View Full Version : Montadora indiana inicia produção no Brasil Montadora indiana inicia produção no Brasil


Daniela_Artur
January 24th, 2008, 04:19 PM
Montadora indiana inicia produção no Brasil

--------------------------------------------------------------------------------Montadora indiana inicia produção no Brasil


Agencia Estado
Uma das maiores montadoras da Índia, a Mahindra anunciou ontem sua entrada oficial no mercado brasileiro. Os primeiros veículos com DNA indiano estão sendo produzidos na Zona Franca de Manaus, graças a uma parceria com o grupo nacional Bramont, que também monta motocicletas. A Bramont investiu R$ 30 milhões na linha de montagem, com capacidade de produção de 200 unidades por mês. A Mahindra entrou com a tecnologia, baseada em custos enxutos de produção e preços mais baixos.

Os primeiros modelos da Mahindra começaram a chegar às concessionárias no fim do ano passado, depois de meses de atraso. São duas picapes e um utilitário esportivo, com preços entre R$ 70 mil a R$ 85 mil. Segundo o diretor-comercial José Francisco de Oliveira Neto, a escolha pelos modelos visa atender a um nicho de mercado no Brasil. "Vamos atuar em um segmento que cresce acima da média no País, porém com preços mais competitivos que nossos concorrentes". Os executivos da empresa descartaram a possibilidade de produzir no Brasil os chamados veículos ultrabaratos - como o modelo de US$ 2,5 mil fabricado pela também indiana Tata.

Por enquanto, apenas 11 concessionárias no País comercializam os modelos. A meta é chegar a 32 no fim do ano e aumentar a produção mensal para 300 unidades. Segundo o presidente da Bramont, Eduardo de Castro Filho, que trouxe os indianos para o Brasil, os veículos terão índice de nacionalização (porcentual de peças nacionais no produto final) de 49%, podendo chegar a 70% nos próximos três anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.atarde.com.br/economia/noticia.jsf?id=827592

Daniela_Artur
January 24th, 2008, 06:19 PM
Utilitários com “U” maiúsculo

Montados em Manaus, os modelos da indiana Mahindra chegam ao mercado apostando no nicho pouco explorado dos 4x4 a diesel abaixo de R$ 100 mil

Por Daniel Messeder
Fotos: Divulgação/Mahindra
http://img184.imageshack.us/img184/8360/000011123mm0.jpg

http://img184.imageshack.us/img184/1196/0000100101lj9.jpg

Mahindra Scorpio SUV



Poucos sabem, mas a indiana Mahindra figura entre os quatro maiores fabricantes de tratores e máquinas agrícolas do mundo. Portanto, não espere de seus utilitários o conforto, o visual imponente e o acabamento dos jipões importados. Longe disso. Tanto a versão utilitário esportivo, batizada com a sigla em inglês SUV, quanto as picapes cabine simples e dupla do modelo Scorpio valorizam mais o lado “serviçal” dos 4x4.


Scorpio cabine simples http://img101.imageshack.us/img101/843/01268529500mk2.jpg
Nessa linha, há duas formas bem distintas de encarar os modelos que já estão sendo produzidos em Manaus (AM), com 49% de nacionalização. Como alternativas ao Troller T4, de R$ 82.635, eles podem ser interessantes. O SUV, por exemplo, custa R$ 86.864, mas é bem maior que o jipe cearense, leva até sete pessoas e sai mais equipado da linha de montagem (tem até toca-disco com MP3 e saídas de ar condicionado para o banco traseiro). O problema é que os dirigentes da Mahindra e da Bramont - responsável pela produção dos veículos no Brasil - apostam que seu modelo deverá roubar clientes de utilitários esportivos mais urbanos, como o Hyundai Tucson. Se pegar esta estrada, o Scorpio pode enfrentar um caminho complicado, pois ao lado do modelo coreano ele é um autêntico jipe, com tudo que isso tem de bom e de ruim.



Scorpio cabine simples http://img101.imageshack.us/img101/35/01268529200sv1.jpg
Bom para quem vai trafegar em terrenos difíceis, que exigem o uso da tração 4x4 com reduzida (de acionamento elétrico, por um botão giratório). Ruim para quem quer conforto para o dia-a-dia, pois o modelo avaliado tinha acabamento falho, com peças plásticas de baixa qualidade e encaixes mal-feitos. Fora isso, os bancos são duros e a posição de dirigir, incômoda. Como o volante foi trazido para a esquerda (no projeto original fica à direita), sobrou pouco espaço entre ele e a porta do motorista, enquanto o pedal da embreagem é afastado dos demais, como no Land Rover Defender.

Scorpio cabine dupla http://img101.imageshack.us/img101/5428/01268528900mf5.jpg

http://img184.imageshack.us/img184/4194/01268527400ir0.jpg


Boa parte das críticas podem ser amenizadas ao perceber que o motor 2.6 turbodiesel com injeção Common Rail é suave e silencioso. Quem se apegar somente à potência de 110 cv pode se surpreender com a boa disposição da picape cabine dupla, cedida para uma rápida avaliação, ao menos com a caçamba vazia. É que os bons 27,5 kgfm de torque estão disponíveis logo a 1.800 rpm, o que se reflete em saídas sem esforço, apesar das mais de duas toneladas de peso. Os engates suaves do câmbio manual de cinco marchas também ajudam, assim como a suspensão (com feixes de mola na traseira) até macia para uma picape com capacidade para uma tonelada de carga. A contrapartida é a inclinação exagerada da carroceria em curvas, mesmo rodando devagar.


Scorpio cabine dupla http://img179.imageshack.us/img179/9123/01268527200eo5.jpg
A curta volta com a cabine dupla, porém, não deu chance para ela mostrar sua verdadeira vocação. Como dito no começo, a Mahindra tem origem utilitária, é craque em tratores. Sendo assim, já estou escolhendo a trilha e a carga mais adequada para testá-la assim que a marca montar sua frota de imprensa. Só aí poderemos avaliar melhor se o que é sucesso na Índia será bom para o Brasil.


Planos de expansão

Na fase de lançamento, 11 concessionárias serão responsáveis pela venda e manutenção das cerca de 200 unidades mensais produzidas em Manaus. Dentro de três anos, porém, a intenção da Mahindra é ter 80 pontos de venda e montar até 10 mil veículos por ano. A garantia dos utilitários da marca é de dois anos sem limite de quilometragem.

Preços
Scorpio cabine simples: R$ 71.864
Scorpio cabine dupla: R$ 79.864
Scorpio SUV: R$ 86.864

http://revistaautoesporte.globo.com/Autoesporte/0,6993,EAD1670421-1953-2,00.html

Alexandre Lima
January 24th, 2008, 06:49 PM
Com 49% de nacionalização está bom, mas com esses 70% ficará melhor ainda!!!

Não adianta nada uma multinacional "maquiladora" que não beneficie em nada os produtores nacionais!!!