Rodrigo U.
February 11th, 2008, 03:42 AM
O projeto já está em construção!
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TRT – Goiás
O TRT 18ª – Região, localizado em Goiânia, planeja “em breve” tornar-se um grande e moderno complexo operacional desse órgão. Para isso, em maio desse ano, foi realizado um Concurso Nacional de Arquitetura, para estudo preliminar e o projeto vencedor, em meio aos mais de 60 enviados, foi o dos arquitetos paulistas Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura que recebeu R$75.000,00 pelo prêmio.
Num terreno de 13 mil m3, o projeto foi implantado levando-se em conta principalmente a preservação do edifício recente de TRT já existente no lote, aliando-se a isso, a carência de espaços públicos na malha urbana local e o fato da quadra estar inserida em uma região predominantemente residencial levaram a uma implantação idealizada em dois blocos integrados por uma praça de proporções monumentais, qualificando assim o espaço público e o seu entorno.
“Uma oportunidade de inventar um lugar, sem fronteiras ou limites definidos, aberto ao homem comum e à sociedade como um todo, onde somente com a presença destes tornar-se-á plena de sentido: uma instituição, cívica em sua excelência. É assim que, diante desta, revela-se incontestável e essencial à criação de um espaço democrático: uma nova praça pública e um expressivo marco urbano”, nas palavras dos arquitetos.
Basicamente o projeto está dividido em 4 núcleos:
Praça
Ordenadora de todo o complexo, e de fácil acesso, sua implantação em 2 níveis se acomoda no lote, aproveitando o desnível existente entre as ruas; tem o papel além de grande ponto de encontro, de facilitar todo o fluxo de circulação, abrigando, semi-enterrado, numa solução que permite a sua leitura, o plenário.
Bloco para público “externo” e Plenário
No bloco correspondente à Etapa 1, o programa é distribuído de modo a facilitar ao máximo o funcionamento do edifício de maior público externo do complexo.
Resumindo, no “segundo subsolo” localizam-se os usos de caráter mais públicos como bancos e posto de INSS e demais serviços; no primeiro subsolo, encontramos um amplo espaço cultural em área de maior circulação, onde existe o acesso publico ao plenário e a conexão subterrânea com os outros blocos; no térreo, acesso principal e mezanino, estão usos de caráter mais aberto, como as associações e atendimento ao cidadão; e nos cinco pavimentos seguintes se distribuem as 20 varas, sendo 4 por andar, agrupadas duas a duas, tendo cada uma funcionamento autônomo. No terraço, estão localizados apoio aos juízes e áreas de cursos.
Bloco para público “interno”
Está localizado ao lado esquerdo da ampla praça cívica, divide-se em dois blocos volumetricamente integrados ao edifício existente. Acessados pelo nível superior da praça, o bloco principal abriga em quatro pavimentos os 16 gabinetes de desembargadores, e no último as presidências, providas de terraço. No bloco adjacente estão todas as secretarias diretamente conectadas através de passarelas com o bloco principal.
Bloco de Usos Secundários
Aproveitando os desníveis naturais da praça, foram “encaixados” num meio-nível semi-enterrado, espaços de serviços como: consultórios e secretaria de informática providas de iluminação e ventilação naturais, estrategicamente localizadas para facilitar sua conexão com todos os edifícios do complexo.
"A versátil utilização do recurso da pele de vidro faz com que o edifício mantenha sua força e sobriedade formal, aparentemente igual em todas as fachadas, porém internamente solucionado de modo distinto em cada caso. Enquanto nas fachadas sul e nas voltadas ao pátio interno, utiliza-se uma única pele; nas fachadas norte somam-se, internamente, uma segunda pele criando uma eficiente proteção contra radiação solar, além do uso de brises interiores de desenho inovador, também colaborando para a eficiência energética e imagem da arquitetura. As fachadas leste e oeste, de dimensões reduzidas compõem-se das duas soluções. Sendo assim, minimiza-se de modo significativo o uso do ar condicionado.
A reutilização de águas servidas é feita através de espelhos de água na cobertura dos edifícios e áreas impermeabilizadas, sendo providas de tecnologia de tratamento e reserva para sua devida reutilização."
Um projeto que atende com uma elegância modernista revista o programa proposto, atento às questões ambientais e que cria na região um espaço de encontro inexistente. Uma contribuição do TRT, através da Arquitetura para a melhoria do cotidiano da região.
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TRT – Goiás
O TRT 18ª – Região, localizado em Goiânia, planeja “em breve” tornar-se um grande e moderno complexo operacional desse órgão. Para isso, em maio desse ano, foi realizado um Concurso Nacional de Arquitetura, para estudo preliminar e o projeto vencedor, em meio aos mais de 60 enviados, foi o dos arquitetos paulistas Daniel Corsi, Dani Hirano e Reinaldo S. Nishimura que recebeu R$75.000,00 pelo prêmio.
Num terreno de 13 mil m3, o projeto foi implantado levando-se em conta principalmente a preservação do edifício recente de TRT já existente no lote, aliando-se a isso, a carência de espaços públicos na malha urbana local e o fato da quadra estar inserida em uma região predominantemente residencial levaram a uma implantação idealizada em dois blocos integrados por uma praça de proporções monumentais, qualificando assim o espaço público e o seu entorno.
“Uma oportunidade de inventar um lugar, sem fronteiras ou limites definidos, aberto ao homem comum e à sociedade como um todo, onde somente com a presença destes tornar-se-á plena de sentido: uma instituição, cívica em sua excelência. É assim que, diante desta, revela-se incontestável e essencial à criação de um espaço democrático: uma nova praça pública e um expressivo marco urbano”, nas palavras dos arquitetos.
Basicamente o projeto está dividido em 4 núcleos:
Praça
Ordenadora de todo o complexo, e de fácil acesso, sua implantação em 2 níveis se acomoda no lote, aproveitando o desnível existente entre as ruas; tem o papel além de grande ponto de encontro, de facilitar todo o fluxo de circulação, abrigando, semi-enterrado, numa solução que permite a sua leitura, o plenário.
Bloco para público “externo” e Plenário
No bloco correspondente à Etapa 1, o programa é distribuído de modo a facilitar ao máximo o funcionamento do edifício de maior público externo do complexo.
Resumindo, no “segundo subsolo” localizam-se os usos de caráter mais públicos como bancos e posto de INSS e demais serviços; no primeiro subsolo, encontramos um amplo espaço cultural em área de maior circulação, onde existe o acesso publico ao plenário e a conexão subterrânea com os outros blocos; no térreo, acesso principal e mezanino, estão usos de caráter mais aberto, como as associações e atendimento ao cidadão; e nos cinco pavimentos seguintes se distribuem as 20 varas, sendo 4 por andar, agrupadas duas a duas, tendo cada uma funcionamento autônomo. No terraço, estão localizados apoio aos juízes e áreas de cursos.
Bloco para público “interno”
Está localizado ao lado esquerdo da ampla praça cívica, divide-se em dois blocos volumetricamente integrados ao edifício existente. Acessados pelo nível superior da praça, o bloco principal abriga em quatro pavimentos os 16 gabinetes de desembargadores, e no último as presidências, providas de terraço. No bloco adjacente estão todas as secretarias diretamente conectadas através de passarelas com o bloco principal.
Bloco de Usos Secundários
Aproveitando os desníveis naturais da praça, foram “encaixados” num meio-nível semi-enterrado, espaços de serviços como: consultórios e secretaria de informática providas de iluminação e ventilação naturais, estrategicamente localizadas para facilitar sua conexão com todos os edifícios do complexo.
"A versátil utilização do recurso da pele de vidro faz com que o edifício mantenha sua força e sobriedade formal, aparentemente igual em todas as fachadas, porém internamente solucionado de modo distinto em cada caso. Enquanto nas fachadas sul e nas voltadas ao pátio interno, utiliza-se uma única pele; nas fachadas norte somam-se, internamente, uma segunda pele criando uma eficiente proteção contra radiação solar, além do uso de brises interiores de desenho inovador, também colaborando para a eficiência energética e imagem da arquitetura. As fachadas leste e oeste, de dimensões reduzidas compõem-se das duas soluções. Sendo assim, minimiza-se de modo significativo o uso do ar condicionado.
A reutilização de águas servidas é feita através de espelhos de água na cobertura dos edifícios e áreas impermeabilizadas, sendo providas de tecnologia de tratamento e reserva para sua devida reutilização."
Um projeto que atende com uma elegância modernista revista o programa proposto, atento às questões ambientais e que cria na região um espaço de encontro inexistente. Uma contribuição do TRT, através da Arquitetura para a melhoria do cotidiano da região.