que situação se encontra agora, mas seria otimo, pois enquanto pessoas levam quase 2 horas saindo de Luziânia até Brasilia, levaria estourando 30 minutos, mas teria de fazer baldeação em dois pontos, na Rodoferroviária (Rodoviário) ou Guara (Metroviário).
Pesquisadorbsb May 27th, 2007, 04:30 AM Essa é matéria antiga mais...
Roriz cria comissçao para trem-bala
DéBORA AMORIM
Jornal de Brasília
30/1/2004
Grupo vai se reunir na próxima semana para definir cronograma, relatório e edital do projeto
Foi criada, ontem, em solenidade no Salão Nobre do Palácio do Buriti, a comissão encarregada do estudo técnico e da elaboração do edital de licitação para a construção do trem de alta velocidade que vai ligar Brasília a Goiânia. O convênio tem a participação dos governadores Joaquim Roriz (Distrito Federal) e Marconi Perillo (Goiás), do representante do governo federal Francisco Juquinha das Neves, e dos presidentes da Federação da Indústria do DF, Ricardo Caldas, e de Goiás, Paulo Afonso Ferreira, todos membros da comissão.
Fazem parte do grupo também o secretário-chefe da Agência de Desenvolvimento Econômico e Comércio Exterior do DF, Rogério Rosso, e o secretário de Transporte de Planejamento e Desenvolvimento de Goiás, José Carlos Siqueira.
"Esta obra, a partir de agora, é a minha meta principal. Vou acompanhar até o trabalho dos topógrafos lá do mato, assistindo o começo desta grande obra, que será o início da mudança do eixo de desenvolvimento nacional", disse, entusiasmado, Roriz. "A idéia está lançada, a semente está plantada e agora vamos cuidar para regá-la", ressalta Perillo.
A comissão terá como trabalho promover estudos e diagnósticos e obter informações técnicas, financeiras, econômicas, sociais e de infra-estrutura para o sistema ferroviário entre as duas cidades. Será feito ainda o levantamento pormenorizado do potencial econômico do eixo, em consonância com os planos e políticas públicas para o desenvolvimento econômico, social e sustentável da região.
A comissão se reunirá na próxima semana para definir o cronograma de trabalho e, até 90 dias, apresentar o relatório final e o edital de licitação. Muitos dos estudos topográficos já foram feitos e serão aproveitados pela equipe de trabalho.
Francisco Juquinha das Neves, presidente da Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal ligada ao Ministério dos Transportes para construção de trens, lembrou que o governo federal possui um projeto de reativação do trem de Luziânia a Brasília – e que a empresa dará total apoio à construção do trem de alta velocidade. "Esse projeto dos dois governadores é de vital importância para o Brasil, e acredito piamente que vai sair do papel", disse.
Os técnicos da Valec ficarão à disposição da comissão para ajudar nos trabalhos, garante o representante do governo federal. "A Valec é uma empresa que prima principalmente pelas questões ambientais, junto ao Ibama e ao Ministério do Meio Ambiente. Em todos os trabalhos em que entramos, o fazemos com as licenças ambientais em mãos", adianta Juquinha.
Construir aqui é mais barato
Na Europa, o custo para se construir um trem de alta velocidade chega a cerca de R$ 2 bilhões. No Brasil, porém, este custo pode cair pelo menos 50%. É o que garante o secretário-chefe da Agência de Desenvolvimento Econômico e Comércio Exterior, Rogério Rosso.
Cerca de 70% do custo está na construção civil, que na Europa possui fatores que encarecem a obra – como relevo montanhoso, matéria-prima difícil e altos salários. No Centro-Oeste brasileiro, explica Rogério Rosso, não existem estas dificuldades, pois há a geografia plana do cerrado, mão-de-obra mais barata e boa quantidade de matéria-prima. "Além disso, possuímos indústrias de construção civil com avançada tecnologia", diz o secretário.
Rosso explicou que o governo trabalha com a idéia de conclusão já em 2006. "Uma das vantagens é que a topografia é muito favorável. A baixa necessidade de viadutos e túneis também conta", afirmou.
O secretário acha que ainda é muito cedo para falar em gastos. Esse ponto só poderá ser avaliado depois que a comissão de estudos para a implantação do trem-bala concluir os trabalhos. O grupo pretende avaliar aspectos financeiros, geográficos, sociais e econômicos do projeto. A comissão também é responsável pelo edital de licitação internacional da obra. O prazo máximo para se lançar o edital é de 90 dias, "mas, pelos governadores Roriz e Perillo", seria lançado amanhã", comenta Rosso.
Sobre o financiamento do projeto, o secretário adianta que o governo federal está interessado na proposta. O presidente da Valec, estatal do Ministério dos Transportes responsável pela construção de trens –, José Francisco das Neves, esteve na viagem, "o que aponta para uma possibilidade de parceria", destaca.
Mas os governos do DF e de Goiás trabalham também com outras possibilidades de arrecadação de verba.
cara.bsb May 27th, 2007, 05:14 AM Eu concordo com vc, dentro da área tombada (Cruzeiros, Sudoeste, Asa Sul e Asa Norte) todos querem o VLT e não abre mão disso, pois se forem colocar VLP na W3 vai ferir o tombamento, e o IPHAN é mais simpatizante do VLT.
Sou ferrenho defensor do Tombamento, ficaria muito feliz com um VLT, mas não acho que um corredor exclusivo para ônibus operando junto ao canteiro central venha a ferir o tombamento, pois a faixa de rolamento já existe, no máximo terá nova sinalização ou será de concreto e as paradas no canteiro central, se bem planejadas, podem contribuir para deixar a via mais bonita e o espaço seriam semelhante ao hoje ocupado por aqueles estacionamentos ridículos no canteiro central. Barulho ou movimento não pode ser usado como argumento, afinal, hoje um infinidade de linhas usam a W3, com o corredor possivelmente serão poucas linhas e com espaçamento definido, algo organizado. Mas enfim, isso ainda será detalhado e os projetos arquitetônicos em si só serão feitos após a liberação so empréstimo, pois dependem das verbas, aí o IPHAN será consultado e se manifestará. Mas eu acho que mesmo o VLT teria que trafegar junto ao canteiro central, pois atrapalharia menos os retornos para as quadras.
No caso do TAD, o BNDES deu sinal verde, e até mesmo o GDF tem até 30 de junho para apresentar o projeto final, e vai ser mesmo por meio de PPP, e quem está nessa gerencia de projeto é o Rogério Rosso.
Não confio muito nisso, aval do BNDES não garante muita coisas, e porque o Rogério Rosso estaria tocando a gerência, ele é presidente da Codeplan e com certeza está tendo muito trabalho por lá, a empresa precisa ser totalmente reformulada. Se for por causa da reportagem que vc colocou, nada a ver, quantas comissões e projetos qu o Roriz iniciou e não deram em nada, nada dessa reportagem se concretizou.
O Trem do Entorno eu não sei em que situação se encontra agora, mas seria otimo, pois enquanto pessoas levam quase 2 horas saindo de Luziânia até Brasilia, levaria estourando 30 minutos, mas teria de fazer baldeação em dois pontos, na Rodoferroviária (Rodoviário) ou Guara (Metroviário).
Para ter essa integração com o metrô será necessário ampliar a capacidade do mesmo, pois a integração local (do DF apenas) possivelmente alcançará a capacidade atual, então serão ncessárioa novos trens e menores intervalos. A estação Guará é a única que não possui nenhuma base construída, até que pode ser deslocada até a linha do trem, pode ser interassante, mas observar a demanda tbm é fundamental, pode ser muito elevada.
Pesquisadorbsb May 27th, 2007, 06:09 PM Cara.bsb vc não acha que a demanda projetada no inicio do metrô não está ultrapassada? Vamos para apenas um exemplo básico, quando se projetou o metrô até a Ceilândia, somente existia a Ceilândia e mais distante Brazlândia, hoje em dia tem Aguas Lindas com uma população quase do tamanho de Ceilândia e que cresce a taxas de quase 15% ao ano, então o metrô vai entrar em total operação saturado.
cara.bsb May 27th, 2007, 08:41 PM Cara.bsb vc não acha que a demanda projetada no inicio do metrô não está ultrapassada? Vamos para apenas um exemplo básico, quando se projetou o metrô até a Ceilândia, somente existia a Ceilândia e mais distante Brazlândia, hoje em dia tem Aguas Lindas com uma população quase do tamanho de Ceilândia e que cresce a taxas de quase 15% ao ano, então o metrô vai entrar em total operação saturado.
Não acho que a demanda está ultrapassada, essas obras são projetadas com amplos estudos sobre os cenários futuros, especialmente crescimento populacional, então ele tem condições de atender a região proposta durante um bom tempo, desde que comprados o n° máximo de trens. Acontece que Águas Lindas não faz parte dessa área de influência, o metrô já tem quase 40 Km de extensão, aumentar ainda mais a linha atual pode agregar passageiros demais e é óbvio que qualquer linha metroviária não suportaria, ainda mais que no metrô daqui a maioria dos passageiros descem em poucas estações, no mínimos seriam trens lotados até a estação Asa Sul.
Eu não acho nem um pouco racional levar o metrô até lá agora, são no mínimos mais 25 Km de linha em área não contíguas (uma só linha atingiria algo em torno de 65 km, é quase o metrô de sampa), passando uns 15 km em área rural, fora que a cidade é 100% horizontalizada, seriam necessárias várias estações. É bem mais interessatne investir em melhorias na cidade, que segurem a população, reduzindo os deslocamentos de forma que o sistema rodoviário seja suficiente.
A linha atual no máximo pode incluir mais algumas estações em samambaia e ceilândia e o prosseguimento rumo ao Norte do DF, uma vez que isso não sobrecarregaria os vagões, pois o a maioria dos passageiros desembarcaria no plano. Ou seja ele não vai entrar em operação saturado em virtude de Águas Lindas, pois a cidade não deve ser interligado a ele, a não ser que façam outra linha, o que eu acho difícil a médio prazo.
Pesquisadorbsb May 28th, 2007, 07:17 AM http://i160.photobucket.com/albums/t179/pesquisadorbsb1/1.jpg
http://i160.photobucket.com/albums/t179/pesquisadorbsb1/2.jpg
Fonte: Jornal do Brasil - Caderno Brasilia
Pesquisadorbsb May 28th, 2007, 07:23 AM Cara.bsb. claro que a estação terminal ceilandia vai ser interligado a Aguas Lindas, pois vai ser terminal de integração onibus/metrô. Em vez dos moradores de Aguas Lindas pegaram o Onibus até a Rodoviária vai pegar o Metrô em Ceilandia e desembarcar na Rodoviária;
cara.bsb May 28th, 2007, 08:09 PM ^^
^^
Vlw pela reportagem pesquisadorbsb, detalhou bem os motivos da viagem para Europa, que voltem com boas notícias, eu acho que cada vez estamos mais próximo de mudanças para melhor no transporte do DF.
