TEBC
March 19th, 2008, 04:59 PM
Campinas, SP, 19 (AFI) - A Odebrecht Engenharia e Construção apresentou, no final da noite desta terça-feira, ao Conselho Deliberativo da Ponte Preta o anteprojeto da Arena Ponte Preta, um moderno estádio multi-uso no valor estimado de R$ 112 milhões e com capacidade para abrigar 30 mil torcedores, todos sentados e em arquibancada coberta.
A Odebrecht não só desenvolveu o projeto, que considera viável, como pretende efetivar uma parceria com o clube para a construção do complexo do estádio, que deve ocupar a área de 86 mil metros quadrados do clube no Jardim Eulina. O anteprojeto foi apresentado aos conselheiros que atenderam à convocação.
"Trata-se de um estádio multi-uso, padrão Fifa, cuja lotação será de 30.028 pessoas. Todos os assentos têm grande proximidade e visibilidade do campo e são cobertos. Não se trata de um simples conjunto de arquibancadas, mas de uma Arena multi-uso, rentável, que será utilizada sete dias por semana", ressaltou o arquiteto responsável pelo anteprojeto, Daniel Fernandes, da Enerconsult (braço da Odebrecht que desenvolve e analisa viabilidade de projetos como o da Arena).
A Odebrecht é uma das empresas que compõe o consórcio envolvido na construção da nova arena do Grêmio.
A Arena Ponte Preta ficará em uma área centralizada do terreno do Jardim Eulina, envolta por uma grande praça de recepção do público e um estacionamento para 2,2 mil veículos. Quatro áreas de arquibancadas estão distribuídas em torno do estádio, o que confere um aspecto mais "quadrado" ao local (não há assentos nos cantos, que são reservados para as rampas de acesso).
Nas quatro áreas de arquibancadas, há divisões em quatro níveis ou pisos: nível superior, área VIP, camarotes e área inferior. Todos eles são cobertos. Na área exterior, espaços rentáveis para lojas, restaurantes, centro de convenções e outros serviços. O valor do projeto inclui ainda a construção de um novo Centro de Treinamento (CT) para as categorias de base do time, também a ser feito pela Odebrecht.
Viabilidade
A viabilidade do projeto será avaliada pelo Conselho Deliberativo da Ponte Preta, que irá designar um grupo de especialistas - entre os quais engenheiros, arquitetos, economistas e advogados - para analisá-lo. A análise será apresentada ao conselho para aprovação e, posteriormente, definida em assembléia geral.
"Importante ressaltar que é o Conselho quem dará a palavra final. Não é um projeto de gestão e sim da Ponte Preta. Não é a diretoria ou a mesa do Conselho que irá aprovar ou não: seremos todos nós, conselheiros", ressaltou o presidente do Conselho, Jair Bonatto.
A idéia apresentada para viabilizar o projeto propõe a criação de uma empresa que será formada pela Ponte Preta, Odebrecht e possíveis investidores. A Ponte cederá o terreno e esta empresa irá obter um financiamento para construir o complexo, que será totalmente pago no decorrer da exploração da Arena.
"O investimento da Ponte Preta na construção poderá ou não ser o atual estádio, outro bem ou mesmo podemos nos cotizar para investir. Caso optemos por utilizar o Majestoso, a própria Odebrecht o venderia e não precisaríamos entregá-lo antes de ter a Arena pronta. No entanto, quem definirá o que fazer com o estádio e como será nossa participação no investimento será o Conselho, se ele aprovar o anteprojeto", ressaltou o presidente da Ponte, Sérgio Carnielli.
A empresa mista explorará a Arena por um período definido de mais ou menos 20 anos e pagará o financiamento, bem como receberá os lucros de exploração do Estádio Multi-uso - que serão divididos entre Ponte, Odebrecht e outros possíveis investidores que formarão a empresa. Após este período, a Ponte passa a ser dona total da Arena.
"E é importante ressaltar que os direitos de compra preferencial são da Ponte Preta neste período de exploração. Ou seja, a Ponte, se quiser, pode comprar a parte da construtora a qualquer momento desde que seja interessante para ela", diz Ricardo Bueno, diretor de contrato da Norberto Odebrecth SA.
Caberá à empresa mista operar e administrar o estádio. A Ponte, em contra-partida, terá de mandar seus jogos na Arena. As receitas da empresa virão dos direitos de nome, publicidade, bilheteria, estacionamento, shows e eventos e aluguel de espaços. As da Ponte Preta virão da transmissão televisiva dos jogos, compra e venda de jogadores, patrocínio do time e exploração da marca e royalties.
Os custos da empresa serão os operacionais da Arena, equipe e pagamento da dívida de financiamento. As da Ponte, de salários de seus jogadores, funcionários e administração do time. Não haverá nenhuma interferência da Arena na parte social do clube e o local da unidade social do Eulina será definido pelos conselheiros (ela pode permanecer na Arena ou ser transferida).
"Importante notar que tudo isso é um anteprojeto, que podemos moldar às nossas necessidades e aprovar ou não. Mas nos vemos diante da possibilidade de dar um passo em direção ao futuro, à modernidade. De certa forma, nos vemos agora na mesma posição em que se encontravam Moisés Lucarelli e outros pioneiros que construíram o Majestoso. Está em nossas mãos: vamos conduzir o processo e não ser conduzidos", definiu Bonatto.
Os nomes dos especialistas apontados pelo Conselho para avaliar o projeto serão apresentados na próxima reunião, cuja data será definida em breve.
FICHA TÉCNICA
NOVA ARENA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA
http://www.futebolinterior.com.br/imgArtigos/Image/Estadios/Arena_Ponte_Preta/0001_250.jpg
http://www.futebolinterior.com.br/imgArtigos/Image/Estadios/Arena_Ponte_Preta/0002_250.jpg
http://www.futebolinterior.com.br/imgArtigos/Image/Estadios/Arena_Ponte_Preta/0003_250.jpg
TERRENO: 86.888 m²
PÚBLICO: 30.028 ASSENTOS
anel inferior: 12.000
anel executivo: 3.600
camarotes (VIP): 1.428
anel superior: 13.000
ÁREA CONSTRUÍDA: 113.519 m²
FECHAMENTOS:
telha metálica isolante
cobertura de vidro
VAGAS DE ESTACIONAMENTO: 2.225
1º subsolo: 1.534
2º subsolo: 691
A Odebrecht não só desenvolveu o projeto, que considera viável, como pretende efetivar uma parceria com o clube para a construção do complexo do estádio, que deve ocupar a área de 86 mil metros quadrados do clube no Jardim Eulina. O anteprojeto foi apresentado aos conselheiros que atenderam à convocação.
"Trata-se de um estádio multi-uso, padrão Fifa, cuja lotação será de 30.028 pessoas. Todos os assentos têm grande proximidade e visibilidade do campo e são cobertos. Não se trata de um simples conjunto de arquibancadas, mas de uma Arena multi-uso, rentável, que será utilizada sete dias por semana", ressaltou o arquiteto responsável pelo anteprojeto, Daniel Fernandes, da Enerconsult (braço da Odebrecht que desenvolve e analisa viabilidade de projetos como o da Arena).
A Odebrecht é uma das empresas que compõe o consórcio envolvido na construção da nova arena do Grêmio.
A Arena Ponte Preta ficará em uma área centralizada do terreno do Jardim Eulina, envolta por uma grande praça de recepção do público e um estacionamento para 2,2 mil veículos. Quatro áreas de arquibancadas estão distribuídas em torno do estádio, o que confere um aspecto mais "quadrado" ao local (não há assentos nos cantos, que são reservados para as rampas de acesso).
Nas quatro áreas de arquibancadas, há divisões em quatro níveis ou pisos: nível superior, área VIP, camarotes e área inferior. Todos eles são cobertos. Na área exterior, espaços rentáveis para lojas, restaurantes, centro de convenções e outros serviços. O valor do projeto inclui ainda a construção de um novo Centro de Treinamento (CT) para as categorias de base do time, também a ser feito pela Odebrecht.
Viabilidade
A viabilidade do projeto será avaliada pelo Conselho Deliberativo da Ponte Preta, que irá designar um grupo de especialistas - entre os quais engenheiros, arquitetos, economistas e advogados - para analisá-lo. A análise será apresentada ao conselho para aprovação e, posteriormente, definida em assembléia geral.
"Importante ressaltar que é o Conselho quem dará a palavra final. Não é um projeto de gestão e sim da Ponte Preta. Não é a diretoria ou a mesa do Conselho que irá aprovar ou não: seremos todos nós, conselheiros", ressaltou o presidente do Conselho, Jair Bonatto.
A idéia apresentada para viabilizar o projeto propõe a criação de uma empresa que será formada pela Ponte Preta, Odebrecht e possíveis investidores. A Ponte cederá o terreno e esta empresa irá obter um financiamento para construir o complexo, que será totalmente pago no decorrer da exploração da Arena.
"O investimento da Ponte Preta na construção poderá ou não ser o atual estádio, outro bem ou mesmo podemos nos cotizar para investir. Caso optemos por utilizar o Majestoso, a própria Odebrecht o venderia e não precisaríamos entregá-lo antes de ter a Arena pronta. No entanto, quem definirá o que fazer com o estádio e como será nossa participação no investimento será o Conselho, se ele aprovar o anteprojeto", ressaltou o presidente da Ponte, Sérgio Carnielli.
A empresa mista explorará a Arena por um período definido de mais ou menos 20 anos e pagará o financiamento, bem como receberá os lucros de exploração do Estádio Multi-uso - que serão divididos entre Ponte, Odebrecht e outros possíveis investidores que formarão a empresa. Após este período, a Ponte passa a ser dona total da Arena.
"E é importante ressaltar que os direitos de compra preferencial são da Ponte Preta neste período de exploração. Ou seja, a Ponte, se quiser, pode comprar a parte da construtora a qualquer momento desde que seja interessante para ela", diz Ricardo Bueno, diretor de contrato da Norberto Odebrecth SA.
Caberá à empresa mista operar e administrar o estádio. A Ponte, em contra-partida, terá de mandar seus jogos na Arena. As receitas da empresa virão dos direitos de nome, publicidade, bilheteria, estacionamento, shows e eventos e aluguel de espaços. As da Ponte Preta virão da transmissão televisiva dos jogos, compra e venda de jogadores, patrocínio do time e exploração da marca e royalties.
Os custos da empresa serão os operacionais da Arena, equipe e pagamento da dívida de financiamento. As da Ponte, de salários de seus jogadores, funcionários e administração do time. Não haverá nenhuma interferência da Arena na parte social do clube e o local da unidade social do Eulina será definido pelos conselheiros (ela pode permanecer na Arena ou ser transferida).
"Importante notar que tudo isso é um anteprojeto, que podemos moldar às nossas necessidades e aprovar ou não. Mas nos vemos diante da possibilidade de dar um passo em direção ao futuro, à modernidade. De certa forma, nos vemos agora na mesma posição em que se encontravam Moisés Lucarelli e outros pioneiros que construíram o Majestoso. Está em nossas mãos: vamos conduzir o processo e não ser conduzidos", definiu Bonatto.
Os nomes dos especialistas apontados pelo Conselho para avaliar o projeto serão apresentados na próxima reunião, cuja data será definida em breve.
FICHA TÉCNICA
NOVA ARENA ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA PONTE PRETA
http://www.futebolinterior.com.br/imgArtigos/Image/Estadios/Arena_Ponte_Preta/0001_250.jpg
http://www.futebolinterior.com.br/imgArtigos/Image/Estadios/Arena_Ponte_Preta/0002_250.jpg
http://www.futebolinterior.com.br/imgArtigos/Image/Estadios/Arena_Ponte_Preta/0003_250.jpg
TERRENO: 86.888 m²
PÚBLICO: 30.028 ASSENTOS
anel inferior: 12.000
anel executivo: 3.600
camarotes (VIP): 1.428
anel superior: 13.000
ÁREA CONSTRUÍDA: 113.519 m²
FECHAMENTOS:
telha metálica isolante
cobertura de vidro
VAGAS DE ESTACIONAMENTO: 2.225
1º subsolo: 1.534
2º subsolo: 691