juniorzzi
August 25th, 2007, 06:40 PM
A chegada da siderúrgica chinesa Baosteel trará não só um investimento bilionário para o Estado, mas uma outra grande oportunidade na área de logística: a construção de um superporto na região de Ubu, capacitado para receber navios gigantes.
É que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) pretende construir no município de Anchieta, um novo porto, que será multimodal, ou seja, atenderá à siderúrgica, mas também servirá de apoio para a outras empresas.
Entre elas estão as companhias que se instalarão no recém-criado Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta e também as do setor de mármore e granito, que transportarão as cargas pela ferrovia Litorânea-Sul.
Esse novo porto terá calado de 28 a 30 metros, o que o colocará como o primeiro terminal de águas profundas do país. Hoje, o porto com maior profundidade é o do Maranhão, também operado pela Vale, que possui 23 metros de calado.
A informação foi confirmada ontem, durante visita do diretor-executivo da CVRD, Gabriel Stoliar, e do vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun à região de Ubu.
Antes de conhecerem Anchieta e a área do pólo, os executivos estiveram com o governador Paulo Hartung e com o secretário de Desenvolvimento, Guilherme Dias, além de outros executivos das duas empresas. Eles se reuniram, também com o prefeito de Anchieta, Edival Petri.
Valor. Stoliar e o diretor de siderurgia da Vale, James Pessoa, não quiseram falar sobre o investimento necessário para a implantação do novo terminal portuário.
Especialistas do setor estimam, no entanto, que seriam necessários pelo menos R$ 800 milhões para viabilizar um porto, em águas profundas, com três berços para atracação, barragens de contenção e equipamentos para embarque e desembarque de cargas diversas.
O porto será construído próximo ao que já existe e é operado pela Samarco, que tem calado de 18 metros. "O objetivo é que o porto dê sustentação para as empresas que se instalarão no novo pólo industrial", afirmou Stoliar.
O projeto da Vale é construir um superporto com calado suficiente para receber os maiores navios do mundo, o que exige profundidade maior.
A previsão é de que a estrutura portuária esteja pronta até o final de 2011, quando deverá entrar em funcionamento a nova siderúrgica.
Um porto de águas profundas é uma alternativa logística que falta no Estado para atrair navios de maior porte, o que não pode ser feito no Porto de Vitória, por exemplo, devido à limitação de profundidade da baía, que tem 12 metros de calado.
Projeto foi pensado para o Nordeste
A agilidade do governo do Estado em negociar com a CVRD e a Baosteel garantiu o projeto para a siderúrgica em Anchieta. O plano inicial das duas empresas era implantar uma unidade com capacidade para produzir até 7,5 milhões de toneladas por ano de placas de aço. A planta ficaria em São Luís, no Maranhão, numa área próxima ao porto de Ponta da Madeira. A pressão de grupos ambientalistas e do Ministério Público do Maranhão para que a usina ficasse em outro local acabaram por inviabilizar o projeto no Nordeste.
Aço em alta
# No mês passado, a produção de aço no país chegou a 2,9 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em comparação com o mesmo mês de 2006. No acumulado do ano, a produção chegou a 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
# O desempenho da siderurgia brasileira em julho foi o segundo melhor entre os dez principais produtores de aço, ficando atrás somente da China. Das 2,9 milhões de toneladas produzidas em julho, 650 mil foram exportadas. O restante foi vendido no mercado interno.
Indústria busca mão-de-obra local
Com previsão de investimento de US$ 3,6 bilhões, a nova siderúrgica que será construída em Ubu – uma parceria entre a Companhia Vale do Rio doce (CVRD) e a chinesa Baosteel – deverá entrar em funcionamento no final de 2011.
No período da construção serão contratados cerca de 15 mil trabalhadores e de 3 mil a 5 mil quando a siderúrgica entrar em operação. O vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun garantiu que o objetivo da empresa é fazer as contratações no Estado.
A partir de outubro, começará o processo de detalhamento do projeto e as primeiras medidas para o licenciamento ambiental. O plano das duas empresas é inaugurar, no dia 3 de outubro, o escritório da siderúrgica em Vitória.
Também a partir da instalação do escritório, na Enseada do Suá, começarão a ser contratados os profissionais que trabalharão no projeto de engenharia e no processo de licenciamento. As duas companhias ainda não definiram o nome da nova empresa que terá 80% do capital da Baosteel e 20% da CVRD.
Após a obtenção das licenças ambientais, serão necessários mais 28 meses para a construção da unidade que será a empresa-âncora do novo Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta.
Zhao Kun admitiu, durante entrevista na residência oficial do governo, em Vila Velha, que a China tenciona fechar pequenas siderúrgicas no país, hoje obsoletas e altamente poluentes, para investir em outras unidades fora da China.
"O Brasil é uma boa alternativa para a produção de aço – pela proximidade com a oferta de minério de ferro – e também pela localização no que se refere à colocação do aço no mercado mundial", enfatizou Kun.
