Jorge Luís
February 9th, 2008, 07:16 PM
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Cliente some com chegada de camelô
NO CENTRO
Lojista da 28 de Setembro reclama de queda no lucro após realocação
Se trouxe alívio para lojistas e pedestres, a desobstrução das calçadas da avenida Presidente Vargas criou problemas em outras áreas do centro comercial de Belém. A realocação dos camelôs para a Praça Maranhão e a ocupação, ontem, da rua 28 de Setembro, no trecho entre a Presidente Vargas e a 1º de Março, geraram insatisfação entre os comerciantes, que temem perder a clientela. Muitos dos camelôs remanejados para a Praça Maranhão também decidiram montar suas barracas na rua 28 de Setembro. As reclamações recaem principalmente sobre a desorganização das barracas, a sujeira e a concorrência considerada desleal pelos comerciantes.
A obstrução da via também impede a passagem de veículos e de microônibus, que antes traziam clientes para a área, e torna difícil a locomoção de pedestres. Na loja de confecções de Pedro Ferreira da Silva, localizada à rua 28 de Setembro, a queda no movimento de clientes ontem chegou a 90%, segundo o proprietário. Muitos comerciantes reconhecem as dificuldades enfrentadas pelos camelôs e cobram uma solução da prefeitura. Caso nada seja feito, eles dizem que irão realizar manifestações nas ruas da capital.
'Amanheci com banca instalada em frente à minha loja', disse Ferreira. 'A gente paga aluguel, energia, imposto, funcionários e taxa de iluminação pública para esse povo ocupar a rua', disparou. Diante da loja vazia, ele afirmou que as vendas sofreram forte impacto já na manhã de ontem e considera que, se os camelôs permanecerem na 28 de Setembro, muitos comerciantes poderão fechar suas portas.
Pedro emprega doze funcionários e disse pagar contas de R$ 1.890,00 (de energia elétrica), R$ 780 (de telefone) e R$ 613 da parcela da arrecadação estadual (DAE). 'O ambulante vende a R$ 25 o mesmo vestido que eu vendo a R$ 35, porque ele não tem custos. Se pechinchar, vende a R$ 20. Eles também se alimentam na calçada, e isso chama ratos e baratas. Isso assusta os clientes', reclamou. Ele disse ter conversado com Celina Brito, diretora do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas da Secretaria Municipal de Economia (Secon), que teria lhe garantido que os camelôs não ficariam naquela área. No entanto, ele teme que a ocupação, até então temporária, se torne permanente.
A comerciante Sandra Veríssimo, que há 16 anos administra uma ótica no centro comercial, reclamou das dificuldades que os clientes têm de chegar até as lojas. 'As calçadas são estreitas, os clientes não têm como se locomover', disse. Ela afirmou que o clima entre os próprios camelôs está tenso, em função da disputa por espaços.
A comerciante Ana Lúcia Gomes disse que os empresários vão protestar contra a medida. 'Nenhum cliente meu que havia marcado para comprar óculos apareceu hoje (ontem). Eles estão com medo', completou. 'Vamos esperar até amanhã (hoje) de manhã. Se nada for feito, vamos sair em passeata até a sede da prefeitura', frisou.
Clima é de tranqüilidade entre os realocados na Praça Maranhão
Na Praça Maranhão, para onde alguns camelôs foram remanejados, o clima é de tranqüilidade. Na manhã de ontem, apenas 13 barracas - seis das quais desocupadas e outras duas já existentes - ocupavam o espaço da praça. A chegada dos camelôs também não incomoda os lojistas, já que eles são poucos na área da praça, um cruzamento cujas esquinas estão ocupadas pela Igreja de Santana, a Defensoria Pública do Estado, o Buraco da Palmeira e a própria praça.
A camelô Elizete Fagundes, que há dois anos possuía uma barraca na Presidente Vargas, disse que as vendas na Praça Maranhão caíram cerca de 80% em relação à avenida. Mesmo assim, ela decidiu ficar. 'Aqui, pelo menos, é certo, mesmo que seja temporário', afirmou.
A camelô Dayana Rodrigues, que na quarta-feira, 30, havia instalado sua barraca na Praça Maranhão, acabou se mudando para a 28 de Setembro. Ela, que vende vestidos com preços entre R$ 15 e R$ 30, argumentou que alguns camelôs demarcaram seus pontos na praça, o que acabou levando muitos trabalhadores a procurar outro local para ficar. 'Não temos outra opção. A gente vive disso aqui. Dependemos da rua pra viver', afirmou.
A comerciante Manuela Martinho, que possui um bar em frente à praça, disse que a presença dos camelôs não oferece concorrência e considera que a prefeitura deveria providenciar um novo local para os trabalhadores. 'Ninguém gosta de ver um amontoado de barracas. Mas, do jeito que está, não está atrapalhando', disse.
