View Full Version : Desbravamento da região faz 50 anos "Belém-Brasília foi projeto audacioso para ligar o Norte ao resto do Brasil"


dricobel
January 28th, 2008, 10:35 PM
Belém-Brasília foi projeto audacioso para ligar o Norte ao resto do Brasil

Em 2008 comemoram-se os 50 anos de desbravamento e colonização de várias cidades fundadas juntamente com a rodovia Belém-Brasília, projeto do presidente Juscelino Kubitscheck, que almejava ver a região Norte interligada às às demais regiões do Brasil. Entre os desbravadores estão os integrantes de várias famílias vindas do Espírito Santo.

Antes da Belém-Brasília, o Pará estava isolado do resto do País. Para se ter uma idéia, para se chegar a Belém, só por via aérea ou marítima. Outra opção, a mais penosa, seria via terrestre, através de picada aberta na mata, partindo do Maranhão, seguindo a região costeira, passando por Santa Helena, Viseu, Bragança e chegando à capital paraense através da região do Salgado. Por esta rota também vinham rebanhos de outras regiões.

Muitos obstáculos desafiaram JK na empreitada da construção da rodovia no trecho que cortaria a selva amazônica. Entre eles, além do alto custo, a presença de índios, animais selvagens e doenças tropicais ameaçavam a continuidade do projeto. No ano de 1959, um decreto assinado pelo presidente previa a construção da Belém-Brasília, sendo encarregado para a tarefa o engenheiro Bernardo Sayão.
Pela lei que previa também a construção da nova capital federal, uma rede de rodovias ligaria a sede do governo às demais regiões do Brasil. Seriam elas a Brasília-Rio de Janeiro (hoje rodovia Juscelino Kubitscheck), Brasília-São-Paulo (atual via Anhanguera), Brasília-Livramento, Brasília-Fortaleza, Brasília-Acre e Brasília-Belém ou Belém-Brasília.

Para o projeto foram criadas duas frentes de serviço: de Brasília até determinado ponto e de Belém até o mesmo local, onde aconteceria o encontro das duas partes da estrada. O lugar é conhecido hoje como Ligação do Pará, situado entre os municípios de Ulianópolis e Dom Eliseu. A maioria dos fatos envolvendo o desbravamento da região está registrada no livro “Paragominas - A Realidade do Pioneirismo”, da historiadora Gláucia Ligia Rabello Leal.

A Belém-Brasília, com 2.772 km, dos quais 450 dentro da selva amazônica, corta os Estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará. Inaugurada em 1960, a rodovia não pôde ser contemplada pelo autor da obra, Bernardo Sayão, que morreu em 15 de janeiro de 1959, vitimado pela queda de uma árvore gigantesca dentro de um alojamento na Vila Ligação, em Ulianópolis.

CARAVANA

Em abril de 1960 partiu de Belém, já pela nova estrada, a “Caravana da Integração”, composta por caminhões, ônibus e veículos menores transportando políticos e jornalistas para assistirem à inauguração de Brasília. Hoje identificada por diferentes siglas, anteriormente a Belém-Brasília era conhecida como BR-014.
A cidade de Paragominas, como outras, nasceu em função da rodovia, que antes passava dentro da cidade, mas hoje está separada do município por doze quilômetros de estrada.

Quando seus pioneiros chegaram, na verdade já traziam um mapa da região, demarcando o local exato da construção do município. Dentre os fundadores de Paragominas, destacam-se Célio Rezende Miranda, idealizador da cidade, natural da cidade de Patrocínio (MG), e seus dois assessores diretos, Eliel Pereira Faustino e Manoel Alves de Lima.

Célio Miranda se destacou pela coragem, construindo Paragominas com recursos próprios e com a venda das glebas de terras para aqueles que pretendiam fixar-se na região, criando várias fazendas, atestadas através de documentos, sendo que o dinheiro era empregado na construção da cidade, uma vez que não recebia incentivo dos governos estadual e federal.

A idéia de construir a cidade surgiu em 1958, quando o jornalista Onofre Rezende de Miranda soube dos planos de JK para construir a Belém-Brasília. Em conversa com o presidente, Onofre indicou o irmão, Célio Miranda, que sonhava com a colonização da região às margens da rodovia.

Célio sempre ouvira falar das imensas riquezas do Pará, de suas matas inexploradas e do clima propício para a agropecuária. Depois de uma viagem ao Estado, concluiu que para fazer a colonização era preciso constituir uma população no local, fato que só seria possível com a criação de uma cidade.

Em setembro de 1958, Célio foi ao encontro do presidente, obtendo autorização para desbravar a região. Entusiasmado com a vontade do mineiro, JK entregou-lhe um documento que deveria ser repassado ao então governador do Pará, Magalhães Barata, solicitando ao governo paraense que cedesse glebas de terra ao desbravador. O presidente acreditava que apoiando os projetos de Célio Miranda povoaria a região e evitaria a invasão da área por grupos estrangeiros.

Em Goiás, com o aval de JK e Magalhães Barata, Célio Miranda saiu à procura de investidores que se interessassem em possuir terras e constituir fazendas no Pará.

Em 1958, o mineiro Severino José Guimarães conseguiu junto a Célio Miranda 15 glebas no Pará, a fim de serem vendidas. Precisando fornecer informações precisas aos interessados, Severino Guimarães partiu de Uberlândia até o Pará, de avião, no dia 24 de dezembro de 1958, pernoitando em Brasília, chegando a Belém no dia seguinte. Dia 28 embarcou em um caminhão rumo a São Miguel do Guamá. No dia 29, outro caminhão o conduziu até o Km 75. Dali em diante não havia mais estradas. Depois de sobrevoar a região, o mineiro retornou para Uberlândia eufórico com tudo o que viu em terras paraenses.

Aventura durou duas semanas

Antes do término da Belém-Brasília, em 1958, a família Uliana, uma das pioneiras da região sudeste do Pará, já exercia atividade comercial no Estado e estava à procura de terras para se instalar. Os primeiros a chegar na região de Paragominas, no Gurupizinho, hoje município de Ulianópolis, foram Elias e Zandino Uliana, sendo que Elias trabalhou com a equipe de Célio Miranda na demarcação da cidade. Dois anos depois, outros integrantes da família vieram, entre eles Camilo Uliana, que exercia carreira política no Espírito Santo e foi prefeito de Paragominas.

Neste mesmo ano, o patriarca da família, Giácomo Uliana, demarcou suas terras, juntamente com seus filhos. Os Uliana trabalharam unidos até o ano de 1965, quando o patriarca fez a partilha da herança entre os filhos, que passaram a administrar individualmente suas partes. Recentemente, a matriarca da família, Joana Uliana, faleceu aos 107 anos. Conforme relato dos irmãos Camilo e Zandino Uliana, a família viajou do Espírito Santo ao Pará de caminhão, numa verdadeira aventura.

A viagem durou cerca de 16 dias. Camilo lembra que viajavam cerca de 18 horas por dia e dormiam dentro do caminhão pau-de-arara, onde transportavam a cozinha e toda a mudança. Zandino ressaltou que a viagem só era interrompida para refeições, banho, lavagem de roupas e abastecimento de água e lenha.

Quando chegou ao Pará, a família investiu no plantio de arroz, pecuária e atividade madeireira. Antes parte integrante do município de Paragominas, a localidade denominada Gurupizinho, hoje Ulianópolis, recebeu este nome em homenagem à família Uliana, que desbravou a região. Muitos integrantes ainda residem no município, entre eles os irmãos Camilo e Zandino.

Uma odisséia pelo rio Araguaia

Formada por um agrimensor, quatro topógrafos, um motorista, um piloto de barco e cinco auxiliares, a “Caravana Desbravadora”, que contava com Vicente Gomes Machado, Altair Gomes Silva, José Porto, Mário de Souza, Abadio, Antonio Escórcio Sobrinho, Clóvis (piloto do barco), José Vaz (motorista), Severino José Guimarães, Alceu José Guimarães e Manoel Alves de Lima, partiu num caminhão fretado no dia 10 de abril de 1959 rumo ao Pará. A viagem durou 45 dias, marcadas por várias dificuldades, entre elas os grandes atoleiros da estrada, o que obrigava os membros da caravana a descarregar o caminhão para retirar o peso e vencer o obstáculo.

No dia 13 de abril, os desbravadores, após passagem penosa por serras, atoleiros e chapadões, finalmente chegaram a Arauanã, a 200 Km de Goânia, às margens do rio Araguaia. O caminhão foi descarregado e a viagem prosseguiu através do rio Araguia, que nasce em Goiás, na Serra do Caiapó, e deságua no rio Tocantins, no Pará. A equipe seguiu então para Santa Izabel, no barco “Carajás”, onde encontrariam a embarcação “Bitiá”, que os levaria até Conceição do Araguaia.

Enfrentando grandes dificuldades e obstáculos, entre eles cachoeiras, perigos da selva, hostilidade local e falta de dinheiro, a caravana chegou em Belém no dia 17 de maio de 1959, sem dinheiro sequer para comer. No dia 19 de maio, Célio Miranda chegou a Belém e encontrou os membros da caravana, levando-os para jantar no melhor restaurante da cidade, que na época funcionava no Hotel Central.

Dali em diante, uma parte da caravana partiu de Belém, através do rio Guamá, subindo em seguida o rio Capim até um lugar denominado Fronteira (posto de fiscalização do Estado). Ali ficaram até a reorganização da expedição. Em seguida, todas as providências foram tomadas para juntar 80 homens para trabalhar no lugar onde começaria o Picadão da Belém-Brasília.

Passo a passo, derrubando árvores, eles iam penetrando floresta adentro, enfrentando o cansaço e a fadiga. Tudo foi feito com instrumentos primitivos. Como a nova cidade precisava de um nome, Célio Miranda, em reunião com os pioneiros, optou por batizá-la como Paragominas, uma homenagem às terras pertencentes ao Pará e aos colonizadores, oriundos de Goiás e Minas Gerais.

Não foram poucas as dificuldades enfrentadas pelos desbravadores. Lentamente, a grande clareira, aberta pelo desmatamento, começou a mudar de forma e dar lugar a rústicos barracos e cabanas. Uma vila começava a tomar forma. Na época, um contratempo por pouco não impediu a continuidade do projeto. O governo do Pará não via com bons olhos o surgimento de Paragominas, alegando, entre outras coisas, problemas militares.

Em 23 de janeiro de 1961 foi lançada a pedra fundamental do futuro município,com uma missa que abençoou a nova “Vila de Paragominas”, hoje um dos mais importantes municípios do Pará.

