View Full Version : Agroindústria Canavieira pode trazer grandes contrastes para o Triângulo Mineiro!


guzzz
March 19th, 2008, 09:27 PM
Agroindústria Canavieira pode trazer grandes contrastes para o Triângulo Mineiro!
http://img119.imageshack.us/img119/8991/foto8sh9.jpg (http://imageshack.us)
A agroindústria canavieira no Brasil vive um grande período de expansão, verificado principalmente pelos investimentos já anunciados que ultrapassam 5 bilhões de reais. Além da demanda interna por álcool, que exigirá mais 180 milhões de toneladas de cana, o consumo mundial desse mesmo produto abrirá novos caminhos para a exportação brasileira, devido à preocupação cada vez mais crescente da utilização de novas fontes renováveis de energia.
No Brasil, o avanço mais significativo será nas áreas consideradas como novas fronteiras agrícolas e industriais, o Triângulo Mineiro, Sul Goiano e Mato Grosso, até então, desconhecida pelos canaviais.
Antecedente a isso, a agroindústria canavieira se restringia ao Estado de São Paulo, na região de Ribeirão Preto. A região não perdeu sua área plantada, e ainda continua sendo a maior produtora de álcool do Brasil, mas a descentralização agroindustrial e a abertura de novas fronteiras agrícolas, como citado anteriormente, vai dividir o mercado. O avanço dos canaviais para essas novas regiões podem trazer contrastes sociais que foram vistos apenas nas décadas de 70/80 e 90, no nordeste de São Paulo, que ajudaram na formação das grandes cidades do interior paulista, a exemplo de Ribeirão Preto, que ultrapassou a barreira dos 500 mil habitantes, crescimento ocasionado pelo êxodo rural e pela migração de pessoas oriundas para trabalhar nos canaviais, que pelo grande contingente, não foram absolvidas pela cultura agrícola, acarretando o “inchaço” das cidades.
No novo ciclo da cana, o avanço pelo Triângulo Mineiro, pode trazer novamente grandes contingentes populacionais para o Centro Sul brasileiro, oriundos de várias partes do país, principalmente da região Nordeste. Esse avanço vai acarretar na formação de novas cidades e “complementará outras”, que já sofrem pelo crescimento desenfreado, a exemplo de Uberlândia, que atingiu 600 mil habitantes em 2006, impulsionada pela logística, atrelada pela imprensa nacional e Uberaba, que atingiu 300 mil habitantes, no mesmo ano, devido a forte agricultura e pecuária. O avanço da cultura canavieira já pode ser percebida nos municípios de Uberaba, Uberlândia, Ituiutaba e Campina Verde e estão previstas a abertura de mais de 15 usinas nesses municípios até 2010.


