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January 30th, 2008, 08:19 PM
Empresas apresentam propostas para projeto e relatório ambiental do metrô
A Prefeitura de Curitiba recebeu nesta terça-feira (29), no auditório do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), as propostas de três empresas que participarão da licitação para contratação dos projetos de engenharia e elaboração do estudo e do relatório de impacto ambiental para implantar a Linha Azul do trem metropolitano (metrô) de Curitiba, no trajeto Santa Cândida – CIC Sul.
Os consórcios Novo Modal e SEP disputarão o lote 1, para estudos e projetos de engenharia. A Ecossistemas Consultoria Ambiental foi a única a apresentar proposta para o lote 2, que consiste no estudo e o respectivo relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA). Para o lote 1, o preço máximo estabelecido pela licitação é de R$ 2.337.000,00. Para o lote 2, o preço máximo é de R$ 370.000,00.
"O metrô não é um projeto de curto prazo, mas o Poder Público precisa fazer o planejamento das necessidades futuras da cidade, atendendo à crescente demanda de passageiros e às novas tecnologias, que aumentem a segurança e o bem-estar dos usuários e a eficiência do transporte", afirma o prefeito Beto Richa.
A Comissão Especial de Licitação deve publicar até o dia 12 de fevereiro o resultado da avaliação da documentação de habilitação das empresas concorrentes. Na segunda etapa será avaliada a qualificação técnica das empresas e, em seguida, a proposta de preço. "Esperamos concluir a licitação em até 45 dias, para assinar a ordem de serviço ainda em março e, até agosto, entregar a documentação aos ministérios das Cidades e do Planejamento, Orçamento e Gestão, para colocar o projeto no Orçamento da União para 2008", afirmou Augusto Canto Neto, presidente do Ippuc.
O instituto coordena a licitação do metrô em conjunto com a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), empresa municipal que gerencia o transporte coletivo da cidade. A Comissão Especial de Licitação é formada por representantes do Ippuc, da Urbs, das secretarias municipais de Obras Públicas, Meio Ambiente, Finanças e de Governo. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa do governo federal financiadora do projeto, acompanha o processo.
O consórcio que vencer a licitação para os estudos e projetos de engenharia terá 180 dias para apresentar o projeto e outros 90 dias para realização de audiências públicas. Nas audiências, os estudos e projetos serão apresentados à população. Em decorrência dos encontros com a comunidade, poderão ser feitos ajustes nos estudos.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) também está dividido em duas etapas: 150 dias para apresentação do Rima e 90 dias para discussões com a comunidade. Faz parte do processo de estudos da nova linha do metrô, ainda, a pesquisa de embarque e desembarque, já licitada, que estudará o comportamento dos usuários do transporte ao longo do trecho de 22 quilômetros.
O presidente do Ippuc, Augusto Canto Neto, explica que é preciso pensar em um veículo de maior capacidade, capaz de transportar os 420 mil passageiros que usam hoje o eixo norte–sul de transporte. Esse trajeto tem 61 cruzamentos semaforizados com tráfego elevado, especialmente na área central. Pela linha circulam 86 ônibus biarticulados, que rodam 16.046 quilômetros por dia, o equivalente a 5 milhões de litros de óleo diesel por ano.
Com a implantação do metrô no subsolo, a área hoje ocupada pelas canaletas será transformada em áreas para pedestres e ciclistas.
EMPRESAS TÊM BOAS EXPECTATIVAS
"Formamos um grupo de empresas curitibanas e buscamos um parceiro com experiência em projetos de metrôs para dar uma solução curitibana a uma questão curitibana. Estamos fazendo um grande investimento e temos grandes expectativas", disse o engenheiro Roberto Montanhini Filho, representante do consórcio Novo Modal, formado pelas empresas Trends Engenharia e Tencologia, Esteio Engenharia e Aerolevantamentos, Vega Engenharia e Consultoria e Engefoto Engenharia e Aerolevantamentos.
"É uma grande oportunidade de participar de um projeto estratégico que vai proporcionar melhoria da qualidade de vida, trazendo mais segurança e conforto para os moradores de Curitiba e região", afirmou a bióloga Gisele Sessegolo, diretora da Ecossistema Consultoria Ambiental.
Para o engenheiro eletricista Irineu Venâncio, representante do consórcio SEP, formado pelas empresas Sistran Engenharia, Estra Engenharia e Pólux Engenharia, todas do estado de São Paulo, o estado adiantado dos estudos do Ippuc e o fato de Curitiba ter o sistema de transporte planejado devem facilitar a elaboração do projeto de engenharia para quem vencer esta licitação. "Temos uma boa expectativa de ter sucesso nesta licitação, porque as empresas deste consórcio atuam em projetos de metrôs de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Trensurb, entre outros", afirma Venâncio.
As vantagens do metrô:
1. O custo de implantação do metrô em Curitiba deverá ser 50% menor do que a média de outras cidades, porque circulará sob a faixa de canaleta do ônibus expresso, evitando desapropriações.