Fonte: Portal ORM

Belcity
January 28th, 2008, 11:39 PM
interessante

Não conhecia a historia do surgimento de Paragominas

BR 364
January 29th, 2008, 12:07 AM
A história da Belém-Brasília é muito parecida com a história da BR-364 (na época, BR-29), inclusive foram construídas mais ou menos na mesma época.

Eu até já fiz um thread sobre isso:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=423997

EricoWilliams
January 29th, 2008, 12:07 AM
Poderia ter umas fotos mostrando a obra né?

Alexandre Lima
January 29th, 2008, 01:22 AM
Interessante a história!!!

Em Goiânia, há uma rua muito tradicional pelo comércio de roupas que se chama Bernardo Sayão!!!

Pelo menos agora sei o porquê do nome!!!:D

danieldefranca
January 29th, 2008, 02:03 AM
^^ Bernardo Sayão, foi em 1954 eleito vice governador de Goiás

dricobel
January 29th, 2008, 04:32 AM
a belém-brasilia é uma rodovia de extrema importância ao norte do brasil!!!

Manauense
January 29th, 2008, 03:24 PM
A Belém-Brasília é um dos projetos mais importantes do século XX para a Amazônia. :)

dricobel
January 29th, 2008, 03:46 PM
é o principal elo de ligação do centro-sul do país com a nossa região.....

dricobel
January 29th, 2008, 03:50 PM
interessante

Não conhecia a historia do surgimento de Paragominas

Qual seria o motivo do nome dado a cidade de Paragominas?

Manauense
January 29th, 2008, 04:10 PM
é o principal elo de ligação do centro-sul do país com a nossa região.....

Sim, juntamente com a rodovia federal BR-364 (Porto Velho - Cuiabá), que é igualmente importante, pois liga a Amazônia Ocidental ao Centro-Sul. :)
Contudo, a Belém-Brasília é a mais movimentada do Norte.

dricobel
January 29th, 2008, 04:33 PM
^^

É por conta desse movimento, houve a necessidade de duplicação da br 316 no km 0 até o km 80 em castanhal, contudo não é suficiente, o trafego de veiculos é intenso, e a rodovia já não comporta o alto trafego. O projeto inicial previa a duplicação até santa maria do pará no km 105, mais exatamente no trevo que da acesso ao nordeste brasileiro e ao centro-sul. Tirei algumas fotos dessa região, depois eu posto aqui :)

Alexandre Lima
January 30th, 2008, 12:09 AM
Qual seria o motivo do nome dado a cidade de Paragominas?

Deve ser porque beneficiou diretamente ao Pará, Goiás e Minas Gerais!!!:D

dricobel
January 30th, 2008, 12:17 AM
^^

acho q pq na época os três estado Minas, Goias e Pará eram interligados, ai colocaram o tocantins, teriam que inventr outro nome :lol:

BR 364
January 30th, 2008, 01:10 AM
^^ Paratogominas... :D

dricobel
January 30th, 2008, 02:04 AM
^^

ficou legal :lol:

Rondon
February 2nd, 2008, 12:08 AM
Vi uma reportagem na TV que o nome Paragominas era uma homenagem aos mineiros e goianos que se fixaram na região.

Rondon
February 2nd, 2008, 12:09 AM
Interessante a história!!!

Em Goiânia, há uma rua muito tradicional pelo comércio de roupas que se chama Bernardo Sayão!!!

Pelo menos agora sei o porquê do nome!!!:D

Já passei por esta rua :D

Alexandre Lima
February 2nd, 2008, 12:58 AM
^^ Paratogominas... :D

:lol:
Boa!!!

dricobel
February 2nd, 2008, 02:49 AM
Vi uma reportagem na TV que o nome Paragominas era uma homenagem aos mineiros e goianos que se fixaram na região.


interessante....

HarryO
August 2nd, 2011, 08:10 AM
Oi Dricobel, gostei muito do seu texto, embora conheça uma versão diferente da sua introdução sobre a construção da Belem Brasilia. A decisão de construir essa estrada foi tomada numa reunião de que participaram o Presidente Juscelino, Regis Bittencourt, Diretor do DNER, Lucio Meira, Ministro da Viação e Waldir Bouhid, Presidente da SPVEA. Waldir Bouhid era carinhosamente chamado por JK de "Vice Rei do Brasil" porque sob sua jurisdição estava toda a Amazônia, quase 60% do território brasileiro! Nessa reunião o grupo tratava de assuntos da Região Norte quando Waldir Bouhid questionou JK sobre os projetos de ligação das diversas regiões do país com Brasilia, deixando de fora a Região Norte. Waldir Bouhid propunha ao Presidente a construção de uma estrada entre Belem e Brasilia, atravessando a floresta amazônica. Lucio Meira e Regis Bitencourt argumentaram que era impossível uma estrada na "Planicie Amazônica" que ficava a maior parte do ano debaixo d'água e tambem o fato de Waldir Bouhid ser médico e não entender de engenharia! Waldir Bouhid disse que era difícil mas não impossivel, pois ele conhecia a amazônia como poucos. Médico Sanitarista foi ele quem "empurrou o mosquito da malária" do litoral para dentro da floresta e sabia que não existia a tal planície amazônica, ideia de quem só a conhecia do alto. Ele a conhecia do chão! JK então então perguntou a Waldir Bouhid do que ele precisava para construir a rodovia Foi decidida a criação de uma organização subordinada a Waldir Bouhid, dentro da SPVEA, com o fim específico de construir a Belem Brasilia. Waldir Bouhid acumulou a presidencia da RODOBRAS com a da SPVEA. Waldir Bouhid definiu que a obra seria tocada em duas frentes e contratou Bernardo Sayão para tocar a frente de Brasilia em direção a Belem enquanto ele próprio, Waldir Bouhid, assumia a frente de Belem em direção a Brasilia. Sayão teve papel importante na construção e merece homenagens por sua parte na obra. Mas o verdadeiro construtor da Belem-Brasilia é Waldir Bouhid e não Bernardo Sayão.

Suburbanist
August 2nd, 2011, 10:40 AM
BR-364 e Belém-Brasília atendem a diretrizes de transporte distintas. Apesar de tudo ligar "O Norte ao Sudeste", as duas "macroáreas" que se firmaram no eixo Cuaibá-Rio Branco e Belém-Anápolis são bem deconexas. Aliás, esse é um dos problemas que vjeo em várias reportagens e mesmo análises: a dinâmica econômica e logística da Amazônia Orietnal é muito diferente do arco da fronteira AC-MT, e ambas as regiões são mais integradas com o Centro Oeste e o Sudeste do que entre si, apeasr de ser tudo "Norte".

lucas_PMW
August 2nd, 2011, 03:00 PM
^^ Bernardo Sayão, foi em 1954 eleito vice governador de Goiás

Bernardo Sayão é muito conhecido em Goiás e no Tocantins.
No TO existe uma cidade chamada Bernardo Sayão, várias cidades tem avenidas chamas Bernardo Sayão. Na federal do Tocantins a atlética do curso de engenharia civil chama-se Bernardo Sayão.

dricobel
August 2nd, 2011, 03:42 PM
Oi Dricobel, gostei muito do seu texto, embora conheça uma versão diferente da sua introdução sobre a construção da Belem Brasilia. A decisão de construir essa estrada foi tomada numa reunião de que participaram o Presidente Juscelino, Regis Bittencourt, Diretor do DNER, Lucio Meira, Ministro da Viação e Waldir Bouhid, Presidente da SPVEA. Waldir Bouhid era carinhosamente chamado por JK de "Vice Rei do Brasil" porque sob sua jurisdição estava toda a Amazônia, quase 60% do território brasileiro! Nessa reunião o grupo tratava de assuntos da Região Norte quando Waldir Bouhid questionou JK sobre os projetos de ligação das diversas regiões do país com Brasilia, deixando de fora a Região Norte. Waldir Bouhid propunha ao Presidente a construção de uma estrada entre Belem e Brasilia, atravessando a floresta amazônica. Lucio Meira e Regis Bitencourt argumentaram que era impossível uma estrada na "Planicie Amazônica" que ficava a maior parte do ano debaixo d'água e tambem o fato de Waldir Bouhid ser médico e não entender de engenharia! Waldir Bouhid disse que era difícil mas não impossivel, pois ele conhecia a amazônia como poucos. Médico Sanitarista foi ele quem "empurrou o mosquito da malária" do litoral para dentro da floresta e sabia que não existia a tal planície amazônica, ideia de quem só a conhecia do alto. Ele a conhecia do chão! JK então então perguntou a Waldir Bouhid do que ele precisava para construir a rodovia Foi decidida a criação de uma organização subordinada a Waldir Bouhid, dentro da SPVEA, com o fim específico de construir a Belem Brasilia. Waldir Bouhid acumulou a presidencia da RODOBRAS com a da SPVEA. Waldir Bouhid definiu que a obra seria tocada em duas frentes e contratou Bernardo Sayão para tocar a frente de Brasilia em direção a Belem enquanto ele próprio, Waldir Bouhid, assumia a frente de Belem em direção a Brasilia. Sayão teve papel importante na construção e merece homenagens por sua parte na obra. Mas o verdadeiro construtor da Belem-Brasilia é Waldir Bouhid e não Bernardo Sayão.



Hahahaha, o texto não é meu! É de um jornal aqui de Belém!

:okay:

to pensando em abrir um tópico sobre a Belém - Brasília BR 010

O Cavaleiro
August 2nd, 2011, 03:54 PM
Há uma confusão monstra, enorme entre a BR 153 e BR 010.
A BR-153 é a TRANSBRASILIANA que na altura do Tocantins e Goiás a maioria das pessoas equivocadamente a chamam de Belém-Brasília. Ela sai de Belém e passa em Imperatriz, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Porangatu, Anápolis, Goiânia, Itumbiara e segue...não passa sequer em Brasília.

Já a BR-010, essa sim BELÉM-BRASÍLIA, sai de Belém e vai até Brasília mesmo, inclusive passando por Palmas (única rodovia federal que serve Palmas) e há vários trechos onde seu traçado é o mesmo das rodovias TO-050 e TO-010 e outros trechos que ainda não receberam asfalto.

As rodovias BR-153(TRANSBRASILIANA) e BR-010 (BELÉM-BRASÍLIA) são paralelas e gera essa confusão.

dricobel
August 2nd, 2011, 04:12 PM
Há uma confusão monstra, enorme entre a BR 153 e BR 010.
A BR-153 é a TRANSBRASILIANA que na altura do Tocantins e Goiás a maioria das pessoas equivocadamente a chamam de Belém-Brasília. Ela sai de Belém e passa em Imperatriz, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Porangatu, Anápolis, Goiânia, Itumbiara e segue...não passa sequer em Brasília.