Informe Cidade - 25/02/2008

camillovs
March 19th, 2008, 09:34 PM
Agroindústria Canavieira pode trazer grandes contrastes para o Triângulo Mineiro!
http://img119.imageshack.us/img119/8991/foto8sh9.jpg (http://imageshack.us)
A agroindústria canavieira no Brasil vive um grande período de expansão, verificado principalmente pelos investimentos já anunciados que ultrapassam 5 bilhões de reais. Além da demanda interna por álcool, que exigirá mais 180 milhões de toneladas de cana, o consumo mundial desse mesmo produto abrirá novos caminhos para a exportação brasileira, devido à preocupação cada vez mais crescente da utilização de novas fontes renováveis de energia.
No Brasil, o avanço mais significativo será nas áreas consideradas como novas fronteiras agrícolas e industriais, o Triângulo Mineiro, Sul Goiano e Mato Grosso, até então, desconhecida pelos canaviais.
Antecedente a isso, a agroindústria canavieira se restringia ao Estado de São Paulo, na região de Ribeirão Preto. A região não perdeu sua área plantada, e ainda continua sendo a maior produtora de álcool do Brasil, mas a descentralização agroindustrial e a abertura de novas fronteiras agrícolas, como citado anteriormente, vai dividir o mercado. O avanço dos canaviais para essas novas regiões podem trazer contrastes sociais que foram vistos apenas nas décadas de 70/80 e 90, no nordeste de São Paulo, que ajudaram na formação das grandes cidades do interior paulista, a exemplo de Ribeirão Preto, que ultrapassou a barreira dos 500 mil habitantes, crescimento ocasionado pelo êxodo rural e pela migração de pessoas oriundas para trabalhar nos canaviais, que pelo grande contingente, não foram absolvidas pela cultura agrícola, acarretando o “inchaço” das cidades.
No novo ciclo da cana, o avanço pelo Triângulo Mineiro, pode trazer novamente grandes contingentes populacionais para o Centro Sul brasileiro, oriundos de várias partes do país, principalmente da região Nordeste. Esse avanço vai acarretar na formação de novas cidades e “complementará outras”, que já sofrem pelo crescimento desenfreado, a exemplo de Uberlândia, que atingiu 600 mil habitantes em 2006, impulsionada pela logística, atrelada pela imprensa nacional e Uberaba, que atingiu 300 mil habitantes, no mesmo ano, devido a forte agricultura e pecuária. O avanço da cultura canavieira já pode ser percebida nos municípios de Uberaba, Uberlândia, Ituiutaba e Campina Verde e estão previstas a abertura de mais de 15 usinas nesses municípios até 2010.


Informe Cidade - 25/02/2008

Bela notícia, meu professor de comércio exterior diz que Uberlândia será em pouco tempo uma "Ribeirão Preto" devido ao grande avanço da cultura canavieira na região, aliado a força logística da cidade. Uberaba tb não fica pra trás, será uma grande cidade em pouco tempo!

guzzz
March 19th, 2008, 09:44 PM
Bela notícia, meus professor de comércio exterior diz que Uberlândia será em pouco tempo uma "Ribeirão Preto" devido ao grande avanço da cultura canavieira na região, aliado a força logística da cidade.

Uberlândia já é uma Ribeirão Preto desde 2000, em questões populacionais, e em partes, econômicas.:lol: Só que aqui, não cresceu por causa da cana e sim por outros fatores, como foi citado na reportagem, mas agora se juntará esses dois fatores e a região vai crescer muito em população, mas desejo também na distribuição de renda!

camillovs
March 19th, 2008, 10:10 PM
Uberlândia já é uma Ribeirão Preto desde 2000, em questões populacionais, e em partes, econômicas.:lol: Só que aqui, não cresceu por causa da cana e sim por outros fatores, como foi citado na reportagem, mas agora se juntará esses dois fatores e a região vai crescer muito em população, mas desejo também na distribuição de renda!

Mas a economia de Ribeirão é mto forte, aqui é forte mas não é igual a de Ribeirão, mas não está tão pra trás assim, e até quem sabe se o Aécio (que é um bom governador) baixar o ICMS, ae Uberlândia vai crescer de uma forma assustadora!

banzo
March 19th, 2008, 10:15 PM
Cara,sinceramente...
Uberlândia tá meio monopolizando o crescimento na região...
Podiam diversificar um pouquinho,Araguari,Araxá,Patos não tem se beneficiado nem um pouco com isso.Tudo concentrado...
Uberlândia reclama da concentração dos recursos governamentais na região central,ela mesma não pode reclamar muito da distribuição dos investimentos.

