Cruvinel
February 28th, 2008, 04:39 AM
Diário da Manhã
Goiânia, Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Cidades
Pág. 16
http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7418
(Com imagens do modelo)
Goiânia terá modelo de calçada acessível
Implantação será o primeiro passo para dar uma nova vida ao Centro
Gabriel Lisita
Uma reunião ontem à tarde entre o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás (Crea-GO), Francisco de Almeida, e o presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur), Barbosa Neto, decidiu pela implantação de um modelo de calçada acessível para as obras da Vila Cultural. Primeiramente, o modelo será implantado na calçada do Centro de Distribuição de Medicamentos Juarez Barbosa (localizado entre a Avenida Tocantins e as ruas 4 e 30, no Centro), que em breve dará espaço para a Casa do Turismo, e no quarteirão do Teatro Goiânia. O projeto entrará em licitação na próxima semana e deve ser entregue à população em até 15 meses; o custo da obra ainda não foi definido.
Conforme a adaptação e aceitação do modelo na região, a calçada poderá ser implantada em quase todo o Centro da Capital, que começa a dar os primeiros passos rumo à revitalização. “Vamos fazer um trabalho de sensibilização de todos os comerciantes e proprietários do Centro no sentido de criarmos a consciência para a construção de calçadas que permitam a Goiânia se inserir de forma definitiva entre as cidades que dão oportunidade para as pessoas portadoras de necessidades especiais”, disse Barbosa Neto.
O projeto da calçada proposto pelo Crea-GO tem cerca de dois anos e seria testado pelo conselho apenas na Rua 4. Francisco de Almeida ficou satisfeito com a nova parceria. “O Barbosa Neto gostou muito da proposta. Quem sabe daqui a um tempo tenhamos calçadas que respeitem o pedestre em toda a nossa cidade”, afirmou.
O projeto contempla acessibilidade total, com calçadas planas e sinalizadas, beneficiando portadores de deficiências física e visual, idosos, crianças e os que tenham qualquer tipo de dificuldade de deslocamento.
Destaques da proposta são o rebaixamento do piso em todos os cruzamentos e um mecanismo chamado “Traffic Calming”, espécie de elevação na via que deixa a calçada no mesmo nível entre um lado e o outro da rua. Para quem tem visão reduzida, a calçada terá elementos chamativos como guias.
Já para portadores de deficiência visual total, um piso tátil ajudará no deslocamento e na travessia das ruas. Além disso, os orelhões serão rebaixados para os cadeirantes, que também terão áreas de estacionamento exclusivas, com amplo espaço para descerem do carro, e não sofrerão mais com desníveis entre a calçada e as lojas.
O piso também terá caráter ecológico, incluindo 30% de permeabilidade – ajudando a diminuir as enxurradas na região -, e áreas para árvores. Segundo a Agetur, a idéia também é utilizar a imagem de Goiânia como uma das cidades mais verdes do mundo junto aos turistas. A área também servirá para facilitar a manutenção das redes de energia, água e esgoto.
Goiânia, Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Cidades
Pág. 16
http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7418
(Com imagens do modelo)
Goiânia terá modelo de calçada acessível
Implantação será o primeiro passo para dar uma nova vida ao Centro
Gabriel Lisita
Uma reunião ontem à tarde entre o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Goiás (Crea-GO), Francisco de Almeida, e o presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur), Barbosa Neto, decidiu pela implantação de um modelo de calçada acessível para as obras da Vila Cultural. Primeiramente, o modelo será implantado na calçada do Centro de Distribuição de Medicamentos Juarez Barbosa (localizado entre a Avenida Tocantins e as ruas 4 e 30, no Centro), que em breve dará espaço para a Casa do Turismo, e no quarteirão do Teatro Goiânia. O projeto entrará em licitação na próxima semana e deve ser entregue à população em até 15 meses; o custo da obra ainda não foi definido.
Conforme a adaptação e aceitação do modelo na região, a calçada poderá ser implantada em quase todo o Centro da Capital, que começa a dar os primeiros passos rumo à revitalização. “Vamos fazer um trabalho de sensibilização de todos os comerciantes e proprietários do Centro no sentido de criarmos a consciência para a construção de calçadas que permitam a Goiânia se inserir de forma definitiva entre as cidades que dão oportunidade para as pessoas portadoras de necessidades especiais”, disse Barbosa Neto.
O projeto da calçada proposto pelo Crea-GO tem cerca de dois anos e seria testado pelo conselho apenas na Rua 4. Francisco de Almeida ficou satisfeito com a nova parceria. “O Barbosa Neto gostou muito da proposta. Quem sabe daqui a um tempo tenhamos calçadas que respeitem o pedestre em toda a nossa cidade”, afirmou.
O projeto contempla acessibilidade total, com calçadas planas e sinalizadas, beneficiando portadores de deficiências física e visual, idosos, crianças e os que tenham qualquer tipo de dificuldade de deslocamento.
Destaques da proposta são o rebaixamento do piso em todos os cruzamentos e um mecanismo chamado “Traffic Calming”, espécie de elevação na via que deixa a calçada no mesmo nível entre um lado e o outro da rua. Para quem tem visão reduzida, a calçada terá elementos chamativos como guias.
Já para portadores de deficiência visual total, um piso tátil ajudará no deslocamento e na travessia das ruas. Além disso, os orelhões serão rebaixados para os cadeirantes, que também terão áreas de estacionamento exclusivas, com amplo espaço para descerem do carro, e não sofrerão mais com desníveis entre a calçada e as lojas.
O piso também terá caráter ecológico, incluindo 30% de permeabilidade – ajudando a diminuir as enxurradas na região -, e áreas para árvores. Segundo a Agetur, a idéia também é utilizar a imagem de Goiânia como uma das cidades mais verdes do mundo junto aos turistas. A área também servirá para facilitar a manutenção das redes de energia, água e esgoto.