A unidade produzirá 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.
É que a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) pretende construir no município de Anchieta, um novo porto, que será multimodal, ou seja, atenderá à siderúrgica, mas também servirá de apoio para a outras empresas.
Entre elas estão as companhias que se instalarão no recém-criado Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta e também as do setor de mármore e granito, que transportarão as cargas pela ferrovia Litorânea-Sul.
Esse novo porto terá calado de 28 a 30 metros, o que o colocará como o primeiro terminal de águas profundas do país. Hoje, o porto com maior profundidade é o do Maranhão, também operado pela Vale, que possui 23 metros de calado.
A informação foi confirmada ontem, durante visita do diretor-executivo da CVRD, Gabriel Stoliar, e do vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun à região de Ubu.
Antes de conhecerem Anchieta e a área do pólo, os executivos estiveram com o governador Paulo Hartung e com o secretário de Desenvolvimento, Guilherme Dias, além de outros executivos das duas empresas. Eles se reuniram, também com o prefeito de Anchieta, Edival Petri.
Valor. Stoliar e o diretor de siderurgia da Vale, James Pessoa, não quiseram falar sobre o investimento necessário para a implantação do novo terminal portuário.
Especialistas do setor estimam, no entanto, que seriam necessários pelo menos R$ 800 milhões para viabilizar um porto, em águas profundas, com três berços para atracação, barragens de contenção e equipamentos para embarque e desembarque de cargas diversas.
O porto será construído próximo ao que já existe e é operado pela Samarco, que tem calado de 18 metros. "O objetivo é que o porto dê sustentação para as empresas que se instalarão no novo pólo industrial", afirmou Stoliar.
O projeto da Vale é construir um superporto com calado suficiente para receber os maiores navios do mundo, o que exige profundidade maior.
A previsão é de que a estrutura portuária esteja pronta até o final de 2011, quando deverá entrar em funcionamento a nova siderúrgica.
Um porto de águas profundas é uma alternativa logística que falta no Estado para atrair navios de maior porte, o que não pode ser feito no Porto de Vitória, por exemplo, devido à limitação de profundidade da baía, que tem 12 metros de calado.
Projeto foi pensado para o Nordeste
A agilidade do governo do Estado em negociar com a CVRD e a Baosteel garantiu o projeto para a siderúrgica em Anchieta. O plano inicial das duas empresas era implantar uma unidade com capacidade para produzir até 7,5 milhões de toneladas por ano de placas de aço. A planta ficaria em São Luís, no Maranhão, numa área próxima ao porto de Ponta da Madeira. A pressão de grupos ambientalistas e do Ministério Público do Maranhão para que a usina ficasse em outro local acabaram por inviabilizar o projeto no Nordeste.
Aço em alta
# No mês passado, a produção de aço no país chegou a 2,9 milhões de toneladas, um crescimento de 5,3% em comparação com o mesmo mês de 2006. No acumulado do ano, a produção chegou a 19,1 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
# O desempenho da siderurgia brasileira em julho foi o segundo melhor entre os dez principais produtores de aço, ficando atrás somente da China. Das 2,9 milhões de toneladas produzidas em julho, 650 mil foram exportadas. O restante foi vendido no mercado interno.
Indústria busca mão-de-obra local
Com previsão de investimento de US$ 3,6 bilhões, a nova siderúrgica que será construída em Ubu – uma parceria entre a Companhia Vale do Rio doce (CVRD) e a chinesa Baosteel – deverá entrar em funcionamento no final de 2011.
No período da construção serão contratados cerca de 15 mil trabalhadores e de 3 mil a 5 mil quando a siderúrgica entrar em operação. O vice-presidente da Baosteel, Zhao Kun garantiu que o objetivo da empresa é fazer as contratações no Estado.
A partir de outubro, começará o processo de detalhamento do projeto e as primeiras medidas para o licenciamento ambiental. O plano das duas empresas é inaugurar, no dia 3 de outubro, o escritório da siderúrgica em Vitória.
Também a partir da instalação do escritório, na Enseada do Suá, começarão a ser contratados os profissionais que trabalharão no projeto de engenharia e no processo de licenciamento. As duas companhias ainda não definiram o nome da nova empresa que terá 80% do capital da Baosteel e 20% da CVRD.
Após a obtenção das licenças ambientais, serão necessários mais 28 meses para a construção da unidade que será a empresa-âncora do novo Pólo Industrial e de Serviços de Anchieta.
Zhao Kun admitiu, durante entrevista na residência oficial do governo, em Vila Velha, que a China tenciona fechar pequenas siderúrgicas no país, hoje obsoletas e altamente poluentes, para investir em outras unidades fora da China.
"O Brasil é uma boa alternativa para a produção de aço – pela proximidade com a oferta de minério de ferro – e também pela localização no que se refere à colocação do aço no mercado mundial", enfatizou Kun.
A unidade produzirá 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano.