View Full Version : Mangabeira quer aqueduto entre Amazônia e Nordeste


CanudosWar
January 17th, 2008, 11:18 PM
Plano amazônico prevê agricultura, mineração e ensino de outra língua aos índios

Alan Gripp escreve para “O Globo”:

No comando de uma comitiva formada por 38 pessoas, o ministro das Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger, iniciou ontem uma viagem de quatro dias pela Amazônia apresentando um punhado de novas — e polêmicas — idéias para que o país ponha em prática o tão falado plano de desenvolvimento sustentável da floresta.

Batizado por ele de “Projeto Amazônia”, o conjunto de propostas tem como eixo principal um modelo econômico com espaço para atividades como a mineração e a produção industrial e, ao mesmo tempo, a preservação da mata nativa. Propôs também aquedutos para levar água da Amazônia para a Região Nordeste.

— Há duas idéias erradas para a Amazônia: a primeira é mantê-la como um parque para deleite da humanidade; a segunda, permitir sua exploração indiscriminada. Nem uma coisa nem outra — disse Mangabeira, que apresentou suas idéias de longo prazo para as autoridades do Pará, empresários e sociedade civil.

Num documento com dez páginas que distribuiu no primeiro dia da viagem, Mangabeira diz que sua proposta é fazer do desenvolvimento da Amazônia uma “prioridade brasileira na primeira metade do século 21”.

“Transformando a Amazônia, o Brasil se transformará”, diz. Mas ele reconhece que terá dificuldades em convencer a população de suas idéias. O projeto, como admite, ainda não é uma proposta de governo nem sequer foi apresentado ao presidente Lula.

O “Projeto Amazônia” tem como eixo principal um modelo econômico com espaço para atividades como a mineração e a produção industrial e, ao mesmo tempo, a preservação da mata nativa.

Para o ministro, a juventude do Sudeste, “a classe média ilustrada” e a “grande mídia” querem uma versão mais light de projeto para a Amazônia. E certamente vai considerar sua proposta para a floresta “heavy” (pesada).

Projeto com várias idéias polêmicas

Mangabeira explica assim sua proposta de construção de aquedutos: “Numa região, sobra água, inutilmente. Na outra região, falta água, calamitosamente”. Perguntado após a primeira de uma série de reuniões sobre seus grandes projetos, comentou: — O Brasil precisa deixar de ter medo de idéias.

O Projeto Amazônia tem outras idéias polêmicas. Defende a exploração controlada da floresta, com a “utilização rotativa das árvores, compensada por replantio equivalente”.

Para as áreas já desmatadas, nada de replantio, e sim o desenvolvimento de projetos de agricultura familiar e até de pecuária em pequena escala. A pecuária em grande escala é apontada por Mangabeira como um dos maiores vilões da floresta.

O ministro também prega “a libertação dos indígenas”. “Libertá-los não é apenas dar-lhes terras e proibilos de usá-las”. Mangabeira defende parcerias com empresas e governos para “assegurar-lhes os meios para educar-se (em mais de uma língua e mais de uma cultura)”.

Ele também sugere a formação de profissionais especializados nas questões da Amazônia, com incentivo para que morem na região.

Mangabeira também defende a mineração, desde que traga benefícios ao desenvolvimento econômico, e não represente apenas a extração predatória.

Uma proposta é aumentar impostos ou criar novo tributo para as empresas de mineração quando “os metais lavrados não sejam transformados dentro da Amazônia”. Ele definiu a situação atual no sul do Pará assim: “Leva-se o metal para fora e deixa-se o buraco da terra. Empregos, poucos. Dinheiro, longe”.

Perguntado sobre possíveis pressões internacionais, afirmou que é hora de o Brasil afirmar sua soberania.

— No exterior, fala-se muito de desenvolvimento sustentável, mas não se pratica — disse ele, que viveu muitos anos nos Estados Unidos, onde lecionava em Harvard.

Conheça o Projeto Amazônia

- Água para o Nordeste
O filósofo quer estimular o desenvolvimento de tecnologia para a construção de aquedutos, para levar água da Amazônia para as regiões secas do Nordeste.