Já a BR-010, essa sim BELÉM-BRASÍLIA, sai de Belém e vai até Brasília mesmo, inclusive passando por Palmas (única rodovia federal que serve Palmas) e há vários trechos onde seu traçado é o mesmo das rodovias TO-050 e TO-010 e outros trechos que ainda não receberam asfalto.

As rodovias BR-153(TRANSBRASILIANA) e BR-010 (BELÉM-BRASÍLIA) são paralelas e gera essa confusão.



ahhhhh? Essa eu não sabia!
Podia fazer um mapinha ai? :D

luiz belenense
August 2nd, 2011, 04:17 PM
Há uma confusão monstra, enorme entre a BR 153 e BR 010.
A BR-153 é a TRANSBRASILIANA que na altura do Tocantins e Goiás a maioria das pessoas equivocadamente a chamam de Belém-Brasília. Ela sai de Belém e passa em Imperatriz, Araguaína, Paraíso do Tocantins, Gurupi, Porangatu, Anápolis, Goiânia, Itumbiara e segue...não passa sequer em Brasília.

Já a BR-010, essa sim BELÉM-BRASÍLIA, sai de Belém e vai até Brasília mesmo, inclusive passando por Palmas (única rodovia federal que serve Palmas) e há vários trechos onde seu traçado é o mesmo das rodovias TO-050 e TO-010 e outros trechos que ainda não receberam asfalto.

As rodovias BR-153(TRANSBRASILIANA) e BR-010 (BELÉM-BRASÍLIA) são paralelas e gera essa confusão.

um dia desses peguei o 'Guia 4 rodas' e fui dá uma olhada na malha rodoviária..., mano não consegui entender por onde passa a 010 e nem essa 153.., uma hora elas apareciam, depois 'desapareciam' .., coisa de louco :D

dricobel
August 2nd, 2011, 04:24 PM
Outro detalhe, a BR 010 não vem até Belém, ela inicia/acaba em Santa Maria do Pará, no trevo com a BR 316!

donizete
August 2nd, 2011, 04:30 PM
A Belém-Brasília é uma rodovia de EXTREMA IMPORTÂNCIA para o desenvolvimento do eixo SUL-NORTE do Brasíl. Não só "ao norte" do país. Foi a partir da existência dela que deu-se o grande salto para a ocupação de uma região até então quase que completamente abandonada. É de se registrar, que correntes da antiga capital nacional, sediada no RJ, foi contra a existência de Brasília e da construção da Belém-Brasília, por já naquela época, saberem que a concentração dos investimentos, concentrados quase que na totalidade na região sudeste, espalhariam pelos rincões do Brasil. Parabéns a todos os "bravos idealizadores e trabalhadores braçais" que lançaram mão de uma força incalculável para fazer vias de um país menos desigual.:banana:

BR 364
August 2nd, 2011, 04:41 PM
^^ Aliás, até hoje há quem trabalhe por essa concentração de investimentos no Sudeste. É por essas e outras que há muita gente "sensível" ao meio-ambiente na região dos outros, mas bem menos "sensíveis" quanto ao meio-ambiente da própria região. A gente nota claramente isso por parte dos meios de comunicação.

Com relação à Belém-Brasília, no Youtube tem um vídeo muito bacana sobre a Caravana da Integração Nacional, realizada em 1960, produzido por Jean Manzon. Eu não tenho acesso ao Youtube aqui no trabalho, mas quando chegar em casa, vou postar o vídeo aqui. Mas se alguém já quiser ir procurando no Youtube, creio que não seja difícil achar não. Basta buscar por "Jean Manzon" ou "Belém-Brasília 1960" que acha.

O Cavaleiro
August 2nd, 2011, 07:42 PM
ahhhhh? Essa eu não sabia!
Podia fazer um mapinha ai? :D


Tentando esclarecer mais um pouco... a confusão é grande mesmo como eu já havia falado, o DNIT e outros órgãos oficiais não se entendem. Inclusive a VEJA fez no ano 1999/2000 uma matéria de capa enorme sobre a BR 153, onde na reportagem a BR-153 era de Belém a Santana do Livramento-RS. No centro-sul a chamava de TRANSBRASILIANA e ao norte chamava de BELÉM-BRASÍLIA, citando-a como a segunda maior rodovia do BRASIL e a única que corta as cinco regiões do Brasil, perdendo apenas para BR-101 que praticamente contorno o litoral brasileiro. E olha que nessa reportagem, que alias foi muito boa, em nenhum momento falou nada da BR 010.

BR-010

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5e/Br-010mapa.jpg

A rodovia possui diversos trechos sem pavimentação ou ainda por construir, principalmente no Tocantins. Neste estado, os únicos trechos que possuem um trânsito relativo de veículos são os trechos entre o povoado do Príncipe (em Natividade) e Silvanópolis, e o trecho entre o km 402 (Fazenda Frigovale) e o entroncamento da TO-020, em Palmas. Os demais trechos são muito pouco utilizados, mesmo os que possuem asfalto. É denominada oficialmente de Rodovia Bernardo Sayão.

Há trechos no Tocantins que vc está trafegando pela TO-050 e de repente tem uma placa indicando que a mesma rodovia é a BR-010. Isso porque o governo do estado após a criação do Tocantins não quis aguardar a pavimentação da Belém-Brasília no sudeste do Tocantins e criou a TO-050 com o mesmo traçado para tirar do isolamento cidades que são , no mapa, atendidas pela BR 010. Os trechos em amarelo são provavelmente os não concluídos e/ou pavimentados.


BR-153

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Br-153mapa.jpg/332px-Br-153mapa.jpg

Oficialmente, de acordo com o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), órgão do Ministério dos Transportes responsável pelas estradas brasileiras, a BR-153 começa em Marabá (Pará) e termina em Aceguá (Rio Grande do Sul). Segundo sua assessoria de imprensa, ela só ganha o nome de Transbrasiliana no Estado de São Paulo - o que está incorreto, já que o nome também é popular em Santa Catarina e no Paraná. Por sua vez, os mapas rodoviários e alguns documentos oficiais denominam Transbrasiliana o trajeto Aceguá-Belém, o que inclui cerca de 2800 quilômetros da popular Belém-Brasília.[1]. Até a pequena Wanderlândia, no norte do Tocantins, ambas as rodovias seguem como BR-153. Depois, esta faz um desvio até Marabá, enquanto a Belém-Brasília segue como BR-226 e, depois, BR-010. Enfim, o fato é que não há consenso algum.

Max Jalapão
August 2nd, 2011, 08:14 PM
Se o JK não tivesse o peito e a raça de construir esta rodovia, acredito que o estado do Tocantins ainda estaria no papel.......Valeu JK :cheers: :cheers:

Max Jalapão
August 2nd, 2011, 08:42 PM
Poderia ter umas fotos mostrando a obra né?

Dizem que a obra ficou pronta antes dos projetos:

http://i1044.photobucket.com/albums/b445/Maxx10_2010/untitled-1.jpg

http://i1044.photobucket.com/albums/b445/Maxx10_2010/4640ef8f0dc1d6ac13318fcd35d8386f.jpg

http://i1044.photobucket.com/albums/b445/Maxx10_2010/mi_1348582360732351.jpg

Fonte das fotos: http://www.google.com.br/imgres?q=belem+brasilia+constru%C3%A7%C3%A3o&um=1&hl=pt-BR&sa=N&tbm=isch&tbnid=TZdIuxDGvguq4M:&imgrefurl=http://www.dzai.com.br/blog/blogdaconceicao%253Ftv_pos_id%253D34629&docid=ouqkGJ7nTv7X6M&w=253&h=375&ei=aEM4TuGGBMa_gQesm-WxAg&zoom=1&iact=hc&vpx=307&vpy=174&dur=1827&hovh=273&hovw=184&tx=131&ty=137&page=1&tbnh=141&tbnw=91&start=0&ndsp=13&ved=1t:429,r:5,s:0&biw=1024&bih=568

luiz belenense
August 3rd, 2011, 03:56 AM
Tentando esclarecer mais um pouco... a confusão é grande mesmo como eu já havia falado, o DNIT e outros órgãos oficiais não se entendem. Inclusive a VEJA fez no ano 1999/2000 uma matéria de capa enorme sobre a BR 153, onde na reportagem a BR-153 era de Belém a Santana do Livramento-RS. No centro-sul a chamava de TRANSBRASILIANA e ao norte chamava de BELÉM-BRASÍLIA, citando-a como a segunda maior rodovia do BRASIL e a única que corta as cinco regiões do Brasil, perdendo apenas para BR-101 que praticamente contorno o litoral brasileiro. E olha que nessa reportagem, que alias foi muito boa, em nenhum momento falou nada da BR 010.

BR-010

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5e/Br-010mapa.jpg

A rodovia possui diversos trechos sem pavimentação ou ainda por construir, principalmente no Tocantins. Neste estado, os únicos trechos que possuem um trânsito relativo de veículos são os trechos entre o povoado do Príncipe (em Natividade) e Silvanópolis, e o trecho entre o km 402 (Fazenda Frigovale) e o entroncamento da TO-020, em Palmas. Os demais trechos são muito pouco utilizados, mesmo os que possuem asfalto. É denominada oficialmente de Rodovia Bernardo Sayão.

Há trechos no Tocantins que vc está trafegando pela TO-050 e de repente tem uma placa indicando que a mesma rodovia é a BR-010. Isso porque o governo do estado após a criação do Tocantins não quis aguardar a pavimentação da Belém-Brasília no sudeste do Tocantins e criou a TO-050 com o mesmo traçado para tirar do isolamento cidades que são , no mapa, atendidas pela BR 010. Os trechos em amarelo são provavelmente os não concluídos e/ou pavimentados.


BR-153

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9c/Br-153mapa.jpg/332px-Br-153mapa.jpg

Oficialmente, de acordo com o DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes), órgão do Ministério dos Transportes responsável pelas estradas brasileiras, a BR-153 começa em Marabá (Pará) e termina em Aceguá (Rio Grande do Sul). Segundo sua assessoria de imprensa, ela só ganha o nome de Transbrasiliana no Estado de São Paulo - o que está incorreto, já que o nome também é popular em Santa Catarina e no Paraná. Por sua vez, os mapas rodoviários e alguns documentos oficiais denominam Transbrasiliana o trajeto Aceguá-Belém, o que inclui cerca de 2800 quilômetros da popular Belém-Brasília.[1]. Até a pequena Wanderlândia, no norte do Tocantins, ambas as rodovias seguem como BR-153. Depois, esta faz um desvio até Marabá, enquanto a Belém-Brasília segue como BR-226 e, depois, BR-010. Enfim, o fato é que não há consenso algum.