^^ Pelo Brasília Integrada Brazlândia terá linhas expressas até a Estação do metrô Terminal Ceilândia, não existe previsão para essa ligação com Águas Lindas, aliás a ligação com o Entorno em geral vai ser tratada de forma independente, principalmente por envolver transporte interestadual, o que dificulta integração tarifária. A questão está em aberto, não existem estudos, logo não é óbvio que a integração será nessa estação, é preciso um estudo minucioso do n° de passageiros e se isso não trará problemas ao metrô.
A única coisa que está clara é que o GDF vai intensificar a fiscalização sobre as empresas do Entorno, elas não poderão pegar passageiros que se deslocam so dentro do DF e acho que não poderão utilizar alguns pontos e terminais no DF.
Pesquisadorbsb May 28th, 2007, 09:32 PM Olha eu sei de uma coisa, que esses mega projetos tem que ser tocados pela iniciativa privada, e o GDF fica liberado para executar obras de saneamento, escolas, hospitais e delegacias.
Pois adianta o secretário falar que o VLT vai custar 1 bilhão e 500 milhões e o VLP vai custar 600 milhões, se o governo não vai meter a mão no bolso, até mesmo pq, fiquei sabendo no ministério do transportes que, o Trem Bala de Brasília vai ser Federal, então Arruda não pode apitar nele, o mesmo se tratando do Trem do Entorno, então vai sobrar para o Arruda apenas o VLT ou como queiram VLP.
cara.bsb May 29th, 2007, 12:08 AM ^^ Grandes obras não precisam necessariamente ser tocados pela inciativa privada, isso depende da natureza da obra, no caso de metrôs, VLT's, corredores exclusivos e etc é pouco provável que a iniciativa privada se proponha a investir sozinho, ainda mais no caso brasilieiro, se fosse assim metrôs como o do Rio e de Sampa, os mais viáveis, já seriam bem maiores e tocados pela iniciativa privada, o que não é o caso. A concessão funciona melhor, mas depende que o Estado construa e depois licite. Investir em transporte público urbano é tão natural e necessário quanto saneamento, delegacias, hospitais e outros.
Os projetos do VLT/VLP e do trem bala/TAD são bastante distintos e o GDF já afirmou que a prioridade é o primeiro e é meio ingênuo imaginar que a iniciativa privada o tocaria.
Se o TAD vai ser federal o GDF deve estar pulando de alegria, uma senhora obra na região sem que ele tenha que arcar com verbas, burocracia ou projetos, se o GDF, por pura política, recusasse investimento federal não haveriam reuniões quase semanais com ministros para pedir verbas. Agora eu acho isso meio irreal, se o governo federal sequer colabora para o trem bala rio-sampa porque investiria nesse e no trem entorno, ainda mais com a maioria de verbas já destinadas pelo PAC, pior ainda no caso do Trem do Entorno, que é algo bem regional, se o Ministério está divulgando isso é pura política, por quê não libera a parte mínima que deveria investir no metrô?
Kaique May 29th, 2007, 08:27 PM Eu fui na Audiência pública do Brasília Integrada e uma das questões levantadas foi justamente essa e a explicação da secretaria foi a seguinte: o Brasília Integrada não inclui um VLT, mas também não o inviabiliza, principalmente porque o tratamente que será feito nas vias para receber os corredores deixa a implantação do mesmo mais fácil, o grande problema é o custo do VLT, que pode chegar tranquilamente a valores acima de 1 bilhão (dado as distâncias na cidade), esse valor possivelmente absorveria todo o orçamento possível para a área e faltariam verbas para o principal que é a reestruturação do sistema como um todo, com a integração, terminais, novas paradas, e uma estrutura para gestão e fiscalização. Ou seja, o foco no momento é estruturar o sistema como um todo, os corredores são apenas parte do projeto, uma vez implantado, a cidade pode ir aumentado a estrutura da rede, com novas linhas de metrô e o VLT.
Eu concordo com a posição da secretaria, e acho que o principal argumento é o próprio exemplo de Brasília, investiu quase 1 bilhão e pouco no metrô e manteve-se o sistema de transporte público, como um todo, sem investimentos ou modificações, resultado: o transporte é uma droga e o metrô, de ótima qualidade, está subutilizado.
Bons argumentos, melhor garantir que a eficiência imediata.
Mas tomara que no futuro não muito distantes, digo 20 anos já comecem a conversão até por questões ambientais e energéticas.
Kaique May 29th, 2007, 08:32 PM Outra coisa que não passa em branco é que o setor leste da cidade continua um grande vazio, um dia os ricos do lago, tb, terão que deixar o carro em casa, além dos seus empregados que precisam ir ao trabalho.
E porque não ligam logo Riacho Fundo a Taguatinga, dava até uma valorizada no centro de Taguá. com mais gente circulando. Outra coisa o centro de Taguá precisa de um revitalização urgente!!!
Pesquisadorbsb May 29th, 2007, 10:31 PM Mas o centro de Taguatinga está passando por ajustes, mas essas coisas levam um tempo, por min, mandaria implodir tudo e começar do zero, já existem projetos para fazer um tunel sob a área central, evitando o transito das pessoas que vem da Ceilândia, Taguatinga Norte e Samambaia pelo Centro. Mas até agora somente promessas.
cara.bsb May 30th, 2007, 01:15 AM Bons argumentos, melhor garantir que a eficiência imediata.
Mas tomara que no futuro não muito distantes, digo 20 anos já comecem a conversão até por questões ambientais e energéticas.
Eu acho que o Brasília Integrada tem chance de tirar o transporte público no DF da crise, isso permite o governo planejar melhor o futuro do sistema, não apenas administrar crises, desta forma ampliações de sistemas como o metrô ou o VLT terão condições de virar realidade, como disse o professor na reportagem aí de cima, não se faz um sistema de transporte invejável em menos de 20 anos, mas em algum momento é preciso dar a largada.
Mas eu acho que o GDF deve concluir o metrô nesses quatro anos e provavelmente deixará uma ampliação projtada ou iniciada, nem que seja só uma estação na zona central norte (já foi cogitada), afinal isso sempre rende em campanhas eleitorais.
Outra coisa que não passa em branco é que o setor leste da cidade continua um grande vazio, um dia os ricos do lago, tb, terão que deixar o carro em casa, além dos seus empregados que precisam ir ao trabalho.
Eu acho que a integração atenderia bem essa região, pelo menos por enquanto ela não precisa de um transporte de massas, ônibus comuns atendem bem a demanda, fora que instalar estrutura de transporte nessas área sempre é problemático, as classes mais ricas sempre temem o movimento de estações e terminais, vide algumas estações da linha 4 de SP, aliás um dos mega terminais do Brasília Integrada que está planejado para a região do Parkway (setor de mansões) já levantou a reação da comunidade do bairro. Mas de qualquer forma existe a perspectiva de crescimento na área, como o consolidação dos condomínios da região do Jardim Botânico e a crescimento de São Sebastião, isso pode viabilizar algo mais elaborado, mas nada muito imediato. Ah e a região vai ganhar uma das zonas multifuncionais do novo PDOT, e a característica dessas zonas é ser uma zona dinâmica e mais densa e estar amplamente conectada a terminais de transporte público, o que melhora o acesso, algo meio que parecido com o Plano Diretor de Curitiba, onde edifícios devem estar prioritariamente próximos aos corredores de transporte.
E porque não ligam logo Riacho Fundo a Taguatinga, dava até uma valorizada no centro de Taguá. com mais gente circulando. Outra coisa o centro de Taguá precisa de um revitalização urgente!!!
Que tipo de ligação vc fala entre Tagua e Riacho Fundo?? Metrô?
Meu sonho é ver o centro de Taguatinga e as avenidas Comercial Sul e Norte revitalizadas com o projeto muito bom, calçadas transitáveis, paisagismo e equipamento público de primeira, eu fico imaginando a valorização da região, se com tantos problemas o comércio de lá é muito dinâmico (vc quase não vê loja fechada), imagina com tudo organizado? Seria um boom imobiliário, a região poderia suprir parte da demanda local por edifícios comerciais. Outra coisa que seria legal: um metrô em todo o percurso da Comercial fazendo uma espécie de linha circular com os locais mais próximos (como o Riacho Fundo), mas esse é só sonho mesmo, hehehehe!!
Mas a Comercial vai ser transformada para receber ônibus circulando com embarque na porta esquerda, e provavelmente toda a avenida deve ganhar melhorias nas calçadas e paisagismo, pode ficar muito bom se bem planejado. Fora que haverá ligação com duas estações do metrô, a da Praça do Relógio em Tagua Centro através da praça e a de Samabaia Sul, onde existirá um terminal de integração.
Mas o centro de Taguatinga está passando por ajustes, mas essas coisas levam um tempo, por min, mandaria implodir tudo e começar do zero, já existem projetos para fazer um tunel sob a área central, evitando o transito das pessoas que vem da Ceilândia, Taguatinga Norte e Samambaia pelo Centro. Mas até agora somente promessas.
Esse túnel já devia estar pronto mesmo, é irracional um fluxo de veículos digno de rodovias em plena área comercial com milhares de pessoas circulando, fora os congestionamentos. No pacote de obras desse ano existe prvisão de verbas para elaboração do projeto executivo, mas até resolveram construí-lo...
cara.bsb May 30th, 2007, 05:44 AM http://www.clicabrasilia.com.br/fotos/20070530/30forum6i1.jpg
Integração acaba com briga por linhas
Projeto Brasília Integrada promoverá interligação entre ônibus, microônibus e metrô sem que haja concorrência entre os meios
Márcio Falcão
Uma das grandes vantagens que o programa Brasília Integrada apresenta para o futuro do transporte público do Distrito Federal é a interligação entre ônibus, microônibus e metrô sem que haja a possibilidade de concorrência direta entre os meios. Isso porque não vão existir choques de itinerários nem linhas atendidas, ao mesmo tempo, por dois tipos diferentes de prestadores de serviço. Para os participantes do Fórum Transporte Público no DF e Entorno, promovido semana passada pelo Jornal de Brasília, em parceria com o Governo do Distrito Federal, esse é um novo conceito de transporte público que permite maior lucro para os empresários e garante melhor prestação de serviço aos usuários.
A idéia central é que nenhum modo de transporte atue no percurso destinado a outro. "Aqui em Brasília já ficou claro que um meio não pode trabalhar diretamente na região de outro", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do DF (Setransp), Wagner Canhedo Filho. O empresário lembra que os donos das empresas de ônibus sofreram perdas significativas quando as vans do sistema alternativo surgiram, chegando a transportar 100 mil pessoas por dia pelas ruas do DF. "Era uma competição absurda com vans", diz Canhedo Filho.
Os empresários alegaram perda de passageiros e, muitas vezes, transformavam essa questão em argumento para aumentar as tarifas.
Pela proposta do Brasília Integrada, essa integração vai depender das construções e melhorias no sistema viário urbano e rodoviário do DF, com o estabelecimento de vias exclusivas para ônibus, construção de terminais nos principais pontos de transferência de passageiros, além da implementação de bilhetagem eletrônica. As primeiras obras de infra-estrutura para transformar o metrô no principal meio de transporte público do DF devem começar pela Estrada Parque de Taguatinga (EPTG), que deve receber novas faixas exclusivas de rolamento para ônibus, viadutos e um corredor exclusivo de integração com o metrô na cidade.
