somelc
December 10th, 2007, 04:47 AM
Deu no jornal O TEMPO daqui de BH:
Demanda faz Iveco importar de avião
FREDERICO DAMATO
A Iveco Latin America tem pressa em aproveitar a forte demanda do mercado doméstico por caminhões leves e pesados. E para driblar a tradicional morosidade das importações portuárias, intensificou o fretamento de aviões para buscar da China e da Itália componentes para montar os seus veículos. Somente no mês passado a empresa do Grupo Fiat, instalada em Sete Lagoas, região Central de Minas, fretou dois aviões cargueiros (um Boeing 747-200 e um DC-10) que trouxeram consigo peças de reposição da linha de produção.
Cada vôo custou aos cofres da Iveco 300 mil euros. Os dois vôos partiram de Turim, na Itália, com destino ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. Os vôos cargueiros foram viabilizados pela sobrevalorização cambial, que mantém o custo logístico competitivo, informou um executivo do Grupo Fiat.
Além dos dois fretamentos, a Iveco mantém constante suas importações pela malha aérea, aproveitando os tradicionais vôos comerciais. Contudo, nesse caso, as importações são feitas em menor volume. As peças são rapidamente deslocadas até a fabrica de Sete Lagoas, que vive em ritmo intenso. Mal chegam ao pátio da montadora e os eixos e bielas de procedência chinesa já compõem o motor dos caminhões Iveco.
Investimento
Até 2010 a unidade fabril receberá aportes de R$ 375 milhões para expandir a sua produção, sobretudo de caminhões pesados, que começaram a ser fabricados no município mineiro em 2004. Para comportar o novo empreendimento, o complexo será expandido em 4.000 metros quadrados. Hoje a Iveco produz em média 25 mil caminhões leves por ano.
O segmento de pesados ainda engatinha, mas já demonstra que andará a passos largos rapidamente: a produção diária saltou de seis unidades para 24 neste mês, informou a assessoria de imprensa da companhia. A meta é iniciar 2008 produzindo 28 caminhões por dia. A Iveco também possui fábricas na Argentina e Venezuela. A empresa tem planos de transferir gradativamente a produção de cabines pesadas da Argentina para o Brasil, a partir de janeiro.
A estratégia em transferir a produção é cortar etapas e custos. O faturamento previsto para 2007 gira na casa de R$ 2 bilhões, 50% a mais se comparado com os números contabilizados no exercício anterior. Somente a planta brasileira responde por 40% dos negócios. Em relação às operações da Iveco no mundo, a fábrica latino-americana participa com 7% do total.
Publicado em: 10/12/2007
Demanda faz Iveco importar de avião
FREDERICO DAMATO
A Iveco Latin America tem pressa em aproveitar a forte demanda do mercado doméstico por caminhões leves e pesados. E para driblar a tradicional morosidade das importações portuárias, intensificou o fretamento de aviões para buscar da China e da Itália componentes para montar os seus veículos. Somente no mês passado a empresa do Grupo Fiat, instalada em Sete Lagoas, região Central de Minas, fretou dois aviões cargueiros (um Boeing 747-200 e um DC-10) que trouxeram consigo peças de reposição da linha de produção.
Cada vôo custou aos cofres da Iveco 300 mil euros. Os dois vôos partiram de Turim, na Itália, com destino ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, região metropolitana de Belo Horizonte. Os vôos cargueiros foram viabilizados pela sobrevalorização cambial, que mantém o custo logístico competitivo, informou um executivo do Grupo Fiat.
Além dos dois fretamentos, a Iveco mantém constante suas importações pela malha aérea, aproveitando os tradicionais vôos comerciais. Contudo, nesse caso, as importações são feitas em menor volume. As peças são rapidamente deslocadas até a fabrica de Sete Lagoas, que vive em ritmo intenso. Mal chegam ao pátio da montadora e os eixos e bielas de procedência chinesa já compõem o motor dos caminhões Iveco.
Investimento
Até 2010 a unidade fabril receberá aportes de R$ 375 milhões para expandir a sua produção, sobretudo de caminhões pesados, que começaram a ser fabricados no município mineiro em 2004. Para comportar o novo empreendimento, o complexo será expandido em 4.000 metros quadrados. Hoje a Iveco produz em média 25 mil caminhões leves por ano.
O segmento de pesados ainda engatinha, mas já demonstra que andará a passos largos rapidamente: a produção diária saltou de seis unidades para 24 neste mês, informou a assessoria de imprensa da companhia. A meta é iniciar 2008 produzindo 28 caminhões por dia. A Iveco também possui fábricas na Argentina e Venezuela. A empresa tem planos de transferir gradativamente a produção de cabines pesadas da Argentina para o Brasil, a partir de janeiro.
A estratégia em transferir a produção é cortar etapas e custos. O faturamento previsto para 2007 gira na casa de R$ 2 bilhões, 50% a mais se comparado com os números contabilizados no exercício anterior. Somente a planta brasileira responde por 40% dos negócios. Em relação às operações da Iveco no mundo, a fábrica latino-americana participa com 7% do total.
Publicado em: 10/12/2007