Vinicius
February 21st, 2008, 02:50 AM
19/02/2008 - 19h
Um software avançado de monitoramento de atividades portuárias e marítimas foi apresentado nesta terça-feira (19/2) à Secretaria de Transportes para dar segurança e confiabilidade à navegação e operação nos portos, controlar fronteiras molhadas e evitar ações criminosas, entre outras ações. O sistema, desenvolvido pela empresa americana Lockheed Martin, poderá integrar as instituições responsáveis pelo policiamento e fiscalização de fronteira e significar uma mudança radical no atual sistema de controle marítimo adotado no país.
Depois de conhecer o sistema, o secretário de Transportes, Julio Lopes, propôs que seja criado um grupo de trabalho integrado por representantes da Companhia Docas do Rio de Janeiro, da Polícia Federal, da Receita Federal, da Marinha, do Ibama e das secretarias de Ambiente e de Fazenda para estudarem o sistema e apresentem suas demandas, para que a Lockheed Martin possa desenvolver um modelo que atenda a todas as necessidades e peculiaridades da navegação marítima no Estado do Rio de Janeiro.
- O sistema precisa ser inteligente. Por exemplo, se uma embarcação se desvia de sua rota, pára no meio do percurso, ou apresenta um simples atraso em seu horário, o software deverá imediatamente detectar a anormalidade e enviar a informação para o órgão responsável por controlar aquela atividade - exemplificou o secretário Julio Lopes.
A intenção da secretaria de Transportes é, em uma primeira fase, testar o modelo na Baía de Guanabara e no Porto do Rio e, em seguida, integrar ao sistema o Porto de Itaguaí, a Baía de Macaé, na Bacia de Campos, e a Baía da Ilha Grande, no litoral sul fluminense.
- Precisamos transformar os portos do Estado do Rio de Janeiro em locais confiáveis e seguros, protegendo as fronteiras regionais de ações criminosas e terroristas, coibir a sonegação fiscal, tornando atrativas as transações comerciais para os investidores e operadores portuários – explicou o secretário.
O sistema desenvolvido pela empresa americana, chamado de Integration of Automatic Identification System (AIS), faz parte do ISPS-Code (International Security Port and System), um conjunto de normas internacionais de segurança marítima adotado logo após o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
De acordo com a Lockheed Martin, o sistema utiliza sensores infravermelhos, radares, câmeras de segurança, comunicação de dados via rádio e por computador e, com ele, será possível detectar, através de um sistema de informações integrado com o Ministério da Defesa, toda sorte de problemas em áreas portuárias, como pirataria, tráfico de drogas, contrabando, cargas perigosas, acidentes marítimos e desastres ecológicos, entre outros problemas. O projeto poderá ser financiado pela USTDA (United State Trade Development Agency), agência americana de fomento a projetos de países em desenvolvimento.
Para Julio Lopes, o cartão de visita para o investidor é um porto seguro e economicamente vantajoso. Por essa lógica, é imprescindível fiscalizar a movimentação de cargas, dotando as autoridades marítimas de informações sobretudo o que acontece na rotina e no entorno dos portos.
A representante da empresa Lockheed Martin, Keisha B. Woods, explicou que o software é capaz de armazenar dados e monitorar as atividades dos barcos para, automaticamente, alertar as autoridades sobre qualquer situação de emergência nos portos, como violação de normas, ameaças terroristas, aproximação de navios não autorizados, entre outros riscos.
Participaram da reunião o delegado Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal, Luiz Carlos de Carvalho Cruz, o presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello, o inspetor-chefe da alfândega do Porto do Rio de Janeiro, Fernando Fernandes Fraguas, além de representantes do Consulado Americano no Rio.
Fonte: http://www.sectran.rj.gov.br/detalhe_noticia.asp?ident=289
Um software avançado de monitoramento de atividades portuárias e marítimas foi apresentado nesta terça-feira (19/2) à Secretaria de Transportes para dar segurança e confiabilidade à navegação e operação nos portos, controlar fronteiras molhadas e evitar ações criminosas, entre outras ações. O sistema, desenvolvido pela empresa americana Lockheed Martin, poderá integrar as instituições responsáveis pelo policiamento e fiscalização de fronteira e significar uma mudança radical no atual sistema de controle marítimo adotado no país.
Depois de conhecer o sistema, o secretário de Transportes, Julio Lopes, propôs que seja criado um grupo de trabalho integrado por representantes da Companhia Docas do Rio de Janeiro, da Polícia Federal, da Receita Federal, da Marinha, do Ibama e das secretarias de Ambiente e de Fazenda para estudarem o sistema e apresentem suas demandas, para que a Lockheed Martin possa desenvolver um modelo que atenda a todas as necessidades e peculiaridades da navegação marítima no Estado do Rio de Janeiro.
- O sistema precisa ser inteligente. Por exemplo, se uma embarcação se desvia de sua rota, pára no meio do percurso, ou apresenta um simples atraso em seu horário, o software deverá imediatamente detectar a anormalidade e enviar a informação para o órgão responsável por controlar aquela atividade - exemplificou o secretário Julio Lopes.
A intenção da secretaria de Transportes é, em uma primeira fase, testar o modelo na Baía de Guanabara e no Porto do Rio e, em seguida, integrar ao sistema o Porto de Itaguaí, a Baía de Macaé, na Bacia de Campos, e a Baía da Ilha Grande, no litoral sul fluminense.
- Precisamos transformar os portos do Estado do Rio de Janeiro em locais confiáveis e seguros, protegendo as fronteiras regionais de ações criminosas e terroristas, coibir a sonegação fiscal, tornando atrativas as transações comerciais para os investidores e operadores portuários – explicou o secretário.
O sistema desenvolvido pela empresa americana, chamado de Integration of Automatic Identification System (AIS), faz parte do ISPS-Code (International Security Port and System), um conjunto de normas internacionais de segurança marítima adotado logo após o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
De acordo com a Lockheed Martin, o sistema utiliza sensores infravermelhos, radares, câmeras de segurança, comunicação de dados via rádio e por computador e, com ele, será possível detectar, através de um sistema de informações integrado com o Ministério da Defesa, toda sorte de problemas em áreas portuárias, como pirataria, tráfico de drogas, contrabando, cargas perigosas, acidentes marítimos e desastres ecológicos, entre outros problemas. O projeto poderá ser financiado pela USTDA (United State Trade Development Agency), agência americana de fomento a projetos de países em desenvolvimento.
Para Julio Lopes, o cartão de visita para o investidor é um porto seguro e economicamente vantajoso. Por essa lógica, é imprescindível fiscalizar a movimentação de cargas, dotando as autoridades marítimas de informações sobretudo o que acontece na rotina e no entorno dos portos.
A representante da empresa Lockheed Martin, Keisha B. Woods, explicou que o software é capaz de armazenar dados e monitorar as atividades dos barcos para, automaticamente, alertar as autoridades sobre qualquer situação de emergência nos portos, como violação de normas, ameaças terroristas, aproximação de navios não autorizados, entre outros riscos.
Participaram da reunião o delegado Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal, Luiz Carlos de Carvalho Cruz, o presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro, Jorge Luiz de Mello, o inspetor-chefe da alfândega do Porto do Rio de Janeiro, Fernando Fernandes Fraguas, além de representantes do Consulado Americano no Rio.
Fonte: http://www.sectran.rj.gov.br/detalhe_noticia.asp?ident=289