View Full Version : Brasília - S.O.S. 308 sul


Voador
March 4th, 2008, 03:30 AM
http://i261.photobucket.com/albums/ii77/voador_bsb/ad30-0203_iabdf.jpg

Pesquisadorbsb
March 4th, 2008, 03:40 AM
^^ Olha sinceramente eu não vejo nada de errado na SQS 308, apenas que uns gagás não entendem, que gramado não é para se pisar, agora se foram colocados obstaculos no local, é pura e simplesmente para manter eles intactos.

Pois o direito de ir e vir está preservado, agora inventar que o projeto não está igual é pura mentira, é a quadra mais arborizada de Brasília, e hoje em dia muitas coisas mudaram, e tem pessoas não aceitam isso.

O projeto fora concebido para uma cidade de 500 mil em 2000, o projeto terminou né, pois 2000 já passou, deveriam era fazer alterações no projeto, mas tem pessoas que temem que isso venha comprometer o projeto e não a qualidade de vida.

snt3000
March 4th, 2008, 04:23 AM
Não consegui ler a matéria, ficou muito pequena no meu monitor.
Mas pelo que entendi pelas fotos e legendas, essas alterações são mais visíveis na 308 pq é considerado o protótipo da superquadra. Mas essas descaracterizações ocorrem por todo o Plano.
Algumas delas podem ser fruto da realidade (ex. a sensação de insegurança que leva alguns blocos a terem grades até o teto ou cercas vivas de mais de 1m de altura) mas no grosso é falta de educação patrimonial, de senso de preservação e de cultura da conservação mesmo.
É triste ver o sentido e o espírito do pensamento e do sonho que criaram Brasília, nos quais eu acredito muito, se esvaindo com o tempo... :(

cara.bsb
March 4th, 2008, 04:45 AM
^^
^^ Pesquisador leia a reportagem! Isso que vc falou não faz o menor sentido. Vc já viu essas grades? Elas fecham um dos lados do bloco, como que elas não impedem a passagem, o direito de ir e vir??? Só se pular cerca fizer parte do seu ato de caminhar.
Essas grades são uma verdadeira aberração, pois elas impedem, completamente, a passagem de pedestres por baixo do bloco, para se ter uma idéia sair e entrar na quadra andando é possível apenas pelos cantos, isso é um absurdo, e não tem nada a ver com o ato de pisar a grama (o que não é condenável, o verde das superquadras não é apenas contemplativo, é para uso ativo também) e sim com privatização de um espaço que é de circulação, passei essa semana e me deu vergonha o estado da quadra. Eu acho a cerca viva condenável, mas pelo menos elas permitem acessos por todos os lados aos blocos, coisa que essas grades impedem.
Outra coisa, tem muito bloco sem cerca viva e sem grade e que, mesmo assim, possui belos jardins e grama belíssima, sem contar que não são mais inseguros que os demais, as pessoas tem mania de achar que uma grade daquelas vai trazer segurança.
E não criticaram a arborização, que é uma das melhores da cidade, mas sim o descuido com um jardim de Burl Marx, que é um projeto interessantíssimo, cheio de espécies e a cara da cidade, garanto que se fosse impecavelmente cuidado pelos moradores a quadra seria muito mais valorizada, mas as modificações feitas ao bem entender de cada síndico tornaram a quadra modelo em algo feio e com cara de retalhos.
Não sou contra mudanças, mas nesse caso elas foram infelizes e estão acabando com um patrimônio da cidade e de seus próprios moradores, pois a quadra está feia.
Esse banco ocupado por vasos é o cúmulo do absurdo, eu julgo isso como depredação de patrimônio público, cadê a administração de Brasília nessas horas??
Fico feliz que um morador sensato tenha conseguido entrar na prefeitura da quadra, espero que ele tenha sucesso na administração e consiga trazer o brilho de outrora à 308 Sul.

