View Full Version : O que São Paulo fez para diminuir a violência
Joao.Gabriel January 27th, 2008, 03:32 AM Segurança
A receita paulista contra a violência
Segurança pública
Desde o início da década, três dos crimes que mais afligem o país despencam em São Paulo.
1 - Homicídios: utilizados em todo mundo para auferir a violência, os assassinatos reduziram de 12.638 (33,79 por 100 mil habitantes) em 2000 para 6.057 (15,11) em 2006 em todo o Estado. A projeção é de que no ano passado tenham sido assassinadas 11,58 pessoas por grupo de 100 mil habitantes.
2 - Latrocínios: os roubos com morte baixaram de 518 para 266 no mesmo período.
3 - Roubo e furto de veículos: enquanto a frota aumentou em cerca de 2,4 milhões de 2001 até 2006, o número de ataques caiu de 214.948 para 183.799 no mesmo período. Os dados do ano passado, disponíveis até outubro, indicam uma queda ainda mais acentuada.
Os nove primeiros meses do ano passado comparados com o mesmo período de 2006 tiveram redução em 13 dos 15 itens de segurança. Apenas o tráfico de drogas e o roubo cresceram.
Para compreender o fenômeno, a Agência RBS viajou a São Paulo, conversou com oficiais da PM, entrevistou delegados, ouviu sociólogos e pesquisadores, circulou pela periferia e conheceu os bastidores da segurança pública.
Um dado sintetiza a espinha dorsal da política de segurança paulista: nos últimos 12 anos, o Estado inaugurou em média um presídio a cada 43 dias.
A receita de prender, prender, prender tem no coronel da reserva da Polícia Militar José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública, um de seus formuladores.
- Há um custo para manter esse pessoal preso, mas é muito menor daquele que seria pago pela sociedade caso estivesse solto - defende o coronel, um dos coordenadores do plano de segurança do primeiro governo do tucano Mário Covas (1995-1998).
O número de vagas saltou de 23 mil, em 1995, para 143 mil, em 2007, após a construção de 101 presídios. Mesmo assim, há 11 mil presos em cadeias lotadas.
Em torno do incremento da repressão policial orbitam políticas como investimento em inteligência e tecnologia, parcerias com o terceiro setor, cobranças de metas periódicas das duas polícias, ações sociais em comunidades violentas.
Com ajustes pontuais, o projeto segue no rumo há 12 anos. O principal salto de qualidade, interpretam analistas, ocorreu a partir de 1999, com o surgimento do sistema de ocorrências online (Infocrim).
No mesmo período, a área geográfica de atuação das polícias Civil e Militar foi unificada. Significa que uma companhia da PM passou a se responsabilizar pelos mesmos bairros de uma delegacia distrital. A lógica vale para o interior.
- Um comandante de companhia, que é um capitão, é responsável por fazer semanalmente o Plano de Policiamento Inteligente, revisto todos os meses no batalhão - detalha o sociólogo Túlio Kahn, coordenador de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
O efetivo operacional da PM aumentou. Segundo o comandante-geral da PM, coronel Roberto Antônio Diniz, a saída da guarda dos presídios, o ingresso de 2 mil PMs temporários e o remanejamento interno resultaram em mais 9 mil policiais na linha de frente.
Ao longo da década, gestores trataram de operar uma lenta mudança no perfil da tropa - historicamente identificada como violenta.
- Dentro de toda polícia há um lobo feroz, que vive à sombra. Ele só vai ter força se for alimentado. Um sujeito (policial) que ao longo de 20 anos matou três tem problemas. Se o cara matou 10, é patológico - analisa Vicente.
Desde 2000, 2.847 PMs foram desligados da corporação - 355 por ano, em média - por problemas disciplinares. Cursos de direitos humanos ministrados pela Anistia Internacional se tornaram rotina. Na periferia, uma política de relações públicas ganha força por meio do policiamento comunitário.
Mas há quem aponte falhas no sistema paulista, como a ameaça permanente do Primeiro Comando da Capital (PCC). Nas próximas páginas, a Agência RBS revela o que foi feito para amenizar a violência.
