Pesquisadorbsb
January 30th, 2008, 08:05 AM
Insatisfeitos com o aumento médio de 400% da cobrança do IPTU de 2008, representantes do setor hoteleiro de Brasília vão se reunir com o diretor de arrecadação da Secretaria da Fazenda, nesta quarta-feira. O aumento é conseqüência da mudança de destinação da área – de unidade residencial para comercial – estabelecida pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Com isso, a alíquota cobrada sobre o valor venal dos imóveis subiu de 0,03% (em 2007) para 1% (em 2008). Representantes do setor ainda reclamam da valorização – em torno de 70% - do preço dos imóveis. Eles deram o exemplo de um flat localizado no Setor Hoteleiro Norte, que no ano passado estava avaliado em 121.717,32 e passou a valer 205.856,32 em 2008.
Segundo o síndico do Metropolitan Flat, Antonio Caraballo Barrera, por doze anos os flats e residenciais com serviço eram considerados unidades residenciais. “Sem diálogo ou consulta fizeram uma reclassificação. Passaram a nos cobrar a alíquota comercial, que é de 1%. Recebemos a notícia no susto”, afirma. Barrera explica que o regime de ocupação nos flats e residenciais com serviço é misto e, por isso, a cobrança estaria errada. “Temos pessoas que optaram por viver em um flat. Eles moram no apartamento e neste caso se enquadram no imóvel residencial, e não comercial. Não é justo comparar um mensalista a uma atividade comercial”, defende.
Barrera acredita que a forma mais correta de fazer a cobrança seria com a distinção das alíquotas para os apartamentos que operam como hotel – comercial – e dos mensalistas – residencial. “O Executivo quis resolver o aumento da arrecadação de uma forma simples, mas injusta”, avalia. O presidente da Associação Brasileira da Indústria (ABIH), Tomaz Ikeda, crítica a decisão do governo local. “Foi uma atitude muito radical e repentina. Quero saber se o executivo vai fechar as pousadas da W3. A destinação das pousadas é de área residencial, ou seja, alíquota 0,03%. E elas (pousadas) alugam quartos mensais e diárias”, critica.
Destinação
O analista de sistemas, Marcelo Santos, 26 anos, foi até a Receita Federal do DF nesta terça-feira solicitar a revisão da cobrança do IPTU 2008. “Preenchi o formulário de revisão de IPTU hoje, mas não estou esperançoso. A informação que tive é de que existem processos que estão a mais de um ano emperrados”, afirma. Marcelo mora em um apartamento de 39m², no Lake Side. Em 2007, ele pagou R$ 417 de imposto. Com a mudança de destinação do imóvel - de unidade residencial para comercial – este valor subiu para R$ 1.939.30. O imóvel, antes avaliado em R$ 79.945, subiu para R$ 157.564. “Na escritura vem especificando que é um imóvel residencial, não entendi a cobrança”, reclama.
Embora tenha sido orientado pela Receita Federal do DF a pagar o IPTU e depois recorrer, Tomaz Ikeda discorda. “Não é para pagar a primeira parcela não, esse negócio de que o governo vai devolver o dinheiro é história para boi dormir. Se você pagar a primeira parcela, juridicamente, você estará aceitando aquele valor cobrado. Se for pagar vamos nos organizar e depositar em juízo”, afirma.
Fonte: http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2731910&sub=Distrito%20Federal
Segundo o síndico do Metropolitan Flat, Antonio Caraballo Barrera, por doze anos os flats e residenciais com serviço eram considerados unidades residenciais. “Sem diálogo ou consulta fizeram uma reclassificação. Passaram a nos cobrar a alíquota comercial, que é de 1%. Recebemos a notícia no susto”, afirma. Barrera explica que o regime de ocupação nos flats e residenciais com serviço é misto e, por isso, a cobrança estaria errada. “Temos pessoas que optaram por viver em um flat. Eles moram no apartamento e neste caso se enquadram no imóvel residencial, e não comercial. Não é justo comparar um mensalista a uma atividade comercial”, defende.
Barrera acredita que a forma mais correta de fazer a cobrança seria com a distinção das alíquotas para os apartamentos que operam como hotel – comercial – e dos mensalistas – residencial. “O Executivo quis resolver o aumento da arrecadação de uma forma simples, mas injusta”, avalia. O presidente da Associação Brasileira da Indústria (ABIH), Tomaz Ikeda, crítica a decisão do governo local. “Foi uma atitude muito radical e repentina. Quero saber se o executivo vai fechar as pousadas da W3. A destinação das pousadas é de área residencial, ou seja, alíquota 0,03%. E elas (pousadas) alugam quartos mensais e diárias”, critica.
Destinação
O analista de sistemas, Marcelo Santos, 26 anos, foi até a Receita Federal do DF nesta terça-feira solicitar a revisão da cobrança do IPTU 2008. “Preenchi o formulário de revisão de IPTU hoje, mas não estou esperançoso. A informação que tive é de que existem processos que estão a mais de um ano emperrados”, afirma. Marcelo mora em um apartamento de 39m², no Lake Side. Em 2007, ele pagou R$ 417 de imposto. Com a mudança de destinação do imóvel - de unidade residencial para comercial – este valor subiu para R$ 1.939.30. O imóvel, antes avaliado em R$ 79.945, subiu para R$ 157.564. “Na escritura vem especificando que é um imóvel residencial, não entendi a cobrança”, reclama.
Embora tenha sido orientado pela Receita Federal do DF a pagar o IPTU e depois recorrer, Tomaz Ikeda discorda. “Não é para pagar a primeira parcela não, esse negócio de que o governo vai devolver o dinheiro é história para boi dormir. Se você pagar a primeira parcela, juridicamente, você estará aceitando aquele valor cobrado. Se for pagar vamos nos organizar e depositar em juízo”, afirma.
Fonte: http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2731910&sub=Distrito%20Federal