View Full Version : Amazonas reduz em 63% índices de desmatamento


Alexandre Lima
January 26th, 2008, 07:46 AM
http://www.amazonas.am.gov.br/adm/banner_topo/img/20070522094933topo2007.jpg

24/01/2008

No momento em que o Governo Federal se preocupa com o aumento do desmatamento na Amazônia, o Estado do Amazonas comemora. Números do Programa de Cálculo do Desmatamento da Amazônia (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), revelam que o desmatamento no Amazonas diminuiu 63,3% no período de 2003 a 2007. E dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), também do Inpe, mostram que o desmatamento no Estado caiu 57,5% entre 2006 e 2007.

Os números mostram o descolamento do Amazonas em relação aos outros estados da Amazônia e representam o resultado do programa Zona Franca Verde, desenvolvido pelo Governo do Estado.

De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Virgílio Viana, as ações em áreas críticas, como é o caso de Lábrea, vêm sendo intensificadas.

Desde o ano passado uma equipe do Centro Integrado de Operações Governamentais atua na área com o objetivo de proteger a floresta e coibir os crimes ambientais.

Além disso a implantação do Programa Bolsa Floresta tem contribuído para mudar a realidade de desmatamento e intensificar a idéia de que a floresta em pé vale mais do que derrubada.

Daniela_Artur
January 26th, 2008, 07:59 AM
O PIM ajudou bastante nesse quesito, bom para o mundo.

BR 364
January 26th, 2008, 09:04 PM
^^ É verdade, isso mostra o grande valor do modelo Zona Franca para a preservação do meio-ambiente e demonstra a importância de se criar novas zonas francas nos outros estados da região, para que eles também tenham essa oportunidade de se desenvolverem de forma sustentável e sem agredir o ecossistema. :)

Rondon
January 26th, 2008, 09:10 PM
^^ Totalmente Justo!

Alexandre Lima
January 26th, 2008, 09:53 PM
É verdade mesmo!!!

Se não tivéssemos a ZFM hoje teríamos desmatado a nossa floresta para a criação de gado e para a produção agrícola!!!

Manauense
January 27th, 2008, 01:47 AM
Antes da instalação das indústrias do PIM, está demonstrado que a pecuária extensiva avançava pelo Amazonas, invadindo áreas de floresta de terra firme. Já tive a oportunidade de ler um estudo do INPA que demonstrou que se a ZFM não tivesse criado uma alternativa econômica para o Amazonas, os índices de desmatamento seriam altíssimos nos dias de hoje, principalmente porque o Estado possui uma vasta superfície de planície e como existe muita terra (o Amazonas é o maior estado brasileiro em dimensão territorial), o mais provável era que ocorresse grilagem, para a expansão da pecuária e da agricultura, principalmente na região da Transamazônica e às margens da BR-319.

Manauense
January 27th, 2008, 01:55 AM
É verdade mesmo!!!

Se não tivéssemos a ZFM hoje teríamos desmatado a nossa floresta para a criação de gado e para a produção agrícola!!!

O bom é que a agricultura no nosso Estado tem crescido, mas para atender a população local, ou seja, não devasta grandes áreas. Idem quanto à pecuária.
Atualmente os municípios de Parintins, Careiro (Castanho), Autazes e Manacapuru já abastecem Manaus com cerca de 90% da carne de gado consumida na Capital. Os 10% restantes vêm do sul de Roraima e do Oeste do Pará.
Quanto à avicultura, o Estado já é praticamente autosuficiente. As granjas do Médio Amazonas abastecem inteiramente as necessidades da capital.
O Amazonas ainda importa algumas frutas e alguns tipos hortifrutigranjeiros, mas a cada ano a "dependência" das "importações" diminui. Eu participei desses estudos e pude verificar o crescimento do Estado na agropecuária, sem grande custo ambiental!!! :)

BR 364
January 27th, 2008, 02:06 AM
Antes da instalação das indústrias do PIM, está demonstrado que a pecuária extensiva avançava pelo Amazonas, invadindo áreas de floresta de terra firme. Já tive a oportunidade de ler um estudo do INPA que demonstrou que se a ZFM não tivesse criado uma alternativa econômica para o Amazonas, os índices de desmatamento seriam altíssimos nos dias de hoje, principalmente porque o Estado possui uma vasta superfície de planície e como existe muita terra (o Amazonas é o maior estado brasileiro em dimensão territorial), o mais provável era que ocorresse grilagem, para a expansão da pecuária e da agricultura, principalmente na região da Transamazônica e às margens da BR-319.
E depois os mesmos cidadãos do centro-sul que defendem a preservação da floresta vem atacar e pedir o fim da Zona Franca... :ohno:

Ao invés disso, deveriam apoiar e exigir a criação de novas zonas francas, como a de Manaus, nos outros estados da região amazônica. Caso contrário, terão é que se contentar com a preservação da floresta apenas no Amazonas.

