caco
June 26th, 2007, 06:32 PM
25/06/2007
Usina Hidrelétrica de Salesópolis, montada na década de 1910 e parada desde a década de 1970, volta a operar em setembro
Darwin Valente
http://i103.photobucket.com/albums/m158/cacobianchi/Sales.jpg
Web-site da usina: http://www.fphesp.org.br/salesopolis/salesopolis.htm
Um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões deverá resultar na reativação, em setembro próximo, da Usina Hidrelétrica de Salesópolis, construída no começo do século passado e que deverá gerar, inicialmente, 1,7 megawatts, a ser incorporado ao sistema nacional integrado de distribuição.
A informação foi prestada, ontem, na sede da Usina, em Salesópolis, pelo diretor de Gestão Administrativa da Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento, Florindo Miranda, durante o lançamento do gibi educativo "Uma Viagem pelos Reservatórios da Cesp", direcionado para o público escolar e produzido em parceira pela Fundação e Companhia Energética de São Paulo.
Logo após o evento, os convidados puderam percorrer as instalações da Usina e acompanhar o início da restauração do conjunto eletromecânico formado por duas turbinas e dois geradores, além de todo sistema de eletrificação localizado junto ao Rio Tietê, ao lado da Cachoeira dos Freire, localizada na altura do Km 6 da Estrada dos Freire, na zona rural de Salesópolis.
Segundo Florindo Miranda, além da recuperação desses equipamentos, está projetado o reparo da caixa de carga, na parte superior do reservatório, que concentra a água que irá para a tubulação e movimentará as turbinas e os geradores no interior da casa de máquinas da Usina.
As obras serão concluídas logo que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mudar a localização da tomada de água que hoje serve para abastecer o Município de Salesópolis.
"Assim que a Sabesp mudar o ponto de tomada de água que, por gravidade, é levada para Salesópolis, nós iniciaremos a nossa parte. O novo local de captação já está definido num ponto que tornará mais eficiente o envio para o Município", diz Miranda, lembrando que tais obras civis "não são demoradas, mas são essenciais para a retomada de atividades da Usina".
Os visitantes que estiveram ontem no interior da casa de máquinas da antiga Usina Hidrelétrica puderam ver de perto o desmonte das enormes tubulações, que estão passando por reparos. Parte do maquinário vindo da Alemanha, ali instalado em 1910, foi mandado para o Rio Grande do Sul, onde empresas especializadas em fundição e usinagem desses tipos de peças estão cuidando de reparar as pás e outras estruturas das turbinas e geradores, corroídos pelo desgaste natural do uso ou ferrugem.
Grupo Bertin
Programada para ser iniciada na época do "apagão", em 2001, a recuperação a Usina de Salesópolis vem enfrentando uma série de adiamentos, inicialmente por conta das dificuldades impostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica para aprovação do projeto de recuperação. E depois, em razão dos desencontros havidos na parceria firmada entre a Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento e o Grupo Arbeit, que iria bancar a reativação da hidrelétrica de Salesópolis e mais três outras Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) do Interior paulista. Devido ao descumprimento do acordo com a Fundação, o grupo teve o seu contrato rescindido.
Começou, então, o processo para escolha de um novo empreendedor. A princípio, 25 empresas se mostraram interessadas. Mas diante das exigências, apenas três se habilitaram a retirar as cartas-convite para apresentar documentos e propostas.
O Grupo Bertin, de São Paulo, com 30 anos e capital 100% nacional, que atua na agroindústria, com 30 unidades produtivas no País, foi o vencedor e, no fim de maio, assinou o contrato para dar início às obras.
Na agroindústria, o Grupo Bertin, com 30 mil funcionários, apostou no aproveitamento total da cadeia bovina e mantém divisões de negócios nos setores de agropecuária, alimentos, biodiesel, cosméticos, couros, equipamentos de proteção individual, higiene e limpeza, produtos pet e sistemas de higienização. Já no setor de infra-estrutura, a companhia atua na construção civil, saneamento básico, rodovias e produção de energia elétrica. Em Brasnorte, no Mato Grosso, o Grupo construiu sua primeira pequena central hidrelétrica, a Sacre 2, cujos 30 megawatts de potência serão vendidos pela Brasil Central, uma das empresas da holding.
"Estamos entusiasmados com o novo investimento", atesta o presidente o Conselho Curador da Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento, Sérgio Augusto de Camargo.