Inconfidente
March 19th, 2008, 10:43 PM
Já vi uma matéria no Estado de Minas falando sobre isso. A matéria dizia que as oportunidades de trabalho nos canaviais atraíam pessoas de todo canto do país e infelizmente a criminalidade aumentou por conta disso. :(

guzzz
March 19th, 2008, 10:49 PM
tenho medo desse crescimento!:ohno:

sbarbosa
March 19th, 2008, 10:54 PM
Quem vai ganhar dinheiro são os donos das lavouras e usinas, ou seja, gente de fora (donos de usina, que vão continuar morando onde moram) e os donos das terras onde vai se cultivar (os mesmos que já tem). Meia dúzia de pessoas qualificadas trabalharão nas usinas em cargos mais técnicos e ganharão salários dignos, algo pouco significativo. E haverá uma massa de trabalhadores rurais sub-empregados, que ganharão uma miséria e incharão as periferias das cidades próximas aos canaviais - isso se já não for tudo mecanizado. Simples assim.

lucasluzmg
March 19th, 2008, 11:28 PM
^^
isso, enquanto o Fittipaldi (dono de uma das fazendas e usinas que vao ser implantadas aqui na regiao) anda de aviaozinho do ano, a gente engole fumaça da poluiçao que vai ser impossivel em epoca de queimada.
Ribeirao Preto houve um enrequecimento muito grande pq a maioria dos fazendeiros de cana JA moravam por lá e provavelmente eram alguns dos antigos "barões" do café.

Vítor Dias
March 20th, 2008, 12:32 AM
tem que tomar cuidado pra não descuidar do urbanismo e quando ver a água já estar batendo no pescoço de favelas na cidade

acho que Uberlândia não tem favelas significativas, tem?

guzzz
March 20th, 2008, 01:43 AM
tem que tomar cuidado pra não descuidar do urbanismo e quando ver a água já estar batendo no pescoço de favelas na cidade

acho que Uberlândia não tem favelas significativas, tem?

Tinha favelas, que se na época tivesse morros, seriam bem vistas, mas como eram horizontais, foram mais fácil a reurbanização e regularização dos lotes!

Gabriel Brasil
March 20th, 2008, 01:52 AM
Uberlândia tem mais é que obrigar a mecanizaçõ e claro,tentar mais firmemente uma redução no ICMS junto com o Dr. Roubécio Neves.

guzzz
March 20th, 2008, 01:57 AM
^^^^^^O duro Gabriel, é que o pessoal é mais barato que máquinas!

Gabriel Brasil
March 20th, 2008, 02:01 AM
O inchaço populacional que isso geraria seria alarmante.Teriam de ser canalizadas todas essas pessoas pra cidade menores e mais próximas.

guzzz
March 20th, 2008, 02:32 AM
As cidades menores não dariam oportunidades suficientes para todo esse pessoal, concerteza, as cidade que vão receber as sobras da lavoura, vai ser Uberlândia e Uberaba!

lucasluzmg
March 20th, 2008, 05:31 AM
e sabe porque tao "expandido" esse plantio todo? por na regiao de Ribeirao ja é obrigatorio por lei a mecanizaçao da colheita da cana...e aqui, caso seja feita qualquer coisa do tipo, será no minimo 10 anos pra implantaçao da mesma lei.
Ou seja, sao 10 anos de fazendeiros e investidores ganhando rios de dinheiro em cima de boia frias.
O negocio é serio hein? sera que Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba vao suporta essa galera toda? será que o Estado e a União vao investir em infra-estrutura pra absorver issso? acho q nao...

Vargas
March 20th, 2008, 06:11 AM
Acho q tem mto exagero nessa reportagem sobre o aumento populacional, principalmente qdo fala da chegada de nordestinos. Os nordestinos nao sao mais iludidos pelo 'eldorado' sudeste, se eles tem q deixar suas terras no interior a procura de trabalho, eles vao pras capitais nordestinas mesmo e nao mais pro SE, pq vcs acham q SSA cresce tanto populacionalmente?

O Brasil nao ta tao mal assim em oferta de trabalho pra q ocorra uma migracao em massa fazendo com q cidades tenham um inchaco populacional!

Acredito q a propria populacao do Triangulo seja suficiente pra suprir a demanda nos futuros canaviais e usinas.

dfbm
March 20th, 2008, 07:21 AM
^^

Perfeito, era exatamente o que eu ia falar.

