Alexandre Lima
January 23rd, 2008, 08:29 PM
A Crítica - AM - 18/12/2007
A expansão do negócio franqueado que ocorre na capital é reflexo dos bons resultados do setor no PaísCláudia do Valle
Marcas famosas de alto valor agregado têm "desembarcado" em Manaus nos últimos meses. Rosa Chá, Benedixt, Fran's Café, Casa das Cuecas U/W, Dona Florinda, restaurante Badaró, entre outras, chegam para ampliar a oferta de produtos e serviços na capital, representando investimentos que ultrapassam R$ 1 milhão e gerando quase 100 empregos. Em comum, todas são franquias de empreendimentos que funcionam no Sul e Sudeste com muito sucesso.
A expansão do negócio franqueado que ocorre na capital é reflexo dos bons resultados do setor no País, que até o fim do ano deverá ter faturado mais de R$ 45 bilhões segundo previsão da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O número de franquias em operação saltou de 1.366 para 1.542 até novembro, o que representa crescimento de 12,9% ao ano.
Os bons ventos da economia e as facilidades de entrar no mercado, como maior oferta de linhas de crédito e financiamento, têm empurrado o franchising à frente, segundo Carlos Guerberoff, da Central de Franquias, que esteve na cidade para a abertura da Benedixt. "E a expansão segue em todas as regiões, mas em Manaus acredito que o 'boom' imobiliário vai fomentar toda a sorte de comércio. Há um crescimento geral do poder de compra", confia Guerberoff.
Na contramão de tanto otimismo, no entanto, a maior desvantagem para abrir um negócio, de modo geral, é a falta de acesso à capital por rodovia, o que compromete e encarece a logística de transporte de produtos e bens. Outra desvantagem de ser um franqueado é achar que ter uma marca já estabelecida e contar com um know how de gestão são sinônimos de "100% de ganho". Para especialistas nesse mercado, onde a falência não passa dos 5%, vale mais o ditado de que o "olho do dono é que engorda o boi". Para o empreendimento dar certo é preciso que o franqueado seja um empreendedor e esteja sempre perto. "A principal causa 'mortis' é pensar que se tem uma fórmula de sucesso pronta e que não é preciso fazer mais nada. Com a franquia se adquire conhecimento, mas não empreendedorismo, iniciativa e visão. O negócio não funciona sozinho", diz o especialista da Central de Franquias.
Para a franqueada Elaine Lima, da recém-inaugurada Benedixt (rua rio Madeira, Vieiralves), que consumiu investimentos de R$ 250 mil para funcionar de segunda a sábado, com três funcionários e mais de 3 mil itens de decoração, casa e design, a marca é o grande diferencial entre ter um empreendimento próprio ou uma franquia. "Com a franquia se tem história, os testes já foram feitos e há possibilidade de ter preços diferenciados porque o volume de compra é maior, o que deixa a marca mais competitiva", diz Elaine, que tem como sócio o marido e arquiteto Roberto Moita.
De modo geral, o franchising tem um período de retorno que varia de 12 meses a 36 meses, e investimentos para pequenos, médios e grandes empresários, com perfil variando conforme o cliente e clientela. Os setores que mais têm crescido são os do ramo de alimentação (24% das redes), seguido por negócios, serviços e conveniência (14%), beleza, saúde e produtos naturais, e educação e treinamento (10% cada um).
A expansão do negócio franqueado que ocorre na capital é reflexo dos bons resultados do setor no PaísCláudia do Valle
Marcas famosas de alto valor agregado têm "desembarcado" em Manaus nos últimos meses. Rosa Chá, Benedixt, Fran's Café, Casa das Cuecas U/W, Dona Florinda, restaurante Badaró, entre outras, chegam para ampliar a oferta de produtos e serviços na capital, representando investimentos que ultrapassam R$ 1 milhão e gerando quase 100 empregos. Em comum, todas são franquias de empreendimentos que funcionam no Sul e Sudeste com muito sucesso.
A expansão do negócio franqueado que ocorre na capital é reflexo dos bons resultados do setor no País, que até o fim do ano deverá ter faturado mais de R$ 45 bilhões segundo previsão da Associação Brasileira de Franchising (ABF). O número de franquias em operação saltou de 1.366 para 1.542 até novembro, o que representa crescimento de 12,9% ao ano.
Os bons ventos da economia e as facilidades de entrar no mercado, como maior oferta de linhas de crédito e financiamento, têm empurrado o franchising à frente, segundo Carlos Guerberoff, da Central de Franquias, que esteve na cidade para a abertura da Benedixt. "E a expansão segue em todas as regiões, mas em Manaus acredito que o 'boom' imobiliário vai fomentar toda a sorte de comércio. Há um crescimento geral do poder de compra", confia Guerberoff.
Na contramão de tanto otimismo, no entanto, a maior desvantagem para abrir um negócio, de modo geral, é a falta de acesso à capital por rodovia, o que compromete e encarece a logística de transporte de produtos e bens. Outra desvantagem de ser um franqueado é achar que ter uma marca já estabelecida e contar com um know how de gestão são sinônimos de "100% de ganho". Para especialistas nesse mercado, onde a falência não passa dos 5%, vale mais o ditado de que o "olho do dono é que engorda o boi". Para o empreendimento dar certo é preciso que o franqueado seja um empreendedor e esteja sempre perto. "A principal causa 'mortis' é pensar que se tem uma fórmula de sucesso pronta e que não é preciso fazer mais nada. Com a franquia se adquire conhecimento, mas não empreendedorismo, iniciativa e visão. O negócio não funciona sozinho", diz o especialista da Central de Franquias.
Para a franqueada Elaine Lima, da recém-inaugurada Benedixt (rua rio Madeira, Vieiralves), que consumiu investimentos de R$ 250 mil para funcionar de segunda a sábado, com três funcionários e mais de 3 mil itens de decoração, casa e design, a marca é o grande diferencial entre ter um empreendimento próprio ou uma franquia. "Com a franquia se tem história, os testes já foram feitos e há possibilidade de ter preços diferenciados porque o volume de compra é maior, o que deixa a marca mais competitiva", diz Elaine, que tem como sócio o marido e arquiteto Roberto Moita.
De modo geral, o franchising tem um período de retorno que varia de 12 meses a 36 meses, e investimentos para pequenos, médios e grandes empresários, com perfil variando conforme o cliente e clientela. Os setores que mais têm crescido são os do ramo de alimentação (24% das redes), seguido por negócios, serviços e conveniência (14%), beleza, saúde e produtos naturais, e educação e treinamento (10% cada um).