"O novo parceiro tem condições econômicas, capacidade de investimentos e competência", garante o diretor Florindo Miranda, otimista com as obras.
UniBio
Concluída a reforma e retomado o fornecimento de energia, a Usina de Salesópolis continuará a sediar o Museu da Energia, dentro do conceito de "museu vivo", em que será possível visitar o local com equipamentos em operação, separados apenas por uma proteção de vidro.
Ao mesmo tempo, a Fundação firmou convênio com o Centro de Monitoramento Ambiental da Serra do Itapeti (Cemasi) para preservação da área de Mata Atlântica que rodeia a Usina de Salesópolis, alguns quilômetros abaixo da nascente do Tietê. A parceria resultou na criação da Universidade para Conservação da Biodiversidade, que ajudará a cuidar da fauna e da flora do local, além de formar professores que irão atuar junto a escolas do Alto Tietê.
Três empresas de turismo que atuam em Salesópolis devem incluir o Museu da Energia e a Usina nos roteiros aos visitantes.
O Diário de Mogi
Foto: www.grupocaipora.com.br
02/03/2008
Usina Hidrelétrica de Salesópolis recebe investimento e volta a produzir co água do Rio Tietê
Mara Flôres
Já tem data marcada, e é no dia 12 de março, a reinauguração da Usina Hidrelétrica de Salesópolis, que vai gerar energia a aprtir de uma cachoeira formada na cabeceira do Rio Tietê. Resultado de um investimento de cerca de R$ 4 milhões, o primeiro conjunto de turbina e gerador deverá entrar em operação comercial ainda neste mês, com uma produção suficiente para abastecer um bairro ou uma cidade pequena com até dois mil habitantes - serão 1,5 megawatts/hora de energia elétrica, que serão incorporados ao sistema nacional de distribuição.
A restivação da Usina de Salesópolis, construída no começo do século passado e há quase duas décadas sem funcionar, se dá com três meses de atraso em relação ao prazo inicial estipulado pela Fundação Patrimônio Histórico de Energia e Saneamento de São Paulo (FPHESP) por conta de entraves burocráticos. Porém, este retardamento permitirá que a inauguração da Pequena Central Elétrica, a PCH, seja um dos principais eventos comemorativos dos 10 anos de existência da própria fundação, que serão completados nesta quinta-feira.
Além da já confirmada presença ada Secretária de Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena, e outras autoridades do setor energético, o governador José Serra (PSDB) também é aguardado para a inauguração, um dos presentes pelo 170 anos de Salesópolis, completados no último dia 28 de fevereiro.
Programada para ser iniciada na época do "apagão" em 2001, a recuperação da Usina de Salesópolis demandou obras civis, mecânica e elétrica, que incluíram a reforma da casa de máquinas, onde ficam os conjuntos de turbinas e geradores. Ao todo, os dois conjuntos, cada um formado por uma turbina e um gerador. A princípio, apenas um deles recebeu investimento para entrar em operação. O outro depende de novos estudos sobre a disponibilidade de capacidade hídrica no local. "Mas a sua viabilização é uma meta da Fundação", antecipou Florindo Miranda, diretor de gestão administrativa da FPHESP.
A operação comercial da Usina de Salesópolis ficará a cargo da Água Paulista Energia Ltda., constituída pelo grupo paulista Bertin, ue atua na agroindústria e é subsidiário do Grupo Heber Participações Ltda. Além do investimento no Alto Tietê, a parceria da Fundação Patrimônio venceu a concorrência pública para a recuperação de três outros empreendimentos com as mesmas características: Corumbataí (Rio Claro), São Valentim (Santa Rita do Passa Quatro) e Jacaré (Brotas).
"A entrada em operação comercial só depende da ANEEL e, coincidentemente, a reunião está marcada para o próximo dia 6. Ou seja, no dia de sua reinauguração a Usina de Salesópolis já deverá estar com tudo pronto para comercializar energia", destacou Miranda, ao citar a última etapa de autorização junto à Agência Nacional de Energia Elétrica, que regulamenta e fiscaliza o setor.
Unidade parou de funcionar há 20 anos
Duzentos e setenta degraus de uma escada de pedra levam ao reservatório formado pela Cachoeira dos Freires, na zona rural de Salesópolis, que vai alimentar a nova usina hidrelétrica de São Paulo. Toda a água que vai movimentar o conjunto de turbina e gerador é originária do Rio Tietê, que nasce na mesma cidade. Ao todo, a barragem ocupa uma área de 504 mil metros quadrados (0,5 km2), com estrutura em alvenaria de pedra.