O contexto agora é completamente diferente do das décadas de 70 e 80.

brunoad
March 20th, 2008, 10:19 PM
tenho medo desse crescimento!:ohno:

eu tbm hein !

guzzz
June 26th, 2008, 08:08 PM
Já começaram os problemas da expansão da cana no Triângulo Mineiro! Semana passada mesmo, 200 trabalhadores de cana oriundos do Nordeste e estavam trabalhando em Usinas a 20Km de Ituiutaba fecharam a BR 365 em Uberlândia por não estarem recebendo salário (engraçado isso, tinha que fazer baderna é em Ituiutaba e não em Uberlândia, daqui a pouco eles começam a migrar para Uberlândia, inchando mais ainda a cidade! - a justificatva deles é pq em Uberlândia fica o entroncamento rodoviário do Triângulo, então daria mais resultado (entrevista de um dos grevistas á Rádio Globo Cultura Uberlândia).

E Ituiutaba, pode se preparar, vai crescer muito, nova Sertãozinho (SP) á vista!:)

Triangulense
June 28th, 2008, 04:17 AM
Próximo a Ituiutaba existe usina que já opera há décadas, e ainda segue o "modelo antigo" de indústria canavieira: não há mecanização, a cana é toda cortada por trabalhadores braçais.
As novas usinas que estão se instalando na região, a maioria usará máquinas para o processo de corte.

Robin Udi
June 28th, 2008, 04:46 AM
Eu só sei que mes que vem eu vou pra Itba mandar alguns curriculuns nas usinas de lá

salengasss
June 29th, 2008, 03:55 AM
É....... as usinas precisam se modernizar! Trabalhador braçal nesse tipo de serviço já não faz tanto sucesso! ;)

guzzz
June 29th, 2008, 04:01 AM
Próximo a Ituiutaba existe usina que já opera há décadas, e ainda segue o "modelo antigo" de indústria canavieira: não há mecanização, a cana é toda cortada por trabalhadores braçais.
As novas usinas que estão se instalando na região, a maioria usará máquinas para o processo de corte.

Sávio, o trabalho manual além de ser mais barato, a outra grande vantagem é no corte da cana, que deve ser rente ao solo, onde concentra o "suco" dela, que define a produtividade, quanto mais rente ao solo, maior a produtividade. Por isso, a mecanização não é interessante e nunca será, porque o corte é irregular e corta mais em cima, com isso faz perder a produtividade!

vitinhooo
June 29th, 2008, 04:13 AM
e sabe porque tao "expandido" esse plantio todo? por na regiao de Ribeirao ja é obrigatorio por lei a mecanizaçao da colheita da cana...e aqui, caso seja feita qualquer coisa do tipo, será no minimo 10 anos pra implantaçao da mesma lei.
Ou seja, sao 10 anos de fazendeiros e investidores ganhando rios de dinheiro em cima de boia frias.
O negocio é serio hein? sera que Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba vao suporta essa galera toda? será que o Estado e a União vao investir em infra-estrutura pra absorver issso? acho q nao...

Essa lei está sendo implantada em todo Estado de SP... Todas as novas usinas construídas aqui tem que ter 100% da colheita mecanizada, e as já existentes tem que mecanizar até 2014 se não me engano.

Quanto às migrações acho que isso é coisa do passado. É claro que hoje muitos nordestinos ainda vem pra cá, mas os empregos nas usinas são todos regularizados e com carteira assinada, e muitos bóias-frias que vem pra cá, ficam aqui só na época da colheita, na entressafra eles voltam pros seus estados de origem...