- Agricultura Familiar
Utilizar áreas já desmatadas para o desenvolvimento de projetos de agricultura e de pecuária em pequena escala. Para Mangabeira, a melhor solução "não é tentar reverter o desmatamento".

- Índios bilíngües
Fornecer meios para o desenvolvimento econômico e social de aldeias indígenas. Mangabeira quer a educação em mais de uma língua e em mais de uma cultura.

- Manejo controlado
O Projeto Amazônia defende o manejo controlado e sustentável da floresta, com a "utilização rotativa das árvores, compensada por replantio equivalente". Propõe também o aproveitamento "farmacológico" da biodiversidade.

- A Academia na Floresta
O projeto prevê o estímulo para a formação de profissionais especializados nas questões da Amazônia, com incentivo para que eles morem na região.

- Zoneamento Econômico e Ecológico
A proposta é dividir a Amazônia em áreas onde atividades econômicas são permitidas ou proibidas. Na definição de Mangabeira, "é simplesmente uma maneira de decidir o que pode e deve ser produzido, e onde".

- O Imposto da Mineração
Uma das propostas é aumentar impostos ou criar um novo tributo para as empresas de mineração, quando "os metais lavrados não sejam transformados dentro da Amazônia".

- Zona Franca
Desenvolvimento de um parque industrial que substitua a indústria de montagem pela de transformação. Para o ministro, este pode ser "um grande laboratório" do desenvolvimento sustentável da Amazônia.
(O Globo, 16/1)

Ministro apresenta estratégias de desenvolvimento à governadora do Pará

Liderada pelo ministro do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), Mangabeira Unger, comitiva de especialistas e representantes de vários ministérios reuniu-se na manhã de ontem (15/1) com a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, secretários estaduais, acadêmicos e representantes de órgãos governamentais e organizações civis.

Mangabeira Unger apresentou o esboço de proposta para desenvolvimento da região amazônica e destacou os seis temas que serão aprofundados pelos grupos de estudo criados para discutir um plano de ação que envolve também o estado do Amazonas.

No texto para discussão, o ministro defende que a região seja tratada como prioridade, por ser um grande laboratório para a criação de um projeto de reconstrução econômica e institucional do país.

Após explicar que sua proposta não representa uma opinião de governo, ele citou o Plano da Amazônia Sustentável (PAS) para demonstrar que não ignora antigos esforços para promover o desenvolvimento econômico da região.

“Eu tenho a responsabilidade de integrar e repensar esse plano sob a luz da estratégia geral de desenvolvimento do país. A nação agora busca um novo modelo de desenvolvimento, baseado na ampliação de oportunidades econômicas e educativas e em participação popular”, afirmou, em entrevista coletiva.

A governadora disse considerar "fundamental a discussão sobre a Amazônia como centro da política nacional, como uma solução e não como um problema para o país".

E acrescentou a questão da regularização fundiária no estado entre os destaques do plano: “Se nós conseguirmos implementar aqui no Pará, que é a síntese da Amazônia, um novo modelo de desenvolvimento, estaremos prontos e mostraremos ao mundo que podemos superar qualquer outro desafio."

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara, destacou a importância de se ouvir quem vive no local: “Pelo conhecimento que tenho das lideranças da região, vejo que temos especialistas e pessoas dedicadas que podem muito bem dizer do que a região precisa, inclusive apresentando propostas concretas.”

Hoje (16/1), a comitiva se reunirá com autoridades do município de Santarém (PA) e seguirá para Manaus (AM), onde terá encontro com o governador Eduardo Braga. Na quinta-feira, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, deverá se juntar ao grupo. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, cancelou sua ida por motivos de saúde.
(Alex Rodrigues)
(Agência Brasil, 15/1)

Kaique
January 18th, 2008, 03:30 AM
Taí um ministério que deveria ser levado a sério.

É um alguém com uma boa visão estratégica e de longo prazo.

Creio que tais medidas propostas deveriam ser estudadas por comissões técnicas de vários ministérios e do congresso e com isso ser traçado um plano de ações de longo prazo.

E assim sairmos desse amadorismo político e passarmos a agir como um estado profissional e preocupado com o bem estar de seus cidadãos de fato.

O Natalense
January 18th, 2008, 03:41 AM
Estavam chamando essa pasta por ele ocupada
de SEALOPRA (que era o anterior nome Secretária Especial de Assuntos de Longo Prazo).

Kaique
January 18th, 2008, 03:48 AM
E outra coisa.
O brasileiro precisa, muito mesmo, sentar-se em banco de escola que preste, ler e melhorar o nível cultural, para ver se deixa de ser esse povo medíocre, limitado e que só faz as cosias de última hora, e ridiculariza tudo aquilo que não conhece.

Por outro lado acata toda a tranqueira que lhe empurram de fora, porque ainda não perdeu o complexo de colonizado de que só prestam as soluções de fora.

eric_montezão
January 18th, 2008, 06:16 AM
Gostei das idéias do Mangabeira. De fato, acho que por hoje é o melhor a se fazer.

Pesquisadorbsb
January 18th, 2008, 06:32 AM
^^ Eu não gostei nada da idéia, primeiro no Nordeste não falta Água, isso todos sabem, agora quantos trilhões de dolares vão ser gastos com esses aquadutos? Eu acho que sei qual finalidade, como a Amazônia fica longe da Europa, e se transportar a Água até o Nordeste, fica mais fácil envasar garrafas pets para enviar a Europa de avião via aeroporto de Natal, só pode ser essa loucura que a figura quer fazer.

Inconfidente
January 18th, 2008, 04:09 PM
Eu simplesmente não entendo. Os americanos construíram uma represa no deserto (mais seco que nosso semi-árido) e com o reservatório que se formou abastecem Las Vegas (1.500.000 habitantes e boa parte da região desértica).

Construímos a represa de Sobradinho e não conseguimos abastecer o semi-árido que não tem nenhuma cidade grande e é menos seco que um deserto?

Essa comparação me leva a crer que água suficiente tem e na própria região. propiciar obras superfaturadas e sim em rede de distribuição mesmo. :|

gusbrum
January 18th, 2008, 10:39 PM
Mais um boçal nomeado ministro por Lula!!!

Há duas idéias erradas para a Amazônia: a primeira é mantê-la como um parque para deleite da humanidade; a segunda, permitir sua exploração indiscriminada.

Parque de deleite para a Humanidade?
Ao que eu saiba somente desmatam

a insistência num modelo predatório de ocupação e de exploração econômica vem destruindo a floresta ao ritmo de 20 mil quilômetros quadrados por ano.
Fonte Folha de São Paulo..

Sob o nome de Projeto Avança Brasil, os Custos Ambientais Para a Amazônia, de abril de 2000: apenas quatro das estradas incluídas no Avança Brasil - Cuiabá- Santarém (BR-163), no trecho Santarém-Itaituba; Humaitá-Manaus (BR-319); Transamazônica (BR-230), no trecho Marabá-Rurópolis; e Manaus-Boa Vista (BR-174) -, perfazendo um total de 3.500 quilômetros, provocariam ao longo dos próximos 25 a 35 anos um desmatamento entre 80 mil quilômetros quadrados, no cenário otimista, e 180 mil quilômetros quadrados, numa perspectiva pessimista. Algo como um a dois Portugais de floresta derrubada e morta, em apenas uma geração, ou um quinto da área de mata atlântica que os portugueses e seus descendentes levaram cinco séculos para devastar. Em carta publicada na revista britânica Nature em 11 de janeiro de 2001 ( vol. 409, p. 131), a previsão do Ipam, incluindo agora todas as estradas do Avança Brasil, foi revisada para 120 mil a 270 mil quilômetros quadrados de destruição --até três Portugais.

Fonte Folha de São Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u351813.shtml

gusbrum
January 18th, 2008, 10:47 PM
é sempre no oeste(texas,arizona,novo méxico e califórnia) do EUA que eu penso quando me lembro do desenvolvimento no semi-árido nordestino...lá ele criaram alternativas pra pop. ter renda em regiões desérticas(exemplos:Las Vegas -turismo,indústrias de ponta,vale do silicío nas grandes cidades,centros universitários e de pesquisas,mineração,etc...e ainda aproveitaram as culturas que se adaptam a região e outras que não se adaptam através da irrigação,eu sou a favor da transposição,pelo menos digamos a transferência de água do S.Francisco para outras regiões..o porém é se essa água ficar concetrada na mão,ou melhor nos latinfúndios de poucos)
existem exemplos no nordeste de que isso pode dá certo...como o Vale do São Francisco e o Vale do Açu,onde há plantações de frutas tropicais e até de uvas..existem regiões ricas em matérias-primas(petróleo,gás natural,ferro,ouro,calcário,caulim,tungstênio,sal,etc) muitas dessas são base da indústria química,regiões que poderiam criar pólos siderúrgicos e petro-químicos,locais onde poderiam existir centro de pesquisas biológicas,farmacêuticas..regiões onde há fonte de energia sobrando(eólica,solar...e até nuclear)
mas o problema como volto a repetir está baseado em três coisas:governo,sociedade civil e empresas privadas.

Sem falar que a maioria da agua que abastece Los Angeles vem do Rio Colorado ha mais de 400 kilometros de distancia...atravessando desertos,montanhas e areas rochosas...
http://www.ladwp.com/ladwp/cms/ladwp004409.jsp

Naipesky
January 18th, 2008, 11:30 PM
^^ só Belém-São Luis = 480 km.


Como é de se esperar, algumas besteiras (aqueduto, agricultura de subsistência). Mas como ele mesmo disse: "O Brasil precisa deixar de ter medo de idéias", logo, é bom que isso entre em discussão.


Mas gostei mesmo de 2 coisas:

1-Uma visão que deixa de lado a hipocrisia do "É, a Amazônia vai acabar e única coisa que precisamos é reverter isso!".

2- essa frase que daria urticária no Aldo Rebelo Anti-Bilinguísta:
Para o ministro, a juventude do Sudeste, “a classe média ilustrada” e a “grande mídia” querem uma versão mais light de projeto para a Amazônia. E certamente vai considerar sua proposta para a floresta “heavy” (pesada).

:| :lol:

(mas óbvio que foi intencional, uma provocação no estilo: esses chatos frescos entreguistas não querem que nossa Grande Rússia soviética avance para a glória)

Fabius_
January 19th, 2008, 01:25 AM
Com o perdão da palavra...

:crazy: (o nome da secretaria já diz tudo...:|)

...voltando: o problema do Nordeste não é a água (há exceções, como nos locais onde só tem água salobra). É a má distribuição da água. Desde o tempo do Dnocs, qualquer coisa (açudes, etc.) é feita para beneficiar os poderosos locais, não os sertanejos.
Lembro-me de uma reportagem sobre o açude de Orós, onde havia sertanejos perto dele sem água porque não tinham dinheiro para bombear a água até suas plantações...
Se fizerem o tal do aqueduto, continuará a haver gente sofrendo com falta d'água. Afinal, ela continuará a não chegar a quem precisa.

dricobel
January 19th, 2008, 03:12 AM
^^ só Belém-São Luis = 480 km.


Como é de se esperar, algumas besteiras (aqueduto, agricultura de subsistência). Mas como ele mesmo disse: "O Brasil precisa deixar de ter medo de idéias", logo, é bom que isso entre em discussão.


Mas gostei mesmo de 2 coisas:

1-Uma visão que deixa de lado a hipocrisia do "É, a Amazônia vai acabar e única coisa que precisamos é reverter isso!".