Em outras vias, como W3 Norte e Sul, serão instalados canteiros centrais urbanizados, nos moldes do que foram implantados em São Paulo, para que os ônibus circulem nas faixas da esquerda. "As obras devem começar até o fim do ano, mas vamos levar mais de dois anos para concluí-las", afirmou o secretário de Transportes, Alberto Fraga. Durante os debates, o secretário destacou que o metrô também vai passar por mudanças. Ao todo, serão sete pontos de integração entre metrô e as linhas de ônibus e microônibus. Esses módulos serão espalhados pelo Plano Piloto, Guará, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia e devem passar dos atuais 80 mil passageiros para mais de 300 mil ao dia.
Primeira obra do Brasília Integrada: Viadutos na EPTG
Governo autoriza, hoje, o início das obras que irão reduzir engarrafamentos na rodovia
Márcio Falcão
A Estrada Parque Taguatinga (EPTG), por onde passam cerca de 100 mil motoristas por dia, começa a receber, hoje, um novo canteiro de obras para a construção de quatro viadutos. Eles vão interligar a EPTG (DF-085) e a EPTG/Núcleo Bandeirante – Águas Claras (DF-079). A idéia é desafogar o trânsito nas saídas para Águas Claras, Park Way e Vicente Pires em horário considerado de pico, como às 8h, quando o congestionamento médio no local é de 1km. Pela manhã, o governador José Roberto Arruda e o secretário de Transportes, Alberto Fraga, assinam a ordem de serviço para o início dos trabalhos.
Durante as obras, o trânsito no local vai ser desviado para as vias marginais e futuramente para o canteiro central que será pavimentado. Para indicar as interferências haverá sinalizações a 200 metros antes do Posto Policial da EPTG, em direção a Taguatinga, e a 200 metros antes da pista de acesso a Águas Claras, sentido Brasília.
Segundo o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) são duas alternativas para o motorista que preferir evitar a região: a Estrutural e a Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que liga a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA) ao Núcleo Bandeirante e ao Riacho Fundo. "Vamos tentar amenizar os transtornos", disse o diretor-geral do DER, Luiz Carlos Tanezini.
A expectativa do governo é de que a obra seja entregue em um ano, uma vez que será dividida em duas etapas. Na primeira licitação, o governo estabeleceu o prazo de 120 para as construtoras entregarem os viadutos. A Torc Engenharia será responsável por dois viadutos no valor de R$ 1,8 milhão.
Já a Vértice Engenharia vai construir os outros dois viaduros no valor de aproximadamente R$ 1 milhão. Após esta etapa, começam as obras de terraplanagem e pavimentação a um custo de R$ 17 milhões, além de urbanização dos canteiros. O processo licitátorio para a escolha da empresa que irá realizar estes trabalhos ainda está em andamento. O prazo para conclusão desta fase é de oito meses.
http://www.clicabrasilia.com.br/fotos/20070530/30cid2i1.jpg
(Notem que são 4 faixas, já inclui o corredor exclusivo para ônibus, e o acesso a EPTG se dará pelas vias marginais, a obra faz parte do Brasília Integrada pois é uma das intervenções na EPTG de forma a dinamizar o fluxo e consequentemente melhorar o transporte como um todo, tanto que estava naquele mapinha do início do thread)
Demanda por ônibus aumenta 20% no DF
Malu Pires
A extinção do Serviço de Transporte Público Alternativo de Condomínios (STPAC) – as lotações "branquinhas" – e a limitação da circulação das vans "amarelinhas", do Serviço de Transporte Público Alternativo (STPA), aumentaram em 20% a demanda por ônibus no DF. A informação foi dada ontem pelo presidente do Sindicato das Empresas do Sistema de Transporte Coletivo, Wagner Canhedo Filho.
Ele assegurou que os problemas de itinerário e de superlotação mesmo em horários fora do rush, que a população vêm sofrendo com as mudanças no sistema de transporte coletivo, deverão ser solucionados até o final de julho. "Para atender ao aumento da demanda colocamos em circulação 240 ônibus da reserva técnica da frota, contratamos 1.560 motoristas e cobradores e estabelecemos três turnos de trabalho. Assim, em breve, nos adaptaremos às mudanças implantadas pelo governo", assinalou.
Sobradinho e Planaltina, áreas de concentração de condomínios, foram as cidades que mais exigiram adaptações dos empresários. "Elas eram atendidas majoritariamente pelas vans e com a saída delas tivemos de assumir seus usuários", contou. Segundo o empresário, "pontos de dificuldades" ainda estão sendo detectados pelo empresariado, "mas temos procurado responder de pronto".
O próximo passo rumo ao sistema de transporte integrado que vem sendo implantado pelo governo, lembrou Canhedo Filho, é o serviço de bilhetagem eletrônica. Hoje deve ocorrer reunião entre o secretário de Transportes, Alberto Fraga, e o empresariado sobre o assunto. O encontro deveria ter acontecido ontem, mas foi cancelado à última hora, já que Fraga teria de comparecer a um seminário sobre segurança na Câmara dos Deputados.
Vans na Justiça
A União das Cooperativas de Transporte Alternativo de Condomínios (Unicoop) e a Associação de Transporte Alternativo de Condomínios (ATAC) entraram ontem com ações na Justiça contra a portaria que extingiu o serviço de condomínio. Ainda ontem, a Secretaria de Transportes baixou portaria reduzindo de três para dois o número de motoristas que podem operar em cada táxi.
wicca13 May 30th, 2007, 06:19 AM ^^ uia esse viaduto parece fikar bom!
Pesquisadorbsb May 30th, 2007, 06:45 AM Esse viaduto da EPTG vai ficar mto parecido com o viaduto da Santa Maria, se sair mesmo como parece, vai reduzir de 120 minutos o gasto para trafegar no local, para 50 minutos, o ruim que a obra demora muito. Mas é um bom começo. E terão intervenções a entrada de Águas Claras (Entrada Sul e Entrada Norte) e também a entrada do futuro bairro do Jockey Clube, o mesmo vai ocorrer com o a entrada do Guará.
Pesquisadorbsb May 30th, 2007, 08:34 AM GDF
Arruda vai à Europa definir metrô
Governador conhecerá tecnologias e experiências adotadas na Espanha, Alemanha e França. Primeira parada será na Inglaterra, onde entregará caderno de encargos de Brasília para sediar jogos da Copa 2014
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Lilian Tahan
Da equipe do Correio
O governador José Roberto Arruda (DEM) inicia hoje a quarta viagem ao exterior desde que foi eleito, em busca de experiências na área de transporte que ajudem a desenvolver projeto local no setor. Desta vez, Arruda visitará três países europeus com esse objetivo: Espanha, Alemanha e França. Além desses destinos, irá à Inglaterra, onde tratará da intenção do Distrito Federal de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 em Brasília. O embarque da comitiva do GDF está programado para a noite de hoje com destino a Londres, capital onde ocorrerá o primeiro compromisso.
Na próxima sexta-feira, o governador entregará à Fifa o caderno de encargos preparado pelo GDF. O documento é fundamental para incluir Brasília na lista das cidades que poderão abrigar os jogos do torneio mundial. Ele contém dados como a capacidade de transporte, hospedagem, detalhes sobre a reforma programada do Estádio Mané Garrincha e a conclusão do Bezerrão, no Gama. “É a comprovação da estrutura que temos e o compromisso do que vamos fazer com o objetivo de preparar a cidade para a Copa”, afirmou o governador. O secretário de Transporte, Alberto Fraga, e o consultor Renato Grillo Ely vão integrar a comitiva à Europa. O técnico presta consultoria ao GDF na área de transportes.
O caderno de encargos será entregue ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que acompanhará o governador no contato com representantes da Fifa. No mesmo dia primeiro, Arruda assistirá ao amistoso entre Brasil e Inglaterra. O jogo será uma homenagem à reabertura do estádio de Wembley, que passou por uma reforma recente.
Transporte
Em Madri, na Espanha, Arruda visitará uma tecnologia de metrô urbano, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) desenvolvido pela fabricante Alston. O governador seguirá viagem para Düsseldorf, na Alemanha, onde obterá informações sobre o mesmo sistema, só que o fabricado pela concorrente da Alston, a Siemens. “Tenho convicção que depois dessa etapa terei certeza de qual será a tecnologia que vamos adotar em Brasília”, afirmou Arruda. As definições são fundamentais para o início das obras de construção do metrô entre Gama, Santa Maria e Plano Piloto e o que passará pela W3 e pelo Eixo Monumental.
Em novembro do ano passado, pouco depois de Arruda ter vencido as eleições e antes mesmo da posse no Palácio do Buriti, ele foi a Washington, nos Estados Unidos, na tentativa de adiantar financiamentos com o Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) para o programa de transporte integrado no DF. Em janeiro, Arruda foi a Barcelona, já com o objetivo de conhecer de perto uma das possibilidades de metrô para Brasília. No mês passado, esteve em Bogotá, na Colômbia, onde viu os corredores exclusivos de ônibus biarticulados — ligados por duas carrocerias.
O último itinerário do governador será na França, no dia 7. Em Paris, Arruda deve se encontrar com o prefeito Bertrand Delanoë. Um dos temas da conversa será o projeto de ciclovias da cidade.
http://i160.photobucket.com/albums/t179/pesquisadorbsb1/a24-1.gif
Pesquisadorbsb May 30th, 2007, 08:36 AM Então pelo visto vai ser um sistema hibrido, pode ser VLP do Gama/Santa Maria até a Candangolândia (pois apartir daquele ponto começa a área tombada, e dai em diante ser VLT, sem mencionar o caso da W3 e Eixo Monumental.
E bem que eu suspeitava que seria um sistema hibrido pois nunca o IPHAN iria deixar colocar canaletas e estações tubo na W3 Norte e Sul e Eixo Monumental.
Ar-Nimruzîr May 30th, 2007, 02:35 PM Então pelo visto vai ser um sistema hibrido, pode ser VLP do Gama/Santa Maria até a Candangolândia (pois apartir daquele ponto começa a área tombada, e dai em diante ser VLT, sem mencionar o caso da W3 e Eixo Monumental.
E bem que eu suspeitava que seria um sistema hibrido pois nunca o IPHAN iria deixar colocar canaletas e estações tubo na W3 Norte e Sul e Eixo Monumental.
No Eixo Monumental há um canteiro central enorme, deve ser fácil fazer o VLT em subterrâneo, construindo em VCA. Vai ficar legal! :)
Pesquisadorbsb May 30th, 2007, 06:41 PM Sem condições de acontecer isso, pois justamente no Eixo Monumental existe 2 prédios que praticamente cobrem todo o Canteiro Central, primeiro o Centro de Convenções e depois o Congresso Nacional, então não existe condições de fazer subterraneo, e piora no caso do Congresso Nacional, pois justamente debaixo das pistas tem tunéis ligando a Camara dos Deputados e Senado aos anexos.
Se for o tradicional VLT, não iria trazer maiores mudanças nas pistas.
som942 May 30th, 2007, 09:03 PM o gama fica fora dessa?
Pesquisadorbsb May 30th, 2007, 09:18 PM Olha, eu tenho quase certeza, dentro da área tombada vai ser o VLT e fora da área tombada vai ser VLP, isso que vejo ficou bem claro até mesmo no forum que aconteceu.
E mesmo que seja o VLT apenas na área tombada, vai ser uns 50 km de VLT ou mais, pois 20km de Leste a Oeste (Eixo Monumental), Norte e Sul (Avenida W3) mais 30 km, sem contar a parte da EPIA que sai do 1o viaduto proximo da entrada do Lago Sul/Aeroporto até a Rodoferroviária.
Ar-Nimruzîr May 30th, 2007, 09:54 PM Sem condições de acontecer isso, pois justamente no Eixo Monumental existe 2 prédios que praticamente cobrem todo o Canteiro Central, primeiro o Centro de Convenções e depois o Congresso Nacional, então não existe condições de fazer subterraneo, e piora no caso do Congresso Nacional, pois justamente debaixo das pistas tem tunéis ligando a Camara dos Deputados e Senado aos anexos.
Se for o tradicional VLT, não iria trazer maiores mudanças nas pistas.
Nesse caso, seria bom que ele fosse segregado do tráfego de veículos; já presenciei um acidente de trânsito dentro de um tram (VLT), não é algo muito agradável.. :ohno:
spca May 31st, 2007, 01:42 AM Então pelo visto vai ser um sistema hibrido, pode ser VLP do Gama/Santa Maria até a Candangolândia (pois apartir daquele ponto começa a área tombada, e dai em diante ser VLT, sem mencionar o caso da W3 e Eixo Monumental.
E bem que eu suspeitava que seria um sistema hibrido pois nunca o IPHAN iria deixar colocar canaletas e estações tubo na W3 Norte e Sul e Eixo Monumental.
Eu acho q vai ser tudo VLP. O imacto do VLP e VLT é o mesmo, vai haver a mesma faixa exclusiva e a estação dos dois sistemas pode ser a mesma. Acredito que se opte pelo sistema mais barato. O sistema misto não é intesressante, já q o passageiro teria que fazer uma baldeação no meio do caminho pra trocar de condução.
Pesquisadorbsb May 31st, 2007, 02:00 AM Eu acho q vai ser tudo VLP. O imacto do VLP e VLT é o mesmo, vai haver a mesma faixa exclusiva e a estação dos dois sistemas pode ser a mesma. Acredito que se opte pelo sistema mais barato. O sistema misto não é intesressante, já q o passageiro teria que fazer uma baldeação no meio do caminho pra trocar de condução.
O IPHAN foi categorico, não vai aceitar o VLP dentro da área tombada, então o governo não tem como bater de frente com uma Lei Federal de 1987, para se ter idéia, nem podemos mudar as paradas de onibus dentro da área tombada, pq o IPHAN tambem tombou as paradas de concreto. E por ai vai e tem outra, os moradores da área tombada são categoricamente contra o VLP, preferem o VLT.
Pesquisadorbsb May 31st, 2007, 04:54 AM O governador José Roberto Arruda embarcou na noite de ontem em sua quarta viagem internacional depois de eleito. O destino dessa vez é a Europa.
A primeira passagem será pela Inglaterra, onde o chefe do Executivo do DF vai tratar da possibilidade de Brasília sediar as partidas de futebol nos jogos da Copa do Mundo de 2014.
Em Londres, Arruda se encontra com o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que intermediará o contato do governador com os representantes da Federação Internacional de Futebol (Fifa).
O governador chegaria em Londres nesta quinta-feira, mas só amanhã deverá entregar à Fifa o caderno de encargos com as intenções do projeto. [B]“Somos a primeira cidade do Brasil a fazer o caderno de encargos”, comentou.
O documento contém informações como capacidade de hospedagem, transporte e reformas dos estádios Mané Garrincha e Bezerrão do Gama.
No mesmo dia, Arruda assiste ao amistoso Brasil x Inglaterra.
Arruda e a comitiva do Governo do Distrito Federal segue então para a Espanha. O objetivo em Madri, capital espanhola, é conhecer a tecnologia de metrô urbano da empresa Alston. Depois, a passagem será pela Alemanha, onde pretende conhecer outro sistema, este da empresa Siemens.
“São os dois sistemas mais modernos de transporte urbano sobre trilhos. Espero que a gente possa voltar dessa viagem definindo o transporte que vamos implementar no eixo Gama-Santa Maria e no eixo Aeroporto, passando pela via W3 até o Setor Comercial Sul e a Esplanada dos Ministérios", explicou.
Ainda com pretensões de melhorar o sistema viário em Brasília, no dia 7, Arruda chega a Paris para se encontrar com o prefeito da capital francesa, Bertrand Delanoë.
O encontro terá como foco a implementação das ciclovias no DF. O governador vai passar dez dias fora da capital. Nesse período, o seu vice, Paulo Octávio, assume o governo local.
Fonte : Tribuna do Brasil
Pesquisadorbsb May 31st, 2007, 04:58 AM Como eu havia mencionado antes, vai haver necessidade da conexão do Aeroporto de Brasília com a Estação Terminal Sul do Metrô, somente não sei se vai ser por meio de VLT ou metrô subterraneo.
Ar-Nimruzîr May 31st, 2007, 06:08 PM Como eu havia mencionado antes, vai haver necessidade da conexão do Aeroporto de Brasília com a Estação Terminal Sul do Metrô, somente não sei se vai ser por meio de VLT ou metrô subterraneo.
Talvez os 2, tal qual o Stadtbahn alemão: um VLT que tem tanto estações em superfície quanto em subterrâneo.. :)
spca May 31st, 2007, 06:21 PM O IPHAN foi categorico, não vai aceitar o VLP dentro da área tombada, então o governo não tem como bater de frente com uma Lei Federal de 1987, para se ter idéia, nem podemos mudar as paradas de onibus dentro da área tombada, pq o IPHAN tambem tombou as paradas de concreto. E por ai vai e tem outra, os moradores da área tombada são categoricamente contra o VLP, preferem o VLT.
Excelente, eu tb prefito o VLT. Só não concordo com que ele tenha menor impacto visual do que o VLP. Vamos aguardar o projeto com as estações.
Pesquisadorbsb May 31st, 2007, 06:42 PM Mas vai falar para o IPHAN, mas acho que o governo bateu o martelo, vai ser o......
http://img87.imageshack.us/img87/5610/mbordeaux043bl8.jpg
http://img87.imageshack.us/img87/5122/mbordeauxtramwaywt2.jpg
Mario da Prainha May 31st, 2007, 11:35 PM Desculpe, mas geralmente a priorização no sistema viário -para o transporte- é mais necessária onde há congestionamento. Não deveria desaparecer onde as velocidades são muito baixas. Atualmente no DF a prioridade é para o transporte privado...Não deixa de ser uma política de transporte urbano, não? Desculpem, não quero polemizar, só acho que a priorização do automóvel é o maior absurdo...
cara.bsb June 1st, 2007, 12:44 AM Talvez os 2, tal qual o Stadtbahn alemão: um VLT que tem tanto estações em superfície quanto em subterrâneo.. :)
Esse sistema alemão funciona em quais cidades? Eu nunca li nada a respeito do transporte público alemão e uma das cidades que eles visitarão é Colônia, parece que a integração na cidade é modelo. Vc tem alguma informação que possa me passar? Ou um link?
Mas vai falar para o IPHAN, mas acho que o governo bateu o martelo, vai ser o......
Mas esse é o modelo da ALSTOM e o governo está indo justamente para escolher entre o modelo da ALSTOM e da Siemens, não conheço muito sobre o modelo da siemens, mas esse da ALSTOM é espetacular. Caramba, as notícias estão cada vez melhores, eu realmente estou confiante que tudo isso pode sair do papel.
cara.bsb June 1st, 2007, 12:54 AM Nesse caso, seria bom que ele fosse segregado do tráfego de veículos; já presenciei um acidente de trânsito dentro de um tram (VLT), não é algo muito agradável.. :ohno:
Não sei como vai ser, mas se for no lugar de uma faixa de rolamento acho difícil permitirem segregação, querendo ou não afetaria um pouco o urbanismo da cidade, talvez coloquem tachões como no eixão.
Eu acho q vai ser tudo VLP. O imacto do VLP e VLT é o mesmo, vai haver a mesma faixa exclusiva e a estação dos dois sistemas pode ser a mesma. Acredito que se opte pelo sistema mais barato. O sistema misto não é intesressante, já q o passageiro teria que fazer uma baldeação no meio do caminho pra trocar de condução.
Tbm acho que o impacto visual é semelhante, pois acredito que serão estações fechadas, o VLT de Bordeaux é ágil pois não existe catraca e o passageiro voluntariamente passa o cartão no validador, ainda é inimaginável isso no Brasil, nesse caso estações fechadas são necessárias. Mas se elas forem bem projetadas e bonitas podem tornar a cidade mais bonita e trazer um impacto mínimo ao tombamento.
Eu acho que o que vem pesando na defesa pelo VLT são: as questões ambientais, menor barulho e "efeito" modernizante que ele pode trazer.
Pesquisadorbsb June 1st, 2007, 12:58 AM E ai cara.bsb até agora somente noticias boas, VLT, TAV, Trem do Entorno, Expansão do Aeroporto, Aeroporto Industrial e fora é claro, mais Hotéis e Shoppings, fora a Rodoviária Internacional, são grandes obras geradoras de emprego, mas estão esquecendo do principal. Calçadas, Arvores e outros.
cara.bsb June 1st, 2007, 01:32 AM ^^ Esse é um problema real, mas acho que a equipe que está coordenando esses projetos tem mostrado sensibilidade a essas questões, principalmente a área técnica da SEDUMA, se vc olhar no pacote de obras boa parte das revitalizações previstas tem verbas para os projetos garantidas, ou seja, ano que vem podem começar a sair do papel. Infelizmente a urbanização efetiva foi abandonada de tal maneira que vai demorar até tudo entrar nos eixos, espero que deêm o passo inicial.
Mas as coisas estão mudando, mesmo que lentamente. Na verba para o Brasília Integrada há previsão para urbanização e melhoria das calçadas nos eixos de transporte, ou seja, na maioria dos lugares movimentados, afinal é preciso garantir que as pessoas cheguem até as paradas. Na audiência pública isso ficou bem claro, há preocupação com a urbanização efetiva das áreas que receberão transporte público.
Estão elaborando também um projeto para transformar a EPIA numa via urbana, com melhores condições para pedestres, transporte público e atividades comerciais na área.
A revitalização da W3 deve sair no ano que vem, provavelmente estarão prontas para o aniversário de 50 anos.
Sou apaixonado por árvores.... fico muito triste com os rumos qeu a arborização da cidade tomou, parece que em breve o Instituto Brasília Ambiental lançará uma campanha para o plantio de 2,4 milhões de árvores até o fim do ano, tomara que dê certo e que também plantem nas ruas e calçadas, arborização de sombra é fundamental.
Ar-Nimruzîr June 1st, 2007, 12:41 PM Tbm acho que o impacto visual é semelhante, pois acredito que serão estações fechadas, o VLT de Bordeaux é ágil pois não existe catraca e o passageiro voluntariamente passa o cartão no validador, ainda é inimaginável isso no Brasil, nesse caso estações fechadas são necessárias. Mas se elas forem bem projetadas e bonitas podem tornar a cidade mais bonita e trazer um impacto mínimo ao tombamento.
Eu acho que o que vem pesando na defesa pelo VLT são: as questões ambientais, menor barulho e "efeito" modernizante que ele pode trazer.
Então, como o VLT vai ficar restrito ao Plano Piloto (logo, serão poucos Km de linhas, mais fáceis de se fiscalizar), não seria uma boa janela para testar no Brasil o sistema de validação de bilhetes sem catracas?
Quero dizer, não iniciar no Brasil esse sistema, mas sim trazer ele de volta, pois até os anos 50/60 o transporte público brasileiro não tinha catracas.
Ar-Nimruzîr June 1st, 2007, 12:42 PM Eu acho que o que vem pesando na defesa pelo VLT são: as questões ambientais, menor barulho e "efeito" modernizante que ele pode trazer.
Não se esqueça também da maior capacidade de passageiros, maior até mesmo que a de um bi-articulado.
Ar-Nimruzîr June 1st, 2007, 12:46 PM Esse sistema alemão funciona em quais cidades? Eu nunca li nada a respeito do transporte público alemão e uma das cidades que eles visitarão é Colônia, parece que a integração na cidade é modelo. Vc tem alguma informação que possa me passar? Ou um link?
Ah, eles foram pra Köln?! Adoro essa cidade! "Viva Colonia!!" (marchinha de carnaval de lá :lol: )
O sistema de Stadtbahn funciona em praticamente todas as cidades médias e grandes, a exceção das 3 maiores (Berlim, Hamburg e Munique): essas têm metrô full.
Stadtbahn é um bonde, que se comporta como tal nos bairros mais afastados, seja em via segregada ou compartilhada com o tráfego. Mas, no centro da cidade, ele vai pra subterrâneo, tal qual um metrô.
Para saber mais, vá até a "bíblia" do metrô na internet (UrbanRail), e dê uma olhada nos sistemas de Colônia / Bonn, Stuttgart, Frankfurt e Hannover. São os mais representativos desse sistema que estamos discutindo! :)
spca June 1st, 2007, 05:23 PM Não sei como vai ser, mas se for no lugar de uma faixa de rolamento acho difícil permitirem segregação, querendo ou não afetaria um pouco o urbanismo da cidade, talvez coloquem tachões como no eixão.
Tbm acho que o impacto visual é semelhante, pois acredito que serão estações fechadas, o VLT de Bordeaux é ágil pois não existe catraca e o passageiro voluntariamente passa o cartão no validador, ainda é inimaginável isso no Brasil, nesse caso estações fechadas são necessárias. Mas se elas forem bem projetadas e bonitas podem tornar a cidade mais bonita e trazer um impacto mínimo ao tombamento.
Eu acho que o que vem pesando na defesa pelo VLT são: as questões ambientais, menor barulho e "efeito" modernizante que ele pode trazer.
O meu lado otimista acredita e torce pela implantação do VLT.
Já o meu lado realista tende a não acreditar que isso ocorra. Por dois motivos principais:
1. O custo. Como o impacto entre os dois sistemas é semelhante, na hora de fazer o orçamento do projeto tenho medo que ocorra uma "canetada" e substituam o bonde por ônibus articulados ou bi-articulados, tal qual aconteceu no Fura-Fila / Expresso Tiradentes em SP.
2. Pressão das empresas de ônibus. Com um VLP as próprias empresas de ônibus poderiam operar o sistema. Já o VLT seria mais complicado, pois as mesmas não tem o "know how" do sistema. Aconteceu algo semelhante em Curitiba, onde existia um projeto de colocar um Bonde nas canaletas de ônibus, que foram preteridos pelos bi-articulados no início dos anos 90.
De qualquer forma torço muito para que o VLT seja escolhido. Possui maior capacidade de transporte, não polui, é silencioso, bonito e diferente dos ônibus convencionais, influenciando e atraindo mais usuários do transporte individual.
cara.bsb June 1st, 2007, 05:45 PM Então, como o VLT vai ficar restrito ao Plano Piloto (logo, serão poucos Km de linhas, mais fáceis de se fiscalizar), não seria uma boa janela para testar no Brasil o sistema de validação de bilhetes sem catracas?
Quero dizer, não iniciar no Brasil esse sistema, mas sim trazer ele de volta, pois até os anos 50/60 o transporte público brasileiro não tinha catracas.
Seria muito interessante, mas um risco que eu não sei se estão dispostos a correr, principalmente porque o transporte está muito em evidência, qualquer erro pode gerar sérias críticas. Mas se conseguimos fazer, através de campanhas, com que motoristas e pedrestes respeitassem a faixa de pedestres, essa possibilidade não é algo tão distante.
Não se esqueça também da maior capacidade de passageiros, maior até mesmo que a de um bi-articulado.
O VLT de Bordeaux tem capacidade para 300 passageiros, os outros da Alstom que eu olhei têm capacidade em torno de 180 e 240 passageiros, capacidade semelhante a um bi-articulado. Mas no VLT acredito que os intervalos sejam melhor controlados, o que deixa o corredor mais organizado e confortável para os passageiros.
Ah, eles foram pra Köln?! Adoro essa cidade! "Viva Colonia!!" (marchinha de carnaval de lá :lol: )
O sistema de Stadtbahn funciona em praticamente todas as cidades médias e grandes, a exceção das 3 maiores (Berlim, Hamburg e Munique): essas têm metrô full.
Stadtbahn é um bonde, que se comporta como tal nos bairros mais afastados, seja em via segregada ou compartilhada com o tráfego. Mas, no centro da cidade, ele vai pra subterrâneo, tal qual um metrô.
Para saber mais, vá até a "bíblia" do metrô na internet (UrbanRail), e dê uma olhada nos sistemas de Colônia / Bonn, Stuttgart, Frankfurt e Hannover. São os mais representativos desse sistema que estamos discutindo! :)
Eu conhecia o UrbanRail mas nem lembrei de olhá-lo, as infromações são poucas, mas deram uma idéia sobre o sistema deles, muito bom, parece que o principal ponto que o GDF deve tomar como experiência para o DF é a integração deles, dizem ser excelente.
Pesquisadorbsb June 1st, 2007, 06:07 PM O meu lado otimista acredita e torce pela implantação do VLT.
Já o meu lado realista tende a não acreditar que isso ocorra. Por dois motivos principais:
1. O custo. Como o impacto entre os dois sistemas é semelhante, na hora de fazer o orçamento do projeto tenho medo que ocorra uma "canetada" e substituam o bonde por ônibus articulados ou bi-articulados, tal qual aconteceu no Fura-Fila / Expresso Tiradentes em SP.
2. Pressão das empresas de ônibus. Com um VLP as próprias empresas de ônibus poderiam operar o sistema. Já o VLT seria mais complicado, pois as mesmas não tem o "know how" do sistema. Aconteceu algo semelhante em Curitiba, onde existia um projeto de colocar um Bonde nas canaletas de ônibus, que foram preteridos pelos bi-articulados no início dos anos 90.
De qualquer forma torço muito para que o VLT seja escolhido. Possui maior capacidade de transporte, não polui, é silencioso, bonito e diferente dos ônibus convencionais, influenciando e atraindo mais usuários do transporte individual.
Mas aqui em Brasília tem agravantes, IPHAN, IBAMA, MP, então a população fez a opção e não vai ter lobby do cartel de onibus que na verdade esse ano foi desmantelado.
E 2o a realidade de Brasília é bem diferente de Curitiba, pois aqui dentro do DF tem 2 milhões e 500 mil habitantes, e quase 1 milhão de veiculos, eu vejo que o governo vai usar de bom senso e adotar o VLT, até mesmo pq, eu estou vendo uma reportagem agora na TV que os moradores foram consultados e adivinha o que falaram, se colocarem VLP dentro da área tombada ninguem, isso mesmo, ninguem vai utiliza lo, vão preferir usar seus carros.
Kaique June 1st, 2007, 07:22 PM ^^^^^^
Pois se eu fosse as autoridades colocava um estacionamento absurdamente caro, ruim e no sol.
Que povo mais egoísta. A esplanada parece um feirão de carros ao ar livre, se o sistema oferecer conforto, pontualidade e acessibilidade, são tem porque as pessoas não utilizarem
som942 June 1st, 2007, 07:33 PM ^^ :applause::applause::applause:
Kaique June 1st, 2007, 07:58 PM Opa, eu li VLT no lugar de VLP.
Anyway eu mantenho o que disse.
Não é há mais espaço para essa cultura individualitsa, estamos vendo as conseqüências econômicas e ambientais que o mal uso dos recursos naturais causa.
porotto June 1st, 2007, 08:18 PM que bom pra brasilia, gostei muito dessa integracao muito enovadora quase igula ao a busspasse de londres, a diferencia e que aqui os onibos sao integrado vc pode optar comprar o passe do dia, semanal ou mensal, o bom e que vc pode pegar qualquer onibus ou e quantas veses quizer sem precisar pagar mais nada epero que brasil seja assim tbm algum dia, so uma perguntinha alguen pode me informar quais oputras cidades brasileiras ja tem ou estao por ter esse novo sistema. bom espero qeu alguem possa me responderhttp://i180.photobucket.com/albums/x295/porotto/oyster-1.png
Mario da Prainha June 2nd, 2007, 01:29 AM Senhores admiradores do VLT, esse modo não é a salvação da humanidade.
É indicado para linhas de baixa e média demanda (menos de 12.000 passageiros por hora e sentido), pois não existe ultrapassagem em sistemas de trilhos. O) VLT que carrega mais passageiros no mundo, até agora é o Metrô do Porto (portugal), com pouco menos de 11.000 PHS; é subterrâneo...
O VLT é um modo de muito alta qualidade e excelente imagem. Mas custa uma nota preta, entre 20 e 40 milhões de dolares o km de linha.
Não é silencioso como se pensa, um bonde roda sobre trilhos (metal contra metal), causando chiado. Entre trechos de trilhos existe o espaço de dilatação, que causa mais ruido. O deslizamento da catenária na rede aérea também produz um chiado. Leiam (em espanhol) oproblema do TRAIMBAX (Tranvia de piso baixo, extremamente moderno.
S. ANGULO / Ó. MUÑOZ - 26/02/2004
BARCELONA Nuevo frente contra el Trambaix. A su impacto sobre el resto del tráfico rodado –ya sea porque actúa como barrera o porque la señalización en los cruces no es suficientemente clara– se suma ahora el exceso de ruido que produce durante el periodo de pruebas. Algunas de las asociaciones de vecinos de los barrios de Barcelona y el Baix Llobregat por donde pasa el nuevo medio de transporte lo han rebautizado con el nombre de “el ruidoso” y han convocado una manifestación de protesta que tendrá lugar el próximo martes. Los vecinos quieren que con esta medida de presión –incluso amenazan con parar la circulación de los convoyes– se busque una solución para acabar con las molestias que origina el Trambaix. Sostienen estas entidades que el tranvía produce molestias en todo su recorrido y que éstas se acentúan en las zonas con curvas pronunciadas, algo que se repite especialmente en el tramo comprendido entre la Zona Universitària y la carretera de Collblanc.