Xitao de Ituiutaba
June 30th, 2008, 06:13 AM
Mais de 300 pessoas foram pra SP fazer curso pra trabalhar na parte burocrática (escritório, transporte, etc) funcionários de uma das duas grandes usinas de Ituiutaba.
A mão-de-obra surgiráem todos os setores, não só na corta da cana. Em matéria já publicada pela FIEMG (Regional Pontal, com sede em Ituiutaba) um grupo de empresários paulistas estiveram no distrito industrial Manoel Afonso Cancella no intuito de criarem epmresas prestadoras de serviços que atendam toda a região e parte de GO e MT.
http://www.fiemg.org.br/Default.aspx?tabid=1277&mid=17795&newsType=Detail&Param=11659#Noticia
Então vejo que, nos empregos indiretos toda região será beneficiada. Agora, com a implantação do Pólo Alcoolquímico em Santa Vitória, não tenho dúvidas de que cidades como Ituiutaba e até mesmo Uberlândia vão se beneficiar tanto ou mais que Santa Vitória
devido à pequena estrutura de comércio, serviços que essa cidade possui;

Xitao de Ituiutaba
June 30th, 2008, 06:19 AM
Vitinho, não é isso que acontece na prática. O fenômeno de inchaço e superpopulção ainda não é realidade em Ituiutaba, por exemplo, mas se você der uma passadinha por lá vai constatar algumas alterações na cidade: aumento significativo da população, aumento de veículos (a Prefeitura jã está buscando alternativas pra não esperar complicações maiores), expansão do centro comercial para outras áreas, grande déficit habitacional, violência à mão armada (isso se tornou muito mais frequente), filas em bancos, lotéricas, etc. Isso, claro em função de outros projetos que a cidade tá recebendo, mas percebe-se que a maioria das pessoas envolvidas são nordestinos vindos principalmente de Alagoas. Em UDI e UBA não sei dizer porque não tenho ido lá. Mas espero, sinceramente, que a qualidade de vida não vá para o ralo.

guzzz
June 30th, 2008, 06:24 AM
Vitinho, não é isso que acontece na prática. O fenômeno de inchaço e superpopulção ainda não é realidade em Ituiutaba, por exemplo, mas se você der uma passadinha por lá vai constatar algumas alterações na cidade: aumento significativo da população, aumento de veículos (a Prefeitura jã está buscando alternativas pra não esperar complicações maiores), expansão do centro comercial para outras áreas, grande déficit habitacional, violência à mão armada (isso se tornou muito mais frequente), filas em bancos, lotéricas, etc. Isso, claro em função de outros projetos que a cidade tá recebendo, mas percebe-se que a maioria das pessoas envolvidas são nordestinos vindos principalmente de Alagoas. Em UDI e UBA não sei dizer porque não tenho ido lá. Mas espero, sinceramente, que a qualidade de vida não vá para o ralo.

Ituiutaba vai inchar ainda muito, será uma nova Sertãozinho, aqui em Udia já está em processo a instalação de mais 3 usinas até o ano que vem, semana passado foi anunciado pelo Governo de Minas, além de outras muitas na região, principalmente em Uberaba, Prata, Araguari! E concerteza, Udia ainda vai inchar muito!

Lucianors
July 1st, 2008, 07:07 PM
Uberlândia tem mais é que obrigar a mecanizaçõ e claro,tentar mais firmemente uma redução no ICMS junto com o Dr. Roubécio Neves.

Mas se Udia fizer isso radicalmente (o que seria correto!), perde competitividade e empreendimentos para outros estados como Goiás e até mesmo para regiões muito distantes como, pasmem, Roraima, que está em fase de licenciamento prévio da maior usina de álcool do Brasil. É necessário também um trabalho rígido dos órgãos ambientais do estado, visto que a atividade canavieira é uma das mais degradantes ao meio ambiente que existem, estando praticamente no topo da tabela.

brunoad
July 2nd, 2008, 05:20 PM
eu nao queria q Uberaba inchasse, devido a tdos os fatores q estamos cansados de saber qdo uma cidade incha.... e principalmente q Uberaba nao foge a regra de mtas cidades do Brasil, a falta de planejamento urbano por ser uma cidade bem antiga, nos dias atuais ja ta complicado dirigir aqui, como mtos sabem a frota daqui eh bem grande, mas a estrutura viaria nao acompanha o crescimento.... o limite daqui na minha opiniao eh 400 mil hab, mais q isso a cidade vai sofrer !

lucasluzmg
July 2nd, 2008, 08:58 PM
^^
nunca vi tanta bicicleta na minha vida...ao mesmo tempo que é bom, atrapalha muuuito o transito de Uberaba. As avenidas da cidade ja sao estreitas, e com o aumento de automoveis deve piorar cada vez mais...
Imagino que uma soluçao boa pra cidade (que tem em certo ponto uma geografia que ajuda) seria a implantaçao de ciclovias por todas as avenidas. Isso sim seria um grande salto pro desenvolvimento urbano.