( carlos.etchichury@zerohora.com.br )
TEXTOS: CARLOS ETCHICHURY FOTOS: RONALDO BERNARDI | Enviados Especiais a São Paulo
Pelo Diário Catarinense
http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a1747968.xml&template=3898.dwt&edition=9187§ion=133
Tamarindo Cobra January 27th, 2008, 07:06 AM Falta ainda: desatar as mãos dos bons policiais; aumentar as penas e punições para crimes pequenos, algo semelhante ao "tolerância zero" de Nova York; agilizar o sistema judiciário; endurecer o cárcere para crimosos hediondos; investir na qualificação e remuneração dos policiais; oferecer educação de qualidade à população evitando a formação de possíveis novos criminosos; entre outras atitudes que reduziriam e muito a criminalidade e o banditismo.
RRC January 27th, 2008, 07:24 AM Muito boa matéria, bem esclarecedora, demonstra que a queda na violência decorre de uma série de fatoes e investimentos, e não de mera maquiagem nos números como adoram insinuar os pessimistas.
E concordo com o Tarcisio, ainda falta bastante pra que a justiça seja devidamente feita, dentre os mais impostantes cito o enrijecimento das leis, especialmente em relação aos privilégios e benefícios do condenado e agilização do judiciário.
Evandro January 27th, 2008, 02:12 PM Falta ainda: desatar as mãos dos bons policiais; aumentar as penas e punições para crimes pequenos, algo semelhante ao "tolerância zero" de Nova York; agilizar o sistema judiciário; endurecer o cárcere para crimosos hediondos; investir na qualificação e remuneração dos policiais; oferecer educação de qualidade à população evitando a formação de possíveis novos criminosos; entre outras atitudes que reduziriam e muito a criminalidade e o banditismo.
Exato!!! ^^
Ao longo da década, gestores trataram de operar uma lenta mudança no perfil da tropa - historicamente identificada como violenta.
Desde 2000, 2.847 PMs foram desligados da corporação - 355 por ano, em média - por problemas disciplinares. Cursos de direitos humanos ministrados pela Anistia Internacional se tornaram rotina. Na periferia, uma política de relações públicas ganha força por meio do policiamento comunitário.
Ainda é pouco... tem muito pilantra e bandido na PM ainda, e os exames psicológicos para admissão naquela corporação são muito falhos. A investigação social também precisa melhorar e muito.
Fabius_ January 27th, 2008, 02:20 PM Falta ainda: desatar as mãos dos bons policiais; aumentar as penas e punições para crimes pequenos, algo semelhante ao "tolerância zero" de Nova York; agilizar o sistema judiciário; endurecer o cárcere para crimosos hediondos; investir na qualificação e remuneração dos policiais; oferecer educação de qualidade à população evitando a formação de possíveis novos criminosos; entre outras atitudes que reduziriam e muito a criminalidade e o banditismo.
Sugestões felizes, que todo mundo conhece e que ninguém aplica, e todos sabem porquê. :(
Tamarindo Cobra January 27th, 2008, 09:51 PM Eu esqueci de citar no meu cometário acima uma atitude existente nos EUA e que dá ótimos resultados: Concessão de unidades do sistema prisional. Além de aumentar consideravelmente o número de vagas, tira do estado a responsabilidade por algum eventual excesso de violência dos carcereiros na prisão, oque seria útil no Brasil com PCC, Comando Vermelho, e outras facções instaladas nos presídios estaduais.
Já que SP mantém um certo pioneirismo no assunto "concessão à iniciativa privada", poderia inovar com essa idéia também.
Aqui uma notícia antiga sobre o assunto:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=400432
Overmundo January 28th, 2008, 04:48 PM Seria ótimo ver presidios privados em Sao Paulo!!!
DiegoSP January 29th, 2008, 12:36 AM Seria ótimo ver presidios privados em Sao Paulo!!!
será? tenho minhas duvidas, mas qualquer mudança é boa!
IMPÉRIO-BR January 29th, 2008, 07:50 PM Alguém poderia esfregar esses dados na cara daquele correspondente argentino q inventou q SP tinha 1% dos homicídios do mundo...ah e na cara da ONU tb.