2- essa frase que daria urticária no Aldo Rebelo Anti-Bilinguísta:


:| :lol:

(mas óbvio que foi intencional, uma provocação no estilo: esses chatos frescos entreguistas não querem que nossa Grande Rússia soviética avance para a glória)

De Belém a São Luis são 480km??? Não sabia que já haviam encurtado o percurso :nuts:

CanudosWar
January 19th, 2008, 03:14 AM
minha gente ha coisas um tanto faraonicas sim,mas nem todo o projeto é feito de obras utopicas,que pressa de se ridicularizar qualquer ideia,o kaique tem razão.

gusbrum
January 19th, 2008, 11:25 AM
Mas sabes por que o Mangabeira esta fora da realidade? Porque a ideia dele do Nordeste é a mesma dos militares, do JK, do Lula e de todos os politicos bem intencionados porem sem noção nenhuma da geografia do Nordeste.
em primeiro porque levar agua da Amazonia para o Nordeste não é assim tão facil, pois uma coisa é levar agua até uma cidade e a outra é levar agua para todo o sertão nordestino, uma area enorme que se extende por varios estados.
Agora uma pergunta? Em pleno seculo 21 , o cara vem falar em agricultura de subsistencia?
E o que vai acontecer com esta agua quando chegar la?
Vão plantar feijão e criar cabras?

Não eles tem é que construirem escolas primarias de primeira classe nestas cidades afetadas pela seca e voce ja começa a reverter o jogo. Não precisa "investir" em nenhuma industria não, basta dar informação, treinamento, conhecimento de ultima geração para criar centros de desenvolvimento nas pequenas cidades pobres.
Instale internet gratis a todas estas cidades e ensine o povo de la a programar, a criar projetos de programas de computador e eles vão começar a se desenvolver.Crie centros de desenvolvimento de energia solar, Crie centros de desenvolvimentos de comunicação por satelites, centros de telemarketing, ou centros de atendimento ao consumidor todos baseados na mais pobre cidade do nordeste...
Como a India fez...hoje voce liga para o serviço ao consumidor de uma grande loja Americana, e quem te atende é uma telefonista la na India.

Isto sim, é uma solução inovadora. Tem que dar treinamento, educação e tecnologia para que estas pessoas fiquem nas suas cidades e passem a ganhar dinheiro baseado em conhecimento....
E não os elefantes brancos que o mangabeira quer por goela abaixo. Porque no final este aqueoduto vai sair de lugar nenhum para chegar a nenhum lugar, vai custar uma fortuna, e vai beneficiar (como sempre ) a familia do primo do deputado do estado que aprovou o projeto.

GLeal_SSA
January 19th, 2008, 03:51 PM
RPz.. é tanto desperdício no brasil. pq um "ministério" pra isso. Se as pessoas dos ministérios atuais pensassem e não fossem só políticos, não precisaria de nenhum ministério só para pensar a longo prazo.

Kaique
January 19th, 2008, 09:17 PM
Eu gosto de muitas das idéias institucionais dele.
O imposto sobre produtos de baixo valor agregado eu acho essencial para mudar o perfil das exportações e investimentos no país, mas talvez a própria valorização do real ajeite isso.

Osprojetos para a água na região precisam ser bem estudados.

@Pesquisadorbsb, não há tanta água assim sobrando.

E vocês falam com a mesma autoridade dele, porque os comentários que vi contra, não partiram de um se quer que more na região e enfrente as dificuldades diárias de um sertanejo.
Falo, porque nem nas capitais do nordeste as pessoas sabem o que se passa no sertão.

Precisamos de soluções ousadas que apostem em saídas diferentes como o GRUSBUM sugere.
Por outro lado não se pode deixar só nisso.
Coisas essenciais precisam ser feitas, como investir em habitação, saneamento e na pequena agricultura comercial para abastecer a região.
É incrível mas exporta-se frutas daqui enquanto há gente mal nutrida por não ter renda suficiente para comprar comida de qualidade.

Menino de Sampa
January 23rd, 2008, 10:10 PM
Realmente, as idéias são polêmicas. No entanto, Mangabeira Unger é de longe o "ministro" mais brilhante do governo Lula, o que afinal não é algo muito difícil ( :D ). O simples fato dele "pensar", ousar e saber as implicações que diferentes formas de institucionalização política acarretam já o torna muito diferente do político-médio brasileiro.