Triangulense
July 2nd, 2008, 11:00 PM
Uberaba tem que procurar "despovoar" o máximo que puder o seu hiper centro, incentivando novos investimentos comerciais e imobiliários em locais menos problemáticos.

Já que assunto do tópico é indústria canavieira no Triângulo, olha essa notícia lamentável.

24/06/2008
Fiscais resgatam 118 em grandes usinas na divisa entre SP e MG

55 dos resgatados trabalhavam na Usina Agrisul, em Icém (SP), que faz parte do Grupo José Pessoa - reincidente em casos de trabalho degradante. Usina Moema, de Orindiúva (SP), assumiu responsabilidade por outras 63 pessoas

Por Christiane Peres e Maurício Hashizume
Duas equipes do grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estiveram numa das principais áreas de expansão de usinas de cana-de-açúcar - entre São José do Rio Preto (SP) e Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro - para averiguar denúncias e encontraram 118 trabalhadores em condições degradantes. Por trás dos flagrantes de precariedade, fiscais se depararam com esquemas ilegais de aliciamento e de servidão por dívida de trabalhadores vindos de regiões como o Vale do Jequitinhonha, no extremo norte de Minas Gerais, e de estados distantes como Bahia, Maranhão e Ceará.

Do total de regatados entre os dias 3 e 14 de junho, 55 trabalhavam na Usina Agrisul, no município de Icém (SP), que faz parte da Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA), conglomerado do Grupo José Pessoa. As empresas ligadas ao Grupo José Pessoa foram suspensas do Pacto Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo em dezembro do ano passado, depois que uma fiscalização encontrou 831 indígenas em condições degradantes na unidade do mesmo grupo no município de Brasilândia (MS).

O agravante, no caso da Agrisul, foi a constatação de servidão por dívida, combinada com o atraso no pagamento de salários. Por meio de um mandado de busca e apreensão assinado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e acatado pela Justiça, a fiscalização vasculhou uma mercearia de Fronteira (MG) e flagrou a retenção de mais de 80 documentos pessoais - RG, CPF, Título de Eleitor e Cartão-Cidadão da Previdência Social, de um total de 40 trabalhadores. "Era a garantia do pagamento da dívida", conta a auditora fiscal do trabalho Jacqueline Carrijo, que coordenou a operação na Agrisul.

Em nota enviada à Repórter Brasil, a CBAA, nome do conjunto de empresas de José Pessoa de Queiroz Bisneto, admite que a fiscalização encontrou na Agrisul "55 funcionários em situação irregular, que tiveram seus contratos rescindidos". "Numa mercearia de terceiros - cuja propriedade não tem e nunca teve relação alguma com o grupo CBAA - foram encontrados documentos de trabalhadores das três usinas fiscalizadas. O procedimento, em momento algum, teve relação direta com a Agrisul, sendo resultado de negociação direta entre os trabalhadores e a própria mercearia para fins de afiançar compra de mercadoria no referido estabelecimento. Estamos recorrendo dessa acusação e acreditamos no êxito do processo", rebate a empresa, que não se pronunciou sobre a questão dos vencimentos atrasados.

