View Full Version : Joinville pode ter fábrica da General Motors


Sublime
January 24th, 2008, 06:00 AM
Montadora deve definir até março um local para instalar a unidade
A General Motors (GM), montadora transnacional com sede nos Estados Unidos, deve definir a cidade de Joinville como sede da sua nova fábrica de motores. As negociações começaram o no ano passado e estariam bem avançadas, restando apenas alguns detalhes para a decisão definitiva.

Tanto o governo do Estado como a empresa não comentam o assunto. Além disso, a GM também preferiu não detalhar que outras cidades fora de Santa Catarina concorreriam com Joinville para sediar a fábrica. A nova unidade será resultado de um um investimento em torno de US$ 230 milhões. Isso vai significar a criação de 600 empregos diretos.

Segundo o diretor regional do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Ugo Ferreira, se a GM confirmar que vem para Joinville, a fábrica de motores pode levar entre 18 meses e 24 meses para ficar pronta a partir do anúncio oficial.

No ano passado, a transnacional vendeu 499 mil veículos no Brasil. O país passou a ser o terceiro maior mercado, perdendo apenas para Estados Unidos e China, segundo dados divulgados nesta quarta-feira. Em todo o mundo, o crescimento nas vendas foi de 3% e atingiu a marca de 9,37 milhões de carros e caminhões. Isso significa que a GM pode ter empatado com a líder Toyota.

De acordo com a reportagem do jornal A Notícia, representantes da GM chegaram a olhar terrenos em Araquari e Joinville, ambas no Norte do Estado. A idéia é aproveitar a proximidade da região com os portos de São Francisco do Sul, Itajaí e de Itapoá, ainda em construção. Outra vantagem é o acesso rápido às unidades gaúcha de Gravataí e argentina de Rosário. A previsão é que o a empresa bata o martelo até março.


A NOTÍCIA

FlicK
January 24th, 2008, 06:03 AM
Que ótima notícia para SC! :)

Bruno_BL
January 24th, 2008, 12:07 PM
Uma das cidades concorrentes é criciúma, pelo menos, foi o que deu no rádio aqui, que criciúma poderia ganhar uma fabrica da GM.

Kelsen
January 24th, 2008, 02:15 PM
Joinville oferecerá incentivos fiscais? Não é típiico das cidades catarinenses. Tomara que venha.

.Kr'st_fer.
January 24th, 2008, 03:13 PM
Ih. isso tem cheiro de novela q nem acontece com a Toyota.

Torço bastante pra q saia no PR (claro, como paranaense), mas ficarei contente em saber a empresas desse porte se instale no nosso Sul!!! :)

.Kr'st_fer.
January 24th, 2008, 03:14 PM
edit post duplo

schmidt
January 25th, 2008, 02:53 AM
Eu acharia interessante que se instalasse em SC pra nós também termos uma montadora como o PR e o RS já têm hehe.

Sublime
January 25th, 2008, 03:04 AM
Será uma fábrica para produção de motores para os veículos da GM. Mas concordo, SC precisa se empenhar para atrair uma montadora. Começar a oferecer incentivos. É impressionante, oquê já perdemos de montadores que vieram primeiramente com interesse de se instalar em SC e o poder público deu "as costas".

Sublime
January 25th, 2008, 03:05 AM
Joinville (24/01/2008) - Secretaria de Comunicação

Se depender do governo municipal, é em Joinville que a nova fábrica de motores da GM irá se instalar. Na sexta-feira (25/1), executivos da General Motors irão participar de uma reunião na prefeitura. "Vamos lutar para que se instale aqui. Ficará próximo de fornecedores, como Tupy e Wetzel, e irá fortalecer e qualificar nosso setor empresarial," declarou o prefeito Marco Tebaldi. Outras cidades do Norte de Santa Catarina estão na disputa com Joinville.


PMJ

Kelsen
January 25th, 2008, 03:17 AM
Joinville (24/01/2008) - Secretaria de Comunicação

Outras cidades do Norte de Santa Catarina estão na disputa com Joinville.

PMJ

Aposto que é Jaraguá ^^

Sublime
January 25th, 2008, 03:21 AM
Aposto que é Jaraguá ^^

E Araquari. Isso enfraquece a outra, assim fica difícil unir esforços para atrair uma montadora como nos outros estados.