Cruvinel
March 4th, 2008, 04:49 AM
^^Pesquisador leia a reportagem!

Mas vcs conseguiram ler? :lol: Eu que uso óculos, não aguentei :lol:

cara.bsb
March 4th, 2008, 04:52 AM
^^ Eu acho que ele tem acesso às matérias, mas sou assinante, vou tentar colocar o texto aqui.

cara.bsb
March 4th, 2008, 04:59 AM
POUCO SOBROU NA QUADRA DE BURLE MARX E LUCIO COSTA

SQS 308,
MODELO DESTRUÍDO

ÉRICA MONTENEGRO
DA EQUIPE DO CORREIO
Brasília é considerada
tesouro mundial
da arquitetura modernista.
Mas, uma
das jóias da coroa está avariada.
Trata-se da 308 Sul,
chamada de superquadra
modelo por conta da urbanização
que recebeu à época
da inauguração da nova capital.
Parada obrigatória de
estudantes de arquitetura e
urbanismo, a SQS 308 perdeu
várias das características
do projeto original. Os
moradores modificaram até
o conjunto de jardins projetado
por Roberto Burle Marx,
reconhecido como o maior
paisagista brasileiro da história
contemporânea.
“Os jardins de Burle Marx
estão completamente destruídos.
Ao longo do tempo, os síndicos
foram plantando qualquer
coisa ao gosto deles”, reclama
o vice-presidente do Instituto
de Arquitetos do Brasil
(IAB), seccional DF, Gustavo
Abrahão Costa. Para ele, o
maior crime cometido consistiu
em transformar o que era
público em privado. “O conceito
de superquadra é o de espaço
coletivo. As plantas foram
pensadas para compor um
conjunto. Ao individualizar o
espaço verde, os síndicos e os
moradores desconsideraram as
idéias de Lucio Costa”, detalha
Gustavo Abrahão Costa.
No fim dos anos 60, a rainha
Elisabeth, da Inglaterra,
visitou a superquadra. Os cronistas
da época registraram
que ela ficou encantada com
os jardins de Burle Marx. Os
mesmos que atualmente estão
destruídos. O projeto de Burle
Marx incluía grandes árvores e
muitos gramados. Até hoje, as
palmeiras imperiais, os buritizeiros
e as sibipirunas eleitas
pelo paisagista paulista estão
de pé. Mas a majestade delas
está desafiada por um carnaval
de plantas de diferentes tamanhos
e origens. Uma espécie
de samba do crioulo doido paisagístico.
“Tem a plantinha do
chá da dona Maria. Tem o
bambuzeiro que estava na
moda não sei quando. Tem pinheiro
nórdico...”, enumera
Gustavo, com desgosto.
As plantas que não são do
projeto de Burle Marx foram
agregadas às áreas vizinhas aos
prédios. Com elas, os moradores
improvisaram jardins particulares
e dificultaram o acesso
aos pilotis. O espaço vazio no
térreo dos edifícios, por onde
o trânsito da comunidade deveria
ser livre, é um dos preceitos
mais caros ao projeto
do Plano Piloto.
Território livre
Lucio Costa imaginava a superquadra
como o território do
pedestre, sem qualquer obstáculo.
Além de privatizar os
jardins, um dos edifícios exibe
outra agressão à idéia:
cercas separam o pilotis da
entrequadra comercial. No
mesmo bloco, jarros de planta
foram enfileirados sobre
um banco para evitar o uso
do assento público.
Os moradores se afastaram
dos espaços públicos da superquadra
por conta do medo
da violência. “O projeto de Lucio
Costa é o da vida em comunidade.
Mas as pessoas
querem se isolar, se trancar cada
qual na sua unidade habitacional”,
lamenta a arquiteta
Tânia Battella, também do
IAB-DF, uma das autoras do livro
Brasília superquadras, editado
pela Universidade de
Harvard (sem versão para o
português). O abandono
transforma esses locais em
territórios de insegurança.
Projetados pela equipe de
arquitetos do Banco do Brasil
para abrigar os funcionários
de mudança para a nova capital,
os prédios da 308 Sul sofreram
com diferentes reformas,
o que representa grande prejuízo
ao testemunho que eles
prestam da arquitetura brasileira
dos anos 60. Pastilhas
verdes e brancas usadas como
revestimento das colunas e da
entrada dos elevadores foram
substituídas por mármore ou,
simplesmente, pintadas. “O
mau costume de reformar em
vez de conservar prejudicou a
preservação de um patrimônio
que não é privado, é da
cultura brasileira”, lamenta
Gustavo Costa.