O grupo resgatado da Agrisul, de acordo com Jacqueline, não foi vítima apenas da grave retenção de documentos. Foram aliciados ilegalmente por empresas de turismo e transportados de forma clandestina do Vale do Jequitinhonha para as proximidades da usina. Chegaram para trabalhar em abril e foram arregimentados por um intermediário ("turmeiro"), funcionário de uma das subcontratadas da Agrisul. No início da empreitada, conforme relatos obtidos pela fiscalização, os cortadores de cana dormiram no chão e passaram fome.

A CBAA esclarece que recebeu apenas 14 autos de infração "com irregularidades pontuais que já foram solucionadas". "Segundo a própria fiscalização, os alojamentos da Agrisul foram considerados os melhores da região", coloca a empresa. A coordenadora da fiscalização na Agrisul reconhece que, no momento do flagrante, a situação não era grave. "Visitamos alojamentos inclusive em outros municípios como Nova Granada (SP). Não encontramos quadros degradantes, mas nenhuma delas cumpria totalmente a NR 31 [Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura]".

Os trabalhadores receberam verba rescisória de R$ 81 mil em dinheiro, seguro-desemprego e foram levados de volta aos seus municípios de origem. Nas outras duas usinas fiscalizadas pela equipe de Jacqueline - Ivaícana Agrícola Ltda e Vale do Ivaí Açúcar e Álcool S/A - não foram encontrados trabalhadores em condição degradante, mas houve emissão de autos de infração para melhorias no transporte e nos alojamentos. As modificações começaram ainda durante a fiscalização. Ônibus foram substituídos, equipamentos de proteção individual (EPIs) foram distribuídos e houve remoções e adequações nos alojamentos.

O procurador do Trabalho que acompanhou o grupo móvel, Eliaquim Queiroz, estuda a possibilidade de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e do ajuizamento de ações civis públicas relativas a questões reparatórias (dano moral individual e coletivo). "O que queremos é evitar que os mesmos empregadores voltem a adotar essa prática", conclui.

Já existe um inquérito que apura as condições de trabalho na Usina Agrisul sob responsabilidade do procurador Henrique Lima Correia, do MPT de São José do Rio Preto (SP). Uma proposta de TAC para melhorias no meio ambiente de trabalho já foi apresentada à empresa. "A diligência do grupo móvel confirmou irregularidades", destaca o procurador Henrique, que aguarda o relatório da fiscalização do MTE para a tomada de providências.

Usina Moema
O município de Fronteira (MG) foi o ponto de partida das duas ações do grupo móvel na região. Situada na divisa com São Paulo, a localidade está em posição "estratégica", segundo Luís Fernando Duque de Souza, que coordenou a outra ação. "É uma cidade-dormitório para trabalhadores das usinas. Como está em Minas Gerais e faz fronteira com São Paulo, os donos dos empreendimentos escapam das fiscalizações locais porque os trabalhadores alojados em um estado trabalham em outro", explica. Ações regulares das Superintendências Regionais de Trabalho e Emprego (SRTEs) não podem avançar sobre outras jurisdições, adiciona Luís Fernando. No caso das ações de repressão do grupo móvel do governo federal, não há essa restrição.

A equipe de Luís Fernando flagrou 63 trabalhadores sob responsabilidade da Usina Moema, em Orindiúva (SP), uma das seis unidades do Grupo Moema Açúcar e Álcool, presidido por Maurilio Biagi Filho. Trazidos da Bahia, do Maranhão e do Ceará, eles estavam em alojamentos precários. De acordo com o procurador do Trabalho Fábio Lopes Fernandes, a maior parte deles havia sido contratada por empresas terceirizadas. Foram dispensados, sem receber todos os direitos trabalhistas. Por ocasião da fiscalização, a Usina Moema acabou desembolsando R$ 200 mil de verbas rescisórias.

Nesta terça-feira (24), o procurador Fábio deve conferir in loco se as melhorias com relação a estrutura dos alojamentos foram de fato implementadas. "Mais de 200 funcionários terceirizados também passaram a ser contratados diretamente pela usina", confirma o representante do MPT. Cerca de cinco empresas pequenas de intermediação de mão-de-obra atuavam no esquema envolvendo a Usina Moema. Uma delas, a Empreiteira Severino, está registrada oficialmente como agência de matrimônio.