BR 364
January 27th, 2008, 02:19 AM
O bom é que a agricultura no nosso Estado tem crescido, mas para atender a população local, ou seja, não devasta grandes áreas. Idem quanto à pecuária.
Atualmente os municípios de Parintins, Careiro (Castanho), Autazes e Manacapuru já abastecem Manaus com cerca de 90% da carne de gado consumida na Capital. Os 10% restantes vêm do sul de Roraima e do Oeste do Pará.
Quanto à avicultura, o Estado já é praticamente autosuficiente. As granjas do Médio Amazonas abastecem inteiramente as necessidades da capital.
O Amazonas ainda importa algumas frutas e alguns tipos hortifrutigranjeiros, mas a cada ano a "dependência" das "importações" diminui. Eu participei desses estudos e pude verificar o crescimento do Estado na agropecuária, sem grande custo ambiental!!! :)
É verdade, como a nossa região não é muito populosa, é possível abastecer o mercado interno com uma produção em pequena escala, sem grandes custos ambientais.
A agropecuária só tem um impacto ambiental mais intenso quando é praticada em larga escala, voltada pro mercado externo (pra exportação e pras outras regiões do país).
Tendo uma indústria forte, a produção agrícola em larga escala deixa de ser necessária como alternativa de desenvolvimento econômico, podendo ser limitada apenas a atender o consumo interno, sem um grande custo ambiental. Esta é mais uma vantagem do modelo adotado pelo Amazonas.

Manauense
January 27th, 2008, 03:01 AM
É verdade, como a nossa região não é muito populosa, é possível abastecer o mercado interno com uma produção em pequena escala, sem grandes custos ambientais.
A agropecuária só tem um impacto ambiental mais intenso quando é praticada em larga escala, voltada pro mercado externo (pra exportação e pras outras regiões do país).
Tendo uma indústria forte, a produção agrícola em larga escala deixa de ser necessária como alternativa de desenvolvimento econômico, podendo ser limitada apenas a atender o consumo interno, sem um grande custo ambiental. Esta é mais uma vantagem do modelo adotado pelo Amazonas.

BR, eu acredito que em relação ao Estado de Rondônia poderia haver um melhor aproveitamento do potencial turístico. Ouvi falar que existem cachoeiras e praias muito bonitas próximas de Porto Velho, mas que têm pouquíssima divulgação na mídia nacional. Os hotéis-fazenda também atrairiam muitos turistas, principalmente de Manaus (pela proximidade e baixo custo da passagem aéraa MAO-PVH), mas precisam ser mais divulgados também.
Outra coisa que poderia ser incrementada, pelo menos na capital, é uma infra-estrutura turística na orla da cidade, a exemplo do que foi feito em Boa Vista e Macapá. Nunca entendi o porquê de Porto Velho, embora situada às margens de um dos mais importantes rios da Amazônia, não ter uma orla.
O agronegócio é a vocação natural de Rondônia e deve continuar recebendo todos os investimentos possíveis, pois há facilidade no escoamento da produção agropecuária e tradição. Contudo, o cuidado com o meio-ambiente não pode deixar de ser uma preocupação constante, principalmente das autoridades estatais das três esferas (União, Estado e Municípios).
Nas vezes em que estive em Rondônia (não foram poucas), vi bons e maus exemplos, mas os bons exemplos superam os maus. A região central e o sul do Estado são as mais adequadas para as atividades agropecuárias do tipo exportação, mas creio que deveria ser evitada a expansão da fronteira agrícola para as extremidades leste (divisa com a Bolíva e Acre), oeste (divisa com o Mato Grosso) e na Ponta do Abunã, pois é importante preservar algumas áreas de floresta. Jamais podemos olvidar que a floresta de pé também é interessante para a economia do Estado (há riquezas que poderão ser exploradas de forma sustentável, sem a necessidade de desmatamento).
Quanto à implantação de indústrias, tenho certeza que é apenas uma questão de tempo. Com as duas hidrelétricas do Madeira e com o gasoduto Coari-PVH, duvido que Rondônia não se torne o segundo pólo industrial da Amazônia em um espaço de menos de duas décadas.
Outras coisa em que acredito é que, com a reabertura da BR-319, haverá um fluxo turístico de pessoas do Amazonas para Rondônia, o que pode gerar um aquecimento no setor turístico rondoniense. Amazonense adora viajar e conhecer novos lugares. Conheço muita gente que morre de vontade de conhecer Rondônia, mas não viaja em razão da dificuldade de acesso. Para sair de avião, a opção dos manauaras é para lugares mais distantes, como Fortaleza, Rio de Janeiro, Panamá, Miami, Florianópolis etc. Nos meses de férias, não se consegue passagens de ônibus de Manaus para Maragarita e Puerto La Cruz, se não se reservar assentos com bastante antecedência.

Alexandre Lima
January 27th, 2008, 04:56 AM
Putz!!!

Que aula de geografia!!!!:nuts::nuts::nuts:

Obrigado professores Miguel e Braulio, já dá atá pra passar no vestiba!!!:lol::lol: