View Full Version : Manobra acelera votação de projeto de nova rodoviária em Belo Horizonte


Inconfidente
February 8th, 2008, 02:58 PM
Leonardo Augusto - Estado de Minas

Uma manobra regimental realizada quinta-feira permitiu que a base de sustentação do prefeito Fernando Pimentel (PT) na Câmara Municipal apressasse a colocação na pauta do plenário do projeto que prevê a construção do novo terminal rodoviário de Belo Horizonte. O vice-líder do governo na Casa, Paulo Lamac (PT), entrou com requerimento solicitando a aplicação do artigo 94 do Regimento Interno ao texto. Na prática, o instrumento permite que projetos que tramitam há mais de 60 dias nas comissões, e que ainda não tenham parecer, sejam colocados diretamente na pauta. A aprovação do requerimento ocorreu mesmo com opositores ao projeto tentando obstruir a sua apreciação. Com a decisão, o texto vai ao plenário na segunda-feira.

Pelo projeto, que será votado em segundo turno, o terminal será construído no Bairro Calafate, Região Oeste da cidade. O vereador Preto (DEM), um dos principais opositores ao projeto, afirmou que vai entrar nesta sexta-feira com mandado de segurança no Fórum Lafayette para tentar garantir que o texto passe pelas comissões antes de ir ao plenário. O parlamentar, que tem votação expressiva na região onde o terminal será construído, afirma que a obra vai desvalorizar imóveis e complicar o tráfego na região. Ainda conforme o vereador, os únicos que vão se beneficiar com o projeto são empresários. O texto prevê a transferência da administração da rodoviária, hoje sob comando da prefeitura, à iniciativa privada. O parlamentar afirma que, se o projeto for posto em votação, vai colocar 400 pessoas nas galerias da Câmara para pressionar pela derrubada do texto.

Nos últimos dias, a prefeitura vem distribuindo panfletos na região para convencer a população de que o projeto precisa ser implantado no Calafate. Entre as justificativas está a de que o local permite a ligação do terminal com o metrô. Segundo o vereador Anselmo José Domingos (PTC), a publicação é mentirosa. “Não existe a possibilidade de o terminal ser atendido por uma estação do metrô, porque não existem recursos no Orçamento da União para expansão da linha que atende a região.

Pressa

No início de janeiro, o procurador-geral da prefeitura, Marco Antônio Rezende, afirmou que o município vai iniciar o processo de licitação do projeto da rodoviária mesmo antes da aprovação do texto em segundo turno pela Câmara. Segundo o procurador-geral, a decisão tinha respaldo da legislação federal e na Lei Orgânica do município. Com a transferência para o Calafate, a área ocupada atualmente pela rodoviária, na Região Central da cidade, vai retornar novamente para o estado, antigo administrador do terminal.

Fonte: Portal Uai (http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_3/2008/02/08/em_noticia_interna,id_sessao=3&id_noticia=49460/em_noticia_interna.shtml)

Fabius_
February 8th, 2008, 03:28 PM
Bom, essa notícia não é para estar no Transportes? :)

Quanto à mudança, é sempre melhor ir para uma rodoviária maior e mais adequada a uma cidade grande.

O que os belo-horizontinos poderiam dizer é o seguinte:
*De quando é a atual rodoviária?
*Essa rodoviária está saturada?
*É importante construir uma nova rodoviária?
*A localização dessa nova rodoviária, fora do centro, é melhor?
*Ou é melhor que fique no Centro ou perto dele?
*pelo menos, fica perto de alguma estação do metrô?

Inconfidente
February 8th, 2008, 04:54 PM
^^ Acho que não, Fabius. Pois o enfoque da matéria é uma discussão urbana entre situação e oposição acerca das vantagens e impactos de se transferir um equipamento urbano.

Por um acaso é a rodoviária.

*De quando é a atual rodoviária?
Década de 70, eu acho.

*Essa rodoviária está saturada?
Sim, mas supersaturada acredito que não.

*É importante construir uma nova rodoviária?
Na minha opinião, não.

*A localização dessa nova rodoviária, fora do centro, é melhor?
*Ou é melhor que fique no Centro ou perto dele?
Bem pior. A partir do centro pode-se pegar um ônibus intermunicipal para qualquer cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

*pelo menos, fica perto de alguma estação do metrô?
Fica, mas isto não representa vantagem alguma, pois a atual estação rodoviária já tem uma estação do metrô bem ao lado (Estação Lagoinha) com um passarela ligando as duas. Além disso, na própria matéria diz que não há verbas para integrar os dois sistemas na área da nova rodoviária.

Um ponto positivo tem: Vai demolir uma favela para construir a nova rodoviária.
Um ponto bem negativo: Os usuários vão ter que gastar mais uma passagem de ônibus (urbano) para chegar ao centro e aí só então pegar o ônibus para os respectivos bairros/cidades.

Vítor Dias
February 8th, 2008, 05:45 PM
O texto prevê a transferência da administração da rodoviária, hoje sob comando da prefeitura, à iniciativa privada.

Grandes coisas. A tal de ADTER que administrava o terminal atual é um estrume, a Prefeitura de BH tomou para si a administração e melhorou o terminal em 900%.

Um ponto positivo tem: Vai demolir uma favela para construir a nova rodoviária.

Nem sempre isso é tão positivo assim, pelo menos para os moradores. Depende sempre de pra onde eles vão. Vai que mandam pra uma Cidade de Deus... pelo menos a existência do Vila Viva me leva a crer que os moradores não saiam perdendo nesta.

Mapa de BH com o terminal atual, terminal proposto e o Aeroporto, o lugar ideal na minha opinião:
http://img292.imageshack.us/img292/2599/mapabhhi9.jpg (http://imageshack.us)
By ohomemcueca (http://profile.imageshack.us/user/ohomemcueca)

Bruno BHZ
February 8th, 2008, 11:36 PM
Bom, essa notícia não é para estar no Transportes? :)

Quanto à mudança, é sempre melhor ir para uma rodoviária maior e mais adequada a uma cidade grande.

O que os belo-horizontinos poderiam dizer é o seguinte:
*De quando é a atual rodoviária?
*Essa rodoviária está saturada?
*É importante construir uma nova rodoviária?
*A localização dessa nova rodoviária, fora do centro, é melhor?
*Ou é melhor que fique no Centro ou perto dele?
*pelo menos, fica perto de alguma estação do metrô?

A rodoviária é antiga, saturada, e embanana o trânsito da cidade toda, por estar bem no centro.

Defender uma rodoviária no centro porque saem mais ônibus municipais e intermunicipais é algo completamente nonsense. Não precisa argumentar nada, basta imaginar a rodoviária de São Paulo em plena Praça da Sé ou na Av. Paulista. É ridículo. Os ônibus da cidade podem ser desviados para a nova rodoviária, ou os usuários tomarem o metrô e em 5 minutos estarem no centro, para tomar o ônibus municipal.

Um equipamento urbano que a maioria das pessoas usa 1 ou 2 vezes por ano, te prejudicando o resto do ano todo, qual a vantagem disso?

Inconfidente
February 9th, 2008, 01:14 AM
Um equipamento urbano que a maioria das pessoas usa 1 ou 2 vezes por ano, te prejudicando o resto do ano todo, qual a vantagem disso?

Este argumento é plausível.

Não precisa argumentar nada, basta imaginar a rodoviária de São Paulo em plena Praça da Sé ou na Av. Paulista. É ridículo.

Mas este é que é nonsense. Querer comparar os problemas de trãnsito de São Paulo com os de Belo Horizonte??? Isto é ignorar uma diferença enorme entre as duas cidades. Neste aspecto BH não tem nada a ver com SP. Talvez teria com Salvador, Fortaleza, mas São Paulo??? Nem o Rio vive uma realidade como a de SP.

Ô exagero, hein!

A rodoviária só embanana o trânsito em véspera de fim de semana, feriado ou férias e mesmo assim só no horário de pico.

Bruno BHZ
February 9th, 2008, 02:23 AM
Este argumento é plausível.



Mas este é que é nonsense. Querer comparar os problemas de trãnsito de São Paulo com os de Belo Horizonte??? Isto é ignorar uma diferença enorme entre as duas cidades. Neste aspecto BH não tem nada a ver com SP. Talvez teria com Salvador, Fortaleza, mas São Paulo??? Nem o Rio vive uma realidade como a de SP.

Ô exagero, hein!

A rodoviária só embanana o trânsito em véspera de fim de semana, feriado ou férias e mesmo assim só no horário de pico.


Os problemas de trânsito daquela região são comparáveis aos das avenidas movimentadas de São Paulo, não tem exagero nenhum! SP apenas tem aquela situação repetida em mais pontos da cidade, portanto isso não é desculpa para não resolvermos os nossos gargalos. Enquanto a ligação Sul-Norte da cidade for sufocada por uma rodoviária bem no meio, a cidade vai continuar dividida, com uma disparidade de renda e serviços da ZS e o resto muito maior do que poderia ser.

Bruno BHZ
February 9th, 2008, 02:25 AM
A comparação com SP foi apenas para estabelecer uma lógica compreensível para quem não conhece BH. Lugar de rodoviária não é no centro da cidade, no local mais movimentado e cheio de ônibus urbanos. Isso funciona com qualquer cidade grande, se eu soubesse o local ideal para comparar em cidades do porte de BH, falaria.

Danzin
February 9th, 2008, 03:46 AM
Acredito que terminal onde está nao serve mais. Ele gera mais problemas do que soluções.

Acho que há a possibilidade de se construir um terminal novo que atenda as necessidades da cidade no Calafate sim. Com relação à desvalorização dos imoveis, um projeto de qualidade juntamente com uma boa administração pode fazer a diferença e diminuir significativamente o impaco da nova rodoviária na região, arrisco-me a dizer que a depender da ousadia da prefeitura pode até valorizar o bairro. Acho que tem tudo p/ dar certo.


Quanto ao problema que com a atual rodoviaria é possivel tomar onibus para qualquer lugar, uma sugestão seria ou criar uma bela estação bhbus na atual rodoviária com uma linha non-stop vindo da nova rodoviária ou então integrar a atual rodoviária(como uma estação bhbus parruda) com a estação lagoinha do metro de maneira que os passageiros paguem a tarifa de integração apenas...


Para que a revitalização do centro tenha sucesso acho que uma a nova rodoviária é fundamental, talvez uma das peças mais importantes, um projeto de readequação pesada naquela região de maneira radical certamente impulsionaria uma repaginada naquela área que tem muitos imoveis velhos, degradados, servindo à criminalidade...

Seria uma Puerto madero mineira... certamente o interesse de grandes construtoras cresceria, e veriamos ali surgindo belos edificios formando uma bonita paisagem urbana, mais harmoniosa e menos agressiva. Estimulando outras áreas de centro tambem.

Inconfidente
February 9th, 2008, 01:13 PM
Vereadores e moradores contrários à construção do novo terminal no Bairro Calafate planejam ações para impedir a votação da proposta, em segundo turno, na Câmara

Thiago Herdy - Estado de Minas

Em meio a polêmicas, a Câmara Municipal de Belo Horizonte vota, segunda-feira, em segundo turno, o Projeto de Lei 1.508/07, do Executivo, que autoriza a transferência da rodoviária do Centro para o Bairro Calafate, na Região Oeste da capital. Com uma manobra parlamentar, a base governista aprovou no fim da semana requerimento que dispensou a discussão do projeto de lei e suas 16 emendas pelas comissões permanentes da Casa. Para a oposição, é como se o Legislativo ficasse de fora do debate dos critérios da obra pública. Associações de moradores e entidades de classe prometem entrar com ações cautelares reivindicando o adiamento da votação. O vereador Preto (DEM) informou que tentará obstruir a pauta, e o clima no plenário deve ficar tenso.

O prefeito Fernando Pimental (PT) garantiu ontem que não admite qualquer mudança no projeto e disse que, se o texto for aprovado, será um longo passo rumo à construção do novo terminal. Representantes da BHTrans – empresa gerenciadora do trânsito na capital e responsável pela execução do empreendimento – reuniram-se à noite com moradores do Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste, para ouvir reclamações e sugestões. Mas, à tarde, o diretor de Planejamento, Hélio Rodrigues, já admitia que o edital de concessão está pronto e espera apenas a autorização de Pimentel para ser publicado.

Pelo projeto, a nova rodoviária terá uma área construída menor que a unidade do Centro: serão 27 mil metros quadrados, contra os 35 mil atuais.: Rodrigues explica que a diferença se deve à inclusão de lanchonetes, comércio e outras lojas na área do prédio do Centro, o que não está previsto no prédio principal do novo terminal, mas haverá edificações para tais fins perto dele. Estão previstas 56 plataformas, contra as atuais 64. De acordo com o diretor, as novas estruturas são flexíveis para embarque e desembarque, ao contrário das atuais. Isso permitirá que a maioria das plataformas seja usada para embarque às vésperas de um feriado, e desembarque, na volta. “No dia-a-dia, a construção atual funciona bem. Não podemos fazer um projeto com base em momentos de pico, senão o prédio ficará ocioso a maior parte do tempo”, explicou.

Quem ganhar a concessão deverá gastar cerca de R$ 50 milhões na obra e poderá explorar o espaço por 30 anos, prazo que poderá ser prorrogado. O ganhador vai explorar um bom negócio: afinal, só com a tarifa de embarque poderá arrecadar R$ 126 milhões até o fim do contrato. O montante se refere à média mensal da receita de R$ 350 mil, multiplicada pelos 30 anos, sem considerar a inflação e o reajuste de tarifas. Já está pronto o plano global de remoção e assentamento de moradores da Vila Calafate, que ocupa terreno invadido, para a instalação do empreendimento. Imóveis regularizados, mas que serão desapropriados, também já foram identificados. Rodrigues ainda não sabe precisar quantos são. Mas adiantou que o pagamento de indenizações ficará a cargo do ganhador da concessão.

Além de determinar a construção do novo terminal, o projeto de lei em votação na Câmara transfere a concessão da rodoviária do Centro para quem vencer a licitação, durante o período de obras de construção do novo empreendimento. O diretor da BHTrans defende a localização, por ser próximo a do sistema viário estrutural da cidade, que inclui o Anel Rodoviário, a Avenida Tereza Cristina (continuação da Via Expressa), e a estação do metrô. Ele está certo de que o concessionário associará a operação na rodoviária à atividade comercial para aproveitar o espaço. “O impacto nas redondezas será positivo, ao contrário do que as pessoas imaginam. E o projeto levará mais serviços e segurança para a área”, afirmou.

Morador da Região Oeste e um dos principais opositores da nova rodoviária na Câmara, o vereador Preto (DEM) discorda. “O tráfego de veículos na área já é intenso na hora de pico, imagina como ficará com a nova rodoviária. Nenhuma intervenção viária está prevista para a área, apenas ruas de acesso entre o prédio e a Avenida Tereza Cristina”, diz o vereador. Ele alega que falta clareza ao projeto apresentado pelo prefeito à Câmara, em outubro de 2007. O texto não fala sobre a localização da nova rodoviária nem promete avaliar impactos na vizinhança e na circulação de veículos na região. Cita apenas a obrigação do concessionário de assegurar “regularidade, continuidade, segurança, qualidade e eficiência” na prestação dos serviços.

Impactos

Uma das 16 emendas que serão analisadas pelo plenário da Câmara, de autoria do vereador Hugo Tomé (PMN), condiciona a concessão à realização de estudos de impactos de vizinhança (EIV), a ser previsto no regulamento ou no edital da concorrência pública da concessão. Preto apresentou emenda semelhante, citando o Estatuto da Cidade, que determina a realização de audiências públicas com as comunidades.

Mas, em meio à disputa política, sobra espaço para imprecisões e desinformação dos dois lados. Outra emenda de Preto obriga a prefeitura a produzir relatório de impacto de circulação (RIC) na macrorregião em que será instalada a nova rodoviária. Ocorre que, de acordo com o diretor da BHTrans, o relatório já está pronto e à disposição para consulta, pois é item obrigatório do pedido de licença ambiental, já concedida pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam).

Para apressar a votação em primeiro turno, em dezembro, a líder do governo, vereadora Neusinha Santos (PT), chegou a dizer que o processo licitatório deveria se encerrar até 3 de abril, para a obra começar este ano, por se tratar de ano eleitoral. Mas o calendário com restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não fala em impedimentos para concessão de serviços públicos. E qualquer restrição relacionada à transferência de recursos e contratação de serviços vale só a partir de 5 de julho, três meses antes das eleições.

Fonte: Portal Uai (http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/02/09/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=49589/em_noticia_interna.shtml)

Inconfidente
February 9th, 2008, 01:13 PM
^^ O argumento da saturação acaba de vir por água abaixo. :D

Fabius_
February 9th, 2008, 02:10 PM
^^ Acho que não, Fabius. Pois o enfoque da matéria é uma discussão urbana entre situação e oposição acerca das vantagens e impactos de se transferir um equipamento urbano.

Por um acaso é a rodoviária.

*De quando é a atual rodoviária?
Década de 70, eu acho.

*Essa rodoviária está saturada?
Sim, mas supersaturada acredito que não.

*É importante construir uma nova rodoviária?
Na minha opinião, não.

*A localização dessa nova rodoviária, fora do centro, é melhor?
*Ou é melhor que fique no Centro ou perto dele?
Bem pior. A partir do centro pode-se pegar um ônibus intermunicipal para qualquer cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

*pelo menos, fica perto de alguma estação do metrô?
Fica, mas isto não representa vantagem alguma, pois a atual estação rodoviária já tem uma estação do metrô bem ao lado (Estação Lagoinha) com um passarela ligando as duas. Além disso, na própria matéria diz que não há verbas para integrar os dois sistemas na área da nova rodoviária.

Um ponto positivo tem: Vai demolir uma favela para construir a nova rodoviária.
Um ponto bem negativo: Os usuários vão ter que gastar mais uma passagem de ônibus (urbano) para chegar ao centro e aí só então pegar o ônibus para os respectivos bairros/cidades.

Valeu pelas respostas.
Entendo todos os problemas.

A rodoviária é antiga, saturada, e embanana o trânsito da cidade toda, por estar bem no centro.

Defender uma rodoviária no centro porque saem mais ônibus municipais e intermunicipais é algo completamente nonsense. Não precisa argumentar nada, basta imaginar a rodoviária de São Paulo em plena Praça da Sé ou na Av. Paulista. É ridículo. Os ônibus da cidade podem ser desviados para a nova rodoviária, ou os usuários tomarem o metrô e em 5 minutos estarem no centro, para tomar o ônibus municipal.

Um equipamento urbano que a maioria das pessoas usa 1 ou 2 vezes por ano, te prejudicando o resto do ano todo, qual a vantagem disso?

Bom, eu não defendo essa idéia. :)
Vou dar o exemplo da minha cidade. Campinas está construindo uma nova Rodoviária, a antiga é um estorvo e está saturada há décadas (só 12 plataformas! :eek:). A antiga fica no Botafogo, um bairro vizinho ao Centro, que ficou sujo, perigoso e decadente nas proximidades. Ela também embanana o trânsito, pois a maioria das linhas têm de passar no meio da cidade para chegar lá.
Eu sempre preferi que ela ficasse fora do Centro, numa região próxima a uma grande rodovia e a algum eixo de transporte urbano. Só que escolheram a área do antigo pátio ferroviário, a oito quadras da antiga rodoviária, para fazer a nova, numa região (Bonfim/Vila Industrial) que é um dos acessos principais à cidade (vantagem), mas que tem um sistema viário obsoleto, saturado e despreparado para receber o afluxo que certamente virá.
Vamos ver, em junho/julho ela ficará pronta.

Portanto, é certamente melhor que seja fora da região Central, próxima a alguma rodovia-eixo e com a acesso fácil ao transporte urbano. Concordo totalmente com sua opinião.

Bruno BHZ
February 9th, 2008, 06:02 PM
Engracado ignorar as explicaçoes que constam na propria reportagem, na linha seguinta, para defender um argumento errado. Entao vamos la...

Vereadores e moradores contrários à construção do novo terminal no Bairro Calafate planejam ações para impedir a votação da proposta, em segundo turno, na Câmara

Thiago Herdy - Estado de Minas

Em meio a polêmicas, a Câmara Municipal de Belo Horizonte vota, segunda-feira, em segundo turno, o Projeto de Lei 1.508/07, do Executivo, que autoriza a transferência da rodoviária do Centro para o Bairro Calafate, na Região Oeste da capital. Com uma manobra parlamentar, a base governista aprovou no fim da semana requerimento que dispensou a discussão do projeto de lei e suas 16 emendas pelas comissões permanentes da Casa. Para a oposição, é como se o Legislativo ficasse de fora do debate dos critérios da obra pública. Associações de moradores e entidades de classe prometem entrar com ações cautelares reivindicando o adiamento da votação. O vereador Preto (DEM) informou que tentará obstruir a pauta, e o clima no plenário deve ficar tenso.

O prefeito Fernando Pimental (PT) garantiu ontem que não admite qualquer mudança no projeto e disse que, se o texto for aprovado, será um longo passo rumo à construção do novo terminal. Representantes da BHTrans – empresa gerenciadora do trânsito na capital e responsável pela execução do empreendimento – reuniram-se à noite com moradores do Bairro Coração Eucarístico, na Região Noroeste, para ouvir reclamações e sugestões. Mas, à tarde, o diretor de Planejamento, Hélio Rodrigues, já admitia que o edital de concessão está pronto e espera apenas a autorização de Pimentel para ser publicado.

Pelo projeto, a nova rodoviária terá uma área construída menor que a unidade do Centro: serão 27 mil metros quadrados, contra os 35 mil atuais. : Rodrigues explica que a diferença se deve à inclusão de lanchonetes, comércio e outras lojas na área do prédio do Centro, o que não está previsto no prédio principal do novo terminal, mas haverá edificações para tais fins perto dele.. Estão previstas 56 plataformas, contra as atuais 64. De acordo com o diretor, as novas estruturas são flexíveis para embarque e desembarque, ao contrário das atuais. Isso permitirá que a maioria das plataformas seja usada para embarque às vésperas de um feriado, e desembarque, na volta.. “No dia-a-dia, a construção atual funciona bem. Não podemos fazer um projeto com base em momentos de pico, senão o prédio ficará ocioso a maior parte do tempo”, explicou.

Quem ganhar a concessão deverá gastar cerca de R$ 50 milhões na obra e poderá explorar o espaço por 30 anos, prazo que poderá ser prorrogado. O ganhador vai explorar um bom negócio: afinal, só com a tarifa de embarque poderá arrecadar R$ 126 milhões até o fim do contrato. O montante se refere à média mensal da receita de R$ 350 mil, multiplicada pelos 30 anos, sem considerar a inflação e o reajuste de tarifas. Já está pronto o plano global de remoção e assentamento de moradores da Vila Calafate, que ocupa terreno invadido, para a instalação do empreendimento. Imóveis regularizados, mas que serão desapropriados, também já foram identificados. Rodrigues ainda não sabe precisar quantos são. Mas adiantou que o pagamento de indenizações ficará a cargo do ganhador da concessão.

Além de determinar a construção do novo terminal, o projeto de lei em votação na Câmara transfere a concessão da rodoviária do Centro para quem vencer a licitação, durante o período de obras de construção do novo empreendimento. O diretor da BHTrans defende a localização, por ser próximo a do sistema viário estrutural da cidade, que inclui o Anel Rodoviário, a Avenida Tereza Cristina (continuação da Via Expressa), e a estação do metrô. Ele está certo de que o concessionário associará a operação na rodoviária à atividade comercial para aproveitar o espaço. “O impacto nas redondezas será positivo, ao contrário do que as pessoas imaginam. E o projeto levará mais serviços e segurança para a área”, afirmou.

Morador da Região Oeste e um dos principais opositores da nova rodoviária na Câmara, o vereador Preto (DEM) discorda. “O tráfego de veículos na área já é intenso na hora de pico, imagina como ficará com a nova rodoviária. Nenhuma intervenção viária está prevista para a área, apenas ruas de acesso entre o prédio e a Avenida Tereza Cristina”, diz o vereador. Ele alega que falta clareza ao projeto apresentado pelo prefeito à Câmara, em outubro de 2007. O texto não fala sobre a localização da nova rodoviária nem promete avaliar impactos na vizinhança e na circulação de veículos na região. Cita apenas a obrigação do concessionário de assegurar “regularidade, continuidade, segurança, qualidade e eficiência” na prestação dos serviços.

Impactos

Uma das 16 emendas que serão analisadas pelo plenário da Câmara, de autoria do vereador Hugo Tomé (PMN), condiciona a concessão à realização de estudos de impactos de vizinhança (EIV), a ser previsto no regulamento ou no edital da concorrência pública da concessão. Preto apresentou emenda semelhante, citando o Estatuto da Cidade, que determina a realização de audiências públicas com as comunidades.

Mas, em meio à disputa política, sobra espaço para imprecisões e desinformação dos dois lados. Outra emenda de Preto obriga a prefeitura a produzir relatório de impacto de circulação (RIC) na macrorregião em que será instalada a nova rodoviária. Ocorre que, de acordo com o diretor da BHTrans, o relatório já está pronto e à disposição para consulta, pois é item obrigatório do pedido de licença ambiental, já concedida pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam).

Para apressar a votação em primeiro turno, em dezembro, a líder do governo, vereadora Neusinha Santos (PT), chegou a dizer que o processo licitatório deveria se encerrar até 3 de abril, para a obra começar este ano, por se tratar de ano eleitoral. Mas o calendário com restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não fala em impedimentos para concessão de serviços públicos. E qualquer restrição relacionada à transferência de recursos e contratação de serviços vale só a partir de 5 de julho, três meses antes das eleições.

Fonte: Portal Uai (http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/02/09/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=49589/em_noticia_interna.shtml)

Inconfidente
February 9th, 2008, 06:38 PM
^^ e?

Isso só mostra que é um projeto pensado para beneficiar a iniciativa privada e não estou vendo vantagens nas "plataformas flexíveis".

"Isso permitirá que a maioria das plataformas seja usada para embarque às vésperas de um feriado, e desembarque, na volta."

Que vantagem tem nisso? Isso pode ser feito atualmente por qualquer rodoviária! Não precisa ter plataformas "flexíveis". :nuts:

Tá, ótimo ter uma rodoviária nova, desde que seja em um lugar bom do ponto de vista logístico e que seja maior que a rodoviária antiga.

Além disso, tem ainda mais de 300.000 famílias morando em favelas só em BH, isto não é mais importante não???

O Vila Viva só vai atingir 25% das 400.000 famílias favelizadas.

Fonte: Urbel

Nossa que vantagem essa rodoviária nova, vai ficar na Via-Expressa perto do Anel! Vai tirar um trânsito esporádico!