Para o auditor fiscal Luís Fernando, a fiscalização descortinou uma "indústria do aliciamento". Ele aponta a existência de agências de turismo que atuam exclusivamente trazendo mão-de-obra do Nordeste "com mil promessas". "Quando chegam, esses trabalhadores são deixados em qualquer lugar ou já endividados em pensões. A cidade toda está estruturada em cima dessa questão e as usinas são as principais responsáveis por isso"

Também em comunicado à Repórter Brasil, a Usina Moema informa que "dedica-se a avaliar o conjunto de itens apresentados pela fiscalização do Ministério do Trabalho" e que "deverá recorrer na forma da Lei". Declara ainda que não foi constatada situação degradante nas dependências da empresa e informa que a direção "instaurou sindicância interna em torno de procedimentos para contratação de mão-de-obra terceirizada".

Mudança e anacronismo
As usinas da região têm uma demanda grande de mão-de-obra: só a unidade de Orindiúva emprega cerca de 2,8 mil pessoas. Apesar dos flagrantes, Luiz Fernando acredita que a situação vem mudando. "Antes, as usinas entendiam o trabalhador como migrante e não admitiam ter nenhuma responsabilidade. Desta vez, as usinas se comprometeram a construir mais alojamentos para receber os trabalhadores na próxima safra", discorre.

No ano passado, outra ação realizada na região não contou com a mesma boa vontade dos empregadores. Foram 370 trabalhadores resgatados, mas a empresa flagrada não assumiu responsabilidade alguma. O pagamento das verbas rescisórias e a retirada dos funcionários só foram executadas em cumprimento à execução judicial.

Além de auditores fiscais do MTE e dos procuradores do MPT em Uberlândia, agentes da Polícia Federal (PF) compuseram as duas equipes do grupo móvel. Ao todo, 45 pessoas participaram das duas ações no Triângulo Mineiro e no noroeste de São Paulo. Durante a operação, foi realizada uma blitz na Rodovia Transbrasiliana (BR-153) que inspecionou 48 ônibus que transportam cortadores de cana que trabalhavam na região. "Mais de 70% estavam em situação precária. Motoristas dirigiam sem habilitação", afirma Jacqueline.

Segundo a coordenadora do grupo móvel, motoristas de treminhões que carregam cana-de-açúcar enfrentam cargas horárias de 12 a 14 horas de trabalho por dia, de domingo a domingo. "Alguns deles estavam totalmente exaustos, sem folga há dois meses", relata.

Das 11 empresas terceirizadas ilícitas flagradas pelo grupo móvel comandado por Jacqueline, sete prestavam serviço de transporte. "Recebemos muitas denúncias relativas à precariedade no transporte, hoje um dos maiores problemas do meio rural". Chamou a atenção da auditora fiscal o fato de que mesmo em áreas capitalizadas como a região entre São José do Rio Preto (SP) e Uberlândia (MG), "práticas anacrônicas" como a utilização do chamado "gato" (contratante de mão-de-obra) e o aliciamento continuem em voga.

http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1373

tetetasco
July 5th, 2008, 03:29 AM
Em Frutl estao construindo no momento duas usinas e com previsao de mais uma. Estao realmente saindo de Sao Paulo e inda pro Triangulo por causa da proibicao de queimadas.

Triangulense
July 5th, 2008, 08:19 PM
^^ Não. Eles estão saindo de SP e indo pro Triangulo porque em SP está ficando escaço o espaço para plantar mais cana. :)
Leis proibindo queimadas por aqui serão apenas uma questão de tempo. E os usineiros, prevendo isso, já estão adotando colheita mecanizada na maioria dos novos empreendimentos.

lucasluzmg
July 8th, 2008, 08:05 PM
Reportagem muito bem escrita! Hoje em dia, a de se premiar alguem que escreve tão bem assim!