EricoWilliams
January 26th, 2008, 10:37 AM
Mas Joinville nao precisa né?! Vai recusar a instalação :lol:

Sublime
January 26th, 2008, 11:33 AM
Joinville de fato, não precisa. Afinal não depende de multinacional estrangeira, já tem uma economia consolidada motivada pelo empreendedorimo local. O bom mesmo é tirar suquinho de capilé da mão de criança. :lol:

sul_mp
January 26th, 2008, 09:52 PM
assim poderia fazer dupla com a Busscar...

tomara que venha! Empregos nunca são demais!

mas será que só 600 funcionários???

a malwee tem quase 2 000 aqui em Jaraguá!

sul_mp
January 26th, 2008, 09:54 PM
Aposto que é Jaraguá ^^

tomara que seja!!!

haha....

Vittariano
January 30th, 2008, 10:28 PM
Que bom que venha para SC, vai movimentar ainda mais a economia do sul do Brasil!

RVpoa
February 16th, 2008, 11:32 AM
Embora jornais estejam dando como quase certo pra Joinville a fábrica de motores o diretor geral em entrevista disse que o RS leva vantagem na disputa e que não está discartado...mês que vem saberemos...aqui ou em SC será mais um passo positivo para decentralização industrial do Brasil e aumento de participação dos estados menores na economia nacional.

Sublime
February 17th, 2008, 12:11 AM
^ Os diretores da GM também disseram que SC e principalmente Joinville leva vantagem sobre o RS. E que SP é o maior encalço, pois a única fábrica de motores da GM fica lá.

Ginasta_PR
February 17th, 2008, 12:37 AM
Em q cidade já existe uma?
nao é no sul tb?

RVpoa
February 17th, 2008, 08:31 PM
^^^^Gravataí na RM de POA tem uma fabrica da GM.

Eduhaus
February 22nd, 2008, 03:29 PM
Embora jornais estejam dando como quase certo pra Joinville a fábrica de motores o diretor geral em entrevista disse que o RS leva vantagem na disputa e que não está discartado...mês que vem saberemos...aqui ou em SC será mais um passo positivo para decentralização industrial do Brasil e aumento de participação dos estados menores na economia nacional.

:ohno:

E mesmo que a GM fosse aqui, o RS consegue perder a fábrica:

Quero só ver o que os anti-petistas tem a dizer :nuts:

Hoje é um dia decisivo para a definição da cidade que abrigará a fábrica de motores da General Motors. Ontem, o vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, antecipou a Zero Hora que a montadora está decidida a instalar a unidade em Santa Catarina. A fábrica levará US$ 350 milhões para o Estado vizinho e deverá estar em operação em dois anos. Hoje, o executivo da GM deve reunir-se com o governador catarinense, Luiz Henrique da Silveira (PMDB).

As candidatas que apresentam o ambiente procurado pela companhia para instalar a fábrica são Joinville e Araquari.

Pinheiro Neto disse que aposta no mercado interno e estima crescimento de 15%, com 600 mil veículos da GM rodando pelo país em 2008.

Kelsen
February 22nd, 2008, 03:53 PM
Excelente notícia para SC.

danieldefranca
February 22nd, 2008, 08:08 PM
parabens pra SC com mais este empreendimento a SC só tem a melhorar mais e mais

Kelsen
February 23rd, 2008, 04:51 PM
O martelo foi batido

Fábrica de motores da GM será instalada em Joinville. Montadora comunicou decisão ao governador