Dott January 30th, 2008, 01:14 AM Vale destacar também o trabalho que nem sempre aparece, mas extremamente importante de inúmeras associações de bairro, ONGs e parcerias com iniciativa pivada em projetos de educação, esporte, lazer e cultura !
Gente, não é só descendo o KCT que as coisas se resolvem :D
Tamarindo Cobra January 30th, 2008, 02:38 AM Vale destacar também o trabalho que nem sempre aparece, mas extremamente importante de inúmeras associações de bairro, ONGs e parcerias com iniciativa pivada em projetos de educação, esporte, lazer e cultura !
Gente, não é só descendo o KCT que as coisas se resolvem :D
^^
Mas ajuda bastante! :)
neosoux February 10th, 2008, 08:12 AM Falta ainda diminuir muito o índice de assalto a transeuntes, grande responsável pela sensação de insegurança da população. Transeunte não é só pedestre, também é o que está no carro, ou seja, assalto no semáfaro e por motoclicleta, que é uma praga na cidade. Outro índice que precisa cair muuuito mais é de sequestro relampago (q tinha 3 por dia, segundo noticiou o jornal hoje a uns 4 meses atras) e sequestro convencional. Sequestro é um crime muito cruel e SP se tornou a capital dele.
Agora, sem dúvida são ótimas notícias, a coisa parece que está se encaminhando. E é muito nítida a melhora da polícia de SP! Provavelmente a melhor polícia do Brasil, tirando a parte de inteligencia, cujo o título seguramente seria da polícia do Rio.
Tamarindo Cobra February 10th, 2008, 05:51 PM ^^
Tráfico de drogas, assaltos, roubos e furtos são os principais problemas atuais de SP. Isso vai ser difícil resolver já que são crimes premeditados, ao contrário da quantidade enorme de homicídios que ocorriam por motivos fúteis, movidos à alcool e sem intenção de cometer um crime.
neosoux February 11th, 2008, 02:58 AM ^^
Sequestro não??? Alias, se eu não me engano, esse delito é enquadrado como Extorção mediante Sequestro. E esse crime é infinitamente mais cruel e traumatizante do que roubo ou furto. Além disso, há uma grande incidencia na cidade.
O grande responsável pela sensação de insegurança de SP é furto e principalmente roubo de transeuntes, além de sequestros, evidentemente.
Quanto a dificuldade do combate ao roubo e furto, de fato ela existe. Mas está bem longe de ser impossível. E o Rio tem alguns bons exemplos nesse sentido. Há dois projetos do governo do Estado em duas regioes, numa espécie de tolerancia zero, combatendo a desordem urbana. Em Copa, depois de um ano, houve redução de 60% nos roubos e 30% nos furtos. Em Ipanema, Leblon e Gavea, depois de um mes da operação, houve redução de 40% nos roubos e não lembro quanto nos furtos. Em Copa, a operação é intitulada Copabacana. Em Ipa e etc, é chamada de Ipabacana(acho). Da sociedade civil há o Projeto de Segurança de Ipanema e o em Santa Teresa, que reduziu o número de assaltos neste bairro. naquele, ipanema, não dá pra ter dimenção pois também há o projeto do governo do estado ao mesmo tempo...
tchelllo February 11th, 2008, 10:31 PM Para diminuir a violência em SP é preciso atacar em algumas frentes:
--Cultura,lazer e esporte na periferia;Pois são raros os espaços destinados a essas atividades que poderiam "OCUPAR" os jovens em atividades para valorizar o bem-estar e a auto-estima.
--Álcool tbm é droga! Precisamos parar com essa hipocrisia ridícula de que álcool é diferente de outras drogas por ser lícito! Segundo dados da secretaria de segurança pública, cerca de 35 ou 36% dos homocídios são cometidos sob o efeito do álcool. Além é claro das mortes por acidente de trânsito e da violência doméstica causada por ele. É inadmissível que em pleno século 21, as pessoas assistam propagandas de cerveja em horário nobre na televisão e ainda tenham a coragem de "demonizar" usuários de maconha e outras drogas se mata-se ou morre-se muito mais sob o efeito do álcool em diversas circusntâncias. É preciso "controlar" e restringir a venda do álcool em determinados lugares e situações!
