IsaacUrban
January 21st, 2008, 12:30 AM
Demorou !!!
Após quase um ano da aprovação da revisão do Plano Diretor de Campinas, a Prefeitura finalizou a proposta do primeiro Plano Local de Gestão (PLG) da cidade, referente à macrozona 5 (Campo Grande e Ouro Verde) e planeja uma megaintervenção na região. O governo municipal prevê a implementação de uma série de medidas, como o aumento do perímetro urbano, a criação de parques de recuperação ambiental, a reorganização do sistema viário, com a
construção de pistas marginais na Rodovia dos Bandeirantes e na Avenida John Boyd Dunlop, e a regularização de pequenos comércios junto a residências. O peso do segmento comercial nas duas regiões é grande, tanto que a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) inaugurou o seu primeiro escritório descentralizado no Campo Grande.
A Administração municipal informou que o objetivo é promover uma reorganização das duas regiões e definir diretrizes para o futuro crescimento da macrozona, principalmente com a construção do Corredor Metropolitano. É justamente em um trecho pelo qual passa o empreendimento, de responsabilidade do governo estadual, que será realizada uma das mudanças de zoneamento: uma área de pequenas propriedades passará de rural para urbana — ao lado direito do corredor.
Outro local que terá o zoneamento alterado será a área de uma fazenda de propriedade do Banco Safra. O residencial São Luiz, constituído em área rural, também passará a compor o perímetro urbano. Com as alterações previstas no plano local da macrozona 5, a porção urbana do município aumentará em 7,22 quilômetros quadrados. A medida adotada pelo governo municipal vai elevar essa área de 388,9 quilômetros quadrados para 396,12 quilômetros quadrados.
Quando começou a trabalhar no plano local, o comando da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, na época tendo com chefe da Pasta o ex-secretário Márcio Barbado, garantiu que não seria necessário alterar o perímetro urbano da cidade porque há no município inúmeros vazios urbanos. O atual secretário, Vicente Andreu Guillo, afirmou que a mudança de zoneamento dessas áreas pode gerar polêmica, mas é necessária para o desenvolvimento socioeconômico da macrozona 5.
De acordo com Guillo, todo o processo passou pelo crivo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e da população das regiões do Ouro Verde e Campo Grande. “A área que pertence ao Banco Safra se caracteriza como um grande vazio e fica em uma região de grande densidade urbana. A área é improdutiva e nela pretendemos fomentar atividades industriais, comerciais e a criação de um parque do porte do Ibirapuera, em São Paulo”, disse.
O secretário afirmou que o Corredor Metropolitano trará um novo cenário de desenvolvimento que deve ser aproveitado no planejamento da região. “Foi realizada uma avaliação de que era melhor englobar ao perímetro urbano uma faixa de área que fica próxima do corredor, sem que exista prejuízo para as áreas rurais da região”, disse. Ele comentou que na macrozona 5 há cinco unidades territoriais básicas (UTBs) rurais e apenas uma delas será transformada em urbana.
Projetos urbanísticos
Guillo garantiu que a mudança de zoneamento não foi realizada para privilegiar nenhum setor. Segundo ele, não há pedido do Banco Safra para qualquer empreendimento na área que está situada na região do Campo Grande. “A classificação das áreas que serão incluídas como perímetro urbano será Z18. Dessa forma, qualquer intervenção nos espaços deverá passar pelo crivo da Prefeitura. O objetivo é disciplinar o uso e ocupação desse solo”, disse.
Ele revelou que a intenção do governo municipal é que os espaços transformados em perímetro urbano sejam utilizados para o desenvolvimento de atividades que gerem renda e emprego para a população que vive na macrozona 5. “A previsão é de baixo adensamento dessas áreas que serão usadas para a instalação de empreendimentos industriais, comerciais e de serviços. As áreas ficam próximas a importantes corredores de trânsito”, apontou o secretário. Ele lembrou que a legislação prevê a manutenção de 20% da área para preservação permanente.