La presidenta de la Associació de Veïns de la avenida Xile, Marta Prats, insiste que el tranvía es un ferrocarril en superficie que supone mucho ruido. “Nos han engañado, dijeron que era un transporte silencioso, y la gente ya está desesperada porque el tranvía circula de cinco de la mañana a doce de la noche”, explica. Los vecinos mantendrán mañana una reunión con la Associació Catalana contra la Contaminació Acústica (Accca) para que elabore un estudio independiente sobre los ruidos y las vibraciones producidas por los convoyes. Las entidades también han tenido contacto con diversos arquitectos para determinar las repercusiones que pueden tener los temblores en los edificios cercanos.
Las quejas se suceden también en el resto de los municipios por los que transcurre el Trambaix. Las asociaciones de vecinos de Pubilla Casas, Collblanc y la Torrassa se han sumado a la manifestación convocada para la próxima semana. Mientras que en Esplugues de Llobregat los vecinos han repartido octavillas en los que califican de “bodrio” la nueva infraestructura y critican las rotondas y semáforos que ahora pueblan las calles del municipio y, según ellos, dificultan la movilidad de un lado al otro de las vías.
Un portavoz de la concesionaria Tramvia Metropolità ha explicado que se está trabajando durante el periodo de pruebas para disminuir el impacto acústico de los convoyes. “En parte –añade– es normal que ahora se note el ruido porque la infraestructura es totalmente nueva, cuando esté más rodada, este ruido disminuirá.” Una de las medidas previstas para los próximos días es engrasar toda la vía. Esta actuación, según el portavoz, debe ayudar a reducir las actuales molestias. Paralelamente, el distrito de Les Corts ha hecho unas mediciones de los tramos más conflictivos y propondrá medidas correctoras. Una de ellas podría ser la colocación de elementos vegetales (árboles o setos) que actúen como pantallas acústicas. Las concreciones de este estudio se conocerán la semana que viene. [/I][/COLOR][/I][/I][/I]
Pesquisadorbsb June 2nd, 2007, 02:20 AM Mas uma coisinha, quem disse que o GDF vai desembolsar para construir o VLT, acho que ninguem ouviu falar de um fundo de pensão da Alemanha que vai bancar como um fundo de risco, e ninguem vai se iludindo que o VLT vai ser estatal, já foi decretada a privatização do metrô, e isso tem que acontecer mesmo, chega de partenalismo, e outra Mario, com certeza vc não vai ser uns dos que vai utilizar do VLT, eu tenho quase certeza disso, que vai usar é o pobre povo sofrido das cidades satélites, pois vc vai continuar com a idéia de utilizar seu confortavel carro, mas vai preparando o bolso, pois vai ter que pagar pelos estacionamentos rotativos nas áreas centrais.
Mario da Prainha June 2nd, 2007, 02:25 AM Vejam esse três sistemas que estão chegando juntos, ainda bem que daqui a pouco vai acabar a discussão VLT x VLP...
A Renault e a Siemens se associaram e criaram uma coisa muito parecida com um VLT articulado de piso baixíssimo. Tem tração híbrida: motores elétricos diretamente instalados nas rodas de tração, controlados por computador, com energia gerada em motor a explosão ou turbina de gás que aciona um gerador que por sua vez carrega as baterias. Essa coisa possui um "trilho virtual": pintura no pavimento e um scanner no veículo...Sem barulho, com a poluição extremamente baixa, sem rede aérea (cara e que causa degradação da paisagem urbana). Seu concorrente é o Phileas holandês, também híbrido e com guiagem automática, mas tendo também modelo bi-arriculado.
A Alstom testa em Bordeaux um VLT Citadis onde a rede aérea foi enterrada, entre os trilhos. Pronto, agora a arquitetura das áreas históricas passa a não ter mais a fiação estragandoa vista....
Ao mesmo tempo a Translohr inventou o VLT sobre pneus e sem trilho!!!! :lol:
Então agora já podemos discutir sem rivalidades. Na minha opinião o Civis é o sistema ideal, embora com um pouquinho de poluição, pois é muito mais barato e pode transportar demandas muito altas, como ocorre no Transmilenio, que já tem capacidade superior a 40.000 passageiros por hora e por sentido, maior que muito Metrô...E a um custo de apenas 8 milhões de dólares o quilômetro, contra um valor entre 20 e 40 milhões dos VLT modernos em operação na Europa, que carregam no máximo 12.000 passageiros/hora.
Vamos exigir um sistema como esses três, que no fundo são irmãos, de acordo com nossa possibilidade financeira e a demanda a transportar.
E propor ao Sr. Governador que faça a Renault abrir uma montadora em Brasília.
http://www.transport.alstom.com/pr_transp/2003/13892.FR.php?languageId=EN&dir=/pr_transp/2003/&idRubriqueCourante=6267
http://www.irisbus.com/cgi-bin/irisbus.dll/irisbus/index.jsp?BV_SessionID=@@@@0197947326.1180742374@@@@&BV_EngineID=ccccaddijghikmjcefeceegdgigdgfg.0&categoryOID=-1073749831#
http://www.lohr.fr/transport-public-tech.htm
Mario da Prainha June 2nd, 2007, 02:36 AM Esqueci de dizer que o Transmilenio custou cerca de 8 milhões de dólares o quilômetro. Um sistema com o Civis custaria entre 12 e 15 milhões, com viário exclusivo e padrão de qualidade de Metrô (como o Transmilenio). O preço final dependeria do local de fabricação: França ou Brasil. Um Civis articulado custa cerca de um milhão de dólares, com guiagem eletrônica. Um articulado tipo Transmilênio custa menos da metade...Mas pode-se iniciar o sistema com ônibus a diesel articulados e ir-se trocando-os pelos híbridos. Não há problema. Os sistemas de Bordeaux ou com Civis seriam facilmente implantáveis até no Eixo Monumental, sem poluição. A vantagem do Civis é que poderiam coexistir no mesmo corredor várias linhas troncais vindas de qualquer região. Já o trilho só permite a operação de uma única linha...
Ambos os sistemas não podem ser operados como os belos ônibus encarroçados, nem pelas excelentes empresas brasilienses...São outras modalidades, nada a ver com os bate-latas.
Um abraço para todos os que querem um sistema de transporte decente para o DF.
Pesquisadorbsb June 2nd, 2007, 06:28 AM Todos queremos um transporte digno para nossa Capital Federal, mas não vamos aceitar acadêmicos, que ficam anêmicos na UNB, pois sempre eles dão pitecos errados na cidade.
Desculpe que estuda ou estudou na UNB, mas sei que tem muitas pessoas da UNB contra todos os projetos, TAD, VLP, VLT, Trem do Entorno, mas esquece uma pequena coisa, são 25 mil pessoas envolvidas com UNB contra 5 milhões de pessoas que penam em pegar condução para trabalho, saúde e emprego no Plano Piloto.
Se a solução vai ser cara, problema, pois o sistema vai ser privado, e quem vai bancar é a iniciativa privada, então o governo apenas vai gerir o sistema de tarifas.
Ou as pessoas querem que seja implementado o Rodizio de Carros em Brasília, aonde na area central tem a disputa de 6 carros pela mesma vaga de estacionamento público.
Ar-Nimruzîr June 2nd, 2007, 08:03 PM O VLT é um modo de muito alta qualidade e excelente imagem. Mas custa uma nota preta, entre 20 e 40 milhões de dolares o km de linha.
US$ 20 mi o Km de linha é apenas 20% do preço de um metrô "full" (US$ 100 mi o Km de linha, valores internacionais). Além de contar com uma excelente capacidade de transporte, como você mesmo admite (12mil passageiros/hora/sentido são 24mil/hora por estação; um sistema com 20 e poucas estações pode transportar até MEIO MILHÃO de passageiros por dia!!!
E sem falar nos ganhos com redução da poluição (menos ônibus e automóveis circulando), desenvolvimento de know-how em transporte sobre trilhos, mobilidade, redução de congestionamentos, etc.
Enfim, era só o que faltava.. o lobby rodoviarista ter chegado ao SSC.. :lol:
cara.bsb June 2nd, 2007, 09:00 PM ^^
^^
Pesquisador não faça generalizações precipitadas e pejorativas, vc pode discordar de algumas posições tomadas por algum profissional, mas isso não lhe permite afirmar que todos tm essa visão e que pretendem paralisar projetos e causar problemas à cidade.
Tem o exemplo da reportagem que eu postei aqui, onde um professor da universidade afirmou que o Brasília Integrada era o primeiro passo para melhorar o transporte na cidade e que apoiava a maioria das medidas.
E a idéia de implantar um VLT na cidade começou a ganhar forma, atualmente, durante um seminário realizado no ano passado na reitoria da UnB sobre a questão do transporte público na capital e que reuniu diversos professores da UnB, pessoas do GDF e comunidade em geral, tanto que o Arruda afirmou que o documento elaborado na época é uma das bases para o projeto do VLT que vem sendo elaborado.
Kaique June 2nd, 2007, 09:41 PM Por favor, se não for dos meios acadêmicos, de políticos é que não virão mesmo soluções boas.
Pesquisadorbsb June 2nd, 2007, 09:59 PM Olha eu vou falar uma coisa que possa ferir sentimentos, mas devemos parar de Corporativismo, enquanto existir isso em nosso meio, nunca teremos uma sociedade justa.
Eu digo isso por experiencia própria, pois todos querem puxar a brasa para sardinha alheia, e esquecem o principal, o povo que sustenta esse corporativismo.
Interessante hoje quando fui na audiência pública do PDOT, nem preciso falar quem era a grande maioria, dando piteco, agora vem a bomba, quem dos debatedores, professores, médicos, policiais, empresários irão usar o meio de transporte?
Eu tenho a resposta na ponta da lingua, ninguem, quem vai deixar seus veiculos potentes para utilizar o sistema, eu sei que tem muitos que não irão utilizar só pq o trenzinho é bonitinho e hightech.
Então como pode 1% da população que é corporativa, mandar na vida de 99% das pessoas que sobrevivem do sistema, e isso não se restringe a transporte, mas segurança, saúde e educação.
Pesquisadorbsb June 3rd, 2007, 12:20 AM Apenas sei de uma coisa, antes dos VLPs entrarem na área tombada, terão de fazer baldeações nos novos terminais e ai pegarem micro-onibus ou VLT para outras áreas e o mesmo terminais serão interligados, pois eu quero ir para o Setor de Clubes Esportivos Sul, eu pegarei um micro-onibus que terá seu trajeto do Terminal Sul que vai até o Terminal Norte e vice versa.
Pois tem pessoas que penam para ir no Shopping Pier 21 ou Academia de Tenis, que não tem carro para faze-lo, no caso da Academia, se perder o último onibus, já era.
cara.bsb June 3rd, 2007, 03:06 AM Olha eu vou falar uma coisa que possa ferir sentimentos, mas devemos parar de Corporativismo, enquanto existir isso em nosso meio, nunca teremos uma sociedade justa.
Eu digo isso por experiencia própria, pois todos querem puxar a brasa para sardinha alheia, e esquecem o principal, o povo que sustenta esse corporativismo.
Interessante hoje quando fui na audiência pública do PDOT, nem preciso falar quem era a grande maioria, dando piteco, agora vem a bomba, quem dos debatedores, professores, médicos, policiais, empresários irão usar o meio de transporte?
Eu tenho a resposta na ponta da lingua, ninguem, quem vai deixar seus veiculos potentes para utilizar o sistema, eu sei que tem muitos que não irão utilizar só pq o trenzinho é bonitinho e hightech.
Então como pode 1% da população que é corporativa, mandar na vida de 99% das pessoas que sobrevivem do sistema, e isso não se restringe a transporte, mas segurança, saúde e educação.
O que tem a ver corporativismo com o que estávamos debatendo?? Mesmo que existisse corporativismo isso não dá direito a vc fazer uma generalização desse tamanho, como disse o Kaique se eliminarmos a produção acadêmica de nossas universidades federais vai sobrar pouca coisa para o desenvolvimetno do país.
Também estava no PDOT e não vejo nenhuma problema na manifestação dos seguimentos que vc citou, o PDOT vai coordenar todo o processo de crescimento da cidade, portanto interessa a todo cidadão, mesmo que eles usem carro, afinal o transporte é somente um dos pontos do plano, fora que vc, mais uma vez, faz generalizações precipitadas, é óbvio que muitas pessoas não vão deixar o conforto de seu carro, mas a população como um todo vem se mostrando sensível a questão. Não é problema exclusivo de Brasília a questão do carro particular, se só transporte público eficiente fizesse com que pessoas abandonassem seus carros certamente Londres não estabeleceria pedágios urbanos e Los Angeles construiria faixas exclusivas para carros com mais passageiros. Isso é racionalidade econômica, para deixarem esse conforto as pessoas precisam de incentivos que podem ser diversos, em SP os congestionamentos incentivam as pessoas a usarem o metrô, pela questão do tempo, em outras cidades o preço pelos estacionamentos têm o mesmo efeito, em Brasília não será diferente, mas antes de tudo é preciso melhorar o transporte e dar a opção às pessoas. Voltando ao PDOT ali haviam representantes de todos os segmentos do DF, especialmente das áreas rurais e condominios que merecem atenção para o bem de toda a cidade.
"Então como pode 1% da população que é corporativa, mandar na vida de 99% das pessoas que sobrevivem do sistema" Quem disse que eles mandam, e se vc não acredita que isso seja possível talvez tenha que mudar o sistema representativo tbm, pois essa é a lógica dele.
Apenas sei de uma coisa, antes dos VLPs entrarem na área tombada, terão de fazer baldeações nos novos terminais e ai pegarem micro-onibus ou VLT para outras áreas e o mesmo terminais serão interligados, pois eu quero ir para o Setor de Clubes Esportivos Sul, eu pegarei um micro-onibus que terá seu trajeto do Terminal Sul que vai até o Terminal Norte e vice versa.
Pois tem pessoas que penam para ir no Shopping Pier 21 ou Academia de Tenis, que não tem carro para faze-lo, no caso da Academia, se perder o último onibus, já era.
Isso não é novidade, é o funcionamento do sistema integrado, os terminais racionalizam o sistema e permitem distribuir melhor os passageiros, aumentando as áreas atendidas e os fluxos.
Pesquisadorbsb June 3rd, 2007, 04:55 AM Eu vejo sim Cara.bsb, é igual alguem discutir Saúde, Educação, Segurança Pública, Transporte Urbano, e não depender deles, então, pq ficam dando piteco.
Eu me lembro uma vez, com o problema das grades das quadras 700, eu fui na audiência que o professor da UNB foi categorico, que pra ele o governo tinha que passar o trator e derrubar tudo.
Detalhe, o mesmo professor mora num confortavel apartamento, então não precisa de grades.
Então devemos acabar com o Lobby de pessoas que não tem comprometimento social, eu posso até conseguir os artigos para vc ler, mas eu sei que vc vai defender o lado do professor.
Mas sei de uma coisa, a UNB é igual ao Governo, quando ela coloca a mão em projetos da sociedade, nenhum projeto avança, e hoje mesmo eu vi a reportagem, que a UNB quer participar do projeto Nova Orla em Brasília, se vier com o corporativismo, vai acontecer o mesmo que aconteceu com o projeto de revitalização da W3, praticamente todos os anos, vai ter concurso para revitalizar.
Mas sair do papel não sai, e quem ganhou o concurso como melhor projeto que na realidade, nem vai sair do papel, um professor da UNB.
Existe a diferente do sonho corporativo do sonho utópico, mas o que o povo quer ver mesmo é, ação, então é a obra sair do papel.
Mario da Prainha June 3rd, 2007, 07:34 PM Senhores,
Entrei neste forum porque vi muita coisa boa. Mas depois que vi que não são desejáveis "acadêmicos" nem "rodoviaristas", estou saindo. Daqui a pouco não serão permitidos maiores de 30 anos, moradores do Gama, ciclistas etc. Saudações
spca June 3rd, 2007, 09:35 PM ^^^^^^
Pois se eu fosse as autoridades colocava um estacionamento absurdamente caro, ruim e no sol.
Que povo mais egoísta. A esplanada parece um feirão de carros ao ar livre, se o sistema oferecer conforto, pontualidade e acessibilidade, são tem porque as pessoas não utilizarem
Essa é a exatamente a minha opinião. Se vc quer andar de carro, tudo bem, vai ter que pagar. Pq as pessoas usam mais transporte coletivo na Europa?
pq o transporte público é bom e o transporte individual é caro, tanto pelo combustível (altamente tributado) e pelo preço do estacionamento.
Uma das poucas coisas que nao me agradaram em Brasília é o mar de carros estacionados na região central. E o pior, estacionamento grátis e não rotativo. Em uma cidade com mais de 3 milhões de habitantes isso é um absurdo. Praticamente em todas as grandes cidades o estacionamento é rotativo e pago nas regiões mais cobiçadas.
Kaique June 3rd, 2007, 09:41 PM Essa é a exatamente a minha opinião. Se vc quer andar de carro, tudo bem, vai ter que pagar. Pq as pessoas usam mais transporte coletivo na Europa?
pq o transporte público é bom e o transporte individual é caro, tanto pelo combustível (altamente tributado) e pelo preço do estacionamento.
Uma das poucas coisas que nao me agradaram em Brasília é o mar de carros estacionados na região central. E o pior, estacionamento grátis e não rotativo. Em uma cidade com mais de 3 milhões de habitantes isso é um absurdo. Praticamente em todas as grandes cidades o estacionamento é rotativo e pago nas regiões mais cobiçadas.
Em Fortaleza onde o transporte público é muito ruim, e nem há tantos caaros assim a zoneamento rotativo em todas as regiões de movimento.
R$2 por 2 horas no máximo.
Pesquisadorbsb June 3rd, 2007, 09:43 PM Olha em Brasilia já tentou instalar estacionamento rotativo sabe quando, desde 1977 tentam instalar, mas sempre o corporativismo vence, alegam o que é público se torna privativo.
Ai funcionários que se julgam ter o direito de privatizar uma vaga que na prática seria pública, se aprostam na vaga, e ela fica para apenas uma pessoa por periodos de 6 até 18 horas, e isso eu fico revoltado, e o pior que essa pessoa usa a democracia como escudo.
É igual a obrigação do Denatran sinalizar os pardais ou câmeras de velocidade de outros estados, se o motorista é infrator, ele nem deveria ser informado mesmo, ele teria que aprender no bolso, aonde dói mais, mas aqui em Brasilia o governo até parcelas dividas de transito, tudo por causa do corporativismo.
Se fosse um corporativismo para bem, eu nem iria reclamar, mas sempre eles querem defender apenas o direitos deles, acima do direito coletivo.
spca June 3rd, 2007, 09:49 PM Vejam esse três sistemas que estão chegando juntos, ainda bem que daqui a pouco vai acabar a discussão VLT x VLP...
A Renault e a Siemens se associaram e criaram uma coisa muito parecida com um VLT articulado de piso baixíssimo. Tem tração híbrida: motores elétricos diretamente instalados nas rodas de tração, controlados por computador, com energia gerada em motor a explosão ou turbina de gás que aciona um gerador que por sua vez carrega as baterias. Essa coisa possui um "trilho virtual": pintura no pavimento e um scanner no veículo...Sem barulho, com a poluição extremamente baixa, sem rede aérea (cara e que causa degradação da paisagem urbana). Seu concorrente é o Phileas holandês, também híbrido e com guiagem automática, mas tendo também modelo bi-arriculado.
A Alstom testa em Bordeaux um VLT Citadis onde a rede aérea foi enterrada, entre os trilhos. Pronto, agora a arquitetura das áreas históricas passa a não ter mais a fiação estragandoa vista....
Ao mesmo tempo a Translohr inventou o VLT sobre pneus e sem trilho!!!! :lol:
Então agora já podemos discutir sem rivalidades. Na minha opinião o Civis é o sistema ideal, embora com um pouquinho de poluição, pois é muito mais barato e pode transportar demandas muito altas, como ocorre no Transmilenio, que já tem capacidade superior a 40.000 passageiros por hora e por sentido, maior que muito Metrô...E a um custo de apenas 8 milhões de dólares o quilômetro, contra um valor entre 20 e 40 milhões dos VLT modernos em operação na Europa, que carregam no máximo 12.000 passageiros/hora.
Vamos exigir um sistema como esses três, que no fundo são irmãos, de acordo com nossa possibilidade financeira e a demanda a transportar.
E propor ao Sr. Governador que faça a Renault abrir uma montadora em Brasília.
http://www.transport.alstom.com/pr_transp/2003/13892.FR.php?languageId=EN&dir=/pr_transp/2003/&idRubriqueCourante=6267
http://www.irisbus.com/cgi-bin/irisbus.dll/irisbus/index.jsp?BV_SessionID=@@@@0197947326.1180742374@@@@&BV_EngineID=ccccaddijghikmjcefeceegdgigdgfg.0&categoryOID=-1073749831#
http://www.lohr.fr/transport-public-tech.htm
Mario,
Muita bacanas esses sistemas dos links.
A sua opinião diverge da maioria aqui, mas é isso que torna o forum interessante. Realmente, não vejo muita diferença para um VLT. Acho que o VLP não pode ser descartado. Com a diferença de valores muito grande acho mais viável construir 50 km de VLP do que 20 km de VLT. Um VLP top de linha, seria tão rápido, tão silencioso e usaria as mesmas estações que o VLT.
ps. seja bem vindo
Kaique June 3rd, 2007, 09:53 PM Claro na terra do cada um por si.
Por outro lado Brasília deve ser insuportável, a maior concentração de funcionários públicos p/m² do país.
Cruzes, dá arrepios só de pensar, cada um se achando mais o licor da bagaceira que o outro.