Reportegem Daniel Cardoso, Rodrigo Stüpp, Rosane Felthaus e Simone Kafruni

A chegada da General Motors em Santa Catarina, esperada há 12 anos, foi confirmada ontem em uma reunião realizada na Capital entre o vice-presidente da empresa, José Carlos Pinheiro Neto, e o governador Luiz Henrique da Silveira. Além da definição da escolha do Estado, o encontro também serviu para bater o martelo sobre a cidade que vai receber os R$ 350 milhões de investimentos: Joinville. A notícia da decisão foi divulgada em entrevista coletiva do prefeito Marco Tebaldi e confirmada pela assessoria de comunicação do governo estadual. Só que a GM preferiu dizer que ainda não há definição sobre a unidade. "Estamos negociando quatro terrenos em Joinville e dois em Araquari. As duas cidades ainda estão sob análise", disse o diretor de relações institucionais da empresa, Luiz Moan.
Sem se preocupar com a cautela da GM, o prefeito Tebaldi convocou a imprensa depois de receber uma ligação do governador, logo após o fim da reunião entre LHS e executivos da empresa. "Atendi o celular e o governador falou: 'Você é um prefeito de sorte. Vai receber a GM'", contou o prefeito. Tebaldi também falou sobre os próximos passos das conversas entre Joinville e a empresa. Na semana que vem, será montada uma força-tarefa formada por dois técnicos da prefeitura, dois do governo e representantes da multinacional. A idéia é acertar os últimos detalhes técnicos para viabilizar o negócio. "Acredito que a empresa escolheu vir para cá por uma série de itens. A mão-de-obra é qualificada, temos fácil acesso aos portos e, principalmente, pelo ciclo produtivo (indústrias de peças) já instalado", falou o prefeito.
Entre os itens que estarão em debate na força-tarefa aparece o terreno que será comprado pela montadora. A GM afirma ter seis áreas em vista, mas A Notícia apurou que as negociações estão bem adiantas com uma na BR-101, onde iria se instalar uma fábrica de papelão da Art Vinco. Apesar da cautela nas declarações, a empresa tem pressa para resolver o caso. As obras devem começar ainda neste semestre e o primeiro motor será montado no final de 2009 ou início de 2010. Serão produzidas 120 mil unidades por ano da versão 1.4 flex para o Prisma.
Até lá, algumas melhorias deverão ser feitas na cidade. Uma linha de transmissão de energia vai ligar o Norte catarinense com o Paraná. O linhão, como é chamado, fica sob responsabilidade do governo federal.
A União também deverá ser comunicada oficialmente nas próximas semanas. A empresa quer anunciar os grandes investimentos previstos para este ano. Além da fábrica de Joinville, um terceiro turno de trabalho em São Caetano do Sul (SP) e um Centro de Distribuição em Pernambuco. Esses pontos formam o tripé estratégico da GM para aproveitar o bom momento da economia e alavancar as vendas de carros novos no Brasil. Antes do anúncio nacional, está previsto outro, em Santa Catarina. GM, Prefeitura de Joinville e governo estadual devem se reunir nos próximos dias para comunicar oficialmente as negociações. O governador já articula nos bastidores trazer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o evento.

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Opinião

Olhar para o futuro

Vandré Kramer - Editor de Economia

No começo, foram vários flertes. Por duas vezes, o namoro foi bem sério – com a Mercedes-Benz e a General Motors. Com esta, até o casamento chegou a ser marcado, com direito a anúncio para o então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Quando os noivos estavam prestes a ir ao altar, os problemas vieram e o que estava a um passo de virar realidade se tornou o sonho de uma noite de verão.

Ter uma unidade de uma montadora é um bom chamariz de investimentos. Atrai empresas, gera oportunidades de novos negócios
Os anos se passaram e os antigos pretendentes voltaram a conversar. E seriamente. Conversa vai, conversa vem, o casamento vai se concretizar. Santa Catarina realiza o velho sonho de receber uma unidade de uma montadora. Não é a tão sonhada fábrica de carros, mas é a fábrica da alma deles – o motor.
Ter uma unidade de uma montadora é um bom chamariz de investimentos. Atrai empresas, gera oportunidades de novos negócios – SC é um grande produtor de autopeças –, aumenta a arrecadação de impostos, possibilita o surgimento de novos empreendimentos. Não é do dia para a noite que aparece um investimento que pode superar os R$ 350 milhões.
Mas não é tudo. É preciso dar condições para que esse investimento e outros floresçam. Não apenas com incentivos fiscais, que certamente estão no pacote. É preciso que haja luz para alimentar as máquinas, gente qualificada para trabalhar com elas, rodovias e ferrovias adequadas para trazer as matérias-primas e levar o produto até os clientes. É um trabalho que começa anos antes de se colocar a pedra fundamental. Foi pensando para a frente que uma Alemanha derrubada por duas guerras em mais de 90 anos, que um Japão destruído por duas bombas atômicas, e que países tipicamente agrícolas – como Taiwan, Coréia do Sul e Finlândia – passaram à frente na corrida do crescimento e do desenvolvimento sócio-econômico.
A lua-de-mel está começando. E em um ótimo momento. Nunca a indústria brasileira produziu e vendeu tanto carro – foram mais de três milhões nos 12 meses encerrados em janeiro –, embalada pela grande disponibilidade de dinheiro, seja pela melhoria na renda da população, pelas facilidades para emprestar dinheiro, ou pelas condições oferecidas pelas montadoras.
E depois da lua-de-mel, o que vai ser? Quais os planos de SC para o futuro, consolidado o investimento da GM? O que o Estado espera para 2017, 2027, 2057? Ser industrial ou um gerador de conhecimento? É preciso saber o que se quer. É a lição dada por Alemanha, Japão, Taiwan, Coréia do Sul e Finlândia. Como diria o poeta espanhol António Machado: "El camino se hace al caminar".