A Agência Anhangüera de Notícias (AAN) apurou junto ao setor imobiliário que a inclusão de uma área em perímetro urbano, numa região com perspectivas de crescimento econômico, pode provocar uma valorização de mais de 200% no preço do metro quadrado de terra. A AAN entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco Safra para saber detalhes sobre a área e se há projetos futuros para ocupação do espaço, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Diretrizes viárias
Um problema que aflige a população da região é a falta de acessos para outras áreas da cidade, principalmente o Centro. O caminho mais utilizado é a Avenida John Boyd Dunlop, um dos maiores gargalos viários do município. O diretor do Departamento de Planejamento da Secretaria (Deplan), Alair Roberto Godoy, afirmou que o sistema viário passará por uma reorganização que permitirá a interligação com importantes regiões como Centro, Ouro Verde e Vida Nova. “Uma das sugestões são novas transposições e marginais na Bandeirantes”, adiantou.
Alteração do zoneamento deixa conselho em alerta
O presidente do Conselho Regional das Entidades da Região do Campo Grande (Coregon), Isaac Martins, afirmou que a comunidade aprovou o plano, mas ficará atenta a alterações no zoneamento que afetem a zona rural da região. “Foram discutidos todos os pontos que envolvem as intervenções no bairro, incluindo as áreas do Banco Safra e o setor próximo do Corredor Metropolitano. Entretanto, nós não vamos concordar com mudanças que acarretem prejuízo à zona rural”, argumentou o presidente.
Martins destacou que na macrozona 5 há uma grande quantidade de mananciais que devem ser preservados. “O plano local é um documento que teve a participação de governo e comunidade. As duas partes opinaram e tiveram a oportunidade de discutir as suas propostas e as necessidades. O documento final ficou razoável para as duas partes”, analisou. “A gestão do plano local será compartilhada com a população”, afirmou o secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Vicente Andreu Guillo.
O membro do Conselho Nacional do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Marcelo Hobeika, destacou que os planos locais obedecem a critérios urbanísticos. Para ele, espaços ociosos devem ter uma destinação que utilizem esses parâmetros. “Todo esse trabalho deve passar por um estudo técnico e com a participação dos moradores da região”, observou. O especialista lembrou que a região do Campo Grande e Ouro Verde tem demandas como creches, escolas e atividades que gerem emprego e renda. (AL/AAN)
Acic escolhe a região para criar núcleo
O primeiro núcleo descentralizado da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), inaugurado no final de novembro passado no Campo Grande, vai atender os comerciantes e a população da região. A entidade vai prestar serviços de consulta ao crédito e cursos. Posteriormente, pretende implantar o programa de cooperativa de crédito e um plano de saúde para os associados. A expectativa é que a entrada em operação do novo núcleo resulte em um aumento de 15% a 20% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
O local do novo núcleo foi definido em decorrência do potencial da região e da carência de equipamentos que supram às necessidades de empresários e comunidade. O posto foi instalado na marginal da Avenida John Boyd Dunlop, próximo ao terminal de ônibus e também do futuro pronto-socorro da região. Entre dez e 12 pessoas vão atuar no núcleo quando todo o projeto estiver implantado. A Acic planeja abrir mais três postos descentralizados ainda este ano. (AL/AAN)
Projetos de leis ainda serão enviados à Câmara
A Prefeitura de Campinas prepara agora os cadernos de subsídios e projetos de leis complementares a serem enviadas à Câmara para viabilizar as novas diretrizes que devem ser implantadas na macrozona 5. A proposta da Administração municipal prevê a adequação do uso do solo com novo zoneamento de áreas que permita a implantação e complementação de corredores comerciais, permissão de subdivisão de lotes em loteamentos já implantados e a possibilidade de comércio local, controle de adensamento em áreas não parceladas, criação de corredores comerciais em loteamentos residenciais, implantação e expansão de áreas industriais e criação de áreas para implantação de projetos urbanísticos e eixos verdes. “Algumas mudanças vão permitir a regularização de pequenos comércios”, disse o secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Vicente Andreu Guillo.
Zeis
Outro ponto destacado na proposta do plano local de gestão é a criação de zonas especiais de interesse social (Zeis) que se configuram em regiões específicas para empreendimentos habitacionais que possam abrigar também comércios e serviços. As Zeis podem ser de indução (áreas ainda não edificadas ou subutilizadas) ou de regularização (áreas resultantes de ocupações espontâneas que surgiram de forma desordenada). (AL/AAN)
Fonte Correio Popular - 14/01/2008
será q sai?
Após quase um ano da aprovação da revisão do Plano Diretor de Campinas, a Prefeitura finalizou a proposta do primeiro Plano Local de Gestão (PLG) da cidade, referente à macrozona 5 (Campo Grande e Ouro Verde) e planeja uma megaintervenção na região. O governo municipal prevê a implementação de uma série de medidas, como o aumento do perímetro urbano, a criação de parques de recuperação ambiental, a reorganização do sistema viário, com a
construção de pistas marginais na Rodovia dos Bandeirantes e na Avenida John Boyd Dunlop, e a regularização de pequenos comércios junto a residências. O peso do segmento comercial nas duas regiões é grande, tanto que a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) inaugurou o seu primeiro escritório descentralizado no Campo Grande.
A Administração municipal informou que o objetivo é promover uma reorganização das duas regiões e definir diretrizes para o futuro crescimento da macrozona, principalmente com a construção do Corredor Metropolitano. É justamente em um trecho pelo qual passa o empreendimento, de responsabilidade do governo estadual, que será realizada uma das mudanças de zoneamento: uma área de pequenas propriedades passará de rural para urbana — ao lado direito do corredor.
Outro local que terá o zoneamento alterado será a área de uma fazenda de propriedade do Banco Safra. O residencial São Luiz, constituído em área rural, também passará a compor o perímetro urbano. Com as alterações previstas no plano local da macrozona 5, a porção urbana do município aumentará em 7,22 quilômetros quadrados. A medida adotada pelo governo municipal vai elevar essa área de 388,9 quilômetros quadrados para 396,12 quilômetros quadrados.
Quando começou a trabalhar no plano local, o comando da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, na época tendo com chefe da Pasta o ex-secretário Márcio Barbado, garantiu que não seria necessário alterar o perímetro urbano da cidade porque há no município inúmeros vazios urbanos. O atual secretário, Vicente Andreu Guillo, afirmou que a mudança de zoneamento dessas áreas pode gerar polêmica, mas é necessária para o desenvolvimento socioeconômico da macrozona 5.
De acordo com Guillo, todo o processo passou pelo crivo do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e da população das regiões do Ouro Verde e Campo Grande. “A área que pertence ao Banco Safra se caracteriza como um grande vazio e fica em uma região de grande densidade urbana. A área é improdutiva e nela pretendemos fomentar atividades industriais, comerciais e a criação de um parque do porte do Ibirapuera, em São Paulo”, disse.
O secretário afirmou que o Corredor Metropolitano trará um novo cenário de desenvolvimento que deve ser aproveitado no planejamento da região. “Foi realizada uma avaliação de que era melhor englobar ao perímetro urbano uma faixa de área que fica próxima do corredor, sem que exista prejuízo para as áreas rurais da região”, disse. Ele comentou que na macrozona 5 há cinco unidades territoriais básicas (UTBs) rurais e apenas uma delas será transformada em urbana.
Projetos urbanísticos
Guillo garantiu que a mudança de zoneamento não foi realizada para privilegiar nenhum setor. Segundo ele, não há pedido do Banco Safra para qualquer empreendimento na área que está situada na região do Campo Grande. “A classificação das áreas que serão incluídas como perímetro urbano será Z18. Dessa forma, qualquer intervenção nos espaços deverá passar pelo crivo da Prefeitura. O objetivo é disciplinar o uso e ocupação desse solo”, disse.
Ele revelou que a intenção do governo municipal é que os espaços transformados em perímetro urbano sejam utilizados para o desenvolvimento de atividades que gerem renda e emprego para a população que vive na macrozona 5. “A previsão é de baixo adensamento dessas áreas que serão usadas para a instalação de empreendimentos industriais, comerciais e de serviços. As áreas ficam próximas a importantes corredores de trânsito”, apontou o secretário. Ele lembrou que a legislação prevê a manutenção de 20% da área para preservação permanente.
A Agência Anhangüera de Notícias (AAN) apurou junto ao setor imobiliário que a inclusão de uma área em perímetro urbano, numa região com perspectivas de crescimento econômico, pode provocar uma valorização de mais de 200% no preço do metro quadrado de terra. A AAN entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco Safra para saber detalhes sobre a área e se há projetos futuros para ocupação do espaço, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
Diretrizes viárias
Um problema que aflige a população da região é a falta de acessos para outras áreas da cidade, principalmente o Centro. O caminho mais utilizado é a Avenida John Boyd Dunlop, um dos maiores gargalos viários do município. O diretor do Departamento de Planejamento da Secretaria (Deplan), Alair Roberto Godoy, afirmou que o sistema viário passará por uma reorganização que permitirá a interligação com importantes regiões como Centro, Ouro Verde e Vida Nova. “Uma das sugestões são novas transposições e marginais na Bandeirantes”, adiantou.
Alteração do zoneamento deixa conselho em alerta
O presidente do Conselho Regional das Entidades da Região do Campo Grande (Coregon), Isaac Martins, afirmou que a comunidade aprovou o plano, mas ficará atenta a alterações no zoneamento que afetem a zona rural da região. “Foram discutidos todos os pontos que envolvem as intervenções no bairro, incluindo as áreas do Banco Safra e o setor próximo do Corredor Metropolitano. Entretanto, nós não vamos concordar com mudanças que acarretem prejuízo à zona rural”, argumentou o presidente.
Martins destacou que na macrozona 5 há uma grande quantidade de mananciais que devem ser preservados. “O plano local é um documento que teve a participação de governo e comunidade. As duas partes opinaram e tiveram a oportunidade de discutir as suas propostas e as necessidades. O documento final ficou razoável para as duas partes”, analisou. “A gestão do plano local será compartilhada com a população”, afirmou o secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Vicente Andreu Guillo.
O membro do Conselho Nacional do Instituto dos Arquitetos do Brasil, Marcelo Hobeika, destacou que os planos locais obedecem a critérios urbanísticos. Para ele, espaços ociosos devem ter uma destinação que utilizem esses parâmetros. “Todo esse trabalho deve passar por um estudo técnico e com a participação dos moradores da região”, observou. O especialista lembrou que a região do Campo Grande e Ouro Verde tem demandas como creches, escolas e atividades que gerem emprego e renda. (AL/AAN)
Acic escolhe a região para criar núcleo
O primeiro núcleo descentralizado da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), inaugurado no final de novembro passado no Campo Grande, vai atender os comerciantes e a população da região. A entidade vai prestar serviços de consulta ao crédito e cursos. Posteriormente, pretende implantar o programa de cooperativa de crédito e um plano de saúde para os associados. A expectativa é que a entrada em operação do novo núcleo resulte em um aumento de 15% a 20% nas consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
O local do novo núcleo foi definido em decorrência do potencial da região e da carência de equipamentos que supram às necessidades de empresários e comunidade. O posto foi instalado na marginal da Avenida John Boyd Dunlop, próximo ao terminal de ônibus e também do futuro pronto-socorro da região. Entre dez e 12 pessoas vão atuar no núcleo quando todo o projeto estiver implantado. A Acic planeja abrir mais três postos descentralizados ainda este ano. (AL/AAN)
Projetos de leis ainda serão enviados à Câmara
A Prefeitura de Campinas prepara agora os cadernos de subsídios e projetos de leis complementares a serem enviadas à Câmara para viabilizar as novas diretrizes que devem ser implantadas na macrozona 5. A proposta da Administração municipal prevê a adequação do uso do solo com novo zoneamento de áreas que permita a implantação e complementação de corredores comerciais, permissão de subdivisão de lotes em loteamentos já implantados e a possibilidade de comércio local, controle de adensamento em áreas não parceladas, criação de corredores comerciais em loteamentos residenciais, implantação e expansão de áreas industriais e criação de áreas para implantação de projetos urbanísticos e eixos verdes. “Algumas mudanças vão permitir a regularização de pequenos comércios”, disse o secretário de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Vicente Andreu Guillo.
Zeis
Outro ponto destacado na proposta do plano local de gestão é a criação de zonas especiais de interesse social (Zeis) que se configuram em regiões específicas para empreendimentos habitacionais que possam abrigar também comércios e serviços. As Zeis podem ser de indução (áreas ainda não edificadas ou subutilizadas) ou de regularização (áreas resultantes de ocupações espontâneas que surgiram de forma desordenada). (AL/AAN)
Fonte Correio Popular - 14/01/2008
será q sai?