Cerrado
January 6th, 2008, 01:11 AM
Correio da Bahia
05/01/08
Área plantada saltou de 56 mil para 310 mil hectares em cinco anos
Jony Torres
O setor algodoeiro baiano está comemorando a prorrogação por mais três anos do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão da Bahia (Proalba), e o aumento de quase 10% na área de plantio para a safra 2007/2008. Segundo os produtores, o programa criado pelo governo estadual em 2001 é um dos principais responsáveis pelo segundo lugar da Bahia na produção nacional de algodão, que chegou a 430 mil toneladas de pluma no ano passado e pode levar o estado à liderança nos próximos anos.
Quando os primeiros efeitos do Proalba começaram a ser percebidos em 2002, a área de plantio no estado não passava de 56 mil hectares, e cinco anos depois, este número pode chegar aos 310 mil hectares. Além dos benefícios econômicos diretos obtidos com o desconto de 50% no Imposto Sobre a Circulação de Serviços (ICMS), para o algodão comercializado dentro do estado, o Proalba criou regras rígidas de controle de qualidade do produto final e o investimento em tecnologia.
Para o vice-presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Sérgio Pitt, a obrigação de destinar 10% do valor devido do imposto ao Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), foi fundamental. “Este dinheiro é investido em pesquisas, tecnologia, controle de pragas e ações de marketing. Hoje, temos o melhor algodão do país e não é à toa que as maiores empresas do mundo mantém escritórios no estado”, argumentou Pitt.
Presidindo uma associação que representa os interesses de quase 150 grandes produtores do oeste baiano, responsáveis por 95% do algodão no estado, Pitt aposta em um período de tranqüilidade no setor com a manutenção do Proalba até 2010. “Nossa cultura requer investimentos pesados em máquinas de alto custo tanto para colheita como para o beneficiamento. Com este prazo, podemos nos planejar melhor já sabendo da existência do incentivo”, concluiu.
Além de beneficiar os grandes produtores, o Proalba também se reflete em melhorias na agricultura familiar do Vale do Iuiú. Na região de Guanambi, 700 agricultores prepararam o solo para a safra deste ano com ajuda de técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), graças a recursos do Fundeagro e do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep). O plantio foi iniciado esta semana em 2,1 mil hectares com a distribuição de 210 toneladas de fertilizantes e 28 mil toneladas de sementes, pela secretária estadual de Agricultura (Seagri).
05/01/08
Área plantada saltou de 56 mil para 310 mil hectares em cinco anos
Jony Torres
O setor algodoeiro baiano está comemorando a prorrogação por mais três anos do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão da Bahia (Proalba), e o aumento de quase 10% na área de plantio para a safra 2007/2008. Segundo os produtores, o programa criado pelo governo estadual em 2001 é um dos principais responsáveis pelo segundo lugar da Bahia na produção nacional de algodão, que chegou a 430 mil toneladas de pluma no ano passado e pode levar o estado à liderança nos próximos anos.
Quando os primeiros efeitos do Proalba começaram a ser percebidos em 2002, a área de plantio no estado não passava de 56 mil hectares, e cinco anos depois, este número pode chegar aos 310 mil hectares. Além dos benefícios econômicos diretos obtidos com o desconto de 50% no Imposto Sobre a Circulação de Serviços (ICMS), para o algodão comercializado dentro do estado, o Proalba criou regras rígidas de controle de qualidade do produto final e o investimento em tecnologia.
Para o vice-presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Sérgio Pitt, a obrigação de destinar 10% do valor devido do imposto ao Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), foi fundamental. “Este dinheiro é investido em pesquisas, tecnologia, controle de pragas e ações de marketing. Hoje, temos o melhor algodão do país e não é à toa que as maiores empresas do mundo mantém escritórios no estado”, argumentou Pitt.
Presidindo uma associação que representa os interesses de quase 150 grandes produtores do oeste baiano, responsáveis por 95% do algodão no estado, Pitt aposta em um período de tranqüilidade no setor com a manutenção do Proalba até 2010. “Nossa cultura requer investimentos pesados em máquinas de alto custo tanto para colheita como para o beneficiamento. Com este prazo, podemos nos planejar melhor já sabendo da existência do incentivo”, concluiu.
Além de beneficiar os grandes produtores, o Proalba também se reflete em melhorias na agricultura familiar do Vale do Iuiú. Na região de Guanambi, 700 agricultores prepararam o solo para a safra deste ano com ajuda de técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), graças a recursos do Fundeagro e do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep). O plantio foi iniciado esta semana em 2,1 mil hectares com a distribuição de 210 toneladas de fertilizantes e 28 mil toneladas de sementes, pela secretária estadual de Agricultura (Seagri).