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Opção pela infra-estrutura

Claudio Loetz - Colunista de Economia

A fábrica de motores da GM vai render dividendos para a região Norte. A montadora não confirma o local exato, teme exploração imobiliária porque ainda não comprou a área. O presidente da Associação Empresarial de Joinville, Udo Dohler, diz que a opção (ainda não oficializada pela montadora) é lógica. Prevalecendo Joinville, ganha o município com a infra-estrutura industrial, mão-de-obra de qualidade e parque de autopeças e de ferramentaria de ponta.

O anúncio feito ontem significa, também, ganho de imagem para a cidade. Colocará Joinville na vitrine para novos empreendimentos.
A fábrica de motores, coração do automóvel, vem para o terceiro mais importante pólo industrial do Sul do País. O namoro de Santa Catarina com a GM é antigo. Remonta a 1996. Há 12 anos, SC tentou atrair a montadora, ocasião em que a multinacional preferiu ampliar instalações em São Paulo para produzir carros.
De lá para cá, a conjuntura se alterou. Fatores que dificultaram a vinda da montadora para o Estado catarinense foram viabilizados. Incentivos fiscais, por exemplo, estão mais ajustados às exigências das corporações. SC oferece o Pró-emprego e o Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec). O primeiro, uma novidade; o outro, aprimorado no sentido de ser competitivo, comparativamente ao que outros Estados concedem aos investidores. Em Joinville, em particular, há companhias fornecedoras de grandes montadoras – a Tupy é o exemplo maior e mais bem acabado de excelência – e instituições de ensino técnico e superior de qualidade reconhecida nacionalmente.
O anúncio significa, também, ganho de imagem para a cidade. Colocará Joinville na vitrine para novos empreendimentos. Não por acaso, a prefeitura soltou fogos de artifício ontem à tarde para comemorar a vinda da empresa.
As principais lideranças políticas e empresariais da cidade lutam, desde 26 de agosto de 2007, para a Agência Nacional de Energia Elétrica autorizar e garantir a construção emergencial de subestação de rede básica de energia no município e linha de transmissão entre Curitiba e Blumenau. Isso, para viabilizar a expansão de dez das principais empresas locais e permitir instalação de novos empreendimentos. Esta situação não está cem por cento equacionada. No dizer do otimista Udo Dohler, "é uma questão operacional". O que essa questão energética tem a ver com a General Motors? Tudo. Ou alguém acha que a GM, que trabalha o lobby de maneira profissional, decidiria a construção de uma fábrica de motores para atender, inclusive o mercado do Mercosul, se não tivesse a absoluta certeza de que terá todas as condições de funcionamento pleno?

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Acordo com Tupy era certo desde outubro

Está acertado desde outubro de 2007 que a peça mais importante do motor econoflex 1.4 da General Motors – o bloco – será produzido na Fundição Tupy. "Só a Tupy e outra empresa do País têm a tecnologia exigida", diz o vice-presidente de vendas e Marketing da Tupy, Fernando Cestari de Rizzo. A empresa joinvilense está investindo cerca de R$ 15 milhões na ampliação que atenderá exclusivamente à GM. "As obras já estão em andamento."
O bloco é um fundido de alta complexidade, ou com valor agregado. A Tupy domina a tecnologia, mas terá de adequar mão-de-obra específica para o serviço. "Há tempo hábil. E temos a Escola Técnica Tupy, uma das mais importantes da região, pronta para atender esta demanda", lembra o vice-presidente de vendas. Ele descarta a possibilidade de a Tupy produzir outros componentes do motor, como cárter e biela. "Só desenvolvemos fundição de alta tecnologia", ressalta.
Fernando de Rizzo diz que o acordo vem de uma longa relação entre as duas empresas. A fundição catarinense produz blocos para a General Motors nos Estados Unidos desde 1991. Também para a GM são produzidos componentes de transmissão do esportivo de luxo Corvette. Da parceria está saindo ainda um novo motor a Diesel que vai equipar uma pick-up norte-americana. Além da GM, a Tupy produz blocos para marcas como a Jaguar. São 40 grandes clientes em cinco continentes.

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GM e UFSC futuras vizinhas na BR-101

Nem General Motors nem Universidade Federal de Santa Catarina levantaram um tijolo sequer. Mas as duas deverão ser, em breve, vizinhas na BR-101 Norte. A GM deve se instalar no km 47, a apenas quatro quilômetros do campus da UFSC, que ficará entre os km 50 e 51, na Curva do Arroz.
As construções estarão no sentido Norte-Sul – à direita de quem vai de Joinville para Florianópolis. Motivo suficiente para entusiasmar o reitor da UFSC, Lucio Botelho. "É um salto maravilhoso para a região", diz.
O reitor já fala em parcerias e desenvolvimento de tecnologia. "Podemos pensar em royalties, patentes. É uma oportunidade fantástica para desenvolvimento de pesquisa em alto nível", comemora. A UFSC pretende lançar vestibular já em 2009, quando a fábrica de motores da GM deverá estar funcionando.
A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com unidade em Joinville, também vê ótimas chances para os alunos. O chefe de Departamento de Engenharia Mecânica, Guilherme Verran, diz que o curso de mestrado em materiais poderá interagir muito bem com a multinacional. "Vislumbramos estágios, parcerias. Isso motiva a todos."

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"Vamos fabricar o coração do veículo em Joinville. Se é a parte mais complicada, por que não pensar num veículo inteiro?"
UDO DÖHLER, presidente da ACIJ.

"É um salto maravilhoso. Uma oportunidade fantástica para desenvolvimento de ensino e pesquisa em alto nível."
Lucio Botelho, Reitor da UFSC.

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Ainda não há mão-de-obra preparada

Tecnologia e infra-estrutura para atender à General Motors Joinville. Mas mão-de-obra qualificada, ainda não. As principais lideranças empresariais e sindicais da região dizem que será necessário investir na formação profissional. "Não há profissionais prontos para as funções, mas temos tempo suficiente para treiná-los", diz Renato Martin Gruhl, presidente do Sindicato Patronal da Indústria Mecânica de Joinville e da Indústria da Mecânica, Metalúrgica e do Material Elétrico (Sindimec).
Gruhl ressalta que mão-de-obra qualificada já está em falta nas empresas, mesmo antes da chegada da GM. "A vinda da empresa é sem dúvida um fator estimulante para o mercado. Mas escolas técnicas, empresas e governo precisam estar preparados. Não só quem vai trabalhar diretamente para a montadora, mas nas funções que aparecerão no entorno."
Há lugar para capacitar a mão-de-obra. O Sindimec promove cursos com freqüência. A própria Escola Técnica Tupy já avisou que vai se adequar à chegada da fábrica.
Além do chão-de-fábrica, técnicos especializados poderão surgir das 12 instituições de ensino que a cidade tem. "Também não tenho dúvidas que a instalação, em breve, da Universidade Federal de Santa Catarina em Joinville foi importante na escolha e será também quando os primeiros profissionais estiverem se formando", diz o presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij),Udo Döhler.

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A montadora e Santa Catarina

O que a GM quer em Joinville
Segurança energética
abastecimento de água
abastecimento de gás natural
infra-estrutura de acesso à fábrica
disponibilidade de ferrovias
proximidade a BRs
proximidade aos portos
mão-de-obra qualificada
linhas de ônibus urbano até a fábrica
incentivos fiscais
área livre para erguer a fábrica
apoio da prefeitura e governo nas licenças ambientais
fornecedores de peças

O terreno
Preferência pela área às margens da BR-101, no KM 47, onde seria erguida uma fábrica de papel.

O que Santa Catarina oferece

governo estadual
Postergar ICMS por até 20 anos

Joinville
Postergar 80% do valor IPTU e

ISS por até 80 meses

O limite dos incentivos depende da definição do projeto pela empresa

A GM
em Joinville

R$ 350 milhões
de investimento

500
empregos diretos

1,5 mil
empregos indiretos

Quem vai fornecer componentes do motor
Blocos, pela Tupy (exclusivo)
Bielas e Cárter, a definir
Eletroeletrônicos, como comando de válvula, pistões e forjarias, virão de outros estados (MG, SP, RS e RJ)

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Por que desta vez deu certo a vinda da montadora