É realmente muito bom o projeto! Se olhar o custo-benefício então é uma maravilha. :applause: :ohno:

Vítor Dias
February 10th, 2008, 01:52 AM
O Vila Viva só vai atingir 25% das 400.000 famílias favelizadas.

Fonte: Urbel

onde você achou isso? Já prestei serviço para um dos braços do programa em duas vilas de Belo Horizonte e gostaria de saber a extensão total do projeto.

Astronauta
February 10th, 2008, 02:11 AM
O fato é: a exemplo dos terminais aéreos: Pampulha e AITN, haver uma divisão lógica do tráfego de ôniibus. Por exemplo: Por quê uma velhinha que sai, por exemplo de Pará de Minas, a umas duas horas e meia de BH para ir a Santa Casa (via circular 04), vai ter que desembarcar láá no Calafate - a versão rodoviária de Confins.
A cidade de São Paulo não tem mais de uma estação rodoviária (sei lá quantas e como funciona)? Que tal outra, em vez de uma substituta.

Aliás, como está prevista a ampliação do Bulevar Arrudas e a reestruturação do Complexo da Lagoinha, bem que a atual estação poderia ser ampliada, o tráfego na Contorno não seria mais problema, e a Prefeitura poderia desapropriar alguns muquifos que tem ao redor da estação, para o alargamento das ruas e avenidas. Na estação, as escadas substituídas por rampas, e... Pronto! Uma estação com muita vida útil..... Se tiver uma outra no Calafate para receber os ônibus interestaduais, tudo bem!

dricobel
February 10th, 2008, 03:22 AM
tomra que seja aprovada!!!! parabens a BH!!!

queria uma nova rodoviaria pra belém tbm, a daqui tá velha e saturada :ohno:

Bruno BHZ
February 10th, 2008, 05:23 AM
^^ e?

Isso só mostra que é um projeto pensado para beneficiar a iniciativa privada e não estou vendo vantagens nas "plataformas flexíveis".

"Isso permitirá que a maioria das plataformas seja usada para embarque às vésperas de um feriado, e desembarque, na volta."

Que vantagem tem nisso? Isso pode ser feito atualmente por qualquer rodoviária! Não precisa ter plataformas "flexíveis". :nuts:

Tá, ótimo ter uma rodoviária nova, desde que seja em um lugar bom do ponto de vista logístico e que seja maior que a rodoviária antiga.

Além disso, tem ainda mais de 300.000 famílias morando em favelas só em BH, isto não é mais importante não???

O Vila Viva só vai atingir 25% das 400.000 famílias favelizadas.

Fonte: Urbel

Nossa que vantagem essa rodoviária nova, vai ficar na Via-Expressa perto do Anel! Vai tirar um trânsito esporádico!

É realmente muito bom o projeto! Se olhar o custo-benefício então é uma maravilha. :applause: :ohno:


Nem vou argumentar mais, porque ou há um problema de entendimento ou ideológico (quem diz que o Expominas já está do tamanho que BH precisa, deve ter uma visão sobre o desenvolvimento da cidade mais conservadora e estática, não há muito o que fazer).

dfbm
February 10th, 2008, 06:10 AM
onde você achou isso? Já prestei serviço para um dos braços do programa em duas vilas de Belo Horizonte e gostaria de saber a extensão total do projeto.

O que eu vi no EM é que 25% da população em áreas de risco vai ser removida (8 mil famílias). Beneficiar em si vai beneficiar todos que moram nas favelas em obras, alguns mais outros menos.

dfbm
February 10th, 2008, 06:26 AM
Para que a revitalização do centro tenha sucesso acho que uma a nova rodoviária é fundamental, talvez uma das peças mais importantes, um projeto de readequação pesada naquela região de maneira radical certamente impulsionaria uma repaginada naquela área que tem muitos imoveis velhos, degradados, servindo à criminalidade...

Seria uma Puerto madero mineira... certamente o interesse de grandes construtoras cresceria, e veriamos ali surgindo belos edificios formando uma bonita paisagem urbana, mais harmoniosa e menos agressiva. Estimulando outras áreas de centro tambem.

Concordo totalmente. A área mais destruída do centro é ao redor dela mesmo, talvez até estejam esperando tirar aquele troço para levar o Centro Vivo até lá. Uma mega praça bem moderna ficaria ótimo ali, e ainda sobraria espaço para um terminal BH-BUS ou uma rodoviária intra-estadual, usando o espação no subsolo.

E nesse entorno a maioria dos prédios são velhos, galpões toscos, pouca coisa de valor arquitetônico, muita coisa cheia de problema (elétrico, hidráulico, estrutural), tudo praticamente esperando para ser demolido. E é o único lugar que 'sobrou' com o maior coeficiente de aproveitamento de BH (ali e os galpões do Boulevard Arrudas).

Inconfidente
February 10th, 2008, 12:01 PM
Nem vou argumentar mais, porque ou há um problema de entendimento ou ideológico (quem diz que o Expominas já está do tamanho que BH precisa, deve ter uma visão sobre o desenvolvimento da cidade mais conservadora e estática, não há muito o que fazer).

Não é questão disso, Bruno.

É porque a gente tem que ser mais pé no chão. Não adianta a gente querer mais três centros de convenções ultra-modernos e mais uma rodoviária e mais sei lá o quê se a gente ainda tem uma população favelizada tão alta.

É uma questão de prioridade.

Favelas não são um problema urbanístico (que ao meu ver já é o problema urbanístico mais grave que uma cidade pode ter), é um problema sanitário, de segurança pública, de acesso aos serviços públicos, etc.

Não sou contra uma rodoviária nova, moderna, maior. Sou contra gastar dinheiro com uma obra que não tem tanto benefício assim em relação à outras obras.

Não penso conservadoramente como você diz. Seria ótimo se a gente investimentos a la Dubai. Mas nossa realidade não comporta.

Vítor Dias
February 11th, 2008, 06:09 AM
Não é questão disso, Bruno.

É porque a gente tem que ser mais pé no chão. Não adianta a gente querer mais três centros de convenções ultra-modernos e mais uma rodoviária e mais sei lá o quê se a gente ainda tem uma população favelizada tão alta.

É uma questão de prioridade.

Favelas não são um problema urbanístico (que ao meu ver já é o problema urbanístico mais grave que uma cidade pode ter), é um problema sanitário, de segurança pública, de acesso aos serviços públicos, etc.

Não sou contra uma rodoviária nova, moderna, maior. Sou contra gastar dinheiro com uma obra que não tem tanto benefício assim em relação à outras obras.

Não penso conservadoramente como você diz. Seria ótimo se a gente investimentos a la Dubai. Mas nossa realidade não comporta.Concordo com o Fred e ainda digo que um programa como o Vila Viva é bom não só na questão de urbanização das favelas e melhora imediata de saneamento básico, segurança pública e etc., mas também inclui essas pessoas no mercado de trabalho. Hoje, quem mora na favela raramente consegue empregos bons, apenas sub-empregos com rendas irrisórias. É um bom modo de fortalecer essa parte esquecida da economia da cidade.

Bruno BHZ
February 11th, 2008, 05:26 PM
Não é questão disso, Bruno.

É porque a gente tem que ser mais pé no chão. Não adianta a gente querer mais três centros de convenções ultra-modernos e mais uma rodoviária e mais sei lá o quê se a gente ainda tem uma população favelizada tão alta.

É uma questão de prioridade.

Favelas não são um problema urbanístico (que ao meu ver já é o problema urbanístico mais grave que uma cidade pode ter), é um problema sanitário, de segurança pública, de acesso aos serviços públicos, etc.

Não sou contra uma rodoviária nova, moderna, maior. Sou contra gastar dinheiro com uma obra que não tem tanto benefício assim em relação à outras obras.

Não penso conservadoramente como você diz. Seria ótimo se a gente investimentos a la Dubai. Mas nossa realidade não comporta.

Ai eu acho que é você mesmo que tem que ser mais pé no chão.

A PBH nunca construiu casa nenhuma para mim, e mesmo assim não moro em favela. As pessoas moram na favela porque não possuem renda suficiente para morar em outro lugar, e isso é um problema do nível de desenvolvimento da cidade. A cidade ainda não tem bons empregos o suficiente para toda sua população. Por isso digo que você tem visão diferente sobre a cidade: quer atacar uma conseqüência, não a causa. E parece acreditar que dinheiro cai do céu, como se a arrecadação da prefeitura não fosse por si totalmente bastante influenciada pela atividade econômica da cidade.

Um centro de convenções está longe de ser apenas um lugar bonito e luxuoso para eu tirar fotos. É algo que gera milhares de empregos para faxineiros, cozinheiros, porteiros, seguranças, atendentes, caixas, etc, no próprio centro de convenções e em hotéis, restaurantes, lojas, aeroporto, pontos turísticos. É gente saindo da favela porque há mais empregos na cidade, não porque foi premiada com um ap pela prefeitura, que provavelmente ela nem consiga manter. E a PBH arrecadando mais, e até podendo usar esse extra nas favelas.

Obviamente apóio os programas de urbanização das favelas, mas usar esse argumento dramático e moralista... Aí a cidade vai ter que parar, porque realmente ter favelas é algo péssimo, qual a moral de ainda falarmos de parques, jardins ou asfalto novo? Então a cidade tem que parar.

A forma como você banaliza essas outras obras que desenvolveriam a cidade mostra que vc pensa mais em intervenções diretas do que em mudanças estruturais na cidade.

Scotti
February 12th, 2008, 12:55 AM
^ Excelente comentário, Bruno.

rmello
February 12th, 2008, 02:05 AM
Não é questão disso, Bruno.

É porque a gente tem que ser mais pé no chão. Não adianta a gente querer mais três centros de convenções ultra-modernos e mais uma rodoviária e mais sei lá o quê se a gente ainda tem uma população favelizada tão alta.

É uma questão de prioridade.

Favelas não são um problema urbanístico (que ao meu ver já é o problema urbanístico mais grave que uma cidade pode ter), é um problema sanitário, de segurança pública, de acesso aos serviços públicos, etc.

Não sou contra uma rodoviária nova, moderna, maior. Sou contra gastar dinheiro com uma obra que não tem tanto benefício assim em relação à outras obras.

Não penso conservadoramente como você diz. Seria ótimo se a gente investimentos a la Dubai. Mas nossa realidade não comporta.

Não concordo. A cidade não pode parar para resolver o problema das favelas. A cidade não pode pôr todo o seu dinheiro para acabar com as favelas e deixar o resto sem investimentos. E como disseram, esse tipo de investimento ( novos centros de convenções por exemplo) acaba gerando muitos empregos, incrementando o turismo e portanto melhorando a renda da população, que vai poder sair da favela.

Astronauta
February 12th, 2008, 02:39 PM
Apimentando...

Projeto engasga Câmara e chega ao MP
Proposta de construção do novo terminal no Bairro Calafate, na Região Oeste de BH, tem votação adiada; promotoria analisa questões levantadas pela comunidade
Paulo Henrique Lobato e Landercy Hemerson
Jorge Gontijo/EM
http://www.uai.com.br/EM/noticias/fotos/20080211233643326.jpg
http://www.uai.com.br/EM/imgs/ico_foto.gif Manifestantes, a maioria moradora do Calafate, ocuparam ontem as galerias da Câmara Municipal, para pressionar os vereadores

O Ministério Público Estadual (MPE) vai investigar o polêmico Projeto de Lei 1.508/07, que trata da transferência do terminal rodoviário de Belo Horizonte do Centro para o Bairro Calafate, na Região Oeste. O texto deveria ter sido votado ontem, em segundo turno, na Câmara Municipal, mas, depois de quase cinco horas de intensa discussão, os vereadores de oposição conseguiram adiar a apreciação da matéria para hoje, o que deve ocorrer a portas fechadas. Já os promotores convocaram representantes da prefeitura para uma audiência aberta, amanhã, e vão verificar aspectos do patrimônio público, urbanístico e ambiental. A análise do PL foi determinada pelo procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior, depois de receber, pela manhã, uma comissão de moradores e parlamentares contrários à proposta do Executivo.

Moragores [sic] da região em que será construída a rodoviária, do lado direito da Avenida Tereza Cristina, no sentido bairro/Centro, já haviam levado ao MPE uma representação contra a tramitação da matéria. Uma das reclamações envolve o terreno, pois parte dele pertence ao estado e outra a um particular. Alguns vereadores e moradores entendem que, antes de o texto ser aprovado, é necessário que o município faça a desafetação da área, ou seja, tenha a propriedade total do terreno. “Não se pode aprovar o projeto sem antes ocorrer a desafetação. Isso é inconstitucional”, sustentou o parlamentar Wagner Messias (DEM), o Preto, morador da região e principal crítico da proposta na Câmara.

A reclamação do vereador não é a primeira a chegar ao MPE. Dias atrás, moradores foram ao órgão reclamar da tramitação do projeto, que foi enviado para votação em segundo turno sem ter passado por nenhuma comissão permanente. Isso é possível pelo artigo 94 do regimento interno do Legislativo. A manobra foi usada pelo vice-líder do governo, Paulo Lamac (PT). O petista considerou a estratégia rotineira: “Foi usada para algumas matérias no fim de 2007. Além disso, a região (na qual será construída a rodoviária) não está em desenvolvimento. A mudança trará melhoria aos bairros”.

A reclamação dos moradores será analisada pelo MPE. “Serão emendadas a essa representação outras que questionam a licitação de linhas de ônibus (que farão o serviço entre o novo e o antigo terminais) e o prazo para a concessão de serviços para a nova rodoviária (30 anos), além da própria utilização do terreno. O MP vai analisar, portanto, os aspectos urbanísticos e ambientais e também todas as questões referentes ao patrimônio público, que nos foram apresentadas”, assegurou Jarbas Soares aos vereadores e moradores.

Eles saíram do órgão com a intenção de adiar a votação no plenário. A sessão no plenário teve início às 15h5. Uma multidão lotou a galeria do Legislativo para acompanhar a apreciação da matéria. A maioria, contrária à proposta, levou faixas, apitos e até instrumentos musicais. Alguns cartazes compararam a manobra do artigo 94 a uma ditadura branca. Crianças, adolescentes e adultos interromperam os pronunciamentos dos vereadores diversas vezes. Foi preciso que o presidente da Casa, Totó Teixeira (PMDB), chamasse a atenção da platéia.

O peemedebista chegou a suspender a sessão por cinco minutos: “Peço silêncio, quando algum vereador tiver falando”. Em outra oportunidade, depois de ouvir dos colegas de oposição que o artigo 94 é imoral, respondeu: “O dispositivo está no regimento há muitos anos e ninguém teve a iniciativa de retirá-lo”. A reclamação dos moradores na galeria e o esforço dos vereadores de oposição foram compensadas às 20h05, quando Totó deu fim à reunião.

A prefeitura informou que prestará todas as informações solicitadas pelo MPE. A administração reconheceu que o município não é proprietário de toda a área em que está prevista a construção do terminal, mas esclareceu que a aprovação do projeto de lei antes da desafetação do local é um procedimento comum. Esclareceu que o PL 1.508/07 pede ao Legislativo autorização para a transferência da rodoviária e sua concessão, por tempo determinado, a particular.

PROJETO A administração pretende construir a rodoviária num terreno de 27 mil metros quadrados. A área é menor do que os 35 mil metros do atual terminal. Ao todo, o novo prédio, que também será ocupado por várias lojas, terá 56 plataformas, oito a menos em relação ao antigo. A previsão é de que a obra custe cerca de R$ 50 milhões. O dinheiro, no entanto, não sairá dos cofres públicos. A intenção da prefeitura é que alguma empresa (ou consórcio de firmas) financie o projeto. Em contrapartida, o vencedor da licitação poderá explorar o terminal por 30 anos. O contrato poderá ser prorrogado por igual período.

Uma parcela do financiamento será usado para remover cerca de 450 famílias que ocupam as vilas Calafate e Amizade. Os moradores são resistentes à mudança e prometem ajuizar ações civis públicas contrárias à proposta da prefeitura. “O município não teve diálogo com a gente. Como ficarão nossas crianças, que estudam próximo às vilas. Como ficarão os adultos, que trabalham na região?”, pergunta o presidente da Associação das Vilas Calafate e Amizade, Elton dos Santos Moura.
• A prefeitura pretende construir a rodoviária num terreno de 27 mil metros quadrados

• Uma parcela do financiamento será para remover cerca de 450 famílias que ocupam as vilas Calafate e Amizade
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Fonte: Estado de Minas (http://www.uai.com.br/em.html)- 12 de fevereiro de 2008

Astronauta
February 12th, 2008, 02:47 PM
Também estou torcendo o nariz com essa mudança. Veja que espaço para ampliar o terminal tem de sobra [se considerarmos o Bulevar Arrudas e a ampliação da Contorno), ainda mais se usasse esse dinheiro gasto para indenizar 450 famílias na compra dessas construções velhas ao lado do terminal.
Ou seja, a rodoviária pode crescer para trás (Arrudas), para o lado e para a frente (se ampliar o estacionamento subterrâneo). Como há obras para melhorar o Complexo da Lagoinha, o trânsito será um problema a menos.

http://wikimapia.org/#lat=-19.913628&lon=-43.941992&z=18&l=9&m=a&v=2

dfbm
February 12th, 2008, 11:31 PM
^^

Discordo completamente! :D

De qualquer forma, hoje à tarde acabou a novela:

Câmara aprova construção da nova rodoviária de BH

Depois de muita discussão e protestos, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em segundo turno, no final da tarde desta terça-feira. o polêmico Projeto de Lei (PL)1.508/07, que trata da construção da nova rodoviária da capital. Foram 26 votos favoráveis e 10 contrários. Agora, o texto segue para a redação final na Comissão de Legislação de Justiça. Depois, será encaminhado para o prefeito Fernando Pimentel (PT) para ser sancionado.

O texto propõe a transferência do terminal do Centro para o bairro Calafate, na Região Oeste. Das 28 emendas apresentadas pelos parlamentares, apenas duas foram aceitas, sendo que as duas são complementares. Elas permitem que os passageiros embarquem e desembarquem dos ônibus fora da rodoviária, em pontos previamente determinados.

“A prefeitura já tem um licença prévia do Comam e falta somente a licença de implantação. O local onde a rodoviária vai ser construída é estratégico. Fica próximo às BRs 040, 262 e 381”, disse a líder do governo na Casa, Neusinha Santos

Já o presidente da Associação SOS Bairros, Guilherme Mendes não concorda com a projeto do Executivo. “A gente perdeu a batalha, mas não a guerra. Vamos entrar com recurso” (malditos recursos :gaah:)

O terreno que vai receber o novo terminal rodoviário tem 27 mil metros quadrados. O prédio será divido em 56 plataformas e previsão é de que a obra custe R$ 50 milhões. A proposta da prefeitura é que iniciativa privada arque com os custos.

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No MGTV passaram alguns esboços do projeto, mas eu não estava prestando atenção, hehehhe.

Inconfidente
February 13th, 2008, 02:03 AM
Ai eu acho que é você mesmo que tem que ser mais pé no chão.

A PBH nunca construiu casa nenhuma para mim, e mesmo assim não moro em favela. As pessoas moram na favela porque não possuem renda suficiente para morar em outro lugar, e isso é um problema do nível de desenvolvimento da cidade. A cidade ainda não tem bons empregos o suficiente para toda sua população. Por isso digo que você tem visão diferente sobre a cidade: quer atacar uma conseqüência, não a causa. E parece acreditar que dinheiro cai do céu, como se a arrecadação da prefeitura não fosse por si totalmente bastante influenciada pela atividade econômica da cidade.

Um centro de convenções está longe de ser apenas um lugar bonito e luxuoso para eu tirar fotos. É algo que gera milhares de empregos para faxineiros, cozinheiros, porteiros, seguranças, atendentes, caixas, etc, no próprio centro de convenções e em hotéis, restaurantes, lojas, aeroporto, pontos turísticos. É gente saindo da favela porque há mais empregos na cidade, não porque foi premiada com um ap pela prefeitura, que provavelmente ela nem consiga manter. E a PBH arrecadando mais, e até podendo usar esse extra nas favelas.

Obviamente apóio os programas de urbanização das favelas, mas usar esse argumento dramático e moralista... Aí a cidade vai ter que parar, porque realmente ter favelas é algo péssimo, qual a moral de ainda falarmos de parques, jardins ou asfalto novo? Então a cidade tem que parar.

A forma como você banaliza essas outras obras que desenvolveriam a cidade mostra que vc pensa mais em intervenções diretas do que em mudanças estruturais na cidade.

Ah sim, claro. Concordo que para tirar uma parcela da população da miséria. É preciso que haja obras para que gere mais empregos, aumentando o consumo e conseqüentemente expandindo a economia, o que gera mais empregos.

Mas se essa obra pode ser a própria urbanização com mão-de-obra proveniente da população favelizada então é uma obra cujo custo-benefício é melhor.

De qualquer maneira, a discussão foi feita na câmara e o projeto foi aprovado.

Inconfidente
February 13th, 2008, 02:05 AM
Rafael Passos - Portal Uai

Depois de muita discussão e protestos, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, em segundo turno, no final da tarde desta terça-feira, o polêmico Projeto de Lei (PL)1.508/07, que trata da construção da nova rodoviária da capital. Foram 26 votos favoráveis e 10 contrários. Agora, o texto segue para a redação final na Comissão de Legislação de Justiça. Depois, será encaminhado para o prefeito Fernando Pimentel (PT) para ser sancionado.

O texto propõe a transferência do terminal do Centro para o bairro Calafate, na Região Oeste. Das 28 emendas apresentadas pelos parlamentares, apenas duas foram aceitas, sendo que uma complementa a outra. Elas permitem que os passageiros embarquem e desembarquem dos ônibus fora da rodoviária, em pontos previamente determinados.

“A prefeitura já tem um licença prévia do Comam e falta somente a licença de implantação. O local onde a rodoviária vai ser construída é estratégico. Fica próximo às BRs 040, 262 e 381”, disse a líder do governo na Casa, Neusinha Santos.

Já o presidente da Associação SOS Bairros, Guilherme Mendes não concorda com a projeto do Executivo. “A gente perdeu a batalha, mas não a guerra. Vamos entrar com recurso”

O terreno que vai receber o novo terminal rodoviário tem 27 mil metros quadrados. O prédio será divido em 56 plataformas e a previsão é de que a obra custe R$ 50 milhões. A proposta da prefeitura é que iniciativa privada arque com os custos.

Com informações de Paulo Henrique Lobato, do Estado de Minas

Fonte: Portal Uai (http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/02/12/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=50048/em_noticia_interna.shtml)

Inconfidente
February 13th, 2008, 02:06 AM
^^ O fato de a iniciativa privada arcar com os custos da obra é positivo. Ops, não ví que o Caio já postou. Foi mal! :doh:

Astronauta
February 13th, 2008, 01:16 PM
Pelo menos já prometem uma estação de metrô ligada ao terminal rodoviário. Ao contrário da atual, que tem aquela passarela jocosa bem distante.

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Imagem do local publicada no EM, e mais um trecho da reportagem:

http://www.uai.com.br/EM/noticias/fotos/20080212231452824.jpg
Guilherme Neves, da SOS Bairros, diante da área a ser desapropriada, diz que vai lutar

BENEFÍCIOS A vitória do Executivo foi bastante comemorada por Neusinha Santos. Ela assegurou que a transferência do terminal resultará em muitas melhorias para a capital: “Será construída num ponto estratégico, perto do Anel Rodoviário e das BRs-381, 262 e 040. Ou seja, estará articulada às grandes capitais, como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Também estenderemos o Bulevar Arrudas até a região. Outro destaque é a construção de uma estação do metrô ligada à rodoviária”.

O novo terminal será construído num terreno de 27 mil metros quadrados, ao lado da Avenida Tereza Cristina. O projeto prevê 56 plataformas, muito mais do que as oito do atual, várias lojas e amplo estacionamento. Algumas famílias serão removidas da área. A maioria mora nas vilas Calafate e Amizade: “Elas serão transferidas para um local próximo”, afirmou Neusinha. A empresa ou o consórcio que vencer a licitação poderá explorar o terminal por 30 anos, prazo que poderá será prorrogado pelo mesmo período.

Dourado
February 13th, 2008, 02:45 PM
Pelo menos já prometem uma estação de metrô ligada ao terminal rodoviário. Ao contrário da atual, que tem aquela passarela jocosa bem distante.


Prometer, prometem. Costruir, só daqui a muitos anos.

Eu acho que a Rodoviária hoje fica num local estratégico, excelente pra quem chega de ônibus. Também acho que, apesar de não estar completamente saturada, cria transtornos pro trânsito nos horários de pico (nas saídas e chegadas de férias e feriados nem se fala).
Grande parte das cidades possuem rodoviárias fora do Centro (ou com grandes áreas de folga, como o Rio - ainda que insuficiente pro tamanho da cidade).

Então, em teoria, a rodoviária no Calafate seria melhor mesmo.
Porém, tem algumas desvantagens:

O sistema viário do bairro não comporta o aumento do tráfego. A Rua Platina (estreitíssima) e a Av. Silva Lobo já são congestionadas (e querer que quem venha do Buritis e Belvedere passe pela Via Expressa é forçar um pouco).

O metrô não vai chegar tão cedo lá, já que acho que vai depender da construção da Linha 2 (apesar de que isso não é necessário, já que a Linha 1 já passa lá)

Distante do Centro (isso é uma vantagem e uma desvantagem)


Talvez pudesse ser feito como disse o Astronauta. Aproveitar a expansão do Boulevard para expandir a própria rodoviária atual. O problema é que o custo provavelmente seria bem maior que a construção de um novo terminal. Além disso, foi dado a entender que a expansão do Boulevard está condicionada à mudança da Rodoviária...

(Se bem que, se consertarem aquele viaduto em que o metrô passa por cima da Via Expressa (no Carlos Prates) com o Boulevard, apóio a mudança até pro Olhos d'Água, hehhe.)

Raul Neto
February 13th, 2008, 02:55 PM
Concordo em gênero número e grau! Centro de cidade não é lugar para rodoviária, o equívoco vem de 1970, com uma cidade enorme, já a terceira RM do país naquela época, e um equipamento destes sendo erguido no meio da cidade. Trata-se de uma estrutura excelente e pode ter outro uso, provavelmente um terminal urbano e algo diferente para os andares superiores.

Raul Neto
February 13th, 2008, 02:57 PM
A rodoviária é antiga, saturada, e embanana o trânsito da cidade toda, por estar bem no centro.

Defender uma rodoviária no centro porque saem mais ônibus municipais e intermunicipais é algo completamente nonsense. Não precisa argumentar nada, basta imaginar a rodoviária de São Paulo em plena Praça da Sé ou na Av. Paulista. É ridículo. Os ônibus da cidade podem ser desviados para a nova rodoviária, ou os usuários tomarem o metrô e em 5 minutos estarem no centro, para tomar o ônibus municipal.

Um equipamento urbano que a maioria das pessoas usa 1 ou 2 vezes por ano, te prejudicando o resto do ano todo, qual a vantagem disso?
Concordo em gênero número e grau! Centro de cidade não é lugar para rodoviária, o equívoco vem de 1970, com uma cidade enorme, já a terceira RM do país naquela época, e um equipamento destes sendo erguido no meio da cidade. Trata-se de uma estrutura excelente e pode ter outro uso, provavelmente um terminal urbano e algo diferente para os andares superiores.

Raul Neto
February 13th, 2008, 03:08 PM
Este argumento é plausível.



Mas este é que é nonsense. Querer comparar os problemas de trãnsito de São Paulo com os de Belo Horizonte??? Isto é ignorar uma diferença enorme entre as duas cidades. Neste aspecto BH não tem nada a ver com SP. Talvez teria com Salvador, Fortaleza, mas São Paulo??? Nem o Rio vive uma realidade como a de SP.

Ô exagero, hein!

A rodoviária só embanana o trânsito em véspera de fim de semana, feriado ou férias e mesmo assim só no horário de pico.
Inconfidente, quando foram inaugurados os Terminais Jabaquara, Tietê e Bresser, lá pelos idos do início da década de 80, a população de RMSP era menor que a da RMRJ hoje e a frota então era muito menor. No Rio não houve planejamento pois o cartel de empresas de ônibus, o cartel luso, manipula até os investimentos do metrô e a Supervia. A diferença é que em São Paulo, naquela época, havia clarividência e gente bem intencionada, sem contar que a a maior companhia de ônibus da cidade era pública, a então CMTC, o que dificultou as manipulações. BH necessita, DESESPERADAMENTE, de uma rodoviária afastada do centro, bem como de linhas de full metrô, pois o que existe é um trem urbano, uma versão mais nova dos trens da Supervia no Rio e da CTPM em São Paulo. É um completo absurdo a RMBH, com quase seis milhões de habitantes e pelo menos 1,5 milhão de automóveis licenciados não ter linhas de metrô já implantadas. A RMBH deveria ser tratada de forma diferenciada, pois está equidistante das RMSP e RMRJ da mesma forma que das RMPA, RMRF e RMSA. Não é tão grande quanto as duas primeiras mas também já está muito maior e mais problemática que as demais.

Danzin
February 13th, 2008, 03:47 PM
Planta Embarque/Desembarque
http://img204.imageshack.us/img204/6710/plantaterreoareadeembaroo2.jpg

Planta Saguão/Estacionamento
http://img204.imageshack.us/img204/6922/plantanivelsaguaoprinciim2.jpg

Planta estacionamento
http://img85.imageshack.us/img85/6397/plantaestacionamentocobcg6.jpg

Cortes e Vistas
http://img207.imageshack.us/img207/9286/cortesevistashx4.jpg

Perspectivas
http://img442.imageshack.us/img442/4342/perspectivafrontalbp5.jpg

http://img292.imageshack.us/img292/9937/aereabd8.jpg

http://img292.imageshack.us/img292/7351/interiorvr0.jpg

Circulação/sistema viário
http://img292.imageshack.us/img292/806/sistemaviariocirculacaizg8.jpg

Astronauta
February 13th, 2008, 05:52 PM
^^ Gostei um pouco. De onde tirou esse projeto?
E eu já estava imaginando algo mais parecido com a rodoviária de Salvador e a de Juiz de Fora (ambas gerenciadas pela Sinart), bem arborizdas, sei lá - o oposto de BH. Ou poderia ser também semelhante ao Aeroporto Internacional, bem aberta...
Tomara que melhorem esse projeto.

Não sei se reparei só agora que viajo toda semana, mas a rodoviária atual é tão deficiente em serviços e lojas, só tem aquelas lanchonetes tudo iguais, uma farmacinha, não tem posto de locadora de carros... tomara que a nova seja beeem melhor.

Danzin
February 13th, 2008, 09:12 PM
^^ Gostei um pouco. De onde tirou esse projeto?
E eu já estava imaginando algo mais parecido com a rodoviária de Salvador e a de Juiz de Fora (ambas gerenciadas pela Sinart), bem arborizdas, sei lá - o oposto de BH. Ou poderia ser também semelhante ao Aeroporto Internacional, bem aberta...
Tomara que melhorem esse projeto.

Não sei se reparei só agora que viajo toda semana, mas a rodoviária atual é tão deficiente em serviços e lojas, só tem aquelas lanchonetes tudo iguais, uma farmacinha, não tem posto de locadora de carros... tomara que a nova seja beeem melhor.


Tirei de um material da BHTRANS que fala sobre as medidas de trafego que seriam tomadas com a construção da nova rodo...

dfbm
February 13th, 2008, 09:15 PM
Mas é só um projeto preliminar ainda, não é?

Danzin
February 13th, 2008, 09:55 PM
Mas é só um projeto preliminar ainda, não é?

Acho que o "grosso" do projeto ja esta definido, muitos ajustes ainda devem ser feitos claro mas no geral deve seguir essa linha ai das imagens.

Esse estudo é de JAN/08

JPBrazil
February 14th, 2008, 08:43 PM
Sairam materias da nova nova rodoviaria nos jornais de bairro da regiao noroeste, um deles tinha ate o render que foi postado acima...

Inconfidente
February 15th, 2008, 02:21 AM
Estou quase me convencendo de que é um bom projeto. :sly:

Vítor Dias
February 15th, 2008, 04:40 PM
O projeto me parece bom. Quanto ao metrô, o buraco reservado para a estação da nova rodoviária (tanto nas linhas 1 quanto nas linhas 2) existe desde o primeiro projeto do Metrô. Ou seja, o espaço já estava reservado à nova rodoviária desde sempre...

snt3000
March 19th, 2008, 03:15 PM
Nova rodoviária em xeque

Ministério Público entra na polêmica sobre transferência do terminal para o Calafate e faz exigências para viabilizar o projeto

FLÁVIA MARTINS Y MIGUEL
Os planos da Prefeitura de Belo Horizonte de transferir a rodoviária do centro da cidade para o bairro Calafate, na região Oeste, podem estar comprometidos. O Ministério Público Estadual (MPE) através da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo anunciou uma série de medidas que podem dificultar a proposta da prefeitura.

O ofício nº 1.057/2008 assinado pelos promotores Marta Alves Larcher e José Maria dos Santos Júnior recomenda ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) que as Licenças de Implantação (LI) e Operação (LO) não sejam concedidas até que sejam apresentados e aprovados os projetos de intervenções que abrandem o impacto de infra-estrutura urbana e, principalmente, do sistema viário que a transferência do terminal poderá trazer.

Ontem, o secretário municipal de Políticas Urbanas e presidente do Comam, Murilo Valadares, informou que irá considerar a recomendação do Ministério Público, mas que esse procedimento não faz parte dos trâmites normais adotados pelos membros do conselho para liberar os licenciamentos.

Segundo ele, a norma do conselho, portanto, é contrária à recomendação feita pelos promotores que pedem que os projetos sejam analisados primeiro. "Eu vou colocar essa recomendação na reunião do Comam. Não é como trabalhamos. Nós autorizamos os projetos a serem implantados, damos prazos para adequações quando necessário e se não cumprirem nós cassamos a licença."

De acordo com o secretário, a reunião do conselho acontece na próxima semana. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) já possui a licença prévia que autoriza a concepção da nova rodoviária no Calafate.

Pelas normas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, todo empreendimento que cause impactos para a cidade precisa, numa primeira fase, apresentar apenas dados gerais sobre o local da edificação e os impactos viários na região onde será implantado. A LI e a LO só são liberadas numa segunda etapa do projeto, quando a empresa vencedora da licitação apresentar o projeto detalhado.

Para o presidente do Comam, é importante ter a licença prévia para que o processo de concessão seja viável. "Na hora que tivermos uma concessionária a responsabilidade é dela. A regra é simples: não tenho como fazer concessão, se não tiver a licença prévia. A LI e LO vamos conceder para a empresa que ganhar a licitação", explicou.

O procurador do município, Marco Antônio Teixeira, chamou de precipitada a decisão do Ministério Público em relação à transferência do terminal. Segundo Teixeira, a prefeitura ainda não definiu os detalhes do edital que deve trazer as responsabilidades pelos licenciamento. "Nós sequer fizemos uma audiência pública sobre o processo licitatório.

Espero que essa semana a gente assine o convênio de cessão do terreno com o governo estadual. No edital poderemos colocar que o licenciamento será uma obrigação de quem vencer. Isso pode acontecer." Ontem, a assessoria de imprensa do prefeito Fernando Pimentel (PT) informou que possivelmente hoje ele anunciará sua decisão sobre a transferência da rodoviária.

O projeto de lei que autoriza a mudança foi aprovado pela Câmara de Vereadores e está no gabinete do prefeito desde o último 3 de março.