Muito bom Cavaleiro :D :cheers:

Vlw pela aula..!

BR 364
August 3rd, 2011, 07:20 PM
^^ Aliás, até hoje há quem trabalhe por essa concentração de investimentos no Sudeste. É por essas e outras que há muita gente "sensível" ao meio-ambiente na região dos outros, mas bem menos "sensíveis" quanto ao meio-ambiente da própria região. A gente nota claramente isso por parte dos meios de comunicação.

Com relação à Belém-Brasília, no Youtube tem um vídeo muito bacana sobre a Caravana da Integração Nacional, realizada em 1960, produzido por Jean Manzon. Eu não tenho acesso ao Youtube aqui no trabalho, mas quando chegar em casa, vou postar o vídeo aqui. Mas se alguém já quiser ir procurando no Youtube, creio que não seja difícil achar não. Basta buscar por "Jean Manzon" ou "Belém-Brasília 1960" que acha.
Promessa é dívida! :D

bZTGi6U961w

Off-topic: Tem vídeos maravilhosos dos anos 50, 60 e 70 neste canal aqui: http://www.youtube.com/user/jeanmanzonfan

Pra quem gosta de carros e história (ou as duas coisas, que é o meu caso :D), é um prato cheio. Vale a pena conferir! :okay:

Guajará
August 3rd, 2011, 07:56 PM
olha muito interessante todas essas matérias.

HarryO
August 4th, 2011, 10:37 PM
Hahahaha, o texto não é meu! É de um jornal aqui de Belém!

:okay:

to pensando em abrir um tópico sobre a Belém - Brasília BR 010

---- complementando o meu comentário sobre Waldir Bouhid, ele era antes de tudo um executivo-executor. Eleito Senador pelo Pará, na época o mais jovem Senador da República, não hesitou em largar um mandato de seis anos para assumir o comando da SPVEA, a convite pessoal de JK. Não era um politico profissional, como se diz, mas um excelente administrador.
Encerrada sua grande obra e missão, a construção da Belem Brasilia, retirou-se da politica e voltou para seu consultório médico em Copacabana, Rio de Janeiro.
No video do Jean Manzon que alguem citou nos comentários, Waldir Bouhid aparece no ônibus da Caravana de Integração Nacional - que ele comandava!!!- aos 7:42 minutos, junto à janela, e também aos 8:21 andando ao lado de JK, levantando o chapéu.

Max Jalapão
August 5th, 2011, 07:24 PM
BR 153 em Araguaína-TO:

http://i1044.photobucket.com/albums/b445/Maxx10_2010/BelmBraslia_02-rodovia_Araguana.jpg

BR 153 em Gurupi-TO:

http://i1044.photobucket.com/albums/b445/Maxx10_2010/GURUPI1.jpg

BR 153 em Paraíso-TO:

http://i1044.photobucket.com/albums/b445/Maxx10_2010/psoto.jpg

Max Jalapão
August 5th, 2011, 07:28 PM
^^^^^^
Nas principais cidades do Tocantins, onde passa a BR 153, já existe duplicação e outras cinco estão em obra de duplicação e de travessias urbanas. Mas, irão duplicá-la por completo: ....

DNIT anuncia licitação de projetos para duplicar BR-153 para agosto: obras serão licitadas em 2012

De acordo com Lima, a previsão é que no segundo semestre de 2012 ocorra a licitação para as obras e já em 2013 se inicie a duplicação da BR.

Em entrevista ao Site Roberta Tum na manhã desta terça-feira, 28, o superintendente da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte – DNIT/ TO, Amauri Sousa Lima, informou que o próximo passo para que ocorra a duplicação da BR-153 é a elaboração dos projetos que vai ocorrer no mês de agosto.

A autorização para que os projetos fossem elaborados foi dada pela presidente Dilma Roussef durante um almoço ocorrido no último dia, 14, entre o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento e os senadores do PR. “O senador João Ribeiro nos deu a notícia que a presidente deu a autorização para que fosse iniciada a elaboração dos projetos, também é importante lembrar que a obra vai fazer parte do PAC”, disse o superintendente.

A previsão é de que a licitação das obras ocorra no segundo semestre de 2012 e a duplicação tenha início em 2013. Quanto ao investimento que será aplicado na duplicação, o superintendente informou que o valor supera os R$ 2,5 bilhões.

Licitações

De acordo com Lima, o Dnit está dará início ao processo de licitação dos projetos no mês de agosto, depois de licitados o próximo passo é licitar as obras. “Para a duplicação da BR nós resolvemos fazer vários projetos porque entendemos que apenas um ficaria muito caro, então vamos fazer a licitação na só para um projeto”, informou o superintendente.

Ao todo serão duplicados os 803 km da BR que vai desde o estado de Goiás até o Maranhão, passando pelo Tocantins.

Benefícios

Segundo Lima, a duplicação da BR trará inúmeros benefícios ao Estado dentre eles a segurança e a modernidade. “Essa obra vai trazer para o Estado um investimento enorme que vai gerar empregos, investimento de empresas, além de ter como carro chefe a segurança e a modernidade”, destacou Lima.

Conforme informações do superintendente, a duplicação vai gerar mais de 2.000 empregos diretos. Além disso, a obra vai proporcionar que também sejam duplicadas pontes e travessias urbanas.

Travessias urbanas

De acordo com o superintendente, já está ocorrendo a duplicação de travessias urbanas em várias cidades do Estado. “Em Araguaina nós já concluímos, a obra teve um valor de R$ 50 milhões. Agora os trabalhos estão em Gurupi, Colinas, Miranorte e Guaraí”, informou Lima.

Segundo Lima a duplicação das cidades de Fátima e Nova Rosalândia já foram licitadas e a previsão é que ainda este ano o processo também seja feito em Paraiso. “Ao fim dessas obras as travessias urbanas que não tiverem sido duplicadas vão ser por meio da duplicação da BR-153”, finalizou o superintendente.

Ainda de acordo com o superintendente, a duplicação das travessias é importante porque é um dos pontos em que mais ocorrem acidentes.

Outras ações

Conforme informações Lima, no Tocantins o Dnit está trabalhando em mais duas grandes obras: a ponte sobre o rio Araguaia, em Xambioá, e a pavimentação da BR-242, que vai de Peixe a Taguatinga.

Segundo o superintendente, a obra da ponte terá início em agosto e contará com investimento de R$ 243 milhões. Com expectativa de conclusão em dois anos, a ponte será toda custeada pelo PAC e já conta com o valor de R$ 100 milhões de reais garantidos.

Já a pavimentação da BR, que já está em obras, terá um investimento superior R$ 250 milhões e será concluída no final de 2012. “Nessa obra, só agora, no trecho de Parana, no lote 3, nós estamos gerando 160 empregos diretos”, frisou o superintendente.

http://www.surgiu.com.br/noticia/15398/dnit-anuncia-licitacao-de-projetos-para-duplicar-br-153-para-agosto-obras-serao-licitadas-em-2012.html

Sr. Gatti
August 8th, 2011, 03:00 PM
Aqui vai a Origem no nome da cidade de Paragominas.

ORIGEM DO NOME:

A cidade precisava de um nome. Muitas sugestões foram apresentadas, Célio Miranda convocou Manoel Alves de Lima, Eliel Pereira de Faustino, Severino Guimarães, enfim toda a equipe.

Entretanto o fundador tinha em mente o nome a ser escolhido. Num certo dia de inspiração, disse Célio Miranda que estando em terras localizadas no Estado do Pará, sendo os pioneiros goianos e ele o idealizador do projeto, nascido em Minas Gerais, mineiro bem como os investidores que haviam adquirido as Glebas de terras, gerando o capital necessário, o nome mais adequado seria Paragominas:

Por que:

Pará: Estado onde seria fundada a cidade.

Go: (Goiás) em homenagem aos componentes da Caravana, quase todos colonos queriam ser colonizadores e,

Minas: Estado de origem do idealizador da cidade do Sr. Célio Miranda, prestando uma homenagem aos requerentes das 200 Glebas de terras, investidores que em sua maioria eram mineiros.

A idéia teve a aceitação de todos de que fatos consideraram muito justos. O entusiasmo foi tanto que logo arranjaram uma tábua de madeira, escreveram o nome da cidade com uma pedra de carvão, e abaixo do nome Paragominas, a frase “todos a favor”.

Fonte: http://www.inteligentesite.com.br/modelos/modelo71/conteudo.asp?ID=471&IDLINK=4343

dricobel
August 8th, 2011, 03:10 PM
^^

interessante a origem do nome de Paragominas!!

Ranieri Farias
August 9th, 2011, 07:28 PM
Outro detalhe, a BR 010 não vem até Belém, ela inicia/acaba em Santa Maria do Pará, no trevo com a BR 316!

na verdade ela vem ate belém sim, so que a partir de santa maria ela tem o mesmo traçado da br 316!
Tem um museu em brasilia, acho que é o memorial jk, que tem varios artigos sobre essa obra, muito bom mesmo!

EconomistaSSC
August 17th, 2011, 12:32 AM
A Belém-Brasilia veio mudar totalmente a cara da região, isso todo mundo ja falou e debateu aqui. Mais ninguém falou dos impactos negativos que isso trouxe para belém e para o Pará de uma forma geral

Antes Belém era uma cidade de costumes europeus, o sotaque muito forte lembrando o português de portugal, uma efervescencia cultural própria e uma autonomia politica e social impressionante, criminalidade quase zero, a pobreza existia mais não era tão evidente.