VOLTA AO PROJETO ORIGINAL AINDA É POSSÍVEL

Depois de mais de cinco anos
sem prefeitura comunitária, a
308 ganhou novos líderes em
maio do ano passado. O prefeito
Eduardo Chaves Neto, 32 anos, e
o vice-prefeito Paulo Nogales
Vasconcellos, 35, cresceram
brincando nas pracinhas, jardins
e pilotis da superquadra e
têm sensibilidade para entender
a importância histórica e artística
do endereço onde vivem.
Um dos principais projetos
da dupla é retomar o paisagismo
original da quadra. Para
tanto, Eduardo e Paulo já conseguiram
a planta em que Burle
Marx detalha como os espaços
verdes devem ser preenchidos.
Também contrataram uma
firma de paisagismo para executar
o serviço. “A maioria dos
moradores nos apóia. Mas não
será um processo fácil, teremos
de conversar muito com eles”,
imagina Eduardo Chaves Neto,
que é advogado.
Apesar de Brasília ser tombada
como patrimônio artístico
e cultural, o Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) também não
tem poder para obrigar os síndicos
a manter os blocos de acordo
com o projeto original. “O
que está tombado é a escala volumétrica
do Plano Piloto. As intervenções
nos prédios são liberadas”,
explica o superintendente
do Iphan-DF, Alfredo Gastal.
Mas ele acrescenta que o
interesse pela preservação
tem crescido entre os moradores
do Plano Piloto. “A população
já entende que a qualidade
de vida em Brasília está associada
ao projeto de Lucio
Costa. Muita gente nos procura
buscando informações sobre
a arquitetura da cidade”,
afirma Gastal. O vice-prefeito
da 308 Sul, Paulo Nogales Vasconcellos,
é síndico do bloco
H, o prédio mais bem conservado
da superquadra. O edifício
praticamente não sofreu
intervenções nesses 47 anos —
as pastilhas e os azulejos nas
entradas dos elevadores ainda
são originais. (EM)

(Correio Braziliense, 02 de março de 2008)
Fiquei com preguiça de editar os parágrafos, vou deixar em forma de colunas mesmo.

Pesquisadorbsb
March 4th, 2008, 05:22 AM
^^ Olha as pessoas tem que entender o seguinte, até mesmo fora questões sobra o proprio planejamento da cidade, o governo falou que os pilotis deveriam ser públicos certo? Errado, pois criou um monstro administrativo, pois, o condominio que mantem o pilotis.

Então quem é responsavel pela manutenção dessas áreas teoricamente seria o governo, o mesmo se diz respeito das grandes áreas verdes, mas acontece que os tempos são outros.

E o texto é muito confuso, pois, as pessoas teriam acesso a todas dependências dos blocos, de norte a sul e de leste a oeste.

No idos da decada de 60 isso funcionaria bem, mas hoje em dia, os tempos são outros, é igual os insanos professores da UNB quererem arrancar as grades das quadras 700, eu vi um caso que colocou o professor da UNB na parede, os moradores ficariam a favor de tirar as grades, desde que o governo, e aí não seria a UNB, financiasse a compra de armas.

Pronto se resolveria o problema de segurança, todos armados, então voltando ao assunto da SQS 308, é a quadra mais preservada de todas devido justamente a colocação de grades e não devido o planejamento delas.

E eu vou além, antigamente os pilotis haviam bancos, agora todos os prédios estão arrancando, pois, ali durante o dia ou noite, ficavam as pessoas fumando maconha ou fazendo coisas até pior.

E outra, o planejamento precisa ser refeito, pois quando fora feito era uma realidade, e hoje a cidade percebeu que o planejamento da cidade está totalmente errado desde a concepção.

Se o próprio LC tentou corrijir alguns problemas, e mesmo assim, os problemas persistiram, é igual querer obrigar as empresas colocarem as vitrines viradas para os prédios, os empresários concordam, desde que, o governo libere a utilização da área verde, e com certeza isso não vai acontecer.

Então as pessoas que defende o projeto original, deveria era fazer uma audiência pública, e consertar os erros de planejamento e não agrava-los, pois eu vejo que mudanças pontuais jamais vão colocar em risco o planejamento como um todo.

krypton
March 4th, 2008, 06:19 AM
^^ De maneira nenhuma!! Não acho que mudando a concepção original da cidade e dos espaços urbanísticos a cidade "evoluirá". Pelo contrário: perderá a sua essência, aquilo que lhe é mais característico. Para mim, é lindo andar pela 308 ou 108 sul e ver aqueles azulejinhos embaixo dos blocos, ver o espaço do pilotis bem ao nível do pedestre, convidativo, chamando-o para entrar, passar por ali, contemplar, passear. Se acabar tudo isso, pra mim perde o encanto.

É possível adaptar as necessidades da vida moderna com a proteção ao patrimônio. A Europa inteira faz isso, por que Brasília não pode fazer? (e é tão mais fácil conservar um patrimônio de 50 anos que um de 500!!) A maioria dos prédios do Plano Piloto não é cercada, eles sempre concordaram em arcar com a manutenção do pilotis (que não é uma árdua tarefa - cerque o pilotis e a manutenção será a mesma), faz parte de um ethos de Brasília, de um costume de sempre. É isso que faz o viver aqui tão singular. Será que mudar isso é acrescentar algo de bom? Não creio.

Outra coisa: não é porque tudo está ficando "mais perigoso", "menos seguro" que se devem armar, reformar, recondicionar, adaptar os prédios. É isso que as pessoas criticam tanto nas cidades grandes "normais" do Brasil: as cercas elétricas, os muros altos. E é exatamente essa liberdade e essa democratização do espaço público no Plano Piloto que são tão louvadas pelos que conhecem pela primeira vez uma superquadra!!! Não são os prédios e o conceito da superquadra, patrimônio, que têm que se modificar: é a administração de Brasília que tem que pôr policiamento, aumentar a segurança, ZELAR pela preservação desse modo de vida tão peculiar. Aí reside parte da riqueza da cultura brasiliense, e esses desinformados que mudam as quadras é que não se dão conta disso.

Eu faço a minha parte: já vi dois prédios com o pilotis todo cercado, cheio dessas grades ridículas, inclusive com os ACESSOS fechados. Eu não tenho pena: denuncio mesmo pra Ouvidoria do DF. Já fiz isso duas vezes, e vou continuar fazendo sempre que vir um atentado àquilo que me parece mais lindo em Brasília.

Pesquisadorbsb
March 4th, 2008, 07:10 AM
^^ É e isso vai contribuir mais para o aumento da violência, então se um projeto e planejamento começou errado, vc vai perpetuar o erro? Aqui aonde eu moro, o maravilhoso arquiteto que não vou mencionar, projetou o lugar para baixa renda, e sequer previu garagens nas casas.

Detalhe, as casas daqui, justamente por terem tudo, menos garagens é claro, são as mais valorizadas do Plano Piloto.

Eu acho que nos desvaneios dos planejadores, esqueceram de projetar o crescimento humano, social, economico entre outros, então não previram que um metalurgico seria presidente da republica, não previram que uma funcionaria de necrotério ganharia o oscar como atriz, e por ai vai.

Dessas e por outras, os planejadores, planejam as cidades para seu deleite, e não para as pessoas que vão viver nelas.

E como o próprio presidente do IPHAN falou, se um dono de prédio da SQS 308 quiser demolir o prédio, ele pode, pois o tombamento não se aplica aos prédios, mas apenas os conceitos, que seriam? Que o prédio tem que ter pilotis, e nem mesmo ali diz que ele deve ser totalmente ou parcialmente abertos, o mesmo se diz respeito ao tamanho dos prédios e tal.

Agora querer tombar os prédios, seria ilogico, pois uma lei distrital não pode ser maior do que uma lei federal, e quem manda é a lei federal, que define, que todos os prédios de Brasilia que não fazem parte do tombamento, ou daqueles que foram projetados pelo ON, LC, são passiveis de demolições.

Pois qual é o maior problema de todos os tombamentos, não apenas em Brasília, o governo tomba o predio, mas não diz de onde vai sair os recursos para manutenção do prédio tombado.

E tem outra, existe um projeto que até chegou a ser cogitado de transformar todas as superquadras em condominios fechados, e olha que isso está começando a ganhar adeptos, pois os moradores não aguentam mais a falta de respeito com o proprio tombamento.

Aí na entrada das quadras, as pessoas dentro dos carros teriam que se identificar, se não fossem visitar ou morasse na quadra não teria acesso dentro da quadra. mais aí ficaria livre para as pessoas transitarem dentro das quadras, pois do jeito que está, tem uns empresários que somente visam o lucro, invadem área publica, fazem bares muitas vezes maior do que estava planejado e seus pseudos boemios clientes invadem as quadras e utilizam como banheiro e motel publico.

Eu quero ver quando chegar em Brasília as audiências do PDL do Plano Piloto, com certeza vão colocar o plano de Lucio Costa em xeque e vão apontar os erros, eu até estou rindo de algumas ONGs que dizem proteger o tombamento, mas na verdade não representam a sociedade nenhuma, mas sim apenas interesses eleitorais.

Certa vez aqui mesmo na minha quadra, tinha umas fiscais do MP, fotagrafando uma casa, pq a mesma colocou uns cones na entrada da garagem dela, para surpresa das funcionarias que iriam atuar a casa, a casa é de uma alta funcionária do próprio MP, e qual surpresa das funcionárias, que eu vi de longe, tiveram que rasgar a atuação.

Devemos lembrar que estamos na cidade dos poderosos, e pessoas que não tem grana ou poder são meras peças do xadrez eleitoral. Detalhe, aqui na minha quadra mora o Chico Leite e dois ex administradores de Brasília, e sabe o que eles fizeram por Brasilia, ou pelo menos pela minha quadra? Nadica de nada, o ego da politica subiu as cabeças deles.

Agora voltando ao tema principal, eu estive em algumas audiências, e fiquei pasmo, pois agora os moradores estão questionando o tamanho das calçadas, eu mesmo sequer sabia que existia uma lei que é baseada na ABNT, que diz respeito ao tamanho das calçadas e fiquei pasmo que todos os prefeitos das quadras querem diminuir o tamanho das calçadas, eu já vi calçadas com 3 metros de largura, e eles querem reduzir para apenas 50 centimetros.

E outra, atualmente o nosso tombamento trouxe um tremendo problema para quem? Os deficientes fisicos, e agora, perceberam que projetaram a cidade apenas para quem anda, mas não para quem tem dificuldades de locomoção, e todos os prédios, até mesmo os tombados, terão que ser adaptados, independentemente se vão alterar ou não o projeto original.

krypton
March 4th, 2008, 07:31 AM
^^ Tudo isso a que vc se refere pode ser corrigido com um pouco de vontade política. Acessibilidade, segurança, tudo isso é possível de ser providenciado.