Pesquisadorbsb June 3rd, 2007, 10:00 PM http://i160.photobucket.com/albums/t179/pesquisadorbsb1/pri-0306-transporteg.gif
Pesquisadorbsb June 3rd, 2007, 10:02 PM Claro na terra do cada um por si.
Por outro lado Brasília deve ser insuportável, a maior concentração de funcionários públicos p/m² do país.
Cruzes, dá arrepios só de pensar, cada um se achando mais o licor da bagaceira que o outro.
Acho que vc se equivocou. Se vc colocar na ponta do lápis, aonde tem a maior concentração de funcionários públicos é a cidade do Rio de Janeiro, enquanto Brasilia tem 125 mil funcionários públicos federais, o Rio tem o triplo, só a PETROBRAS tem 100 mil, ai vc já viu.
cara.bsb June 3rd, 2007, 10:20 PM Senhores,
Entrei neste forum porque vi muita coisa boa. Mas depois que vi que não são desejáveis "acadêmicos" nem "rodoviaristas", estou saindo. Daqui a pouco não serão permitidos maiores de 30 anos, moradores do Gama, ciclistas etc. Saudações
O forum é livre para opiniões diversas, vc contextualizou seus argumentos e defendeu o que acha ser a melhor opção, eu acho que isso só enriquece o debate, continue participando :okay: e seja bem vindo!!
Essa é a exatamente a minha opinião. Se vc quer andar de carro, tudo bem, vai ter que pagar. Pq as pessoas usam mais transporte coletivo na Europa?
pq o transporte público é bom e o transporte individual é caro, tanto pelo combustível (altamente tributado) e pelo preço do estacionamento.
Uma das poucas coisas que nao me agradaram em Brasília é o mar de carros estacionados na região central. E o pior, estacionamento grátis e não rotativo. Em uma cidade com mais de 3 milhões de habitantes isso é um absurdo. Praticamente em todas as grandes cidades o estacionamento é rotativo e pago nas regiões mais cobiçadas.
Também não gosto desse mar de carros, mas acho que isso não deve perdurar por muito tempo, acredito que logo vão instalar um sistema rotativo (é urgente) e no médio prazo estacionamentos subterrâneos. Mas isso só deve ser implantado após o início das mudanças prevista pelo Brasília Integrada.
Em Fortaleza onde o transporte público é muito ruim, e nem há tantos caaros assim a zoneamento rotativo em todas as regiões de movimento.
R$2 por 2 horas no máximo.
Em Patos de Minas, 140 mil habitantes, existe estacionamento rotativo no centro da cidade, a zona azul, que é gerida pela prefeitura e emprega jovens de programas sociais para o controle das vagas.
Olha em Brasilia já tentou instalar estacionamento rotativo sabe quando, desde 1977 tentam instalar, mas sempre o corporativismo vence, alegam o que é público se torna privativo.
Ai funcionários que se julgam ter o direito de privatizar uma vaga que na prática seria pública, se aprostam na vaga, e ela fica para apenas uma pessoa por periodos de 6 até 18 horas, e isso eu fico revoltado, e o pior que essa pessoa usa a democracia como escudo.
É igual a obrigação do Denatran sinalizar os pardais ou câmeras de velocidade de outros estados, se o motorista é infrator, ele nem deveria ser informado mesmo, ele teria que aprender no bolso, aonde dói mais, mas aqui em Brasilia o governo até parcelas dividas de transito, tudo por causa do corporativismo.
Se fosse um corporativismo para bem, eu nem iria reclamar, mas sempre eles querem defender apenas o direitos deles, acima do direito coletivo.
Concordo com vc em boa parte dos ponto, não diria ser o corporativismo responsável pelo não instalação do estacionamento rotativo, mas uma série de fatores e intesses (não de um único segmento, logo não é corporativismo), como os estacionamentos público são abudantes na cidade e até pouco tempo vaga não era problema, criou-se uma cultura de "vaga fácil" entre os brasilienses, não vai ser tão fácil acabar com isso, é preciso trabalhar com alguns pontos: campanhas de conscientização sobre o efeito do transporte individual, melhorar o transporte público e deixar claro os objtivos do estacionamento rotativo, além de pulso firme, essa é uma medida que não dá para ficar voltando atrás. Os interesses realmente são grandes, tanto das pessoas qu trabalham e dsejam deixar o automóvel com uma vaga o dia inteiro, quanto dos empresários que acham que isso espanta clientes.
Essa lance da privatização das vagas tem uma solução, o próprio governo gerir a rotatividade, de forma que as verbas sejam destinadas a cobrir os custos de manutenção dos estacionamentos e investimentos no transporte público. Pode incluir algo social também, empregando pessoas que recebam ajuda do governo.
Mario,
Muita bacanas esses sistemas dos links.
A sua opinião diverge da maioria aqui, mas é isso que torna o forum interessante. Realmente, não vejo muita diferença para um VLT. Acho que o VLP não pode ser descartado. Com a diferença de valores muito grande acho mais viável construir 50 km de VLP do que 20 km de VLT. Um VLP top de linha, seria tão rápido, tão silencioso e usaria as mesmas estações que o VLT.
ps. seja bem vindo
Não formei uma opinião certa sobre isso, mas também já vi uns sistemas de VLP europeus muito bons, com carros e qualidade de um VLT e poluição reduzida também. Não sendo um simples corredor d ônibus pode ficar muito bom também.
cara.bsb June 3rd, 2007, 10:28 PM Claro na terra do cada um por si.
Por outro lado Brasília deve ser insuportável, a maior concentração de funcionários públicos p/m² do país.
Cruzes, dá arrepios só de pensar, cada um se achando mais o licor da bagaceira que o outro.
Desculpa Kaíque, mas isso é um lugar-comum nada agradável ou verdadeiro, pessoas se achando há em todos os segmentos ou lugares, não é justo colocar isso como característica de funcionários públicos ou mesmo de Brasília. Existem excelentes profissionais funcionários públicos, e se em alguns lugares há inchaço (o que é um problema político e não de quem passou no concurso), em outros há falta de funcionários e o pessoal rala bastante. E infelizmente também existem os corruptos, PF neles..hahahah.
Aqui no forum existem diversos pessoas que são funcionários públicos, e não consigo perceber nenhum se achando a última bolacha do pacote :D.
Qualquer lugar da Terra é lugar de cada um por si, não dá para fugir muito disso.
Ar-Nimruzîr June 4th, 2007, 02:06 PM Acho que vc se equivocou. Se vc colocar na ponta do lápis, aonde tem a maior concentração de funcionários públicos é a cidade do Rio de Janeiro, enquanto Brasilia tem 125 mil funcionários públicos federais, o Rio tem o triplo, só a PETROBRAS tem 100 mil, ai vc já viu.
Mas no Rio fica somente a matriz da Petrobras. A imensa maioria dos petroleiros trabalham nas refinarias, plataformas, oledutos, distribuidoras, etc. Não se esqueça que essas instalações também contam com setores administrativos.
Pesquisadorbsb June 4th, 2007, 05:49 PM Mas no Rio fica somente a matriz da Petrobras. A imensa maioria dos petroleiros trabalham nas refinarias, plataformas, oledutos, distribuidoras, etc. Não se esqueça que essas instalações também contam com setores administrativos.
Mas uma vez vc se equivocou, quando vc é aprovado para trabalhar na PETROBRAS, sua carteira de funcionário público é registrado aonde? O mesmo acontece com outros orgãos federais que mantem bases no rio, ANP, BNDES, entre outros, e mesmo assim, se for pegar o grosso, continua do mesmo jeito, e isso de falar que deve ser horrivel viver numa cidade de funcionários públicos, então me desculpe, vc não seria bem vindo vir a Brasília.
E outra a cada ano a Maquina Estatal diminui o número de funcionários públicos e a cidade já existe de certa forma uma vida própria, vc precisa se atualizar mais para não falar besteiras.
Kaique June 4th, 2007, 07:43 PM Desculpa Kaíque, mas isso é um lugar-comum nada agradável ou verdadeiro, pessoas se achando há em todos os segmentos ou lugares, não é justo colocar isso como característica de funcionários públicos ou mesmo de Brasília. Existem excelentes profissionais funcionários públicos, e se em alguns lugares há inchaço (o que é um problema político e não de quem passou no concurso), em outros há falta de funcionários e o pessoal rala bastante. E infelizmente também existem os corruptos, PF neles..hahahah.
Aqui no forum existem diversos pessoas que são funcionários públicos, e não consigo perceber nenhum se achando a última bolacha do pacote :D.
Qualquer lugar da Terra é lugar de cada um por si, não dá para fugir muito disso.
É um esteriótipo preconceituoso, desculpem.
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Porque eu não gosto do VLP:
1- capacidade reduzida,
2- atrapalha mais o trânsito
3- não compartilha caminho com o metrô
4- possibilidade grande de adotarem DIESEL, vai poluir como ônibus.
5- tende a saturar mais rápido pela capacidade inferior ao VLP.
Ar-Nimruzîr June 4th, 2007, 08:33 PM Mas uma vez vc se equivocou, quando vc é aprovado para trabalhar na PETROBRAS, sua carteira de funcionário público é registrado aonde?
Mais uma vez você se enganou, PesquisadorBSB: funcionários da Petrobras não são considerados funcionários públicos (trata-se de uma empresa de economia mista, onde o governo federal é acionista majoritário). Eles constituem uma categoria a parte, a dos petroleiros.
Ar-Nimruzîr June 4th, 2007, 08:42 PM E outra a cada ano a Maquina Estatal diminui o número de funcionários públicos e a cidade já existe de certa forma uma vida própria, vc precisa se atualizar mais para não falar besteiras.
Outra: em nenhum momento te ofendi, ou ofendi Brasília: quem disse que "Cruzes, Brasília deve ser insuportável, maior concentração por m² de funcionário público do Brasil" foi o Kaique, não eu! :ohno:
Eu só corrigi a informação que você passou da Petrobras, que nem servidores públicos tem, além da maior parte de seus funcionários nem ficarem no Rio.
Não obstante, a maior parte dos funcionários públicos do país REALMENTE se encontram NO RIO. Você está certo. Eu só não entendo toda essa sua agressividade por ter apenas corrigido a informação da Petrobras! :ohno:
Pesquisadorbsb June 5th, 2007, 03:49 AM Outra: em nenhum momento te ofendi, ou ofendi Brasília: quem disse que "Cruzes, Brasília deve ser insuportável, maior concentração por m² de funcionário público do Brasil" foi o Kaique, não eu! :ohno:
Eu só corrigi a informação que você passou da Petrobras, que nem servidores públicos tem, além da maior parte de seus funcionários nem ficarem no Rio.
Não obstante, a maior parte dos funcionários públicos do país REALMENTE se encontram NO RIO. Você está certo. Eu só não entendo toda essa sua agressividade por ter apenas corrigido a informação da Petrobras! :ohno:
^^ ^^ ^^
Mandei mal, mas isso sirva de exemplo pois tem pessoas que idéias distorcidas sobre a cidade, e nós brasilienses nunca, isso mesmo nunca, falamos mal de quaisquer cidade que seja, muito pelo contrario, tem vezes que evitamos falar que moramos em Brasília, pois as pessoas logo pensam nos politicos e ficam falando besteiras.
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