Depois da rodovia, a cidade foi invadida por uma legião de pessoas que sairam literalmente do meio do mato, inchando areas, degradando outras e temos o que vemos hoje. Se não perceberam enquanto areas urbanizadas cresceram 2 ou 3x as areas pobres com pessoas do interior do maranhão se multiplicaram no minimo por 20x, olhem a e o Guamá, a rocinha de Belém que alguns ainda dizem que é bairro, Terra firme, Canudos, Sacramenta, Benguí, Cabanagem... lugares horrendos que deixam qualquer um horrorizado e só por olhar para as pessoas você sabe que não são originais de Belém e por isso não tem nenhum amora a essa terra. Os que são nascidos aqui tem seus pais ou avós oriundos de outras regiões e viram nessa época. Enfim, a Belém-Brasília ao meu ver não foi uma obra feita para desenvolver ou integrar Belém, foi uma obra pra incentivar a industria automotiva que se instalava no Brasil e liberar as tensões sociais que existiam no nordeste principalmente e em outras areas do brasil iludindo o povo com essas novas fronteiras, na verdade verdadeiras valvulas de escape para iludir o povo mais desenformado... enfim temos hoje uma cidade decadente que tenta se reerguer atolada num mar de miseria e barbarie, ao longo desta rodovia milhares de vilas e cidadezinhas miseraveis também, autos indices de violência e desmatamento e tudo mais que se possa imaginar de ruim e é esse o desenvolvimento que devemos comemorar? será? houve sim crescimento populacional mais desenvolvimento muito pouco, e em belém houve retrocesso pois belém nunca foi conhecida no Brasil, mais nessa época era conhecida em alguns países da europa como portugal devido a grande ligação, França, e tinha grande influência em toda a amazônia e em paises vizinhos como as guianas e até no maranhão e hoje é uma cidade que é até ridicularizada pelo restante do brasil enfim...

Só para se ter uma idéia, antes da Belém-Brasilia, aqui ja existia o terceiro edifício mais alto do país o Manoel Pinto, Aeroporto com duas pistas construído pelos americanos com os melhores equipamentos existentes no mundo, aeroporto esse ponto obrigatorio de passagem das aeronaves que iam para o hemisferio sul, emissoras de radio com equipamentos que ainda não existiam nem na capital o rio de janeiro. Era para termos tido a primeira emissora de tv do brasil ainda nos anos 40, mais o governo brasileiro não autorizou logo criando a lei que limita o capital externo aos meios de comunicação. Os carros vendidos aqui vinham direto dos Estados Unidos e aqui circulavam modelos super atuais que não existiam no restante do país, enfim será que eramos atrasados? existia pós guerra uma relação muito grande da sociedade de belém com os estados unidos, a belém brasília também foi uma forma de trazer de volta essa região que nessa época estava quase se perdendo do país.. acho que se não fosse essa famigerada rodovia, a realidade da região seria outra pois o Brasil só lembra da amazônia quando fala em internacionalização, dizem que a região é importante para o país mais tem preconceito com o povo daqui, não se importam com o povo pobre trazido pelos próprios governantes do suldeste, e não tem o minimo interesse em conhecer a região mais quando falam em internacionalização querem lutar com unhas e dentes dizendo que é sua. Enfim tomara que algo aconteça de muito grande para mudar tudo pois hoje o pará, principalmente vive quase que um colapso cultural, social e desordem geral...

BR 364
August 17th, 2011, 02:24 AM
^^ Tudo isso que vc relatou que aconteceu com Belém também aconteceu com outras grandes cidades brasileiras. São Paulo, Rio, BH, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador... Todas elas já foram mais "européias", enquanto a pobreza do país ficava muito bem escondida na roça, no sertão, nos campos e nos seringais onde se produziam as riquezas que sustentavam o luxo das famílias nas cidades. Com a industrialização brasileira e o êxodo rural, as grandes cidades (e até as médias) começaram a receber fluxos populacionais vindos interior e do campo. A pobreza começou a invadir nossas cidades "européias" e as feridas do país ficaram expostas, cuminando com o caos urbano que assistimos até hoje.

Portanto, não sei até que ponto isso tem a ver com a Belém-Brasília. Até porque Manaus, que também já teve sua fase "européia", hoje sofre dos mesmos problemas de Belém, apesar de não ter ainda uma rodovia que a ligue ao resto do país.

Rondon
August 17th, 2011, 03:40 AM
^^ Ele esqueceu também da decadência do Ciclo do Borracha... e jogou tudo na rodovia...

Se duvidar, foi a rodovia que reergueu Belém...

EconomistaSSC
August 17th, 2011, 05:02 AM
^^ Ele esqueceu também da decadência do Ciclo do Borracha... e jogou tudo na rodovia...

Se duvidar, foi a rodovia que reergueu Belém...

Após o ciclo da borracha belém ficou decadente, sua população diminuiu consideravelmente, foi nos anos 40 que a cidade começo a crescer de novo. Se a rodovia tivesse trazido desenvolvimento com certeza as empresas e fabricas tradicionais da cidade não teriam fechado, ao contrario, não existiria tanta pobreza pois desenvolvimento não significa um PIB alto ou muita gente numa cidade pra dizer que é metropole. Tem gente que acha que a sua cidade tá prosperando porque a população aumenta a cada dia.. enfim... Acho que vocês não tem ideia do que eu disse, não conhecem a região, as caracteristicas ou coisa parecida e dificil dialogar, com certeza devem ser oriundos de imigrantes também e se sentiram ofendidos, mais enfim. Não dá para comparar o que aconteceu com belém com o que aconteceu em manaus. Enfim, foram epocas (Anos 50 e anos 80) completamente distintas.
Fiz uma critica a esses 50 anos da rodovia pois p falar a linguagem clara, Belém era uma cidade estado praticamente, uma ilha no meio da miseria da região, e a rodovia foi como uma ponte para essa ilha enfim... Sou economista e meu trabalho de mestrado foi a respeito das rodovias na Amazônia e seus impactos na região, projeto no qual tirei nota maxima em 2005. Enfim, não falei por achismos nem tentei ridicularizar a opinão de ninguém, só postei o meu comentario a respeito de um assunto que dediquei algum tempo para conhecer a fundo.

EconomistaSSC
August 17th, 2011, 05:15 AM
^^ Tudo isso que vc relatou que aconteceu com Belém também aconteceu com outras grandes cidades brasileiras. São Paulo, Rio, BH, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador... Todas elas já foram mais "européias", enquanto a pobreza do país ficava muito bem escondida na roça, no sertão, nos campos e nos seringais onde se produziam as riquezas que sustentavam o luxo das famílias nas cidades. Com a industrialização brasileira e o êxodo rural, as grandes cidades (e até as médias) começaram a receber fluxos populacionais vindos interior e do campo. A pobreza começou a invadir nossas cidades "européias" e as feridas do país ficaram expostas, cuminando com o caos urbano que assistimos até hoje.

Portanto, não sei até que ponto isso tem a ver com a Belém-Brasília. Até porque Manaus, que também já teve sua fase "européia", hoje sofre dos mesmos problemas de Belém, apesar de não ter ainda uma rodovia que a ligue ao resto do país.

BH foi uma cidade planejada e nunca teve nada de européia, São Paulo recebeu tanta gente mais ela tinha condições para isso, milhares de fabricas e empregos assim como Manaus que tem a mesada do governo federal mais só começou a sofrer com isso ja nos anos 80. Poa sempre foi uma pequena cidade, começou a crescer junto com o estado do RS, que cresceu como um todo, bem longe da miséria do nordeste. Salvador sempre foi o que é, e a Bahia também. Recife também sofreu quase o mesmo, mais a cidade sempre conviveu lado a lado com a miséria pois e a captal de pernanbuco, cravado no coração do nordeste. Falo de belém pois enquanto as outras cidades creciam e se industrializavam de seu jeito, belém cresceu independente do resto do brasil, talvez com industrias tão competitivas, produtos eram mais caros e para consumo da região. A belém brasilia foi uma forma de trazer essa ilha para dentro do brasil mais aqui não se criou industrias e as locais devido a falta de competitividade não por serem atrasadas mais por produzir em pequena escala faliram, o governo pouco incentivou a produção na cidade e as pessoas que estavam tão perto e tão longe no maranhão, piauí invadiram a cidade e infelizmente não encontraram o que buscavam na maioria, ou seja apenas transferindo a pobreza de lugar, e não sei porque vangloriar os 50 anos disso.

Objetivos reais da Belém-Brasilia

-Integrar Belém ao restante do Brasil pois a cidade recebia mais influencia dos EUA e da Europa principalmente de Portugal do que do Rio de Janeiro a capital.
-Aumentar o mercado consumidor dos produtos produzidos no Suldeste e fomentar a industria automotiva nacional com propagandas do tipo "de carro de norte a sul" por exemplo.
-Aliviar as tensões sociais existentes no interior da região, criando uma válvula de escape de fácil acesso para as populações mais pobres
-Desarticular as elites tradicionais locais que devido ao isolamento do restante do Brasil tinham grande interesse em um estado independente, elites essas que cada vez se aproximavam mais dos EUA depois da Segunda Guerra já que a cidade foi a Principal base aérea militar dos gringos no Brasil.

Em nenhum momento o governo pensou em desenvolver belém ou amenizar os impactos ou sequer pensou nos impactos que a cidade sofreu, enfim... abraço a todos, fica a informação e meu parecer com base em pesquisas... a aceitação realmente cabe de cada pessoa.

Manauense
August 17th, 2011, 05:16 AM
O tópico é sobre a rodovia Belém-Brasília, mas Manaus é sempre citada... A cidade que recebe "mesada"! :lol:

BR 364
August 17th, 2011, 05:25 AM
Após o ciclo da borracha belém ficou decadente, sua população diminuiu consideravelmente, foi nos anos 40 que a cidade começo a crescer de novo. Se a rodovia tivesse trazido desenvolvimento com certeza as empresas e fabricas tradicionais da cidade não teriam fechado, ao contrario, não existiria tanta pobreza pois desenvolvimento não significa um PIB alto ou muita gente numa cidade pra dizer que é metropole. Tem gente que acha que a sua cidade tá prosperando porque a população aumenta a cada dia.. enfim... Acho que vocês não tem ideia do que eu disse, não conhecem a região, as caracteristicas ou coisa parecida e dificil dialogar, com certeza devem ser oriundos de imigrantes também e se sentiram ofendidos, mais enfim. Não dá para comparar o que aconteceu com belém com o que aconteceu em manaus. Enfim, foram epocas (Anos 50 e anos 80) completamente distintas.
Fiz uma critica a esses 50 anos da rodovia pois p falar a linguagem clara, Belém era uma cidade estado praticamente, uma ilha no meio da miseria da região, e a rodovia foi como uma ponte para essa ilha enfim... Sou economista e meu trabalho de mestrado foi a respeito das rodovias na Amazônia e seus impactos na região, projeto no qual tirei nota maxima em 2005. Enfim, não falei por achismos nem tentei ridicularizar a opinão de ninguém, só postei o meu comentario a respeito de um assunto que dediquei algum tempo para conhecer a fundo.
Não teria porque eu me sentir ofendido, uma vez que eu não sou imigrante no Pará. Felizmente no meu estado o imigrante não é discriminado, talvez por isso tenha recebido tantos e continue recebendo até hoje (inclusive paraenses). Se no Pará a imigração trouxe algum tipo de trauma aos paraenses natos, só posso lamentar por isso e desejar que no futuro o estado consiga lidar com isso de uma forma mais salutar.

