Belcity
February 21st, 2008, 10:23 PM
INVESTIMENTO
Mineradora aguarda contrapartida oficial para trazer indústria siderúrgica ao Estado
A Vale confirma que há mais de um ano está estudando a possibilidade de atrair uma indústria siderúrgica com capacidade de produzir de 2,5 milhões a cinco milhões de toneladas de aço em um pólo instalado em uma das cidades paraenses, não revelada até o momento. As informações são do diretor de assuntos coporativos da mineradora, Tito Martins. Ele adianta que a conclusão dos estudos só acontecerá quando governos federal e estadual oferecerem, de fato, condições adequadas para implantação do empreendimento. O representante da Vale afirma que a instalação está condicionada à conclusão das eclusas de Tucuruí para viabilizar a navegação na hidrovia Araguaia-Tocantins, à construção do Terminal Off-shore do Espadarte, no município de Curuçá, na região do Salgado, e à agilização dos procedimentos para liberar as licenças ambientais.
Tito Martins garante que o projeto não está relacionado à antiga questão que apontava também o Maranhão como Estado a receber os investimentos. Neste episódio, o diretor explica que seriam investimentos oriundos de investidores da China, os quais atualmente já estão operando no Espírito Santo, outro pólo minerador brasileiro. Ele enumera os motivos principais para escolher o Pará como base para a siderúrgica. O primeiro deles é vocação para este tipo de indústria, já que o Estado tem a maior jazida de ferro do mundo e serve de base para a Vale explorá-la, tendo ainda um imenso potencial ainda não descoberto.
Outra razão seria a preocupação da empresa com os rumos que as siderúrgicas instaladas em terras paraenses estavam conduzindo a atividade. No ano passado, a Vale suspendeu o fornecimento a essas indústrias de transformação devido as constantes denúncias de uso de trabalho escravo na produção do ferro-guza e de carvão vegetal não certificado, produzido a partir do desmatamento ilegal. O diretor alega ainda que a siderúrgica deve reduzir as desigualdades sociais no Pará, 'um Estado tão carente de investimentos'.
Tito Martins não adiantou nenhuma informação sobre onde a indústria ficará instalada. Quando se especula sobre o município beneficiado, Marabá e Barcarena têm sido apontadas, mas a Vale sequer sinaliza a região em que o empreendimento será instalado. 'Só será definido o local quando os estudos forem concluídos', pondera o dirigente. Geração de empregos, quanto será investido e quando começará as obras para instalação também não foram revelados. O diretor apenas diz que o projeto está em vias de conclusão e será submetido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para ele, o governo federal e estadual devem garantir as condições adequadas para o começo da implantação. Todas as obras mencionadas como fundamentais para a nova siderúrgica são reivindicações antigas da sociedade paraense, com destaque ás solicitações do setor produtivo do Estado. É fato também que o governo federal já incluiu a conclusão das eclusas no Plano de Aceleração do Crescimento.
GOVERNO
O secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, afirma que todos os investimentos são bem-vindos e ressalta que a agilização do procedimento para licenças ambientais é uma prioridade da atual gestão. Ele comenta que o Estado está dialogando com a Vale hoje em dia em cima de novas bases, 'com firmeza, mas também com serenidade', sobretudo, no que diz respeito ao estímulos de atividades sociais, econômicas e ambientais sustentáveis.
Maurílio comenta ainda que as eclusas estão dentro do que o governo do Pará tem posto ao governo federal como prioridade e devem ser concluídas com os recursos do PAC. Quanto ao Porto do Espadarte, o secretário pontua que a gestão estadual expôs a necessidade de construi-lo junto ao Ministério dos Transporte, através da Companhia das Docas do Pará (CDP). Uma das estratégias é incluir o terminal no Plano Nacional de Desenvolvimento Portuário.
Mineradora aguarda contrapartida oficial para trazer indústria siderúrgica ao Estado
A Vale confirma que há mais de um ano está estudando a possibilidade de atrair uma indústria siderúrgica com capacidade de produzir de 2,5 milhões a cinco milhões de toneladas de aço em um pólo instalado em uma das cidades paraenses, não revelada até o momento. As informações são do diretor de assuntos coporativos da mineradora, Tito Martins. Ele adianta que a conclusão dos estudos só acontecerá quando governos federal e estadual oferecerem, de fato, condições adequadas para implantação do empreendimento. O representante da Vale afirma que a instalação está condicionada à conclusão das eclusas de Tucuruí para viabilizar a navegação na hidrovia Araguaia-Tocantins, à construção do Terminal Off-shore do Espadarte, no município de Curuçá, na região do Salgado, e à agilização dos procedimentos para liberar as licenças ambientais.
Tito Martins garante que o projeto não está relacionado à antiga questão que apontava também o Maranhão como Estado a receber os investimentos. Neste episódio, o diretor explica que seriam investimentos oriundos de investidores da China, os quais atualmente já estão operando no Espírito Santo, outro pólo minerador brasileiro. Ele enumera os motivos principais para escolher o Pará como base para a siderúrgica. O primeiro deles é vocação para este tipo de indústria, já que o Estado tem a maior jazida de ferro do mundo e serve de base para a Vale explorá-la, tendo ainda um imenso potencial ainda não descoberto.
Outra razão seria a preocupação da empresa com os rumos que as siderúrgicas instaladas em terras paraenses estavam conduzindo a atividade. No ano passado, a Vale suspendeu o fornecimento a essas indústrias de transformação devido as constantes denúncias de uso de trabalho escravo na produção do ferro-guza e de carvão vegetal não certificado, produzido a partir do desmatamento ilegal. O diretor alega ainda que a siderúrgica deve reduzir as desigualdades sociais no Pará, 'um Estado tão carente de investimentos'.
Tito Martins não adiantou nenhuma informação sobre onde a indústria ficará instalada. Quando se especula sobre o município beneficiado, Marabá e Barcarena têm sido apontadas, mas a Vale sequer sinaliza a região em que o empreendimento será instalado. 'Só será definido o local quando os estudos forem concluídos', pondera o dirigente. Geração de empregos, quanto será investido e quando começará as obras para instalação também não foram revelados. O diretor apenas diz que o projeto está em vias de conclusão e será submetido ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para ele, o governo federal e estadual devem garantir as condições adequadas para o começo da implantação. Todas as obras mencionadas como fundamentais para a nova siderúrgica são reivindicações antigas da sociedade paraense, com destaque ás solicitações do setor produtivo do Estado. É fato também que o governo federal já incluiu a conclusão das eclusas no Plano de Aceleração do Crescimento.
GOVERNO
O secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, afirma que todos os investimentos são bem-vindos e ressalta que a agilização do procedimento para licenças ambientais é uma prioridade da atual gestão. Ele comenta que o Estado está dialogando com a Vale hoje em dia em cima de novas bases, 'com firmeza, mas também com serenidade', sobretudo, no que diz respeito ao estímulos de atividades sociais, econômicas e ambientais sustentáveis.
Maurílio comenta ainda que as eclusas estão dentro do que o governo do Pará tem posto ao governo federal como prioridade e devem ser concluídas com os recursos do PAC. Quanto ao Porto do Espadarte, o secretário pontua que a gestão estadual expôs a necessidade de construi-lo junto ao Ministério dos Transporte, através da Companhia das Docas do Pará (CDP). Uma das estratégias é incluir o terminal no Plano Nacional de Desenvolvimento Portuário.