2. Permite devolver aos pedestres e ciclistas a pista exclusiva da canaleta de ônibus, criando parques lineares e ciclovias ao longo dos eixos.
3. Por oferecer maior conforto e segurança, o metrô deverá atrair novos passageiros, retirando do sistema viário um número considerável de automóveis, reduzindo o número de acidentes e, em conseqüência, melhorando o trânsito.
4. O uso de veículo não-poluente e a redução do número de automóveis melhorará, ainda, as condições ambientais.
O PROJETO
O projeto básico do metrô levantará a viabilidade do que já foi previsto em estudos preliminares de técnicos da Companhia Brasileira de Transporte Urbano (CBTU), do Ippuc e da Urbs. Os estudos preliminares foram iniciados em 2005, levando em conta a necessidade de aumentar a capacidade dos eixos Norte e Sul da RIT, os mais carregados do sistema.
Os estudos indicaram a necessidade de uma linha de metrô com 22 quilômetros de extensão, do terminal Santa Cândida (Norte) ao CIC (Sul) e 22 estações de embarque e desembarque, considerando um crescimento de 20% no número de passageiros nestes eixos, que atendem atualmente 416.931 pessoas por dia.
O prefeito Beto Richa intensificou as negociações com o governo federal para obtenção de recursos para realização do projeto do metrô. "O processo acontecerá com ampla discussão e avaliação, levando em conta o zoneamento da cidade, o uso e a ocupação do solo em harmonia com o meio ambiente, com a paisagem da cidade e do entorno metropolitano", diz Richa
O METRÔ A implantação do metrô de Curitiba está sendo estudada pela Prefeitura e a CBTU como uma alternativa viável, a longo prazo, para solucionar problemas de mobilidade urbana. Confira as principais vantagens do sistema:
O custo do metrô em Curitiba poderá ser 50% menor do que em outras cidades, porque terá circulação subterrânea, na faixa da canaleta do ônibus expresso, o que evitará desapropriações;
Sendo subterrâneo, devolverá a pedestres e ciclistas a pista exclusiva da canaleta, criando parques lineares ao longo dos eixos;
O sistema oferecerá maior segurança e conforto aos passageiros, mantendo o sistema integrado de transporte, com tarifa única;
Por oferecer maior conforto e segurança, o metrô aumentará o número de passageiros na rede de transporte, reduzindo o número de veículos em circulação, o que desafogará o trânsito e diminuirá os acidentes;
Com a redução do número de veículos nas ruas, a qualidade do ar na cidade irá melhorar.
A Prefeitura de Curitiba recebeu nesta terça-feira (29), no auditório do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), as propostas de três empresas que participarão da licitação para contratação dos projetos de engenharia e elaboração do estudo e do relatório de impacto ambiental para implantar a Linha Azul do trem metropolitano (metrô) de Curitiba, no trajeto Santa Cândida – CIC Sul.
Os consórcios Novo Modal e SEP disputarão o lote 1, para estudos e projetos de engenharia. A Ecossistemas Consultoria Ambiental foi a única a apresentar proposta para o lote 2, que consiste no estudo e o respectivo relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA). Para o lote 1, o preço máximo estabelecido pela licitação é de R$ 2.337.000,00. Para o lote 2, o preço máximo é de R$ 370.000,00.
"O metrô não é um projeto de curto prazo, mas o Poder Público precisa fazer o planejamento das necessidades futuras da cidade, atendendo à crescente demanda de passageiros e às novas tecnologias, que aumentem a segurança e o bem-estar dos usuários e a eficiência do transporte", afirma o prefeito Beto Richa.
A Comissão Especial de Licitação deve publicar até o dia 12 de fevereiro o resultado da avaliação da documentação de habilitação das empresas concorrentes. Na segunda etapa será avaliada a qualificação técnica das empresas e, em seguida, a proposta de preço. "Esperamos concluir a licitação em até 45 dias, para assinar a ordem de serviço ainda em março e, até agosto, entregar a documentação aos ministérios das Cidades e do Planejamento, Orçamento e Gestão, para colocar o projeto no Orçamento da União para 2008", afirmou Augusto Canto Neto, presidente do Ippuc.
O instituto coordena a licitação do metrô em conjunto com a Urbanização de Curitiba S.A. (Urbs), empresa municipal que gerencia o transporte coletivo da cidade. A Comissão Especial de Licitação é formada por representantes do Ippuc, da Urbs, das secretarias municipais de Obras Públicas, Meio Ambiente, Finanças e de Governo. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), empresa do governo federal financiadora do projeto, acompanha o processo.
O consórcio que vencer a licitação para os estudos e projetos de engenharia terá 180 dias para apresentar o projeto e outros 90 dias para realização de audiências públicas. Nas audiências, os estudos e projetos serão apresentados à população. Em decorrência dos encontros com a comunidade, poderão ser feitos ajustes nos estudos.
O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) também está dividido em duas etapas: 150 dias para apresentação do Rima e 90 dias para discussões com a comunidade. Faz parte do processo de estudos da nova linha do metrô, ainda, a pesquisa de embarque e desembarque, já licitada, que estudará o comportamento dos usuários do transporte ao longo do trecho de 22 quilômetros.
O presidente do Ippuc, Augusto Canto Neto, explica que é preciso pensar em um veículo de maior capacidade, capaz de transportar os 420 mil passageiros que usam hoje o eixo norte–sul de transporte. Esse trajeto tem 61 cruzamentos semaforizados com tráfego elevado, especialmente na área central. Pela linha circulam 86 ônibus biarticulados, que rodam 16.046 quilômetros por dia, o equivalente a 5 milhões de litros de óleo diesel por ano.
Com a implantação do metrô no subsolo, a área hoje ocupada pelas canaletas será transformada em áreas para pedestres e ciclistas.
EMPRESAS TÊM BOAS EXPECTATIVAS
"Formamos um grupo de empresas curitibanas e buscamos um parceiro com experiência em projetos de metrôs para dar uma solução curitibana a uma questão curitibana. Estamos fazendo um grande investimento e temos grandes expectativas", disse o engenheiro Roberto Montanhini Filho, representante do consórcio Novo Modal, formado pelas empresas Trends Engenharia e Tencologia, Esteio Engenharia e Aerolevantamentos, Vega Engenharia e Consultoria e Engefoto Engenharia e Aerolevantamentos.
"É uma grande oportunidade de participar de um projeto estratégico que vai proporcionar melhoria da qualidade de vida, trazendo mais segurança e conforto para os moradores de Curitiba e região", afirmou a bióloga Gisele Sessegolo, diretora da Ecossistema Consultoria Ambiental.
Para o engenheiro eletricista Irineu Venâncio, representante do consórcio SEP, formado pelas empresas Sistran Engenharia, Estra Engenharia e Pólux Engenharia, todas do estado de São Paulo, o estado adiantado dos estudos do Ippuc e o fato de Curitiba ter o sistema de transporte planejado devem facilitar a elaboração do projeto de engenharia para quem vencer esta licitação. "Temos uma boa expectativa de ter sucesso nesta licitação, porque as empresas deste consórcio atuam em projetos de metrôs de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Trensurb, entre outros", afirma Venâncio.
As vantagens do metrô:
1. O custo de implantação do metrô em Curitiba deverá ser 50% menor do que a média de outras cidades, porque circulará sob a faixa de canaleta do ônibus expresso, evitando desapropriações.
2. Permite devolver aos pedestres e ciclistas a pista exclusiva da canaleta de ônibus, criando parques lineares e ciclovias ao longo dos eixos.
3. Por oferecer maior conforto e segurança, o metrô deverá atrair novos passageiros, retirando do sistema viário um número considerável de automóveis, reduzindo o número de acidentes e, em conseqüência, melhorando o trânsito.
4. O uso de veículo não-poluente e a redução do número de automóveis melhorará, ainda, as condições ambientais.
O PROJETO
O projeto básico do metrô levantará a viabilidade do que já foi previsto em estudos preliminares de técnicos da Companhia Brasileira de Transporte Urbano (CBTU), do Ippuc e da Urbs. Os estudos preliminares foram iniciados em 2005, levando em conta a necessidade de aumentar a capacidade dos eixos Norte e Sul da RIT, os mais carregados do sistema.
Os estudos indicaram a necessidade de uma linha de metrô com 22 quilômetros de extensão, do terminal Santa Cândida (Norte) ao CIC (Sul) e 22 estações de embarque e desembarque, considerando um crescimento de 20% no número de passageiros nestes eixos, que atendem atualmente 416.931 pessoas por dia.
O prefeito Beto Richa intensificou as negociações com o governo federal para obtenção de recursos para realização do projeto do metrô. "O processo acontecerá com ampla discussão e avaliação, levando em conta o zoneamento da cidade, o uso e a ocupação do solo em harmonia com o meio ambiente, com a paisagem da cidade e do entorno metropolitano", diz Richa
O METRÔ A implantação do metrô de Curitiba está sendo estudada pela Prefeitura e a CBTU como uma alternativa viável, a longo prazo, para solucionar problemas de mobilidade urbana. Confira as principais vantagens do sistema:
O custo do metrô em Curitiba poderá ser 50% menor do que em outras cidades, porque terá circulação subterrânea, na faixa da canaleta do ônibus expresso, o que evitará desapropriações;
Sendo subterrâneo, devolverá a pedestres e ciclistas a pista exclusiva da canaleta, criando parques lineares ao longo dos eixos;
O sistema oferecerá maior segurança e conforto aos passageiros, mantendo o sistema integrado de transporte, com tarifa única;
Por oferecer maior conforto e segurança, o metrô aumentará o número de passageiros na rede de transporte, reduzindo o número de veículos em circulação, o que desafogará o trânsito e diminuirá os acidentes;
Com a redução do número de veículos nas ruas, a qualidade do ar na cidade irá melhorar.