BrunoVix
January 26th, 2008, 07:22 PM
Abdo Filho
afilho@redegazeta.com.br
A Transpetro - subsidiária da Petrobras que atua no transporte e armazenagem de petróleo e derivados, álcool e gás natural - anunciou ontem, em Vitória, que as obras do terminal de gás liqüefeito de petróleo (GLP) e C5+nn, em Barra do Riacho, Aracruz, começarão em maio deste ano. O investimento gira em torno dos R$ 500 milhões.
O secretário de Desenvolvimento do Estado, Guilherme Dias, destacou a importância do empreendimento para o Espírito Santo. "O gás capixaba é a alternativa do Brasil para escassez enfrentada depois da crise com a Bolívia. Essa é uma matriz importantíssima para o país. Em 2010, a previsão é de que o país produza 25 milhões de m3 por dia, o Estado será responsável por 20 milhões de m3. Com esse terminal, contaremos com uma estrutura completa para o transporte de gás, já que temos gasodutos, plataformas e unidades de tratamento. A partir de 2009 o gás capixaba poderá ir para todo o Brasil".
O empreendimento servirá para armazenar e transportar todo o GLP (gás de cozinha) e C5+ (combustível natural utilizado pela indústria petroquímica) produzido no Estado. Estima-se que o novo terminal movimentará cerca de 3 mil metros cúbicos de C5+, e mil toneladas de GLP, por dia. Os combustíveis serão tratados na Unidade de Cacimbas, em Linhares, e chegarão ao terminal de Barra do Riacho por dutos - com extensão 76 quilômetros e oito polegadas de diâmetro.
A armazenagem será feita em grandes tanques mantidos a menos 40ºC. No píer atracarão navios com capacidade de até 30 mil toneladas. A previsão inicial é de atracação de dez navios por mês.
Burocracia
O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que ainda faltam alguns detalhes para que seja dado o pontapé inicial das obras.
"Na próxima quarta-feira, o conselho da Codesa vai avaliar o contrato de utilização da área. Em caso de aprovação, ainda temos que obter o licenciamento ambiental, concluir o projeto e, por fim, fazer a licitação da obra. Acredito que em maio ou, no máximo em junho, a construção já esteja em andamento", explicou. O terminal deve entrar em operação em meados de 2009.
A princípio o terminal vai transportar o C5+ e o GLP só para o mercado interno. Em caso de excedente os produtos serão exportados.
Estaleiro
O governo do Estado aproveitou a vinda do presidente da Transpetro ao Espírito Santo e apresentou o projeto para construção de um estaleiro de reparo de navios. Foram apresentadas três alternativas para a instalação do projeto - Barra do Riacho, Barra do Itapemirim e Presidente Kennedy.
"Estamos mesmo com essa necessidade porque o aquecimento do mercado da construção de navios nos obrigou a transformar os nossos estaleiros de reparo em estaleiros de construção. Íamos começar a procurar locais para o empreendimento em fevereiro, mas o governo capixaba se antecipou. Acredito que as possibilidades do estaleiro vir para cá são grandes", disse Sérgio Machado.
A partir de agora serão feitos estudos de viabilidade econômica e estratégica do projeto no Estado. A Transpetro aguarda a chegada de parceiros para executar o empreendimento. Outras regiões do país também poderão apresentar projeto para a instalação do estaleiro.
O empreendimento servirá para reparar navios comerciais, petroleiros e até plataformas brasileiras e de outros países.
Investimento
R$ 500 milhões
É quanto vai custar a construção do terminal de gás GLP e C5+, em Barra do Riacho, Aracruz. A obra começa entre maio e junho deste ano.
#
# O GLP e o C5+ são substâncias liberadas durante a extração do gás natural e isoladas no processo de tratamento do combustível. O GLP é usado domesticamente como gás de cozinha, mas também pode ser utilizado pela indústria e na agricultura. O C5+, também conhecido como gasolina natural, é considerado um insumo muito nobre e é utilizado em larga escala pela indústria petroquímica. A maior parte do que é produzido no Estado deve ser destinado ao mercado externo.
Entenda o caso
A tentativa de se instalar um estaleiro de navios no Estado não é recente. Veja:
Início: Em maio de 2005, o grupo Mauá Jurong, manifestou interesse em construir um estaleiro em Barra do Riacho. O projeto foi estimado em R$ 500 milhões e abriria 5 mil empregos. A conclusão da primeira etapa da obra estava prevista para acontecer no final de 2006.
Entrave: Quando a Mauá Jurong oficializou seu interesse na construção do estaleiro, foi cogitada a possibilidade de perda do investimento pela demora na licitação da área. A licitação não chegou a ser realizada pela Codesa. A Mauá Jurong que, aparentemente, havia desistido do estaleiro em Barra do Riacho, voltou a se interessar pela área
Desfecho: Em fevereiro do ano passado, a empresa solicitou ao governo estadual a "imediata disponibilização" da área de 38 mil metros quadrados do módulo IV de Barra do Riacho para a implantação do estaleiro, formando uma comissão para agilizar o processo, mas o pedido foi negado pelo governo do Estado.
http://gazetaonline.globo.com/jornalagazeta/midias/paginas/capa_20080126_112.jpg
afilho@redegazeta.com.br
A Transpetro - subsidiária da Petrobras que atua no transporte e armazenagem de petróleo e derivados, álcool e gás natural - anunciou ontem, em Vitória, que as obras do terminal de gás liqüefeito de petróleo (GLP) e C5+nn, em Barra do Riacho, Aracruz, começarão em maio deste ano. O investimento gira em torno dos R$ 500 milhões.