Essa coisa de "a cidade não foi projetada para os seus habitantes" não cola. Quer dizer que o normal é projetar fortalezas cercadas de arames elétricos e grades por todo lado? Condomínios fechados cerceadores das liberdades públicas? Não, obrigado.

Como eu te disse, não é a maneira como a cidade é concebida que provoca a violência. A violência vem de fatores externos. E não é cercando tudo, fechando os olhos e se isolando que tudo vai ser corrigido: pra acabar com violência, é policiamento e oportunidades, não reformas de prédios ou gradeamento, soluções de quem quer se omitir, se esconder.

Pesquisadorbsb
March 4th, 2008, 09:23 AM
^^ Olha eu sei que quaisquer mudança tem que envolver os moradores e não pessoas que se dizem representantes do povo, como algumas ONGs que na verdade não defendem nada, somente encobrem interesses pessoais.

Igual o que acontece com o PDOT, já tiveram várias audiências públicas, e agora para aprovar, inventaram que houve várias mudanças e estão exigindo outras audiências, detalhe, enquanto o atual PDOT não existe, o que está valendo é o antigo, então no antigo, muitas áreas que sempre foram de expansão urbana, os eco-bobos insistem alegar que são áreas rurais. E no antigo PDOT é área de expansão urbana.

Agora voltando a realidade do Plano Piloto, muitas coisas deveriam mudar, e o que mais está desfigurando a cidade, não seria essas cercas, mas a proliferação das famosas kitinetes, que praticamente inviabilizaram o Setor Sudoeste.

A especulação imobiliaria, essa sim, está acabando com o tombamento, aonde é comercial, transformam em residenciais e aonde deveria ser residencial querem transformar em comercial.

Essa sim, é uma mudança das mais perversas no tombamento do que uma simples cerca, outra coisa que é pior do que a cerca, é as famosas coberturas do Plano Piloto, caracterizando 7o andar, isso sim é uma baita afronta.

Agora enquanto existirem pessoas que pensam em 1956, deveria elas pararem para pensar, o Plano Piloto fora projetado para uma realidade, e essa realidade não existe mais, e devemos acabar com essa utopia.

É igual os nossos tão amados gramados e arborização, que geralmente são mantidos pelos moradores e sequer tem o dever de fazer isso, pois teoricamente seria do governo, já imaginou se nenhuma prefeitura fizesse isso.

Brasília seria um imenso deserto e cercada por matos altos. Então isso de proibir por proibir, pode trazer efeitos muito ruins para cidade, pois aí iriam desmotivar quem cuida da área pública, de deixar que a natureza se encarregue de podar as arvores e corta a grama, sem contar na manutenção dos mesmos.

E vimos isso no inicio do ano, aqui na minha quadra não sofre tanto de mato alto, pois os moradores fazem uma caridade para cidade, mantendo as áreas verdes e o minimo que deveriamos receber seria um desconto no IPTU.

krypton
March 5th, 2008, 01:23 AM
^^ No caso das quitinetes, concordo com vc. Aquilo lá é realmente horrível. As quadras comerciais da Asa Norte deveriam se destinar àquilo que o seu próprio nome diz - comércio - e ponto final.

Outra coisa: acho que os puxadinhos das comerciais da Asa Sul e das quadras 500 vão ter que acabar, mais cedo ou mais tarde.

Pesquisadorbsb
March 5th, 2008, 02:41 AM
^^ Olha é deprimente, passar de carro ou onibus e ver aquelas calcinhas e cuecas balançando ao sabor do vento.

krypton
March 5th, 2008, 03:57 AM
^^ huahuahuah, eu penso a mesma coisa tb sempre que passo nas comerciais!!! :lol:

Pesquisadorbsb
March 5th, 2008, 07:00 AM
^^ E o pior que os especuladores imobiliários não estão nem aí para o que acontece com o planejamento urbano. Que ao meu ver já está furado desde 1956.