A operação da Usina de Salesópolis será gerenciada por um moderno sistema eletrônico de computação, que susbstituirá funcionários que no passado atuavam como operadores na casa de máquinas.
A história da promeira e única netral hidrelétrica do Alto Tietê remonta ao final do século XIX, quando a demanda por energia elétrica resultou na criação de pequenas unidades geradoras em diversos municípios. No ano de 1911, a Empresa Força e Luz do Norte de São Paulo começou a construção da unidade de Salesópolis na Cachoeira dos Freires, a partir de um projeto elaborado pelos empresários Manuel Vilela e seu filho Ricardo Vilela, que haviam chegado a Mogi das Cruzes dois anos antes e aqui instalaram uma promissora fábrica de chapéus, que ficava na rua hoje com o nome de Ricardo Vilela.
Já em 1913, a primeira unidade geradora de Salesópolis entrou em funcionamento e transmitia energia para Mogi das Cruzes. No ano seguinte, com o segundo gerador, passou abastecer a própria Salesópolis, além de Cçapava, Jambeiro e Santa Branca.
As mudanças começaram a ocorrer em 1927, quando a Light assumiu o controle da Força e Luz e integrou Salesópolis ao sistema único de geração e distribuição de energia, interligando São Paulo e Rio de Janeiro pelo Vale do Paraíba.
Na década de 40, a barragem foi modificada e a rotação das máquinas passou a ter um esforço 20% acima de sua capacidade. Exauridos, os equipamentos da primeira unidade pararam em 1976. Logo, o segundo conjunto também inviabilizou e a Usina de Salesópolis parou de funcionar. Doado para a Fundação Patrimônio em 1998, a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) é agora reativada com o conceito de uma alternativa singular de sustentabilidade, pois une geração de energia, com preservação ambiental e atividades educativas e culturais, através do Museu da Energia Usina-Parque de Salesópolis, onde o visitante poderá ver de perto o funcionamento de uma hidrelétrica.
O Diário de Mogi
Usina Hidrelétrica de Salesópolis, montada na década de 1910 e parada desde a década de 1970, volta a operar em setembro
Darwin Valente
http://i103.photobucket.com/albums/m158/cacobianchi/Sales.jpg
Web-site da usina: http://www.fphesp.org.br/salesopolis/salesopolis.htm
Um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões deverá resultar na reativação, em setembro próximo, da Usina Hidrelétrica de Salesópolis, construída no começo do século passado e que deverá gerar, inicialmente, 1,7 megawatts, a ser incorporado ao sistema nacional integrado de distribuição.
A informação foi prestada, ontem, na sede da Usina, em Salesópolis, pelo diretor de Gestão Administrativa da Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento, Florindo Miranda, durante o lançamento do gibi educativo "Uma Viagem pelos Reservatórios da Cesp", direcionado para o público escolar e produzido em parceira pela Fundação e Companhia Energética de São Paulo.
Logo após o evento, os convidados puderam percorrer as instalações da Usina e acompanhar o início da restauração do conjunto eletromecânico formado por duas turbinas e dois geradores, além de todo sistema de eletrificação localizado junto ao Rio Tietê, ao lado da Cachoeira dos Freire, localizada na altura do Km 6 da Estrada dos Freire, na zona rural de Salesópolis.
Segundo Florindo Miranda, além da recuperação desses equipamentos, está projetado o reparo da caixa de carga, na parte superior do reservatório, que concentra a água que irá para a tubulação e movimentará as turbinas e os geradores no interior da casa de máquinas da Usina.
As obras serão concluídas logo que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mudar a localização da tomada de água que hoje serve para abastecer o Município de Salesópolis.
"Assim que a Sabesp mudar o ponto de tomada de água que, por gravidade, é levada para Salesópolis, nós iniciaremos a nossa parte. O novo local de captação já está definido num ponto que tornará mais eficiente o envio para o Município", diz Miranda, lembrando que tais obras civis "não são demoradas, mas são essenciais para a retomada de atividades da Usina".