O secretário de Desenvolvimento do Estado, Guilherme Dias, destacou a importância do empreendimento para o Espírito Santo. "O gás capixaba é a alternativa do Brasil para escassez enfrentada depois da crise com a Bolívia. Essa é uma matriz importantíssima para o país. Em 2010, a previsão é de que o país produza 25 milhões de m3 por dia, o Estado será responsável por 20 milhões de m3. Com esse terminal, contaremos com uma estrutura completa para o transporte de gás, já que temos gasodutos, plataformas e unidades de tratamento. A partir de 2009 o gás capixaba poderá ir para todo o Brasil".
O empreendimento servirá para armazenar e transportar todo o GLP (gás de cozinha) e C5+ (combustível natural utilizado pela indústria petroquímica) produzido no Estado. Estima-se que o novo terminal movimentará cerca de 3 mil metros cúbicos de C5+, e mil toneladas de GLP, por dia. Os combustíveis serão tratados na Unidade de Cacimbas, em Linhares, e chegarão ao terminal de Barra do Riacho por dutos - com extensão 76 quilômetros e oito polegadas de diâmetro.
A armazenagem será feita em grandes tanques mantidos a menos 40ºC. No píer atracarão navios com capacidade de até 30 mil toneladas. A previsão inicial é de atracação de dez navios por mês.
Burocracia
O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse que ainda faltam alguns detalhes para que seja dado o pontapé inicial das obras.
"Na próxima quarta-feira, o conselho da Codesa vai avaliar o contrato de utilização da área. Em caso de aprovação, ainda temos que obter o licenciamento ambiental, concluir o projeto e, por fim, fazer a licitação da obra. Acredito que em maio ou, no máximo em junho, a construção já esteja em andamento", explicou. O terminal deve entrar em operação em meados de 2009.
A princípio o terminal vai transportar o C5+ e o GLP só para o mercado interno. Em caso de excedente os produtos serão exportados.
Estaleiro
O governo do Estado aproveitou a vinda do presidente da Transpetro ao Espírito Santo e apresentou o projeto para construção de um estaleiro de reparo de navios. Foram apresentadas três alternativas para a instalação do projeto - Barra do Riacho, Barra do Itapemirim e Presidente Kennedy.
"Estamos mesmo com essa necessidade porque o aquecimento do mercado da construção de navios nos obrigou a transformar os nossos estaleiros de reparo em estaleiros de construção. Íamos começar a procurar locais para o empreendimento em fevereiro, mas o governo capixaba se antecipou. Acredito que as possibilidades do estaleiro vir para cá são grandes", disse Sérgio Machado.
A partir de agora serão feitos estudos de viabilidade econômica e estratégica do projeto no Estado. A Transpetro aguarda a chegada de parceiros para executar o empreendimento. Outras regiões do país também poderão apresentar projeto para a instalação do estaleiro.
O empreendimento servirá para reparar navios comerciais, petroleiros e até plataformas brasileiras e de outros países.
Investimento
R$ 500 milhões
É quanto vai custar a construção do terminal de gás GLP e C5+, em Barra do Riacho, Aracruz. A obra começa entre maio e junho deste ano.
#
# O GLP e o C5+ são substâncias liberadas durante a extração do gás natural e isoladas no processo de tratamento do combustível. O GLP é usado domesticamente como gás de cozinha, mas também pode ser utilizado pela indústria e na agricultura. O C5+, também conhecido como gasolina natural, é considerado um insumo muito nobre e é utilizado em larga escala pela indústria petroquímica. A maior parte do que é produzido no Estado deve ser destinado ao mercado externo.
Entenda o caso
A tentativa de se instalar um estaleiro de navios no Estado não é recente. Veja:
Início: Em maio de 2005, o grupo Mauá Jurong, manifestou interesse em construir um estaleiro em Barra do Riacho. O projeto foi estimado em R$ 500 milhões e abriria 5 mil empregos. A conclusão da primeira etapa da obra estava prevista para acontecer no final de 2006.
Entrave: Quando a Mauá Jurong oficializou seu interesse na construção do estaleiro, foi cogitada a possibilidade de perda do investimento pela demora na licitação da área. A licitação não chegou a ser realizada pela Codesa. A Mauá Jurong que, aparentemente, havia desistido do estaleiro em Barra do Riacho, voltou a se interessar pela área
Desfecho: Em fevereiro do ano passado, a empresa solicitou ao governo estadual a "imediata disponibilização" da área de 38 mil metros quadrados do módulo IV de Barra do Riacho para a implantação do estaleiro, formando uma comissão para agilizar o processo, mas o pedido foi negado pelo governo do Estado.
http://gazetaonline.globo.com/jornalagazeta/midias/paginas/capa_20080126_112.jpg