A razão do meu questionamento é tão somente a fragilidade do seu argumento, visto que ele parece considerar apenas um aspecto local, ignorando completamente uma série de outros fatores num contexto mais abrangente (regional, nacional e mundial). O fato é que com ou sem rodovia, Belém não permaneceria sendo essa "ilha no meio da miseria da região" por muito tempo.

BR 364
August 17th, 2011, 05:31 AM
O tópico é sobre a rodovia Belém-Brasília, mas Manaus é sempre citada... A cidade que recebe "mesada"! :lol:
Manauense, eu citei Manaus apenas pra mostrar que as metrópoles brasileiras tendem a apresentar os mesmos problemas, tendo ou não uma rodovia ligando-as ao resto do país. Não estou fazendo críticas à cidade.

Enfim, espero que não haja nenhum problema quanto a isso.

dricobel
August 17th, 2011, 01:42 PM
Não vejo a abertura da BR 010 como problema para Belém! Talvez tenha sido a solução para a decadência que se estabeleceu na cidade durante muito tempo, que só agora começa a dar ares de crescimento!
Outra coisa que não consigo entender é esse suposto preconceito de "alguns" com quem é de fora do Pará... O paraense nunca foi preconceituoso, mas de uns tempos pra cá ... Enfim!!

Max Jalapão
August 17th, 2011, 01:45 PM
A Belém-Brasilia veio mudar totalmente a cara da região, isso todo mundo ja falou e debateu aqui. Mais ninguém falou dos impactos negativos que isso trouxe para belém e para o Pará de uma forma geral

Antes Belém era uma cidade de costumes europeus, o sotaque muito forte lembrando o português de portugal, uma efervescencia cultural própria e uma autonomia politica e social impressionante, criminalidade quase zero, a pobreza existia mais não era tão evidente.

Depois da rodovia, a cidade foi invadida por uma legião de pessoas que sairam literalmente do meio do mato, inchando areas, degradando outras e temos o que vemos hoje. Se não perceberam enquanto areas urbanizadas cresceram 2 ou 3x as areas pobres com pessoas do interior do maranhão se multiplicaram no minimo por 20x, olhem a e o Guamá, a rocinha de Belém que alguns ainda dizem que é bairro, Terra firme, Canudos, Sacramenta, Benguí, Cabanagem... lugares horrendos que deixam qualquer um horrorizado e só por olhar para as pessoas você sabe que não são originais de Belém e por isso não tem nenhum amora a essa terra. Os que são nascidos aqui tem seus pais ou avós oriundos de outras regiões e viram nessa época. Enfim, a Belém-Brasília ao meu ver não foi uma obra feita para desenvolver ou integrar Belém, foi uma obra pra incentivar a industria automotiva que se instalava no Brasil e liberar as tensões sociais que existiam no nordeste principalmente e em outras areas do brasil iludindo o povo com essas novas fronteiras, na verdade verdadeiras valvulas de escape para iludir o povo mais desenformado... enfim temos hoje uma cidade decadente que tenta se reerguer atolada num mar de miseria e barbarie, ao longo desta rodovia milhares de vilas e cidadezinhas miseraveis também, autos indices de violência e desmatamento e tudo mais que se possa imaginar de ruim e é esse o desenvolvimento que devemos comemorar? será? houve sim crescimento populacional mais desenvolvimento muito pouco, e em belém houve retrocesso pois belém nunca foi conhecida no Brasil, mais nessa época era conhecida em alguns países da europa como portugal devido a grande ligação, França, e tinha grande influência em toda a amazônia e em paises vizinhos como as guianas e até no maranhão e hoje é uma cidade que é até ridicularizada pelo restante do brasil enfim...

Só para se ter uma idéia, antes da Belém-Brasilia, aqui ja existia o terceiro edifício mais alto do país o Manoel Pinto, Aeroporto com duas pistas construído pelos americanos com os melhores equipamentos existentes no mundo, aeroporto esse ponto obrigatorio de passagem das aeronaves que iam para o hemisferio sul, emissoras de radio com equipamentos que ainda não existiam nem na capital o rio de janeiro. Era para termos tido a primeira emissora de tv do brasil ainda nos anos 40, mais o governo brasileiro não autorizou logo criando a lei que limita o capital externo aos meios de comunicação. Os carros vendidos aqui vinham direto dos Estados Unidos e aqui circulavam modelos super atuais que não existiam no restante do país, enfim será que eramos atrasados? existia pós guerra uma relação muito grande da sociedade de belém com os estados unidos, a belém brasília também foi uma forma de trazer de volta essa região que nessa época estava quase se perdendo do país.. acho que se não fosse essa famigerada rodovia, a realidade da região seria outra pois o Brasil só lembra da amazônia quando fala em internacionalização, dizem que a região é importante para o país mais tem preconceito com o povo daqui, não se importam com o povo pobre trazido pelos próprios governantes do suldeste, e não tem o minimo interesse em conhecer a região mais quando falam em internacionalização querem lutar com unhas e dentes dizendo que é sua. Enfim tomara que algo aconteça de muito grande para mudar tudo pois hoje o pará, principalmente vive quase que um colapso cultural, social e desordem geral...

Eu conheço Belém e aqui em Palmas, inclusive tenho amigos que são Belenenses natos (aqui todos são bem vindos), com forte sotaque chiado, que lembra muito o sotaque carioca, acredito pela intensa influência portuguesa, que fala com o "s" sobre a língua....interessante....

Agora quanto a sua argumentação de que a culpa da "favelização" de Belém se deve à imigração causada pela Belém-Brasília, seria aliviar a incompetência dos políticos locais, que desde à época da ditadura até o ano passado, sempre estiveram alinhados com o governo federal, para descarregar no forasteiro, no intruso, por isso, acredito que faltou um esforço dos governantes do Pará para cobrar do governo federal políticas públicas de inclusão, bem como políticas de fomentação industrial, e com isso a cidade iria aumentar a sua infraestrutura junto com o crescimento da população.

Igualmente como o BR comentou, até os anos 60/70 o país vivia apenas para suas principais cidades, deixando o povão (80% da população) lagardo à própria sorte, na roça, nos garimpos, desde o século 16, produzindo alimentos e riquezas para os nobres "europeus" tupiniquins e quando estes "caboclos" começaram a perceber que viver na cidade, mesmo que nas periferias, era muito melhor que sofrer no mato, daí, não teve jeito, a migração foi intensa e nenhuma grande cidade do país estava preparada...

Palmas que tem apenas 22 anos, tem feito um esforço muito grande para que não haja favelas na city, porque até hoje ainda chega de outros estados famílias inteiras (casal com uns 10 filhos, quase todos analfabetos) em busca de melhores condições de vida e mesmo com poucos recursos, temos conseguido administrar isso....

Agora, imaginou se o Sarney tivesse escolhido o Pará para ser senador, em vez do Amapá......Com certeza ele ira propor um projeto de fusão entre os estados do PA e MA (Paranhão)....E seria aprovado tranquilamente, porque no congresso ele dá as cartas...Portanto, ainda há o que comemorar:colgate:

O Cavaleiro
August 17th, 2011, 02:25 PM
A Belém-Brasilia veio mudar totalmente a cara da região, isso todo mundo ja falou e debateu aqui. Mais ninguém falou dos impactos negativos que isso trouxe para belém e para o Pará de uma forma geral

Antes Belém era uma cidade de costumes europeus, o sotaque muito forte lembrando o português de portugal, uma efervescencia cultural própria e uma autonomia politica e social impressionante, criminalidade quase zero, a pobreza existia mais não era tão evidente.

Depois da rodovia, a cidade foi invadida por uma legião de pessoas que sairam literalmente do meio do mato, inchando areas, degradando outras e temos o que vemos hoje. Se não perceberam enquanto areas urbanizadas cresceram 2 ou 3x as areas pobres com pessoas do interior do maranhão se multiplicaram no minimo por 20x, olhem a e o Guamá, a rocinha de Belém que alguns ainda dizem que é bairro, Terra firme, Canudos, Sacramenta, Benguí, Cabanagem... lugares horrendos que deixam qualquer um horrorizado e só por olhar para as pessoas você sabe que não são originais de Belém e por isso não tem nenhum amora a essa terra. Os que são nascidos aqui tem seus pais ou avós oriundos de outras regiões e viram nessa época. Enfim, a Belém-Brasília ao meu ver não foi uma obra feita para desenvolver ou integrar Belém, foi uma obra pra incentivar a industria automotiva que se instalava no Brasil e liberar as tensões sociais que existiam no nordeste principalmente e em outras areas do brasil iludindo o povo com essas novas fronteiras, na verdade verdadeiras valvulas de escape para iludir o povo mais desenformado... enfim temos hoje uma cidade decadente que tenta se reerguer atolada num mar de miseria e barbarie, ao longo desta rodovia milhares de vilas e cidadezinhas miseraveis também, autos indices de violência e desmatamento e tudo mais que se possa imaginar de ruim e é esse o desenvolvimento que devemos comemorar? será? houve sim crescimento populacional mais desenvolvimento muito pouco, e em belém houve retrocesso pois belém nunca foi conhecida no Brasil, mais nessa época era conhecida em alguns países da europa como portugal devido a grande ligação, França, e tinha grande influência em toda a amazônia e em paises vizinhos como as guianas e até no maranhão e hoje é uma cidade que é até ridicularizada pelo restante do brasil enfim...

Só para se ter uma idéia, antes da Belém-Brasilia, aqui ja existia o terceiro edifício mais alto do país o Manoel Pinto, Aeroporto com duas pistas construído pelos americanos com os melhores equipamentos existentes no mundo, aeroporto esse ponto obrigatorio de passagem das aeronaves que iam para o hemisferio sul, emissoras de radio com equipamentos que ainda não existiam nem na capital o rio de janeiro. Era para termos tido a primeira emissora de tv do brasil ainda nos anos 40, mais o governo brasileiro não autorizou logo criando a lei que limita o capital externo aos meios de comunicação. Os carros vendidos aqui vinham direto dos Estados Unidos e aqui circulavam modelos super atuais que não existiam no restante do país, enfim será que eramos atrasados? existia pós guerra uma relação muito grande da sociedade de belém com os estados unidos, a belém brasília também foi uma forma de trazer de volta essa região que nessa época estava quase se perdendo do país.. acho que se não fosse essa famigerada rodovia, a realidade da região seria outra pois o Brasil só lembra da amazônia quando fala em internacionalização, dizem que a região é importante para o país mais tem preconceito com o povo daqui, não se importam com o povo pobre trazido pelos próprios governantes do suldeste, e não tem o minimo interesse em conhecer a região mais quando falam em internacionalização querem lutar com unhas e dentes dizendo que é sua. Enfim tomara que algo aconteça de muito grande para mudar tudo pois hoje o pará, principalmente vive quase que um colapso cultural, social e desordem geral...

Bem, gostei do seu texto embora não concorde 100% com ele, pois vejo muitos benefícios que a rodovia trouxe, princpalmente para o interior do país, e digo como morador desse interior.
Mas, de qualquer forma, me levou a ver os impactos da rodovia por um outro lado também, que ainda não havia percebido.

Só uma dica: vc tem uma crítica boa. Porém, um detalhe: a difereça entre MAS e MAIS.
Ao longo do texto vc usou muito MAIS quando seria o MAS.
O MAS, é sinal de contrariedade, de oposição, de alegação.
O MAIS é sinal de adição, de aumento, de amplitude. Destaquei em vermelho onde vc o empregou corretamente.

Bem, é só uma dica! Gostei do seu texto.

ricfelix
August 17th, 2011, 02:37 PM
Eu conheço Belém e aqui em Palmas, inclusive tenho amigos que são Belenenses natos (aqui todos são bem vindos), com forte sotaque chiado, que lembra muito o sotaque carioca, acredito pela intensa influência portuguesa, que fala com o "s" sobre a língua....interessante....

Agora quanto a sua argumentação de que a culpa da "favelização" de Belém se deve à imigração causada pela Belém-Brasília, seria aliviar a incompetência dos políticos locais, que desde à época da ditadura até o ano passado, sempre estiveram alinhados com o governo federal, para descarregar no forasteiro, no intruso, por isso, acredito que faltou um esforço dos governantes do Pará para cobrar do governo federal políticas públicas de inclusão, bem como políticas de fomentação industrial, e com isso a cidade iria aumentar a sua infraestrutura junto com o crescimento da população.

Igualmente como o BR comentou, até os anos 60/70 o país vivia apenas para suas principais cidades, deixando o povão (80% da população) lagardo à própria sorte, na roça, nos garimpos, desde o século 16, produzindo alimentos e riquezas para os nobres "europeus" tupiniquins e quando estes "caboclos" começaram a perceber que viver na cidade, mesmo que nas periferias, era muito melhor que sofrer no mato, daí, não teve jeito, a migração foi intensa e nenhuma grande cidade do país estava preparada...

Palmas que tem apenas 22 anos, tem feito um esforço muito grande para que não haja favelas na city, porque até hoje ainda chega de outros estados famílias inteiras (casal com uns 10 filhos, quase todos analfabetos) em busca de melhores condições de vida e mesmo com poucos recursos, temos conseguido administrar isso....

Agora, imaginou se o ´Sarney tivesse escolhido o Pará para ser senador, em vez do Amapá......Com certeza ele ira propor um projeto de fusão entre os estados do PA e MA (Paranhão)....E seria aprovado tranquilamente, porque no congresso ele dá as cartas...Portanto, ainda há o que comemorar:colgate:

Sangue de Jesus tem poder!! Deus não te ouça!!! Meus pesames para o Amapá.

EconomistaSSC
August 17th, 2011, 06:55 PM
Tem uns comentarios ai fora de serio em?!
Não vejo a abertura da BR 010 como problema para Belém! Talvez tenha sido a solução para a decadência que se estabeleceu na cidade durante muito tempo, que só agora começa a dar ares de crescimento!
Outra coisa que não consigo entender é esse suposto preconceito de "alguns" com quem é de fora do Pará... O paraense nunca foi preconceituoso, mas de uns tempos pra cá ... Enfim!!

Desculpe, mas quem disse que na época da abertura da rodovia Belém estava decadente? A decadência da cidade começou nos anos 80 devido a intensificação da imigração e a falta de investimentos públicos devido a grande corrupção que se instalou em governos dessa época desviando os recurso que já eram poucos. Belém até o começo dos anos 70 ainda era uma cidade modelo, com largas avenidas urbanizadas e arborizadas, calçamento impecavel, e belas construções histórias. Nos anos 80 a cidade ficou abandonada literalmente assim como nos anos 90. Hoje a cidade em sua RM tem mais de 2milhoes de pessoas, preferia que tivesse 800 mil com qualidade de vida, mais enfim acho que você não entendeu a diferença entre desenvolvimento e crescimento. Hoje temos um boom imobiliario devido ao grande financiamento promovido pelo governo federal e pela demanda reprimida que existia, mais isso está acontecendo na maioria das cidades do Brasil não significa que a cidade está sec desenvolvendo. Se o poder publico estivesse investindo em educação de verdade, saúde de qualidade, urbanização de areas degradadas e construção de novos bairros ordenadamente e o numero de empregos qualificados estivessem aumentando a cada dia eu diria estamos nos desenvolvendo, mais so constroem prédios e mais nada, as areas pobres crescendo a cada dia e ficando piores e mais perigosas, terras sem lei, sem ordem... as famílias com mais condições deixando a cidade, fenômeno que ocorreu em massa nos anos 80 quando muitos se mudaram para o Rio ou Fortaleza e está voltando a acontecer hoje.
Não critiquei a rodovia, so critiquei a forma como as coisas foram feitas, culpa dos politicos locais também foi mais a culpa maior foi do governo federal que não se preocupou com os impactos negativos para a região e não somente para Belém.
Não é preconceito com quem vem de fora, pois brasileiros natos somente os indios, mais com os objetivos que os que vem de fora estão. Rondonia por exemplo foi um estado que a imigração foi feita para aliviar as tensões sociais do RS e PR, em linguagem clara, queriam tirar a população mais pobre desses estados que na visão politica atrapalhava os crescimento de grandes propriedades, mais as pessoas que hoje estão em RO foram com o intuito de se fixar lá, de trabalhar de verdade e construir um estado, um estado feito por recentes imigrantes na maioria. Hoje quem vem para o pará são maranhenses e piauienses que nem sabem o que vem fazer aqui só querem fugir da miséria que vivem mais sem qualificação, sem amor a terra e com pouca vontade de trabalhar na sua maioria.
Já os goianos, mineiros, paulistas e cia vem visando a oportunidade de ganhar dinheiro rápido explorando essa grande massa humilde em sub empregos e agora com a divisão estão de olho também nos cargos públicos e em tudo o que podem tomar de vantagem. Não investem aqui, o que ganham mandam para suas terras de origem pois a maioria não trás nem as familias para morar aqui... e o pará como ta ficando, uma terra que ninguem ama, ninguem cuida e só querem explorar, agora querem dividir em beneficio próprio, e você ainda me diz que devemos abrir as pernas p tudo isso... fala serio, hoje talvez esteja se criando esse sentimento por aqui pois as pessoas mais esclarecidas ja estão saturadas de so virem usar, abusar e falar mal do que é nosso e a gota d'água foi essa parada de divisão... enfim... Só entende o que estou falando quem se aprofundar um pouquinho no assunsto e for paraense nato mesmo... quem tém o pé lá fora realmente não vai entender...

dricobel
August 17th, 2011, 07:15 PM
Desculpe, mas quem disse que na época da abertura da rodovia Belém estava decadente? A decadência da cidade começou nos anos 80 devido a intensificação da imigração e a falta de investimentos públicos devido a grande corrupção que se instalou em governos dessa época desviando os recurso que já eram poucos. Belém até o começo dos anos 70 ainda era uma cidade modelo, com largas avenidas urbanizadas e arborizadas, calçamento impecavel, e belas construções histórias. Nos anos 80 a cidade ficou abandonada literalmente assim como nos anos 90. Hoje a cidade em sua RM tem mais de 2milhoes de pessoas, preferia que tivesse 800 mil com qualidade de vida, mais enfim acho que você não entendeu a diferença entre desenvolvimento e crescimento. Hoje temos um boom imobiliario devido ao grande financiamento promovido pelo governo federal e pela demanda reprimida que existia, mais isso está acontecendo na maioria das cidades do Brasil não significa que a cidade está sec desenvolvendo. Se o poder publico estivesse investindo em educação de verdade, saúde de qualidade, urbanização de areas degradadas e construção de novos bairros ordenadamente e o numero de empregos qualificados estivessem aumentando a cada dia eu diria estamos nos desenvolvendo, mais so constroem prédios e mais nada, as areas pobres crescendo a cada dia e ficando piores e mais perigosas, terras sem lei, sem ordem... as famílias com mais condições deixando a cidade, fenômeno que ocorreu em massa nos anos 80 quando muitos se mudaram para o Rio ou Fortaleza e está voltando a acontecer hoje.
Não critiquei a rodovia, so critiquei a forma como as coisas foram feitas, culpa dos politicos locais também foi mais a culpa maior foi do governo federal que não se preocupou com os impactos negativos para a região e não somente para Belém.
Não é preconceito com quem vem de fora, pois brasileiros natos somente os indios, mais com os objetivos que os que vem de fora estão. Rondonia por exemplo foi um estado que a imigração foi feita para aliviar as tensões sociais do RS e PR, em linguagem clara, queriam tirar a população mais pobre desses estados que na visão politica atrapalhava os crescimento de grandes propriedades, mais as pessoas que hoje estão em RO foram com o intuito de se fixar lá, de trabalhar de verdade e construir um estado, um estado feito por recentes imigrantes na maioria. Hoje quem vem para o pará são maranhenses e piauienses que nem sabem o que vem fazer aqui só querem fugir da miséria que vivem mais sem qualificação, sem amor a terra e com pouca vontade de trabalhar na sua maioria.
Já os goianos, mineiros, paulistas e cia vem visando a oportunidade de ganhar dinheiro rápido explorando essa grande massa humilde em sub empregos e agora com a divisão estão de olho também nos cargos públicos e em tudo o que podem tomar de vantagem. Não investem aqui, o que ganham mandam para suas terras de origem pois a maioria não trás nem as familias para morar aqui... e o pará como ta ficando, uma terra que ninguem ama, ninguem cuida e só querem explorar, agora querem dividir em beneficio próprio, e você ainda me diz que devemos abrir as pernas p tudo isso... fala serio, hoje talvez esteja se criando esse sentimento por aqui pois as pessoas mais esclarecidas ja estão saturadas de so virem usar, abusar e falar mal do que é nosso e a gota d'água foi essa parada de divisão... enfim... Só entende o que estou falando quem se aprofundar um pouquinho no assunsto e for paraense nato mesmo... quem tém o pé lá fora realmente não vai entender...



Niguem disse... Mas a forma como você expos, dá a entender que tudo que é problema que a cidade teve de algumas décadas até os dias de hoje, se deu por conta da abertura da rodovia "surtindo efeito negativo anos depois". Inclusive jogando a culpa nos que vem de fora para tentar a vida aqui!! Enfim, descordo de algumas coisas!

O Cavaleiro
August 17th, 2011, 07:28 PM
Desculpe, mas quem disse que na época da abertura da rodovia Belém estava decadente? A decadência da cidade começou nos anos 80 devido a intensificação da imigração e a falta de investimentos públicos devido a grande corrupção que se instalou em governos dessa época desviando os recurso que já eram poucos. Belém até o começo dos anos 70 ainda era uma cidade modelo, com largas avenidas urbanizadas e arborizadas, calçamento impecavel, e belas construções histórias. Nos anos 80 a cidade ficou abandonada literalmente assim como nos anos 90. Hoje a cidade em sua RM tem mais de 2milhoes de pessoas, preferia que tivesse 800 mil com qualidade de vida, mais enfim acho que você não entendeu a diferença entre desenvolvimento e crescimento. Hoje temos um boom imobiliario devido ao grande financiamento promovido pelo governo federal e pela demanda reprimida que existia, mais isso está acontecendo na maioria das cidades do Brasil não significa que a cidade está sec desenvolvendo. Se o poder publico estivesse investindo em educação de verdade, saúde de qualidade, urbanização de areas degradadas e construção de novos bairros ordenadamente e o numero de empregos qualificados estivessem aumentando a cada dia eu diria estamos nos desenvolvendo, mais so constroem prédios e mais nada, as areas pobres crescendo a cada dia e ficando piores e mais perigosas, terras sem lei, sem ordem... as famílias com mais condições deixando a cidade, fenômeno que ocorreu em massa nos anos 80 quando muitos se mudaram para o Rio ou Fortaleza e está voltando a acontecer hoje.
Não critiquei a rodovia, so critiquei a forma como as coisas foram feitas, culpa dos politicos locais também foi mais a culpa maior foi do governo federal que não se preocupou com os impactos negativos para a região e não somente para Belém.
Não é preconceito com quem vem de fora, pois brasileiros natos somente os indios, mais com os objetivos que os que vem de fora estão. Rondonia por exemplo foi um estado que a imigração foi feita para aliviar as tensões sociais do RS e PR, em linguagem clara, queriam tirar a população mais pobre desses estados que na visão politica atrapalhava os crescimento de grandes propriedades, mais as pessoas que hoje estão em RO foram com o intuito de se fixar lá, de trabalhar de verdade e construir um estado, um estado feito por recentes imigrantes na maioria. Hoje quem vem para o pará são maranhenses e piauienses que nem sabem o que vem fazer aqui só querem fugir da miséria que vivem mais sem qualificação, sem amor a terra e com pouca vontade de trabalhar na sua maioria.
Já os goianos, mineiros, paulistas e cia vem visando a oportunidade de ganhar dinheiro rápido explorando essa grande massa humilde em sub empregos e agora com a divisão estão de olho também nos cargos públicos e em tudo o que podem tomar de vantagem. Não investem aqui, o que ganham mandam para suas terras de origem pois a maioria não trás nem as familias para morar aqui... e o pará como ta ficando, uma terra que ninguem ama, ninguem cuida e só querem explorar, agora querem dividir em beneficio próprio, e você ainda me diz que devemos abrir as pernas p tudo isso... fala serio, hoje talvez esteja se criando esse sentimento por aqui pois as pessoas mais esclarecidas ja estão saturadas de so virem usar, abusar e falar mal do que é nosso e a gota d'água foi essa parada de divisão... enfim... Só entende o que estou falando quem se aprofundar um pouquinho no assunsto e for paraense nato mesmo... quem tém o pé lá fora realmente não vai entender...

Na boa isso não é verdade! Na maioria das cidades do sul do Pará as pessoas chegaram com suas famílias deixando o centro-sul do país de mala e cuia. Venderam tudo, largaram tudo para trás e investiram uma vida toda no Pará, ajudaram a levantar cidades como Redenção e contribuem para o Pará ter uma economia grande e forte. Pessoas que contribuem para o crescimento do comércio, da pecuária, da agricultura e muito mais. Esse lance de deixar família e ficar mandando dinheiro... nada haver. Conheço dezenas e dezenas de empresários que se enraizaram, construíram grandes casas e investiram em conforto porque não tem planos de voltarem, escolheram o Pará para ser sua terra... independente de divisão ou não, porque essa divisão pode não sair nunca, ninguém (goianos, mineiros, paulistas) veio ao Pará há duas, três décadas atrás contando com criação de Carajás.

ricfelix
August 17th, 2011, 07:38 PM
Desculpe, mas quem disse que na época da abertura da rodovia Belém estava decadente? A decadência da cidade começou nos anos 80 devido a intensificação da imigração e a falta de investimentos públicos devido a grande corrupção que se instalou em governos dessa época desviando os recurso que já eram poucos. Belém até o começo dos anos 70 ainda era uma cidade modelo, com largas avenidas urbanizadas e arborizadas, calçamento impecavel, e belas construções histórias. Nos anos 80 a cidade ficou abandonada literalmente assim como nos anos 90. Hoje a cidade em sua RM tem mais de 2milhoes de pessoas, preferia que tivesse 800 mil com qualidade de vida, mais enfim acho que você não entendeu a diferença entre desenvolvimento e crescimento. Hoje temos um boom imobiliario devido ao grande financiamento promovido pelo governo federal e pela demanda reprimida que existia, mais isso está acontecendo na maioria das cidades do Brasil não significa que a cidade está sec desenvolvendo. Se o poder publico estivesse investindo em educação de verdade, saúde de qualidade, urbanização de areas degradadas e construção de novos bairros ordenadamente e o numero de empregos qualificados estivessem aumentando a cada dia eu diria estamos nos desenvolvendo, mais so constroem prédios e mais nada, as areas pobres crescendo a cada dia e ficando piores e mais perigosas, terras sem lei, sem ordem... as famílias com mais condições deixando a cidade, fenômeno que ocorreu em massa nos anos 80 quando muitos se mudaram para o Rio ou Fortaleza e está voltando a acontecer hoje.
Não critiquei a rodovia, so critiquei a forma como as coisas foram feitas, culpa dos politicos locais também foi mais a culpa maior foi do governo federal que não se preocupou com os impactos negativos para a região e não somente para Belém.
Não é preconceito com quem vem de fora, pois brasileiros natos somente os indios, mais com os objetivos que os que vem de fora estão. Rondonia por exemplo foi um estado que a imigração foi feita para aliviar as tensões sociais do RS e PR, em linguagem clara, queriam tirar a população mais pobre desses estados que na visão politica atrapalhava os crescimento de grandes propriedades, mais as pessoas que hoje estão em RO foram com o intuito de se fixar lá, de trabalhar de verdade e construir um estado, um estado feito por recentes imigrantes na maioria. Hoje quem vem para o pará são maranhenses e piauienses que nem sabem o que vem fazer aqui só querem fugir da miséria que vivem mais sem qualificação, sem amor a terra e com pouca vontade de trabalhar na sua maioria.
Já os goianos, mineiros, paulistas e cia vem visando a oportunidade de ganhar dinheiro rápido explorando essa grande massa humilde em sub empregos e agora com a divisão estão de olho também nos cargos públicos e em tudo o que podem tomar de vantagem. Não investem aqui, o que ganham mandam para suas terras de origem pois a maioria não trás nem as familias para morar aqui... e o pará como ta ficando, uma terra que ninguem ama, ninguem cuida e só querem explorar, agora querem dividir em beneficio próprio, e você ainda me diz que devemos abrir as pernas p tudo isso... fala serio, hoje talvez esteja se criando esse sentimento por aqui pois as pessoas mais esclarecidas ja estão saturadas de so virem usar, abusar e falar mal do que é nosso e a gota d'água foi essa parada de divisão... enfim... Só entende o que estou falando quem se aprofundar um pouquinho no assunsto e for paraense nato mesmo... quem tém o pé lá fora realmente não vai entender...

Tens razão. Queria belém menor, porém com uma estrutura urbana melhor, com qualidade de vida e sem esse trânsito caótico que me tira do sério.

EconomistaSSC
August 17th, 2011, 08:01 PM
Na boa isso não é verdade! Na maioria das cidades do sul do Pará as pessoas chegaram com suas famílias deixando o centro-sul do país de mala e cuia. Venderam tudo, largaram tudo para trás e investiram uma vida toda no Pará, ajudaram a levantar cidades como Redenção e contribuem para o Pará ter uma economia grande e forte. Pessoas que contribuem para o crescimento do comércio, da pecuária, da agricultura e muito mais. Esse lance de deixar família e ficar mandando dinheiro... nada haver. Conheço dezenas e dezenas de empresários que se enraizaram, construíram grandes casas e investiram em conforto porque não tem planos de voltarem, escolheram o Pará para ser sua terra... independente de divisão ou não, porque essa divisão pode não sair nunca, ninguém (goianos, mineiros, paulistas) veio ao Pará há duas, três décadas atrás contando com criação de Carajás.

Disse que a maioria, não todos, exitem muitas pessoas que ja estão fixadas sim na região mais não deixam de investir na sua terra de origem.. ja morei em marabá e sei do que to falando. Existem muitas pessoas que ja trouxeram as famílias mais quando os filhos crescem ou tem que fazer compras ou tem que investir em imóveis não investem no pará. Tenho exemplo de alguns amigos de marabá, a família e de minas. Dos tres filhos apenas um mora na cidade junto com a mãe e o pai, eles tem uma grande empresa conhecida na região, tem uma boa casa e carros p seu uso mais os dois filhos moram em BH, e lá que eles tem varios imóveis, compraram a cobertura duplex p aproveitar depois que se aposentarem e tudo que é oportunidade eles se madam para lá e se vc perguntar se eles gostam do pará eles dizem e o que nos deu dinheiro mais gostar não gostam, e falam mal pra caramba, bom como esses existem muitos em todas as cidades da região, enfim.... são essas pessoas que estão encabeçando a divisão e que vão assumir os cargos publicos mais importantes caso isso ocorra, imagina só... deixa quieto...