--Até que ponto a repressão ao consumo de drogas ilícitas traz resultados, se ela carrega consigo uma verdadeira indústria negra que é o tráfico de drogas que escraviza seus usuários e os empurram para a marginalidade além de que com o tráfico é possível financiar diversas outras atividades criminosas e corromper diversos setores da sociedade como polícia, justiça, executivo, legislativo, etc
--Acabar com o crime organizado! Já dizia um sábio sociólogo...O crime só chega a ser ORGANIZADO quando há a polícia na frente e o ministério público atrás.
--Instruir a população de que a polícia NÃO serve como substituta da justiça e que um policial NÃO é um JUIZ para aplicar PENAS e portanto, não deve ter nenhum tipo de PODER de decisão sobre o réu, como agredí-lo ou matá-lo. . Noções básicas de Democracia e de Direito em QUALQUER país realmente civilizado.
--Por último, acabar com este estigma militarista da polícia. A polícia urbana deve ser civil, unicamente civil como em qualquer país democrático. A polícia paulista traz um ranso de ditadura militar abominável e não é a tôa que figura entre as mais denunciadas internacionamente como truculenta, corrupta e desrespeitosa aos direitos humanos, pois em sua estrutura ainda mora um resto de arrogância por um falso "poder" cultivado em períodos militares, aonde ensinava-se que os militares estavam acima do executivo e judiciário...
Franz SP November 28th, 2010, 03:08 PM :doh: ha meu, se a meta do rio é ficar com o nivel de violencia baixo entao estamos fudidos.
em sao paulo é muito perigoso.
todo mundo te ameaça a matar, vc nao pode andar traquilo na cidade.
droga aqui vc encontra em cualquer favela, mesmo que seja a mais segura srsrs
nao dá! chega de violencia !!!
Slice Shot November 28th, 2010, 03:24 PM O tempo dos trolls com 0 posts já se foi...
Paulistinha November 28th, 2010, 05:11 PM Fato ^^
woody woodpecker November 30th, 2010, 02:50 AM Construir novos presídios é fundamental pois permite uma melhor supervisão dos detentos, e hoje já há um déficit carcerário importante no nosso estado. E tem que mudar o ECA também, pra botar essa molecada bandida atrás das grades.
Slice Shot November 30th, 2010, 03:32 AM Construir novos presídios é fundamental pois permite uma melhor supervisão dos detentos, e hoje já há um déficit carcerário importante no nosso estado. E tem que mudar o ECA também, pra botar essa molecada bandida atrás das grades.
Mudar o ECA? Doce ilusão, o argumento de seus defensores é que é uma legislação das mais avançadas do mundo, elogiada mundo afora, que serve de modelo inclusiva para países de primeiro mundo etc e bla, bla, bla.Esses mesmos defenssores só não exlicam até hoje por que os países mais avaçados que tanto elogiam o ECA não copiam nossa essa nossa ótima "invenção" :|.Óbvio que não copiam por que veem na prátoca o que acontece no lugar onde ela foi oficializada (aqui):ohno:
Rajude November 30th, 2010, 09:36 PM Falta ainda: desatar as mãos dos bons policiais; aumentar as penas e punições para crimes pequenos, algo semelhante ao "tolerância zero" de Nova York; agilizar o sistema judiciário; endurecer o cárcere para crimosos hediondos; investir na qualificação e remuneração dos policiais; oferecer educação de qualidade à população evitando a formação de possíveis novos criminosos; entre outras atitudes que reduziriam e muito a criminalidade e o banditismo.
Concordo, mas o Estado não tem autonomia legislativa para alterar qualquer tipo de pena para qualquer tipo de crime; no Brasil a legislação penal é algo que cabe apenas ao governo federal, de modo que os Estados ficam responsáveis apenas pelo sistema prisional e pela segurança pública pripriamente dita, mas não pode determinar qual pena será aplicada. Da mesma forma, "endurecer o cárcere para crimes hediondos" se enquada nessa situação.
Mudar o ECA? Doce ilusão, o argumento de seus defensores é que é uma legislação das mais avançadas do mundo, elogiada mundo afora, que serve de modelo inclusiva para países de primeiro mundo etc e bla, bla, bla.Esses mesmos defenssores só não exlicam até hoje por que os países mais avaçados que tanto elogiam o ECA não copiam nossa essa nossa ótima "invenção" :|.Óbvio que não copiam por que veem na prátoca o que acontece no lugar onde ela foi oficializada (aqui):ohno:
O Estado, também, não é o responsável pelo ECA.