Como a rotação de um motor acelerado, cresceram também os motivos para, desta vez, uma montadora de grande porte se instalar em Santa Catarina. O vice-presidente da GM no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto cita as condições portuárias, a proximidade com uma fundição e a localização estratégica. E ainda: "A razão primeira é a excelente qualificação da mão-de-obra do Estado", destaca. Mas há algo a mais.
Para o presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria Automotiva da da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Hugo Ferreira, o contexto econômico-social fez diferença. "Incentivos fiscais ajudam. Mas as transações com os sindicatos na região de São José dos Campos e também no ABC paulista andam estremecidas. Aqui a empresa pode enxergar um novo espaço", acredita. Para Ferreira, bom relacionamento "geral" da empresa nos próximos anos pode gerar, sim, ampliação, em cinco anos após o início da produção.
Na Fundição Tupy, que fará os blocos dos motores, o vice-presidente de Vendas e Marketing, Fernando Cestari de Rizzo fala em "momento e condições de instalações favoráveis, mais que nas outras vezes".
O presidente da Associação Empresarial de Joinville, Udo Döhler, acredita que, desta vez, a infra-estrutura oferecida é muito melhor. "Além de haver portos, há expansão do setor. O acesso por estrada é melhor que há 12 anos." Döhler considera decisiva a solução para o abastecimento de energia.
"Uma subestação será construída em até dois anos e haverá alimentação vinda para as indústrias vinda de Curitiba. As duas coisas juntas trarão estabilidade energética", destaca. Ele também pensa em expansão. "Vamos fabricar o coração do carro. Por que não produzir, em breve, o veículo todo?", diz, animado. Última razão de Döhler para a vinda da GM: "Desta vez houve vontade política de todos os lados".

Para seu filho ler

O que é GM

A sigla GM significa General Motors. É uma das maiores e mais antigas fábricas de veículos. A sede dela fica em Detroit, uma cidade nos Estados Unidos famosa por ter indústrias de quase todas as marcas de carros do mundo. Agora, a GM vai ter uma fábrica de motores aqui em SC. Isso é bom porque vai ter emprego para mais pessoas e porque ela pode precisar de mais gente depois. No Brasil, a GM também é conhecida como Chevrolet. Ela fabrica o Corsa, o Celta, o Astra. Entre os modelos mais famosos da fábrica já fabricados estão o Chevette, o Monza e o Opala.

Mr.Canello
April 30th, 2008, 08:01 PM
http://img232.imageshack.us/img232/1787/gmyw4.jpg



Empresa já fala em ampliação

Nenhum tijolo foi colocado na obra que vai erguer a nova fábrica de motores em Joinville, mas a General Motors já tem planos para ampliar os investimentos.

Na primeira etapa, serão produzidos apenas os motores 1.4 flex para os modelos Prisma, Celta e Corsa Classic. Só que a política da empresa é de usar as unidades para produzir mais de um tipo de motor.

- Mais adiante, dependendo das necessidades do mercado daqui e da exportação, vamos considerar a produção de outros motores - adiantou Jaime Ardila, presidente da GM no Brasil.

Espaço tem. Menos da metade do terreno está sendo utilizado nesta primeira etapa. Segundo Ardila, não há data definida para que a ampliação comece. Sabe apenas que deve ser em breve.

- Tem que ser em menos de cinco anos - disse o executivo.

Enquanto a segunda fábrica ainda está apenas na idéia, a primeira já mexe com a economia local. A Tupy foi contratada pela GM para fornecer blocos de motores. O investimento da empresa de Joinville será de cerca de R$ 385 milhões na ampliação da unidade. Fora a fundição, outras empresas devem lucrar com isso.

- Espera-se que 20 fornecedoras venham se instalar na região para dar suporte à GM. As empresas daqui também estão na lista de fornecedores ou serão beneficiadas indiretamente - comemora Udo Döhler, presidente da Associação Empresarial de Joinville.

Senai afirma que vai garantir mão-de-obra

O presidente cita a Vega do Sul que pode fabricar placas para que a Tupy construa os blocos de motores. Outras empresas também estão na lista. É o caso da Wetzel, Schulz, Caribor e NSO. Todas fabricam componentes de motores.

Questionado sobre quais empresas já estariam sendo tocadas as negociações, Ardila preferiu não responder. Disse apenas que as unidades da GM costumam aquecer a economia da região. No Rio Grande do Sul, por exemplo, gravitam em torno da montadora cerca de 450 empresas.

Mão-de-obra para atender todo esse mercado não deve faltar. O presidente da Federação das Indústrias de SC, Alcântaro Corrêa, disse que Joinville é a única cidade do Estado que tem duas escolas do Senai.

- E se tivermos que abrir a terceira, faremos isso.


Por Diário Catarinense - SC