Os visitantes que estiveram ontem no interior da casa de máquinas da antiga Usina Hidrelétrica puderam ver de perto o desmonte das enormes tubulações, que estão passando por reparos. Parte do maquinário vindo da Alemanha, ali instalado em 1910, foi mandado para o Rio Grande do Sul, onde empresas especializadas em fundição e usinagem desses tipos de peças estão cuidando de reparar as pás e outras estruturas das turbinas e geradores, corroídos pelo desgaste natural do uso ou ferrugem.
Grupo Bertin
Programada para ser iniciada na época do "apagão", em 2001, a recuperação a Usina de Salesópolis vem enfrentando uma série de adiamentos, inicialmente por conta das dificuldades impostas pela Agência Nacional de Energia Elétrica para aprovação do projeto de recuperação. E depois, em razão dos desencontros havidos na parceria firmada entre a Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento e o Grupo Arbeit, que iria bancar a reativação da hidrelétrica de Salesópolis e mais três outras Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) do Interior paulista. Devido ao descumprimento do acordo com a Fundação, o grupo teve o seu contrato rescindido.
Começou, então, o processo para escolha de um novo empreendedor. A princípio, 25 empresas se mostraram interessadas. Mas diante das exigências, apenas três se habilitaram a retirar as cartas-convite para apresentar documentos e propostas.
O Grupo Bertin, de São Paulo, com 30 anos e capital 100% nacional, que atua na agroindústria, com 30 unidades produtivas no País, foi o vencedor e, no fim de maio, assinou o contrato para dar início às obras.
Na agroindústria, o Grupo Bertin, com 30 mil funcionários, apostou no aproveitamento total da cadeia bovina e mantém divisões de negócios nos setores de agropecuária, alimentos, biodiesel, cosméticos, couros, equipamentos de proteção individual, higiene e limpeza, produtos pet e sistemas de higienização. Já no setor de infra-estrutura, a companhia atua na construção civil, saneamento básico, rodovias e produção de energia elétrica. Em Brasnorte, no Mato Grosso, o Grupo construiu sua primeira pequena central hidrelétrica, a Sacre 2, cujos 30 megawatts de potência serão vendidos pela Brasil Central, uma das empresas da holding.
"Estamos entusiasmados com o novo investimento", atesta o presidente o Conselho Curador da Fundação Patrimônio Histórico da Energia e Saneamento, Sérgio Augusto de Camargo.
"O novo parceiro tem condições econômicas, capacidade de investimentos e competência", garante o diretor Florindo Miranda, otimista com as obras.
UniBio
Concluída a reforma e retomado o fornecimento de energia, a Usina de Salesópolis continuará a sediar o Museu da Energia, dentro do conceito de "museu vivo", em que será possível visitar o local com equipamentos em operação, separados apenas por uma proteção de vidro.
Ao mesmo tempo, a Fundação firmou convênio com o Centro de Monitoramento Ambiental da Serra do Itapeti (Cemasi) para preservação da área de Mata Atlântica que rodeia a Usina de Salesópolis, alguns quilômetros abaixo da nascente do Tietê. A parceria resultou na criação da Universidade para Conservação da Biodiversidade, que ajudará a cuidar da fauna e da flora do local, além de formar professores que irão atuar junto a escolas do Alto Tietê.
Três empresas de turismo que atuam em Salesópolis devem incluir o Museu da Energia e a Usina nos roteiros aos visitantes.
O Diário de Mogi
Foto: www.grupocaipora.com.br
02/03/2008
Usina Hidrelétrica de Salesópolis recebe investimento e volta a produzir co água do Rio Tietê
Mara Flôres
Já tem data marcada, e é no dia 12 de março, a reinauguração da Usina Hidrelétrica de Salesópolis, que vai gerar energia a aprtir de uma cachoeira formada na cabeceira do Rio Tietê. Resultado de um investimento de cerca de R$ 4 milhões, o primeiro conjunto de turbina e gerador deverá entrar em operação comercial ainda neste mês, com uma produção suficiente para abastecer um bairro ou uma cidade pequena com até dois mil habitantes - serão 1,5 megawatts/hora de energia elétrica, que serão incorporados ao sistema nacional de distribuição.
A restivação da Usina de Salesópolis, construída no começo do século passado e há quase duas décadas sem funcionar, se dá com três meses de atraso em relação ao prazo inicial estipulado pela Fundação Patrimônio Histórico de Energia e Saneamento de São Paulo (FPHESP) por conta de entraves burocráticos. Porém, este retardamento permitirá que a inauguração da Pequena Central Elétrica, a PCH, seja um dos principais eventos comemorativos dos 10 anos de existência da própria fundação, que serão completados nesta quinta-feira.
Além da já confirmada presença ada Secretária de Estado de Saneamento e Energia, Dilma Pena, e outras autoridades do setor energético, o governador José Serra (PSDB) também é aguardado para a inauguração, um dos presentes pelo 170 anos de Salesópolis, completados no último dia 28 de fevereiro.
Programada para ser iniciada na época do "apagão" em 2001, a recuperação da Usina de Salesópolis demandou obras civis, mecânica e elétrica, que incluíram a reforma da casa de máquinas, onde ficam os conjuntos de turbinas e geradores. Ao todo, os dois conjuntos, cada um formado por uma turbina e um gerador. A princípio, apenas um deles recebeu investimento para entrar em operação. O outro depende de novos estudos sobre a disponibilidade de capacidade hídrica no local. "Mas a sua viabilização é uma meta da Fundação", antecipou Florindo Miranda, diretor de gestão administrativa da FPHESP.
A operação comercial da Usina de Salesópolis ficará a cargo da Água Paulista Energia Ltda., constituída pelo grupo paulista Bertin, ue atua na agroindústria e é subsidiário do Grupo Heber Participações Ltda. Além do investimento no Alto Tietê, a parceria da Fundação Patrimônio venceu a concorrência pública para a recuperação de três outros empreendimentos com as mesmas características: Corumbataí (Rio Claro), São Valentim (Santa Rita do Passa Quatro) e Jacaré (Brotas).
"A entrada em operação comercial só depende da ANEEL e, coincidentemente, a reunião está marcada para o próximo dia 6. Ou seja, no dia de sua reinauguração a Usina de Salesópolis já deverá estar com tudo pronto para comercializar energia", destacou Miranda, ao citar a última etapa de autorização junto à Agência Nacional de Energia Elétrica, que regulamenta e fiscaliza o setor.
Unidade parou de funcionar há 20 anos
Duzentos e setenta degraus de uma escada de pedra levam ao reservatório formado pela Cachoeira dos Freires, na zona rural de Salesópolis, que vai alimentar a nova usina hidrelétrica de São Paulo. Toda a água que vai movimentar o conjunto de turbina e gerador é originária do Rio Tietê, que nasce na mesma cidade. Ao todo, a barragem ocupa uma área de 504 mil metros quadrados (0,5 km2), com estrutura em alvenaria de pedra.
A operação da Usina de Salesópolis será gerenciada por um moderno sistema eletrônico de computação, que susbstituirá funcionários que no passado atuavam como operadores na casa de máquinas.
A história da promeira e única netral hidrelétrica do Alto Tietê remonta ao final do século XIX, quando a demanda por energia elétrica resultou na criação de pequenas unidades geradoras em diversos municípios. No ano de 1911, a Empresa Força e Luz do Norte de São Paulo começou a construção da unidade de Salesópolis na Cachoeira dos Freires, a partir de um projeto elaborado pelos empresários Manuel Vilela e seu filho Ricardo Vilela, que haviam chegado a Mogi das Cruzes dois anos antes e aqui instalaram uma promissora fábrica de chapéus, que ficava na rua hoje com o nome de Ricardo Vilela.
Já em 1913, a primeira unidade geradora de Salesópolis entrou em funcionamento e transmitia energia para Mogi das Cruzes. No ano seguinte, com o segundo gerador, passou abastecer a própria Salesópolis, além de Cçapava, Jambeiro e Santa Branca.
As mudanças começaram a ocorrer em 1927, quando a Light assumiu o controle da Força e Luz e integrou Salesópolis ao sistema único de geração e distribuição de energia, interligando São Paulo e Rio de Janeiro pelo Vale do Paraíba.
Na década de 40, a barragem foi modificada e a rotação das máquinas passou a ter um esforço 20% acima de sua capacidade. Exauridos, os equipamentos da primeira unidade pararam em 1976. Logo, o segundo conjunto também inviabilizou e a Usina de Salesópolis parou de funcionar. Doado para a Fundação Patrimônio em 1998, a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) é agora reativada com o conceito de uma alternativa singular de sustentabilidade, pois une geração de energia, com preservação ambiental e atividades educativas e culturais, através do Museu da Energia Usina-Parque de Salesópolis, onde o visitante poderá ver de perto o funcionamento de uma hidrelétrica.
O Diário de Mogi