Cliente some com chegada de camelô
NO CENTRO
Lojista da 28 de Setembro reclama de queda no lucro após realocação
Se trouxe alívio para lojistas e pedestres, a desobstrução das calçadas da avenida Presidente Vargas criou problemas em outras áreas do centro comercial de Belém. A realocação dos camelôs para a Praça Maranhão e a ocupação, ontem, da rua 28 de Setembro, no trecho entre a Presidente Vargas e a 1º de Março, geraram insatisfação entre os comerciantes, que temem perder a clientela. Muitos dos camelôs remanejados para a Praça Maranhão também decidiram montar suas barracas na rua 28 de Setembro. As reclamações recaem principalmente sobre a desorganização das barracas, a sujeira e a concorrência considerada desleal pelos comerciantes.
A obstrução da via também impede a passagem de veículos e de microônibus, que antes traziam clientes para a área, e torna difícil a locomoção de pedestres. Na loja de confecções de Pedro Ferreira da Silva, localizada à rua 28 de Setembro, a queda no movimento de clientes ontem chegou a 90%, segundo o proprietário. Muitos comerciantes reconhecem as dificuldades enfrentadas pelos camelôs e cobram uma solução da prefeitura. Caso nada seja feito, eles dizem que irão realizar manifestações nas ruas da capital.
'Amanheci com banca instalada em frente à minha loja', disse Ferreira. 'A gente paga aluguel, energia, imposto, funcionários e taxa de iluminação pública para esse povo ocupar a rua', disparou. Diante da loja vazia, ele afirmou que as vendas sofreram forte impacto já na manhã de ontem e considera que, se os camelôs permanecerem na 28 de Setembro, muitos comerciantes poderão fechar suas portas.
Pedro emprega doze funcionários e disse pagar contas de R$ 1.890,00 (de energia elétrica), R$ 780 (de telefone) e R$ 613 da parcela da arrecadação estadual (DAE). 'O ambulante vende a R$ 25 o mesmo vestido que eu vendo a R$ 35, porque ele não tem custos. Se pechinchar, vende a R$ 20. Eles também se alimentam na calçada, e isso chama ratos e baratas. Isso assusta os clientes', reclamou. Ele disse ter conversado com Celina Brito, diretora do Departamento de Comércio e Publicidade em Vias Públicas da Secretaria Municipal de Economia (Secon), que teria lhe garantido que os camelôs não ficariam naquela área. No entanto, ele teme que a ocupação, até então temporária, se torne permanente.
A comerciante Sandra Veríssimo, que há 16 anos administra uma ótica no centro comercial, reclamou das dificuldades que os clientes têm de chegar até as lojas. 'As calçadas são estreitas, os clientes não têm como se locomover', disse. Ela afirmou que o clima entre os próprios camelôs está tenso, em função da disputa por espaços.
A comerciante Ana Lúcia Gomes disse que os empresários vão protestar contra a medida. 'Nenhum cliente meu que havia marcado para comprar óculos apareceu hoje (ontem). Eles estão com medo', completou. 'Vamos esperar até amanhã (hoje) de manhã. Se nada for feito, vamos sair em passeata até a sede da prefeitura', frisou.
Clima é de tranqüilidade entre os realocados na Praça Maranhão
Na Praça Maranhão, para onde alguns camelôs foram remanejados, o clima é de tranqüilidade. Na manhã de ontem, apenas 13 barracas - seis das quais desocupadas e outras duas já existentes - ocupavam o espaço da praça. A chegada dos camelôs também não incomoda os lojistas, já que eles são poucos na área da praça, um cruzamento cujas esquinas estão ocupadas pela Igreja de Santana, a Defensoria Pública do Estado, o Buraco da Palmeira e a própria praça.
A camelô Elizete Fagundes, que há dois anos possuía uma barraca na Presidente Vargas, disse que as vendas na Praça Maranhão caíram cerca de 80% em relação à avenida. Mesmo assim, ela decidiu ficar. 'Aqui, pelo menos, é certo, mesmo que seja temporário', afirmou.
A camelô Dayana Rodrigues, que na quarta-feira, 30, havia instalado sua barraca na Praça Maranhão, acabou se mudando para a 28 de Setembro. Ela, que vende vestidos com preços entre R$ 15 e R$ 30, argumentou que alguns camelôs demarcaram seus pontos na praça, o que acabou levando muitos trabalhadores a procurar outro local para ficar. 'Não temos outra opção. A gente vive disso aqui. Dependemos da rua pra viver', afirmou.
A comerciante Manuela Martinho, que possui um bar em frente à praça, disse que a presença dos camelôs não oferece concorrência e considera que a prefeitura deveria providenciar um novo local para os trabalhadores. 'Ninguém gosta de ver um amontoado de barracas. Mas, do jeito que está, não está atrapalhando', disse.