View Full Version : Gilberto Gil apoia carimbó como patrimônio cultural


dricobel
January 24th, 2008, 09:55 PM
O ministro da Cultura, Gilberto Gil, manifestou anteontem, em audiência com a governadora Ana Júila Carepa, em Brasília (DF), seu apoio ao projeto de tornar o carimbó patrimônio cultural do Brasil. No encontro, o ministro Gil aceitou o convite da governadora para vir ao Estado participar de uma agenda de eventos relacionados à cultura. O processo de registro do carimbó paraense como patrimônio cultural imaterial do Brasil está sendo encaminhado por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao MinC, a partir da mobilização de entidades da região do Salgado, no nordeste do Estado.

Sobre esse movimento para tornar o carimbó patrimônio cultural brasileiro, Gil pôs à disposição da iniciativa a experiência do MinC, uma vez que o Ministério já conseguiu tornar patrimônio cultural outras manifestações regionais, como o tambor de crioula e o frevo.

A iniciativa de buscar esse registro para o carimbó partiu da Irmandade de Carimbó de São Benedito, sediada em Santarém Novo, em conjunto com as associações culturais Uirapuru, Raízes da Terra e Japiim, de Marapanim, e da Prefeitura de Santarém Novo. Como relata o pesquisador e produtor cultural Isaac Loureiro, 33, a Irmandade tem mais de 100 anos e promove uma festividade em homenagem ao santo negro, em que o carimbó é elemento essencial. Essa festividade acontece de 21 a 31 de dezembro.

'O carimbó é enraizado na cultura da comunidade de Santarém Novo, na região do Salgado, perto de Salinas. O carimbó da Irmandade, por ser um carimbó diferente, atraiu a atenção de pesquisadores, músicos e artistas em geral, como foi o caso do grupo cultural de São Paulo ‘A Barca’, que em pesquisa sobre a cultura popular tradicional esteve em Santarém Novo, em 1999’.

O carimbó da Irmandade de São Benedito é o único de santo que sobreviveu entre os grupos que mantinha a relação da dança, música e a festividade religiosa. 'O restante dos grupos foi proibido pela Igreja católica. Essa vinculação era mais presente no litoral do Estado, como Vigia, Marapanim, Curuçá, Maracanã e outros'. A relação do carimbó com o aspecto religioso tem a ver com a devoção dos negros escravos com São Benedito, santo negro da religião católica. 'Quem criou o termo carimbó e o instrumento curimbó, que quer dizer, em tupi, pau que faz som , foram os indígenas, os tupinambás'.

Quando os negros vieram da África ao Brasil, encontraram no Pará povos indígenas tocando o tambor e com uma dança lenta. Os negros eram em grande parte da etnia banto, com forte musicalidade que se espalhou por vários centros do Brasil, legando ritmos como samba de roda, candomblé, tambor de crioula e o samba do cacete, vigente no Baixo Tocantins, em cidades como Cametá e Baião, nos quilombos. 'Os indígenas tinham uma dança mais lenta, com os pés arrastados, e os negros introduziram o rebolado, o ritmo acelerado, então, o batuque deles, e dessa mistura de instrumentos e dança surgiu o carimbó. Antes, eram os recos-recos e as maracas, e com os negros vieram os tambores e outros instrumentos de percussão'. Os europeus acrescentaram instrumentos de corda e elementos de dança.

Como fruto da mobilização da comunidade de Santarém Novo, surgiu em 2002 um festival de carimbó, que resgatou grupos e mestres desse gênero musical, identificando mais de 100 grupos na região. No festival de 2005, técnicos do Iphan informaram à comunidade sobre a possibilidade de registro do carimbó como patrimônio cultural imaterial do Brasil, cujo pedido foi formalizado pelas entidades no final do ano passado e o inventário tem previsão de ser feito ao longo de 2008.


Ministro no Pará

Durante a visita ao Pará, Gilberto Gil deverá assinar a adesão do Pará ao programa 'Mais Cultura', uma parceria entre os governos federal e estadual; e lançar o edital de novos 60 pontos de cultura em todo o Estado. Atualmente, o Pará tem apenas 15 pontos de cultura e o governo do Estado pretende unir o programa Bolsa Trabalho com o Pontos de Cultura, a fim de capacitar jovens na área de promoção e disseminação das manifestações culturais. No total, a União e o governo paraense vão disponibilizar R$ 10,8 milhões para os 60 pontos culturais.

Fonte: Portal ORM


:banana::banana::banana::banana:

Manauense
January 25th, 2008, 01:41 AM
O carimbó, assim como os demais ritmos paraenses, devem ser preservados, pois a música, o patrimônio histórico e a gastronomia é que tornam o Pará turístico. Infelizmente, há quem pense que o único ritmo do Pará é o Calypso (nada contra a famosa Banda, mas há ritmos paraenses bem mais interessantes). :)

flaino
January 25th, 2008, 12:28 PM
^^^^
Concordo... tecnobrega!!! :D hhhehehe

dricobel
January 25th, 2008, 02:08 PM
^^

fala serio flaino, ninguem merece :lol:

flaino
January 25th, 2008, 02:23 PM
oloco... sou do tapanã da galera do poti cara... :D

Manauense
January 25th, 2008, 06:18 PM
oloco... sou do tapanã da galera do poti cara... :D

Não falo o teu idioma, flaino. :lol:

dricobel
January 25th, 2008, 06:47 PM
^^

e que indioma em! :nuts:

flaino
January 25th, 2008, 07:03 PM
^^^^ é uma musica kkkkk

dricobel
January 25th, 2008, 07:06 PM
^^


kkkkkkkkkkk putz é verdade, lebrei!!! :lol: