View Full Version : BH - Revitalização do Ed. Tupi ("Balança-mas-não-cai")


snt3000
March 21st, 2008, 12:40 AM
Moradia popular no Balança mas não Cai

Construído na década de 40, prédio abandonado no centro de BH abrigará 68 apartamentos de dois quartos

FLÁVIA MARTINS Y MIGUEL
Mais conhecido como Balança mas não Cai, o edifício Tupis está em processo de venda ao empresário e presidente da Câmara de Indústria de Construção da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Teodomiro Diniz Camargos, que deverá transformá-lo em prédio residencial. A informação foi confirmada ontem pelo empresário, mas ele adiantou que o negócio ainda não foi fechado por se tratar de um imóvel com vários donos. "Comprei o chão do edifício. O processo está atrasado. Ainda estou negociando com os proprietários", afirmou Camargos.

Ontem, o prefeito Fernando Pimentel, além de comemorar a iniciativa, demonstrou apoio às negociações. "Temos a notícia da compra do Balança mas não Cai por um empresário que tem o perfil de revitalizar outros prédios da cidade. É uma notícia muito boa, era um problema que existia há anos e não havia solução. A prefeitura vai licenciar o que for necessário", disse.

O novo projeto do edifício prevê a construção de 68 apartamentos de dois quartos cada, nos 17 andares. A expectativa é que o empreendimento tenha a mesma característica do antigo edifício da Companhia Vale do Rio Doce, na rua São Paulo, que também foi adquirido e transformado em prédio residencial por Teodomiro Camargos.

Segundo o secretário da Regional Centro-Sul, Fernando Cabral, o investimento da iniciativa privada em construções antigas e abandonadas no hipercentro da capital está sendo incentivado pela Prefeitura de Belo Horizonte. "Eu tenho expectativa que sejam apartamentos espaçosos, mesmo com dois quartos. Não vai ter garagem, assim como a maioria dos imóveis do centro", disse Cabral.

O prédio, que fica localizado nas esquinas da rua Tupis com avenida Amazonas, foi construído em 1945 e se encontra completamente abandonado. A Defesa Civil, juntamente com fiscais da prefeitura, interditou o local em outubro do ano passado e todo o entorno do edifício, inclusive com a instalação de cercas de arame, para evitar invasões. Para Cabral, o local é considerado um ícone de abandono da região central e sua revitalização pode dar um "acabamento" nas melhorias que já acontecem no hipercentro. "Graças à requalificação de alguns espaços públicos, instalação de câmeras e melhorias viárias, tornou-se possível a viabilidade do Balança mas não Cai."

O diretor do conselho da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) Regional Hipercentro, Marcos Innecco, explica que a vinda de moradores para a região contribui diretamente para a revitalização do centro da cidade. "É essa população que vai cuidar do centro. Essa reforma no prédio só vai fazer a capital ganhar com isso. Isso faz parte de um projeto maior, que é trazer gente para morar nesse espaço. Assim, essas localidade terá vida sadia, sem violência, abandono e desleixo." (Com Mariana Lara)

Notícia da reforma agrada vizinhos

Os moradores e comerciantes do entorno do edifício Tupis não escondem a satisfação com a possibilidade de reforma do prédio. A vendedora de cosméticos Solange Yasodara de Souza, 53, moradora de um prédio em frente ao Balança mas não Cai, na avenida Amazonas, se incomoda com a visão do imóvel abandonado. “Fico com receio de que a estrutura não agüente e desabe”, conta.

O fim da violência e do trânsito de pessoas que costumam invadir o prédio abandonado é um alento que pode ser trazido com a revitalização do edifício. Guilherme Gazire, dono de uma loja de camisas na rua Tupis, se diz empolgado com a possibilidade de aumentar as vendas com a vinda de novos moradores. “O prédio desse jeito é muito feio. Já aconteceram problemas de incêndio, perigo de queda de paredes. Vai ser bom demais porque diminuirá os assaltos com o aumento do movimento”, avalia.

O corretor de imóveis Colombo Carvalho, 34, mora no quarteirão da rua Tupis, em um prédio próximo ao Balança mas não Cai. A expectativa de quem mora no entorno, garante o corretor, é de melhora na qualidade de vida dos vizinhos. “Com a reforma, vai compor a nossa rua. O lado em que o prédio fica é bem mais vazio e sem movimento. Do outro lado, temos padarias, farmácias e lanchonetes.” (FMM)
Publicado em: 12/03/2008
O Tempo

Inconfidente
March 21st, 2008, 12:46 AM
^^ Muito bom, sempre quis que alguém reformasse o balança mas não cai. Hoje mesmo conversei com um taxista e ele me disse que o prédio é de 14 (isso mesmo, 14!) irmãos.

Vítor Dias
March 21st, 2008, 10:14 AM
^^ Muito bom, sempre quis que alguém reformasse o balança mas não cai. Hoje mesmo conversei com um taxista e ele me disse que o prédio é de 14 (isso mesmo, 14!) irmãos.isso me lembra empresas que quebram porque o patriarca morre e os filhos não tão nem aí pro patrimônio, só querem saber de gastança