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Em minha concepção, dentro das possibilidades constitucionais do Estado, concordo, de forma geral, com o Tchelllo, mas também creio que, a partir desse momento, o Estado deveria unir esforços para lidar, também, com um tipo de crime no Estado que caiu pouco em relação aos homicídios, se observado no longo prazo: Furtos e Roubos.
Evidente que o crime contra a vida é o principal fator a ser combatido, mas é principalmente a incidência de roubos e furtos que, também, costuma causar a sensação de insegurança pelas ruas, em razão, inclusive, do "eu ouvi falar". O problema é que esse tipo de crime depende bastante de fatores econômicos, e a penalidade aplicada a eles é relativamente baixa, contudo isso é de jurisdição do governo federal.
Embora não possa alterar a pena aplicada, o Estado pode atuar de modo mais ativo no combate a esse tipo de crime elevando o efetivo policial dedicado a ele, e a começar pelos assaltos por meio de arma de fogo, que são mais graves, e adotar atitudes de monitoramento via câmeras, como já existe, em locais que tenham alta incidência de roubos. Nesse quesito a parceria com as prefeituras seria fundamental.
Outro ponto importante diz respeito ao tráfico de drogas, que gera grande parte dos crimes cometidos. Nessa questão, o maior problema é que as drogas que entram no Estado vêm de outros países, e portanto o Estado acaba ficando leniente diante essa situação, já que, a princípio, monitorar as fronteiras é tarefa do Governo Federal.
Contudo, durante a campanha, o candidato Paulo Skaf fez uma proposta que é muito "simples", interessante, e a princípio não possui nenhum empecilho constitucional, desde que não obstrua o direito de ir e vir do cidadão: policiar as nossas fronteiras, especialmente no que diz respeito ao Oeste do Estado, pois se o Governo Federal apresenta um desempenho pífio nessa circunstância, o Estado pode ajudar. E se ele pode ajudar, não cabe ao Estado ficar apontando o dedo para o Governo Federal. O Estado deve agir.
Nesse sentido, seria criado uma divisão dentro da polícia que ficaria responsável pelo policiamento das divisas, e realizaria revistas nos automóveis que entram no Estado, inclusive utilizando aparelhos de raio-x que auxiliam na detecção de drogas, e tecnologias disponíveis. Esse é um fator importante, e inclusive parabéns ao Skaf pela proposta, embora infelizmente não deva ser aplicada. Aliás, é algo que beneficiaria outros Estados também, mas S. Paulo não deveria permanecer ausente nessa questão.
Outra velha questão diz respeito a união das polícias, mas que também depende do Governo Federal. Hoje, as polícias, em certos aspectos, trabalham de modo desajustado, e inclusive existe até uma certa rivalidade entre as corporações. A unificação de ambas, o que naturalmente seria um processo gradual, poderia, no longo prazo, elevar em muito a eficiencia da polícia, que trabalharia de forma conjunta, desde o crime cometido até a investigação. E acho que esse é um tema interessante a ser considerado, pois embora seja de responsabilidade federal, na realidade bastaria uma autorização federal para que o Estado realizasse isso.
Mas, além da questão apenas das polícias propriamente dita, inclusive como foi até colocado pelo Tchelllo, a ação social do Estado é um fator fundamental no que diz a esse respeito, pois, ao mesmo tempo que a sociedade combate os delinquentes, é ela própria que os forma, em função do sistema a qual estamos inseridos. Desse modo, realizar campanhas educativas, com foco no Álcool, Drogas, e Cidadania de uma forma geral, que aliás é algo que é pouco feito no Brasil, é fundamental. Tendo em vista o longo prazo, a palavra chave é educação. E não apenas a educação acadêmica, mas principalmente a educação cidadã, algo que pouco existe no Brasil de uma forma geral.
Slice Shot December 1st, 2010, 02:10 AM Meu último post ficou com um português horrível, que vegonha:cripes:
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