Deputados querem acompanhar projeto
FLAVIANE PAIXÃO

No mesmo dia em que o Ministério Público Estadual (MPE) divulgou as recomendações prévias para a instalação da nova rodoviária na região Oeste da capital, deputados estaduais também apresentaram suas ressalvas ao projeto. Durante uma audiência pública na Assembléia Legislativa, parlamentares de vários partidos foram unânimes em rechaçar a proposta de transferência do terminal para o Calafate.

Eles questionam, principalmente, os efeitos no trânsito da região. O deputado Alencar da Silveira Júnior (PDT) anunciou que recolherá, o mais rápido possível, as 23 assinaturas necessárias para criar uma comissão especial que acompanhará todo o processo de mudança. “Até amanhã (hoje) irei protocolar o requerimento para a criação da comissão. Em uma semana ela estará instituída para trabalhar”, disse Silveira.

Segundo ele, depois de estabelecida, a comissão terá um prazo de 60 dias para esclarecer todas as dúvidas sobre o projeto. Representantes de várias associações de bairros da região Oeste, que também são contra a mudança, participaram das discussões. Eles pregaram cartazes pedindo a suspensão da mudança na bancada usada pelos deputados e foram advertidos. A saída foi usar as paredes do auditório da Assembléia para fazer o protesto.

O deputado estadual Délio Malheiros (PV), também contrário à mudança, ressaltou que a proposta, da forma como está, não vai sair do papel. “Não haverá empresário interessado em arcar com tanto ônus. Quem ganhar a concessão tem que fazer quase tudo”, emendou o deputado Antônio Júlio (PMDB).

Edital de licitação da obra está pronto na BHTrans

O edital de licitação que trata da transferência do terminal rodoviário já está pronto, segundo informação do assessor da presidência da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Ricardo Lott, à espera da sanção do prefeito.

Ainda é preciso também a aprovação de um dispositivo legal que autorize o Estado a ceder sua parcela do terreno para o empreendimento. Por isso, não há como prever a divulgação do edital, segundo Lott. Questionado sobre as recomendações do Ministério Público Estadual (MPE), Lott disse não ter conhecimento das recomendações feitas ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam).

Mas ele garantiu que o projeto básico da BHTrans contempla medidas que devem ser adotadas pelo empreendedor para evitar transtornos ambientais e urbanos. “Temos 15 condicionantes que a empresa vencedora terá de cumprir como evitar a poluição durante as obras, fazer o tratamento viário para pedestres no entorno do terminal e as questões de acessibilidade”, ponderou. (FP)

Moradores anunciam ação na Justiça

O presidente da Associação Comunitária das Vilas Calafate, Amizade e Adjacências, Elton dos Santos, denunciou que a prefeitura está atropelando os interesses dos cidadãos ao não ouvir as reivindicações da sociedade.

A Associação dos Moradores de Amigos do Prado e Calafate prometeu acionar a Justiça se a prefeitura der seqüência à obra. “O trânsito no local já está insuportável e pode piorar com essa obra. Isso sem falar nas 460 famílias que serão desapropriadas e não têm garantias que ficarão na mesma região.” Uma outra audiência pública será realizada, em data ainda indefinida. A idéia é que o prefeito Fernando Pimentel participe dos debates. (FP)

O Tempo
Publicado em: 19/03/2008

snt3000
March 20th, 2008, 02:02 PM
Prefeito sanciona projeto de lei que autoriza a transferência do terminal, mas MP diz que vai acompanhar processo

FLÁVIA MARTINS Y MIGUEL
Um dia após o Ministério Público anunciar a decisão de impor recomendações para liberação das Licenças de Implantação (LI) e Operação (LO) para transferência da nova rodoviária de Belo Horizonte, do centro da capital para o bairro Calafate, o prefeito Fernando Pimentel (PT) confirmou a decisão de levar o terminal para a região Oeste. Pimentel sancionou o projeto de lei que autoriza a transferência. A decisão está publicada no Diário Oficial do Município (DOM), desde ontem. "A lei está sancionada e assim será."

O prefeito considerou como normais as posições contrárias à construção do terminal na região Oeste. "Sou morador de Belo Horizonte e já presenciei muitas polêmicas. A da construção do Mineirão foi uma delas. Ninguém queria que fosse na Pampulha porque era longe. É natural que seja assim." A promotora Marta Alves Larcher, que assina com o promotor José Maria dos Santos Júnior, o documento com as recomendações sobre as medidas que deverão ser tomadas antes da liberação das licenças, reagiu à sanção do projeto e avisou que o MP não abrirá mão de acompanhar o processo.

Segundo Marta Alves, se as obras começarem antes que os projetos de impacto viário sejam apresentados, os membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) poderão ser processados em ação civil pública e até criminal. "Nossa intenção é que não se coloque a rodoviária para funcionar antes das obras viárias mitigadoras desses impactos. Sem essas obras, nós podemos mover ação na Justiça contra o conselho por ter licenciado indevidamente. Inclusive na esfera criminal por crime de concessão indevida de licença", disse.

Segundo a promotora, se todas as exigências forem cumpridas o prazo para que o novo terminal comece a funcionar deve chegar a três anos. A previsão da prefeitura é de dois anos. O prefeito vetou o parágrafo 3º do projeto que determina que a empresa vencedora deve arcar com as indenizações dos moradores desapropriados. Isso, segundo Pimentel, ainda será alvo de um estudo da BHTrans.

Promotora diz que MP não abre mão de acompanhar o processo
Será um desastre para a região, diz especialista

EUGÊNIO MARTINS
A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) sustenta que a transferência da rodoviária para o Calafate tem características positivas, como o desafogamento do trânsito no hipercentro, o acesso direto ao Anel Rodoviário e a possibilidade de integração com o metrô. Porém, especialistas alertam que o projeto foi pensado somente a curto prazo, o que pode acarretar problemas futuros.

Para o doutor em planejamento de transportes e logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Tarso Resende, o Calafate seria a segunda opção para a transferência do terminal. “A melhor opção seria uma área no fim da Via Expressa, próximo à estação Eldorado do metrô.” Ele alerta que a instalação da rodoviária no Calafate terá um impacto para a região muito maior do que o previsto. “O terminal criará conflitos do fluxos de tráfego de quem usa a rodoviária com fluxos internos da região e precisa ser tratado com projetos de engenharia que separem esses dois fluxos para que o acesso ao terminal não reduza a qualidade do acesso hoje existente. Isso pode encarecer o projeto”, afirma.

Segundo Resende, haverá um movimento de aglomeração de comércios e serviços naquela área, assim como acontece nas imediações do terminal do centro. Essa questão, para o especialista, deveria entrar no planejamento do impacto urbano e de trânsito do empreendimento, já que trará algumas conseqüências que precisam ser planejadas, como o possível aumento da insegurança e a especulação imobiliária, que terá um impacto grande. “Será um desastre para a região se nós planejarmos um terminal rodoviário com aspectos para curto prazo. O longo prazo precisa ser olhado”, alerta o especialista.

BHTrans ainda não tem edital

Apesar de agora estar autorizada a lançar o edital de licitação para escolha da empresa que irá assumir as obras, ontem, a assessoria de imprensa da BHTrans voltou a afirmar que, para publicálo, o órgão ainda depende da aprovação de um dispositivo legal que autorize o governo estadual a ceder sua parcela do terreno para o empreendimento. O edital já está pronto, segundo a empresa, mas ainda não há previsão de quando será lançado. O prazo de concessão para a empresa que vencer a licitação será de 30 anos, prorrogável por igual período. (EM)

http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=865&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=73761&IdTipoNoticia=1

lgot
August 17th, 2008, 06:16 AM
A rodoviária de Belo Horizonte, deste sua construcao ja sofria de erros de concepção, principalmente para adequar ao tráfico de veículos e ônibus. Sua localizacao nao foi escolhida pela facilidade de acesso que nao há, a rodoviária se localiza numa praca de que foi concebida para ser um marco da avenida afonso pena e nao local de fluxo alem da marginal do ribeirão, muitos ônibus saem da rodoviária e tem que mudar de faixa e depois atravessar um cruzamento entre as duas margens do arrudas sempre fechando o transito.
O conceito de mais de uma rodoviária em trechos de rodovias que cortam a cidade e tudo integrado ao metro e ônibus parecia bem inteligente, mas foi abandonado pela prefeitura.
Uns dos maiores problemas da nova rodoviaria, já ocorre na atual que é o declive existente na saida do anel rodoviário na avenida Delphi que continuara existindo

wakebh
August 22nd, 2008, 05:10 AM
o projeto é bom,não achei dos melhores, mas serve....
agora se formos considerar o fato de que os custos dos serviços da rodoviária serao os mais caros do país :eek: ate mesmo do que Rio e Sp, essa rodoviária deveria ter um projeto de luxo,coisa que pelo render não é....

em relação a mudança, sou a favor...o problema é que é laaaa no calafate..mas a medida que a região ir se desenvolvendo com a rodoviária o acesso com certeza ira melhorar bastante e a mesma irá ficar mais perto de outras regioes...