david!bsb
March 28th, 2008, 11:46 PM
http://www.distritofederal.df.gov.br/sites/000/53/00005470.JPG
Depois de repetir a 7ª série por duas vezes, a estudante Paula Caroline Machado (foto) pensou em desistir dos estudos. A jovem não sentia motivação alguma para encarar os livros. Aos 15 anos, dividia a sala com alunos de 13. E se entediava com o ritmo lento e repetitivo das aulas. A esperança de concluir o ensino fundamental ressurgiu este ano, com o lançamento de um programa de aceleração para acabar com a defasagem idade/série na rede pública de ensino do Distrito Federal.
O projeto, uma parceria entre GDF e Fundação Roberto Marinho, atende 26.280 alunos em 210 escolas desde o início de 2008. Os jovens são divididos em dois grupos. Quem tem mais de 15 anos e está entre a 5ª e a 8ª série conclui o curso em um ano. Estudantes com mais de 17 anos que cursam a 1ª ou 2ª série do ensino médio ficam por um ano e meio no programa. Além de evitar grandes diferenças de idade na mesma turma, o projeto aposta em uma metodologia especial para fixar a atenção do aluno em defasagem.
As quase cinco horas de aula diárias são ministradas em tele-salas. O secretário de Educação, José Luiz Valente, explica que parte da matéria é passada pela televisão, com programas educativos que duram em média 15 minutos. “O professor assume o restante do tempo. As aulas são dinâmicas, cheias de trabalho em grupo”, comenta. Os estudantes são avaliados a cada dez aulas, além de fazerem uma prova final no término do curso.
O interesse do governo em acabar com as distorções idade/série vai além do desejo de oferecer uma educação de qualidade. “Temos, em média, 20% de repetência ao ano na rede pública de ensino”, afirma Valente. “Isso significa que do orçamento total da secretaria, no valor de R$ 3 bilhões, 20% foi aplicado sem sucesso. Até por uma questão de economia temos obrigação de corrigir o problema.”
Se depender da estudante Paula, as repetências ficarão no passado. “No programa, os alunos têm liberdade de indicar qual a melhor forma de aprender”, observa. “A matéria é passada com a ajuda de vídeos, músicas, debates. Isso deixa a aula mais movimentada.” A estudante também está animada com a possibilidade de concluir o ensino fundamental em um ano. “Sinto que agora conseguirei progredir”, vislumbra.
Professores treinados
Para conhecer o novo método de ensino, professores passaram por um curso de formação com 200 horas de duração. Aprenderam a importância de integrar os alunos entre si e de estimular a participação com dinâmicas em grupo. A professora Daniela Pereira Rodrigues deixa as aulas abertas para músicas e brincadeira educativas, na tentativa de prender a atenção dos estudantes.
“Temos a coordenação, que cuida da manutenção da sala; a socialização, que uma vez por semana trata de integrar os alunos com brincadeiras e debates; a avaliação, para sabermos qual a opinião dos alunos sobre as aulas; e a síntese, que faz um resumo dos pontos mais importantes do dia anterior e passa para o restante da sala”, descreve a docente. “Os alunos são muito estimulados a participarem das aulas, que são menos maçantes do que no curso regular.”
http://www.distritofederal.df.gov.br/sites/000/53/00005472.JPG
A estudante Rayane Lima dos Reis (foto), 17 anos, lembra com preguiça da 8ª série. Repetiu o ano três vezes e não tinha ânimo para freqüentar as aulas. “Era sempre a mesma coisa, muito cansativo. Não prestava atenção no professor nem pegava nos livros em casa”, admite. Com o novo método, a jovem garante que passou a encarar os estudos com mais ânimo. “Quando a aula é divertida e nos faz pensar, a gente se interessa mais”, avalia.
Carolina Caraballo – Agência de Comunicação
Depois de repetir a 7ª série por duas vezes, a estudante Paula Caroline Machado (foto) pensou em desistir dos estudos. A jovem não sentia motivação alguma para encarar os livros. Aos 15 anos, dividia a sala com alunos de 13. E se entediava com o ritmo lento e repetitivo das aulas. A esperança de concluir o ensino fundamental ressurgiu este ano, com o lançamento de um programa de aceleração para acabar com a defasagem idade/série na rede pública de ensino do Distrito Federal.
O projeto, uma parceria entre GDF e Fundação Roberto Marinho, atende 26.280 alunos em 210 escolas desde o início de 2008. Os jovens são divididos em dois grupos. Quem tem mais de 15 anos e está entre a 5ª e a 8ª série conclui o curso em um ano. Estudantes com mais de 17 anos que cursam a 1ª ou 2ª série do ensino médio ficam por um ano e meio no programa. Além de evitar grandes diferenças de idade na mesma turma, o projeto aposta em uma metodologia especial para fixar a atenção do aluno em defasagem.
As quase cinco horas de aula diárias são ministradas em tele-salas. O secretário de Educação, José Luiz Valente, explica que parte da matéria é passada pela televisão, com programas educativos que duram em média 15 minutos. “O professor assume o restante do tempo. As aulas são dinâmicas, cheias de trabalho em grupo”, comenta. Os estudantes são avaliados a cada dez aulas, além de fazerem uma prova final no término do curso.
O interesse do governo em acabar com as distorções idade/série vai além do desejo de oferecer uma educação de qualidade. “Temos, em média, 20% de repetência ao ano na rede pública de ensino”, afirma Valente. “Isso significa que do orçamento total da secretaria, no valor de R$ 3 bilhões, 20% foi aplicado sem sucesso. Até por uma questão de economia temos obrigação de corrigir o problema.”
Se depender da estudante Paula, as repetências ficarão no passado. “No programa, os alunos têm liberdade de indicar qual a melhor forma de aprender”, observa. “A matéria é passada com a ajuda de vídeos, músicas, debates. Isso deixa a aula mais movimentada.” A estudante também está animada com a possibilidade de concluir o ensino fundamental em um ano. “Sinto que agora conseguirei progredir”, vislumbra.
Professores treinados
Para conhecer o novo método de ensino, professores passaram por um curso de formação com 200 horas de duração. Aprenderam a importância de integrar os alunos entre si e de estimular a participação com dinâmicas em grupo. A professora Daniela Pereira Rodrigues deixa as aulas abertas para músicas e brincadeira educativas, na tentativa de prender a atenção dos estudantes.
“Temos a coordenação, que cuida da manutenção da sala; a socialização, que uma vez por semana trata de integrar os alunos com brincadeiras e debates; a avaliação, para sabermos qual a opinião dos alunos sobre as aulas; e a síntese, que faz um resumo dos pontos mais importantes do dia anterior e passa para o restante da sala”, descreve a docente. “Os alunos são muito estimulados a participarem das aulas, que são menos maçantes do que no curso regular.”
http://www.distritofederal.df.gov.br/sites/000/53/00005472.JPG
A estudante Rayane Lima dos Reis (foto), 17 anos, lembra com preguiça da 8ª série. Repetiu o ano três vezes e não tinha ânimo para freqüentar as aulas. “Era sempre a mesma coisa, muito cansativo. Não prestava atenção no professor nem pegava nos livros em casa”, admite. Com o novo método, a jovem garante que passou a encarar os estudos com mais ânimo. “Quando a aula é divertida e nos faz pensar, a gente se interessa mais”, avalia.
Carolina Caraballo – Agência de Comunicação